História You Can Call Me Monster - Capítulo 21


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Lay, Personagens Originais, Sehun, Suho, Xiumin
Tags Baekhyun, Byun Baekhyun, Exo, Imagine, Psicopatia, Sindromes
Visualizações 762
Palavras 4.179
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Hentai, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 21 - Gasolina


Fanfic / Fanfiction You Can Call Me Monster - Capítulo 21 - Gasolina

Kyungsoo estava agoniado, não era pra menos, acabara de receber ameaças de um cara que com certeza não é o Baekhyun.

Sabia que tinha que tomar muito cuidado, afinal confrontou forças com um inimigo ardiloso e calculista.

Durante o banho, enquanto deixava a água quente aquecer o seu corpo temeroso, lembrou-se do sorriso brilhante de Baekhyun.

Baekhyun tinha um daqueles sorrisos solares, que dissipavam até mesmo a mais densa escuridão. Mas agora... agora tudo que via no sorriso do garoto era maldade, pura maldade.

Kyungsoo gostaria de pegar Baekhyun em seu colo, e lhe dar carinho e amor até que voltasse a ser o que era antes, para que ele voltasse a ser o seu amado amigo Byun Baekhyun.

- Volta pra nós Baek, volta. - Disse Kyungsoo como se Baekhyun pudesse ouvir suas palavras.

Por todo esse tempo Kyungsoo havia reprimido a dor e o trauma, por conta de tudo aquilo que vira naquele jantar, mas agora não suportava mais, e o retrato disso, eram as lágrimas que rolavam sobre o seu rosto.

Apesar de tudo que viu e ouviu, ainda nutria esperanças a cerca de Baekhyun, acreditava que era possível sim, trazer o antigo Baek de volta.

- Eu preciso fazer algo por ele, mas o que meu Deus? - Pensava Kyungsoo, enquanto esfregava o shampoo na cabeça.

Kyungsoo tinha em mente, que salvaria s/n de Baekhyun, e depois daquele banho, aderiu mais uma meta.

Salvar Baekhyun dele próprio.




            XXX 




Marry fitava os números do celular de Kyungsoo digitados no celular, e hesitava em clicar no "chamar". Isso porque não tinha certeza sobre qual resposta ouviria a cerca de sua proposta.

Pensou, pensou, e concluiu que aquele tipo de conversa não era apropriado ter pelo celular, então resolveu convidar o garoto para um café.

Na terceira chamada Kyungsoo atendeu, ja sabia quem era, pois Marry ja havia o ligado antes.

- Oi Marry. - Disse Kyungsoo.

- Oi, eu preciso ter uma conversa séria com você, mas não pode ser pelo o celular, que tal um café? - Disse Marry, indo direto ao ponto.

- Daqui a trinta minutos, em Hongdae, certo? - Disse Kyungsoo, tão objetivo quanto Marry.

- Certo. - Disse a garota, encerrando a chamada em seguida.




XXX 



Marry entrou no restaurante e andou com dificuldade, desviando das várias mesas que havia no local.

Kyungsoo lhe passou uma mensagem minutos depois da ligação, lhe indicando o local exato em que iriam se encontrar.

Enquanto se aproximava dos fundos do restaurante, avistou Kyungsoo sentado em uma mesa, com o resto escondido pelo capuz do moletom. 

- O que você quer de mim Marry? - Disse Kyungsoo, assim que a moça sentou-se a sua frente.

- Primeiramente, quero certezas, e depois quem sabe, uma parceria.

- Que tipo de parceria?

- Primeiro quero as certezas.

- Prossiga. - Disse Kyungsoo, pousando suas mãos sobre a mesa.

- Você sabe que foi o Baekhyun que assassinou Haru e Dean, não sabe?

- Você deveria tomar mais cuidado com suas afirmações. 

- Sim, você sabe. - Afirmou Marry.

- Como pode afirmar algo? Pelo o que sei você passou o tempo todo ao lado de s/n. - Desconversou Kyungsoo.

- Você tem razão, eu passei o tempo todo com ela, mas eu tenho certezas. Sei que o Baekhyun é  um louco, que seria plenamente capaz de cometer esse absurdos, sei também, que você saiu da sala jantar, e quando as luzes se ascenderam você já estava lá novamente. Eu não quero acreditar que você matou aqueles dois, prefiro crer que você sabe quem os matou, que você viu absolutamente tudo. - Disse Marry, olhando profundamente nos olhos de Kyungsoo.

- Não importa o que ele tenha feito, Baekhyun é meu amigo, e eu o amo, não vou sobre hipótese alguma jogar ele perante os seus olhos que exalam vingança, portanto, se você quer ajuda para desmascara-lo perdeu o seu tempo. 

Kyungsoo queria sim fazer algo, e iria. Mas não queria vingança, não queria destruir Baekhyun assim como sabia que Marry queria.

Faria tudo com extrema cautela, salvaria s/n, e ajudaria o amigo a se livrar de toda aquela loucura doentia.

- Então você confessa, confessa que viu tudo, foi ele, aí meu Deus, aquele desgraçado. - Disse Marry, batendo na mesa, expressando todo o seu ódio.

Kyungsoo apenas observou a fúria da garota com seus olhos apáticos, sem demonstrar qualquer tipo de emoção.

- Como você pode dizer que ama um ser imundo desse? - Disse Marry, com indignação no olhar.

- Hum, eu não tenho tempo para pessoas  histéricas . - Disse Kyungsoo, após soltar um sorriso irônico.

- Espera, por favor não vá embora, eu prometo que vou me controlar. - Disse Marry, segurando o braço de Kyungsoo que já se levantava.

- Eu já te falei que não vou ajudar. - Disse Kyungsoo, irritado.

- Apenas tire minha amiga do caminho dele, e não tente me impedir, pois a partir de agora, Baekhyun irá sentir o meu ódio, e quem estiver no meu caminho, irá sentir também. - Disse Marry, se levantando e saindo, calmamente.

Kyungsoo sentou-se na cadeira novamente com a respiração pesada, e o coração acelerado.

- Senhor, está sentindo-se bem? - Disse o Garçom, que assistia toda cena.

- Sim, sim, eu estou bem. - Respondeu Kyungsoo, com certa dificuldade para falar.

A lista de preocupações de Kyungsoo só aumentavam, era como se estivesse entre duas paredes que logo se fechariam e esmagariam o seu corpo.

Marry agia como se não tivesse consciência das coisas, como se não soubesse que Baekhyun era extremamente perigoso, e se ele descobrir os seus planos para destruí-lo acabará com ela num piscar de olhos.

Kyungsoo precisava agir, agir rápido, afinal  não estava preparado para ver Baekhyun fazer mais uma vítima.





XXX - S/n On.



        Durante o banho ouvi batidas leves em minha porta, e como a mesma estava destrancada apenas ordenei que entrasse.

Ouvi passo se aproximando lentamente do banheiro, e instantaneamente me arrependi de ter deixado sabe Deus quem, entrar em meu quarto.

Meus medos logo se foram, quando vi quem estava escorado na porta do banheiro me observando com um sorriso safado nos lábios.

Baekhyun.

- Como você pode ser tão linda? - Disse Baek.

- Aigoo, para com isso. - Disse eu, cobrindo meus seios e minha região íntima.

- Para você com isso, até parece que eu nunca te vi nua. - Disse ele, mordendo os lábios.

Aquele garoto, adorava me afrontar.

- E você também para com essa afronta aí, você sabe que é proibido morder os lábios. - Disse eu, em tom brincalhão.

- Meu amor, você se lembra do nosso primeiro encontro? Em que eu disse que havia sonhado com você, mas não quis revelar o teor do sonho?

- Você quer dizer nossa primeira foda? Lembro sim. - Disse eu.

Baekhyun sorriu, e esperou por minha resposta.

- E sim, eu lembro dessa história de sonho também.

- Então, era mais ou menos isso, eu entrava no banheiro e encontrava você completamente nua, tomando banho. Ah amor você estava tão gostosa no sonho, e está tão gostosa agora. - Disse Baek, suspirando em seguida.

- Parece que alguém está querendo realizar um certo sonho erótico. - Disse eu.

- Eu imagina, mas se você quiser eu quero. - Disse ele sorrindo.

- Eu quero, eu quero tudo com você Byun Baekhyun, tudo. - Disse eu.

Baek então, avançou em minha direção, abriu o box e tomou meus lábios, sem nem sequer tirar suas roupas.

Suas mãos percorriam todo o meu corpo nu, até pararem sobre minha vagina, estimulando o meu clitóris com um de seus dedos.

- Aí amor. - Disse eu, gemendo baixinho.

Baek sorriu com o meu gemido, em seguida agarrando o meu cabelo e puxando para trás com força.

No pescoço agora exposto, a língua de Baekhyun fazia morada, sugando todas as gotículas de água que se encontravam ali. Desceu um pouco mais, indo de encontro aos meu seios, que ansiavam por aquele toque.

Meu corpo todo estremecia de prazer, e eu gemia baixinho, com os olhos fechados.

Por um segundo, abri os olhos, e quase caí para trás com o que vi. Marry estava parada na porta do banheiro, observando a cena com ódio no olhar.

- Meu Deus do céu, Marry. - Disse eu, afastando Baek de mim com toda força.

Baekhyun olhou curioso para a minha amiga, que ainda nos observava, imóvel.

- Eu queria falar com você, mas, eu volto outra hora. - Disse Marry, saindo apressada.

- Mas o que foi isso? - Disse Baek, me olhando com o olhar confuso.

Eu não conseguia responder nada, tão pouco me mover, apenas me lembrava do olhar cheio de ódio que Marry lançava contra nós dois.



             XXX




       - Desculpas por não ter realizado o teu sonho. - Disse eu, me jogando na cama ao lado de Baek, após ter me trocado.

- Tudo bem meu amor, oportunidade é o que não vai faltar. - Disse ele, afagando o meu cabelo.

- E agora, como você vai voltar pra casa com suas roupas todas molhadas? - Disse eu.

- Não sei, estava pensando em ir com só com  toalha que está em meu corpo, o que você acha? - Disse ele, sorrindo.

- Idiota. - Disse, dando um tapa em seu peito nu.

- Amor eu preciso de perguntar algo, é sobre o dia dos assassinatos.

- Eu não quero falar sobre isso, só de lembrar eu já sinto vontade de chorar.

- Eu sei, mas é importante.

- Tá, então fala.

- Quando eu subi as escadas, quem veio atrás de mim? - Disse Baek, em um tom baixo.

- Quando você saiu, eu tive uma pequena discussão com Haru, o que fez ela sair da sala de jantar, não necessariamente ir atrás de você. Depois Dean, este realmente foi atrás de você, Chanyeol também foi, não lembro se antes ou depois de Dean, em seguida... - Hesitei continuar.

- Em seguida? - Disse Baek.

- Kyungsoo. - Disse, sentindo um aperto no peito.

- Ele saiu discretamente, com o olhar desconfiando, quase como se não quisesse ser notado.

- É  mesmo? Nossa. - Disse ele.

- Pois é.

- Amor, eu não queria dizer isso mas, com essa nova informação, algo está me deixando encucado.

- O que é?  - Disse eu, me sentando na cama.

- Kyungsoo pode saber de algo acerca do aconteceu. Durante o depoimento dele para a polícia, ele afirmou várias vezes que esteve o tempo todo na sala de jantar, por que ele mentiu?

Por que ele mentiu? Aquelas palavras ecoaram várias vezes em minha cabeça, de repente ficou difícil respirar. Não pode ser, Kyungsoo não faria isso, faria?


XXX - Baekhyun On.


Após encontro com s/n, eu tinha as informações que precisava. Chanyeol tinha razão, Kyungsoo pode ter visto algo.

Droga.

Mas pelo menos tive um ganho hoje, comecei a jogar contra ele de forma sutil, colocando uma dúvida na cabeça de s/n.

Colocar ela contra ele era fundamental para dar sequência aos meus planos, eu não queria te-lo em minha lista negra, mas agora era inevitável, e eu precisava agir.





XXX



     As palavra de Baekhyun tomaram conta dos pensamentos de s/n, ela se condenava por pensar aquilo de Kyungsoo, mas não conseguia entender por que ele mentiu.

Precisava falar com ele de qualquer jeito, então se lembrou que Marry havia conseguido o número de Kyung com Baekhyun.

Desceu as escadas rapidamente,  em busca de Marry e o número de Kyungsoo, além do mais, poderia falar com Marry sobre a cena constrangedora de mais cedo.

Deu batidas apressadas na porta do quarto da amiga, ouviu um sonoro "Já vai", e segundos depois viu a porta sendo aberta.

Marry olhou para a amiga com os olhos cerrados, e um clima tenso se instalou no local.

- Eu posso entrar? - Disse S/n.

Marry continuou em silêncio, apenas escancarou a porta, em um ato exagerado, dando passagem para S/n.

- Eu estou precisando do número do Kyungsoo, e lembrei que você tinha.

- Sim claro, eu te enviar pelo Kakao agora mesmo. - Disse Marry, sem olhar nos olhos da amiga.

- Marry sobre a cena do banheiro, eu...

- Para. - Disse Marry.

- O quê? Por que? - Disse S/n, surpresa pelo comportamento da amiga.

- Não precisa me explicar nada, você são um casal, é normal. - Disse Marry.

- Você está tão estranha... - Disse S/n.

- É que diferente de você, eu ainda me lembro que acabei de perder um grande amiga, que foi assassinada brutalmente. - Disse Marry, com grande pesar.

- Como é que é? 

- Isso mesmo, você ainda deveria estar no luto, mas invés disso fica se esfregando com o aquele lá no banheiro, feito uma cadela no cio. - Disse Marry, se exaltando.

- Eu não vou nem responder isso, vou apenas esperar o seu pedido de desculpas. - Disse a garota, saindo do quarto.

Enquanto subia as escadas com olhos cheio de lágrimas, lembrou-se de quanto o colo da amiga era confortável, o do quanto seria bom ter Haru ali, para abraça-la naqueles tempos difíceis.


XXX - S/n On. 


Depois de passar a tarde inteira chorando, pela morte de Haru, a possibilidade de Kyungsoo ter algo a ver com a morte dela, e pelas palavras duras de Marry, eu consegui me recompor e ligar para Kyungsoo.

Após ouvir de Kyung, que estava muito surpreso por eu ter ligado para ele, eu disse marcar um encontro e logo avisei que o assunto era sério.

A animação na voz de Kyungsoo desapareceu, dando lugar a uma voz tristonha, que me respondia somente com "sim", "tudo bem".


XXX


Quando encontrei cheguei na pacata pracinha em que marquei o encontro com Kyungsoo, o avistei sentado em um dos bancos do lugar.

- Oi. - Disse eu, tímida.

Kyungsoo não me respondeu, apenas abriu um largo sorriso, e cedeu espaço no banco, me convidando a sentar.

- Desculpas pedir para te encontrar aqui, é que é um lugar tranquilo e próximo do campus. - Disse eu.

- Tudo bem, até prefiro assim. - Disse ele.

- Mas então, qual o assunto sério que você quer tratar comigo?

- Bom, eu vou direto ao ponto. Por que você mentiu Kyungsoo? Por que disse a polícia que ficou o tempo todo na sala de jantar, quando não ficou? - Disse eu, séria.

Vi Kyungsoo arregalar os olhos, e engolir em seco. Vi no seu ollhar o desespero, e um explícito "o que eu faço agora?"

- S/n eu, eu, não posso te explicar isso, mas espero que confie em mim. - Disse Kyungsoo.

- Por que eu confiaria em você afinal?  - Disse eu, olhando profundamente em seus olhos.

- Eu sei que não há motivos para isso, mas por favor acredita em mim. E no final de tudo você sabe aí dentro que eu sou a única pessoa em que pode confiar. - Disse ele, colando uma de suas mãos ao meu coração.

Dizem por aí que almas podem se conectar, na verdade eu nunca acreditei muito nesse tipo de coisa, mas fui forçada a crer, no momento em que olhei para Kyungsoo naquele fatídico jantar.

Mesmo sem que eu soubesse, nossas almas se ligaram, em profunda devoção, e eu sabia que podia confiar nele... sempre.

- S/n? - Disse ele, baixinho.

- Hum? - Respondi.

- Eu preciso te beijar agora.

Kyungsoo soltou aquelas palavras no ar, em seguida senti seus lábios fartos nos meus, e o seu hálito quente invadindo minha boca.

E como se tivessem jogado gasolina sobre mim em seguida ateado fogo, senti o meu corpo incendiar. 


XXX 


"O amor sempre está à um passo da tragédia"

O destino nos guia por caminhos tortuosos, pelo menos era nessa ideologia que Baekhyun acreditava. Nada acontece por acaso, ou você está no lugar certo na hora errada, no lugar errado na hora errada, ou quem sabe, lugar certo na hora exata.

A verdade é que as vezes o destino pode ser cruel como a espada de um guerreiro, principalmente para com os corações apaixonados. Isso soa poético, mas neste contexto não existe nada de muito belo, pelo contrário, existe dor, raiva, angústia, desespero; existe muito ódio também.

Baekhyun não imagina que uma simples saída para fazer uma surpresa a S/n, se transformaria em um verdadeiro filme de horror. Ele só queria presentear sua tão amada namorada, aquele por  quem ele julgava ser capaz de fazer qualquer coisa - e era mesmo.

Como não conseguia pensar em nada material que pudesse comprar para agradar a namorada, resolveu então ir até o dormitório da mesma e convida-la para um jantar romântico em seu apartamento.

Dirigia com velocidade pelas ruas de Seul, tinha pressa, afinal, queria dar início à noite maravilhosa que teria ao lado de S/n. Seu coração se alegrou e saltou ridiculamente, quando percebeu que se aproximava do campus da Universidade de S/n.

Como de costume, Baekhyun encarava apenas as ruas por onde guiava seu carro, sem se preocupar muito com as ocorrências nas laterais das ruas, ou as várias praças, parques, e comércios por onde passava.

Mas como uma mão que nos puxa o cabelo e nos obriga a encarar um certo ponto, um certo lugar, Baekhyun virou seu rosto para o lado, e desconfiou de seus olhos lhe mostravam.

Seu coração automaticamente disparou, e ele praticamente parou o carro no meio da rua. Queria acreditar que estava paranóico, que tudo era culpa de sua mente um pouco adoentada, fragilizada, mas sabia que se não parasse aquele carro e fosse verificar de perto a situação, jamais seria capaz de ficar em paz.

Estacionou o carro ao redor da pequena e pacata praça a qual a pouco tempo, havia jurado ver Kyungsoo e s/n conversando. 
Se aproximou a passos lentos do banco mais escondido do lugar, e conforme ia se aproximando seu coração ia ficando apertado. 

Logo viu Kyungsoo pressionando seu rosto e sua boca, contra rosto e boca alheia, no caso, a boca em questão era a boca de sua namorada, sua propriedade, aquela por quem já havia feito tanto, havia feito além dos limites.

Ficou ali, observando as costas do casal, que agora tinha um beijo fervoroso e ao mesmo tempo doce. Baekhyun sentia suas pernas tremendo, e de repente seu estômago doia absurdamente. Era como se s/n estivesse invadindo o peito de Baekhyun com suas próprias mãos e arrancado o seu coração.

Naquele momento, apenas por um segundo, não era mais o Baekhyun doentio, possesivo e abusivo, não era mais um assassino frio. Era apenas o sonhador e apaixonado Byun Baekhyun, trabalhador, sorridente, que sempre se dedicava ao máximo para agradar suas amadas fãs.

Por um momento voltou a ser o menino doce e agradável como a primavera, que já havia sido um dia.

Não foi capaz de se segurar, abriu o berreiro como um bebê de apenas alguns meses de vida, chamando então a atenção de Kyungsoo e s/n, que encaravam o rapaz com os olhos arregalados e o coração cheio de culpa.

S/n tentou se aproximar de Baekhyun, mas ele iniciou uma corrida desesperada e sem rumo, as lágrimas o impedia de enxergar qualquer coisa. Kyungsoo correu atrás dele, seguido por s/n, que corria e gritava desesperadamente por Baekhyun.

Sentiu seu coração apertar, quando viu Baekhyun invadindo a rua movimentada, completamente desnorteado. 






"O amor está sempre à um passo da tragédia" 












O estrondo ensurdecedor do choque de um carro contra o corpo de Baekhyun, estremeceu todas as estruturas do corpo de s/n, e um grito de horror escapou de sua boca. 


XXX - S/n On. 




Kyungsoo fazia ligações apressadas com o celular, ligava para avisar parentes e amigos, do que havia acontecido com Baekhyun, e do estado nada animador em que se encontrava. Ele foi atropelado por um carro em alta velocidade e arremessado a uma distância que eu prefiro não me lembrar. 

Apesar de ter brigado com Marry, eu ainda me sentia na obrigação de avisa-la sobre o ocorrido, e que passaria a noite no hospital esperando por atualizações acerca do estado de saúde de Baek. 

Enquanto Baekhyun estava em uma sala cirúrgica lutando por sua vida, eu me encontrava encolhida em uma das cadeiras do hospital. Não conseguia fixar meus olhos em um ponto fixo, minha cabeça gritava a minha culpa no que havia acontecido com o meu Baek.

Uma agitação na sala em que eu vivia um verdadeiro martírio, me chamou atenção. Os pais de Baekhyun haviam chegado no hospital, juntamente com todos os meninos do Exo.

Chanyeol veio diretamente até a mim, e sentou-se ao lado, me encarou com os olhos cheio de ódio, em seguida me lançado um sorriso carregado de ironia.

- O que você fez dessa vez? sua vadia odiosa. - Disse Chanyeol, baixinho em meu ouvido.

Senti meus olhos se enxerem de lágrimas novamente, eu não tinha a menor condição de me defender, afinal, a culpa pelo o que tinha acontecido a Baek era toda minha. Chanyeol tinha razão, eu realmente agi como uma vadia hoje mais cedo.

Me levantei de meu assento, sem conseguir encarar o Chanyeol cheio de raiva, que ainda permanecia sentado. Em  um estado deplorável, andava pelos corredores do hospital, me escorando pelas paredes, pois meu corpo estava enfraquecido.

Passei a madrugada assim, jogada em um canto qualquer do hospital, sentada no chão, pra chorando, ora com tanta dor no peito, que eu mal conseguia respirar. Eu não queria voltar para a sala, não queria encarar os pais de Baekhyun, eu não seria capaz.

Ouvi passos se aproximando, ergui o rosto e vi Suho parada a minha frente, com o olhar penoso direcionado a mim.

- A cirurgia acabou. - Disse Suho, me oferecendo um pequeno copo de café puro.

- E como ele está? - Disse eu, pegando o copo e me levantando rapidamente. 

- Ele está bem, agora está no CTI para se recuperar melhor e mais rápido. - Disse Suho, com um sorriso nos lábios.

- Aí graças a Deus. - Disse eu, sem conseguir conter as lágrimas.

- Ele vai ficar bem s/n, pode ter certeza. Nosso Baek é muito forte. - Disse Suho, tomando uma de minhas mãos para si.

Eu apenas lhe respondi apertando sua mão e sorrindo em meio as lágrimas.

- Outra coisa, Marry está na sala de espera, ela quer te ver.

- Diga para ela vim até aqui, sim?

- Não se preocupe, todos desceram para tomar café, sei que não deseja ver ninguém.

- Tudo bem, então eu vou lá.

- Certo, eu vou acompanhar os outros no café.

Esperei Suho desaparecer no corredor, para só então, traçar meu caminho em busca de Marry.

Encontrei Marry sentada ao lado de um Kyungsoo sem inexpressivo, sentado feito uma estátua em uma cadeira.

Marry sorriu de forma alegre ao me ver, e ao julgar pela cara de Kyungsoo, Marry com certeza havia aprontado.

- É verdade s/n? Baekhyun... ele te estuprou? - Disse Kyungsoo, com os olhos arregalados.

- O quê? - Disse eu, com a voz tão baixa, que quase nenhum som foi emitido.

- Eu não posso acreditar, eu não posso acreditar que o Baekhyun foi capaz de fazer uma coisa dessas. -  Disse Kyung, abismado.

Eu não era capaz de pronunciar uma única palavra, as lágrimas tomaram conta de meus olhos novamente, confirmando as perguntas de Kyungsoo. Doia muito lembrar de tudo que aconteceu, eu fingia estar bem, fingia ter esquecido tudo, mas ferida ainda estava ali, latente.

- Você... você me prometeu que nunca contaria pra ninguém Marry. - Disse eu, encarado-a com incredulidade.

- Kyungsoo precisava saber que tipo de amigo é esse que ele tanto defende. - Disse Marry, calmamente.

- Marry saí daqui, saia daqui espontaneamente antes que eu te arranque daqui pelos cabelos. - Disse eu, cerrando os punhos.

- Um dia você irá me agradecer por isso, por tudo isso. - Disse ela, se levantando e saindo.

- Não faz sentido, como você consegue ainda estar com ele depois de tudo? - Questionou Kyungsoo.

- "Não faz sentido", "Você é louca" e todo esse blá, blá, blá, que eu sinceramente já estou cansada de ouvir. Tudo isso é porque eu o amo, amo, simplesmente amo. E eu entendo perfeitamente que ele tem uma doença, doença da qual ele precisa se curar, se não, não conseguirei suportar. - Disse eu, tentando sem sucesso, cessar todas aquelas lágrimas.

- Eu não entendo você, e não entendo esse amor, nenhum ser humano comum seria capaz de perdoar uma coisa dessas. - Disse Kyungsoo, me olhando de soslaio.

- O amor é um jogo perdido Kyung, saímos para travar a batalha, já com a certeza de que iremos perder. - Disse eu, pensativa.

Nossa conversa foi interrompida pelo médico avisando-nos que poderíamos ver Baek, mas através de um vidro.

Acompanhamos o médico em total silêncio, ele então nos indicou por onde poderíamos observar Baek.

Ali parada, encarado Baekhyun naquele estado, todo entubado  e cheio de arranhões pelo corpo, senti que meu amor por ele cresceu mais um pouco, se é que aquilo era possível. Eu queria que ele acordasse agora, mas também temia qual seria sua reação ao me ver quando acordasse.

Os ventos da incerteza me invadiram, e o medo tomou conta de todos os meus sentidos. 











~ Continua ~ 















Notas Finais


Por hoje é isso, espero que gostem.

Até mais ❤


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