História You Can't Forget - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias AOA, Block B, Girls' Generation, Nam Joo-hyuk, TWICE
Personagens B-Bomb, Chanmi, Choa, Dahyun, Jessica, Momo, Nam Joo-hyuk, U-Kwon
Tags Bomba De Artifício, Uchoa
Exibições 4
Palavras 3.956
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Festa, Harem, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Quase morta pra postar porque ainda não estou em dia com minha escrita 😱 Mas vai dar tudo certo keke

A música desse capítulo é What I Am To You , do History (amem esse grupo, viu? É maravilhoso, mas ninguém liga pra eles ;-; u.u)

Ah, tem personagem nova e ela até que é importante então, atenção!
Boa leitura~

Capítulo 3 - What I am to you?


Fanfic / Fanfiction You Can't Forget - Capítulo 3 - What I am to you?

~^w^~ Lee Minhyuk ~^w^~



O restante do final de semana se passou tão tranquilo que me assustei ao acordar pela manhã de segunda sem saber o que fazer.


Não, não me arrependo de tê-la beijado no sábado a noite, mas mesmo que force a cabeça ainda não sei por quê fiz aquilo nem se deveria ter feito. Ainda preciso lembrar que sou um cara de dezoito anos terminando o colegial e ela é uma garota de quatorze que ainda está começando o primeiro ano!


Ainda tenho que lembrar que não falei nada a cerca do beijo para Yukwon e mal sei como contar pra ele já que ambos estamos sempre juntos à Momo e Dahyun. Se ela tiver contado a amiga japonesa dela não vou ter a oportunidade de falar à sós com meu amigo sem que elas saibam do que eu estou falando.


E aí que eu me toquei da pior parte. Se nós quatro estaríamos o dia inteiro junto eu deveria tomar uma atitude quanto Dahyun, certo? Não devo fingir que isso nunca aconteceu - seria pior -, mas não sei o que dizer ou como chegar nela.


Acho que me meti numa confusão sozinho e a carreguei junto.


Nesse dia em especial tive ume dificuldade enorme - e inexplicável - para levantar. Minha cama parecia especial boa hoje. Isso só pode ser Karma. Quando comecei a cogitar a ideia de não ir à escola hoje meu telefone tocou. Yukwon. Mal preciso olhar para saber. Também pensei na ideia de não atender, mas então ele viria até minha casa.


Melhor ir para a escola.


- To chegando, calma. - falo assim que atendo e sem dar tempo para que diga alguma, desligo.


Me arrumei o mais rápido possível tentando não parecer que eu realmente tinha acordado e saído de casa. Comecei desastroso, ótimo.


Por sorte consegui chegar na hora. Yukwon, como esperado, começou a me bombardear de perguntas e repetir como eu me tornei um irresponsável de uma hora para outra. Quando estava quase para, literalmente, explodir a cabeça dele a professora chegou.


Nunca fiquei tão feliz por uma professora chegar cedo em sala.




No intervalo entre uma aula e outra decidi que deveria falar com Yukwon antes do intervalo.


- Me escuta, para de falar! - falo dando um tapa em sua nuca - Eu já disse que vou te explicar, mas se continuar dizendo como eu sou irresponsável não te falo mais nada.


- Tá, tá. Fala logo!


- Se lembra que sábado eu saí com a Dahyun?


- Você saiu sozinho com a Dahyun?


- Eu não te contei?


- Não! - bateu as mãos na minha mesa.


- Tá, tá. Agora sabe que eu saí. Posso continuar? - ele abanou as mãos. - Okay, vou entender isso como um sim. Acontece que, não sei porquê diabos, quando deixei ela na casa dela eu...


- Você beijou ela? - Realmente acho que ele pode ler mentes. Ainda bem!


- É.


- E no que estava pensando quando não quis levantar da cama? - apertou os olhos como se pudesse puxar minha alma com eles.


- Credo, Yukwon. Não me olha assim, parece que quer me matar. - ele não parou. Idiota. - Sei lá. É que eu não sei como conversar com ela agora. Na real, eu juro que não sei porque tive a brilhante ideia de beijar ela. - apoio a cabeça na mão.


- Só aja normalmente. Se ela parecer que quer falar do assunto você fala. Simples.


- É. Com certeza muito simples - sorrio irônico. Mas não tenho outra opção.

 



No intervalo elas não apareceram. Momo disse que Dahyun e ela precisavam fazer um trabalho na biblioteca por isso não poderiam ficar com a gente hoje. Mas Stephanie e Hyunwoo apareceram do nada. Foi bom porque me distraí. Pensei que talvez pudesse ficar o intervalo inteiro preocupado com o que eu deveria falar com a Dahyun.


Eu sei, muito exagero, mas se eu parar pra pensar que ela é quatro anos mais nova que eu me deixa com um pouco de peso na consciência. Se ela é mais nova eu devia cuidar dela e não beijá-la, não é?


Então o horário do treino deles chegou. Eu sei que não tenho a mínima obrigação de ir ajudá-los, mas se eu não fosse hoje - contrariando todos os ensaios a anteriores - seria pior ainda.


Quando cheguei na sala do ensaio estranhei que nada parecia ter mudado. Me senti até aliviado. Mas esse alívio se transformou em um baita nervoso quando Hyunwoo pediu uma pausa.


Dahyun correu para sua mochila para pegar a garrafa de água enquanto arrumava o cabelo em um rabo de cavalo desajeitado. Era agora. Eu não posso perder mais tempo ou me tornarei um completo idiota.


Foi um segundo. O segundo que levei para me levantar da cadeira foi o segundo que ela precisou para, magicamente, aparecer ao meu lado. Eu não posso começar falando "e aí, a gente se beijou, né?". Isso seria simplesmente ridículo. Então me lembrei de um detalhe idiota, mas que seria melhor. Ou menos pior. Já não sei nada.


- Dahyun - ela se virou de frente fazendo seu cabelo se desprender em várias partes -, eu estive pensando. Você disse que eu sou quatro anos mais velho, né? - ela balançou a cabeça confirmando - Mas nossa diferença na escola é de três anos. Você é adiantada?


- Sim. - respondeu abrindo um enorme sorriso. - Mas não sou tão boa assim na escola. Estou na média geral e tenho alguns probleminhas com exatas - riu - Está bom para quem é adiantada, não?


- Está ótimo. - falei rindo sendo acompanhado por ela - Se precisar de alguma ajuda antes das provas pode me chamar.


- B-bomb não perde tempo pra dizer como é o aluno prodígio do ensino médio.


Yukwon falou rindo deixando de olhar o celular - que penso ser da Momo - em sua mão. Eles não cansam de falar sobre Japão e animes. Acho que a pobre japonesinha está sendo explorada.


- Eh! Do que você está falando, idiota! - falo irritado por não ter nada pra jogar em cima dele. - De qualquer forma, chame! - falo me virando para Dahyun novamente.


- Sim. Vou chamar, Ajusshi. - levantou os polegares sorrindo e voltou a tentar prender o cabelo.


Esse é o momento. Estamos "sozinhos" - por sozinhos quero dizer sem perturbação alheia - vulgo Yukwon - e ao que parece ela não está me achando estranho por tê-la beijado. Isso não é nada mal, certo?


- Dahyun... - antes que falasse fui interrompido.


- É sobre ontem? - sorriu - Está tudo bem. Não precisa falar nada.


- Mas eu acho que...


- Não fala! - me deu um tapa fraco e meio brincalhão na coxa.


- Não. Eu vou falar. - ela fez careta. - É sério. Eu preciso falar. - suspirou finalmente aceitando que eu iria falar e qualquer jeito - Eu não sei porque fiz aquilo. Mas vou ser sincero então saiba que se eu voltasse atrás teria feito isso de qualquer jeito.


- Tudo bem. - sorriu.


- Mas eu... Não sei sobre você então não sei se eu devia ter feito isso.


- Sim, você devia. Ficaria magoada se voltássemos no tempo e você deixasse dr fazer o que fez. Foi meu primeiro beijo, sabia?


- O que?! - falei alto o suficiente para que Hyunwoo e Stephanie olhassem em nossa direção confusos. - Desculpe. - ri sem graça então eles voltaram a fazer o sei lá o que que estavam fazendo antes. - Se foi o primeiro eu não devia ter feito.


- É claro que devia! - bateu em meu braço um pouco forte.


- Aí, isso dói! - reclamo passando a mão onde levei o tapa. - De qualquer forma, se você no tivesse falado isso eu me sentiria menos estranho.


- Você vai entender. Vai entender o porquê devia fazer.


- Que é isso? - faço careta - 'Tá virando vidente ou cartomante?


- Não estou virando nada! - riu batendo em meu braço.


- Vamos voltar! - Yukwon gritou enquanto todos se juntavam novamente no centro da sala para retomar os ensaios.


E eu passei todo maldito ensaio olhando ela dançar sem saber se era uma marcação comum ou uma marcação. Penso que seja a segunda opção, mas quanto mais penso mais chego à conclusão de que, por causa dela, faço coisas sem sentido e que não posso explicar.


Ela me faz agir como um idiota.


***


Final de semana. Falta um final de semana para o começo do que muitos chamam de "a semana no inferno". As provas. São as primeiras provas do ano, temos alguns professores novos, o último ano sempre é um pouco desastroso e juntar todos esses fatores só resulta em duas coisas: Desespero e nervosismo.


Eu me garanto, mas acho que a tensão dos outros alunos vem me afetado tanto que estou desesperado por nada. Acordei sábado pela manhã extremamente cedo. Entorno das quatro da manhã. Isso é hora de acordar quando não se tem nada para fazer?! Disso eu tenho certeza que não!


Fiquei tanto tempo dando voltas pela casa que cogitei a ideia de voltar a dormir. E tentei fazê-lo, mas não consegui. Por sorte minhas tentativas de dormir duraram até que meu celular marcasse seis da manhã. Ótimo. Agora posso ir em uma cafeteria antes de morrer de fome!


Me arrumei apressado - estou faminto! - e fui a pé até a cafeteria que costumo ir aos sábados - raramente tenho coragem para cozinhar algo para o desjejum nos finais de semana.


Fiquei enrolando por lá até as sete ou oito horas - não sei ao certo - quando meu celular tocou.


- O Yukwon me passou seu número. - ri. Foi a primeira coisa que ela falou quando atendi.


Era Dahyun.


Só após ela dizer isso que me toquei de que eu não tinha o número de ninguém do grupo da escola.


 - Tudo bem. Se me ligou à essa hora é porque precisa de algo, estou enganado? - ouvi ela puxar o ar surpresa.


Nesse momento eu podia imaginar sua expressão. Os olhos arregalados e a boca aberta e talvez a mão sobre esta.


- Te acordei? - perguntou nervosa. Ri novamente.


- Não. Estou em uma cafeteria. Acordei há tempos. - ela suspirou aliviada e novamente era como se eu pudesse vê-la colocando a mão sobre o coração e fechando os olhos se tranquilizando.


- Eu queria te pedir um favor...


- Escola? - a interrompi como ela faz de costume.


- Como adivinhou? - agora tenho certeza que ela deve estar com uma mão na cintura e encarando um pouco estressada o telefone como se quizesse me intimidar pelo objeto.


- Não adivinhei. - dei de ombros mesmo que ela não pudesse ver. - Apenas sabia. - sorri. É divertido conversar com ela mesmo que não seja pessoalmente. - Qual matéria?


- Exatas. - imagino ela sorrindo cinicamente. Como ela faz muitas vezes. - Posso ir pra sua casa?


- Pode. - respondi rindo. - Uma aluna adiantada com complicações em exatas é um problema, não acha?


- Acho. - riu - Mas não posso fazer nada quanto a isso além de estudar. - deu uma pausa - Me manda seu endereço. Em duas horas eu chego.


- Duas horas?!


- É. Apartamentos de meninos que moram sozinhos costumam ser uma bagunça. Estou te tando um tempo pra limpar.


- Ah, sério, você...


- Tchau. - desligou na minha cara. Na minha cara! - Aish, essa criança..


Fui até a bancada de atendimento para pagar a conta e voltei para casa.


Ao contrário do que pode parecer, eu não sou uma pessoa suja. Sou meio desorganizado, confesso, mas isso é apenas dentro do meu quarto onde poucas pessoas entravam.


Não precisei de meia hora para arrumar tudo. Duas horas. Ela só pode estar de brincadeira. Assim que me sentei no sofá escutei a campainha tocar. Verifiquei as horas no celular e cheguei a conclusão que se fosse Dahyun, ela estaria quase uma hora e meia adiantada.


Levantei-me indo até a porta sendo surpreendido por Dahyun na porta.


- Demorou pra abrir. - fez um bico.


- Você está adiantada. - ergui uma sombrancelha.


- Então estava mesmo arrumando a casa? - imitou meu gesto.


- Não. Só fui olhar as horas antes de abrir a porta porque você está adiantada. - abri mais a porta dando espaço para ela entrar.


Ela entrou olhando tudo em volta de forma quase entediada. Jogou sua mochila sobre o sofá enquanto eu fechava a porta e foi direto pra cozinha. Cozinhas americanas são sempre fáceis de achar.


- Tem comida? Tô com fome e não comi antes de vir.


- Você deu sorte - falei indo até a cozinha atrás dela -... que eu sempre ofereço comida para as pessoas.


- Então vou vir aqui mais vezes. - riu sapeca.


- Tenho que parar de ser gentil com você. Está se aproveitando disso.


- Claro que estou, Oppa.


- Oppa? - ri decidindo o que eu faria para ela comer e juntando o que eu precisava.


- Oppa. Ganho mais coisas te chamando assim. Quer ajuda?


- Não, obrigado. Está se aproveitando mesmo.


- Claro que estou. - sorriu e foi até o balcão onde eu começava a preparar tudo. - Arroz? - sorriu animada - Gosto de arroz com kimchi.


- Certo. Arroz com Kimchi*.


Quando ela chegou na minha casa eram quase oito horas da manhã. Quando terminei de fazer o arroz com Kimchi já eram dez. Perdmos muito tempo com coisas fúteis como alguma música legal que passava na TV ou algum assunto bobo e repentino que surgia enquanto conversávamos.


Ao contrário do preparo, comer foi uma tarefa bem mais rápida. Creio que gastamos meia hora. Mas se contarmos com todas as brincadeiras infantis ou desafios mais infantis ainda que fizemos enquanto comíamos, posso afirmar que foi realmente rápido.


Quando decidimos por, finalmente, ir estudar, já estávamos próximos da hora do almoço.


Não sei o motivo - continuo a pensar que ela me leva a fazer coisas que nunca vou descobrir o motivo -, mas acabei indo estudar com ela na escrivaninha do meu quarto. Não costumo deiar as pessoas entrarem no meu quarto por causa da bagunça, mas quando dei por mim ela já estava sentada na cadeira usando as rodas para girar por todo o quarto.


- Seu quarto é uma bagunça. - riu empurrando algumas roupas que estavam jogadas na cma para o canto. - Tem um cesto bem ali! - apontou para o canto do quarto onde estava o cesto com roupas sujas.


- Mas essas em cima da cama estão limpas.


- Você nem arruma sua cama. - torceu os lábios.


- Não tem necessidade de arrumar e desarrumar toda vez que uso a cama. É só jogar um cobertor. - ela riu.


- Isso é verdade. Eu devia adotar pra vida.


- Não faça isso. Vai criar uma zona assim. - ri apontando para a cama. - Vamos começar. Se enrrolarmos assim você só vai sair daqui a noite.


- Ok, Ajusshi. - riu e foi com a cadeira até ficar próxima a mesa. - Vamos começar.




Quanto tempo? Já não tenho ideia. Mas só me toquei do tempo que gastamos quando precisamos ascender a luz por estar difícil de enxergar.


- Acho que pulamos o almoço. - riu.


- Você deve estar com fome, não é? O que quer comer? - me levantei do chão, estava procurando algumas questoes no celular, e abri a porta do quarto ascendendo a luz.


- Não vou te dar mais trabalho. Pizza?


- Certo. Pizza. - sorri.


Saí do quarto, ela vinha atrás, e fui até a sala para pegar o telefone fixo. Liguei para a melhor pizzaria entre as - poucas - que eu conheço.


- Vai ser rápido. - respondo tornando a colocar o telefone sobre a mesa de centro.


- Ajusshi. - me virei para ela soltando um 'hm' automático e quase inaudível. - Você tem um vídeo game! - falou animada e se ajoelhou em frente à estante onde estava a TV e o vídeo game.


- Ah, isso. Tem tempo que eu não jogo por causa da escola e dos dois ensaios.


- Você não precisa vir no nosso ensaio. - sentou no chão se virando para mim.


- Eu gosto de ir. - sorri. - Você quer jogar, né? Liga aí.


Ela sorriu animada e ligou o vídeo game. Não precisei dizer nada, ela tomou a liberdade de escolher um jogo. De primeira no vi qual era, mas logo descobri ser um dos que raramente jogo.


- Joga comigo? - perguntou juntando as mãos ao rosto.


- Não precisava de um aegyo pra pedir isso.


- Não foi um aegyo. Eu sei que sou fofa normalmente. - sorriu apertando os olhos.


- Vai dizer que isso não foi um aegyo?


- Claro que foi - mostrou a língua infantilmente. - Só joga. - se levantou do chão com dois controles na mão e me entregou um.


Ficamos quase trinta minutos jogando e nessa meia hora eu reparei que ela rouba muito. Ela entrou na frente da TV, tirou o controla da minha mão, continuava o jogo quando eu pausava, até desligou o meu controle!


Por sorte - ou não, porque eu ainda não consegui ganhar dela depois da sessão de roubos - o interfone do apartamento tocou. Era a pizza.


- Chegou! - disse animada.


Peguei um casaco no meio do caminho e saí do apartamento gritando um ' já volto ' do meio do corredor. Desci até o portão e paguei o motoboy tornando para o apartamento com a piza e o refrigerante em mãos.


Coloquei sobre a mesa de centro e fui até a cozinha pegar guardanapos. Comemos a pizza enquanto jogávamos o que reultou em controles engordurados, chão com várias gotas de refrigerante e uma zona extra na minha sala porque, bem como antes, Dahyun continua a roubar. Mas dessa vez eu fazia exatamente tudo o que ela fazia. Foi uma roubalheira só e eu teria trabalho para arrumar aquilo depois. Mas estava divertido.


- Omo! Já está muito tarde! - disse olhando no relógio do pulso. - São quase onze. Preciso ligar pro meu pai.


Se levantou correndo para a cozinha. Lavou as mãos e ligou para seu pai usando o celular. Fui atrás dela e lavei as mãos também. Apoiei-me na bancada da pia e fiquei escutando a conversa. 


- Nós perdemos o tempo... Estávamos jogando vídeo game. - fez uma careta como se esperasse uma enorme bronca do outro lado da linha - Claro que estudamos, pai! É que depois pedimos pizza e acabamos perdendo o a hora. - riu sem graça.


Peguei o celular da mão dela.


- Boa noite, senhor Kim. - falei ao telefone tentando parecer o mais feliz possível. - Eu e a Dahyunnie estávamos estudamos e sem querer pulamos o almoço. Como estava escurecendo pedimos pizza e fomos jogar video game. Acabamos nos distraindo do horário. Desculpe.


- Minhyuk?


- Sim, senhor.


- Não me chame de senhor. - disse rindo contrariando o que eu esperei que ele pudesse falar. - Você também é meu filho, lembra? - ri da forma forma que ele falou me lembrando de quando ele me chamava de filho por ir muitas vezes à sua loja.


- Sim, pai. - nós rimos.


Dahyun a minha frente apertou os olhos como se estivesse com ciúmes do pai.


- Pai, a Dahyun pode dormir aqui? Está tarde pra ela ir embora, não acha?


- Sim, está bem tarde... - pareceu hesitar por um momento.


Dahyun tentou pegar o telefone da minha mão, mas segurei uma de suas mãos e mantive longe o suficiente. Ela continuava dando pulinhos, me batendo e ficando na ponta dos pés na tentativa de pegar o telefone, mas não conseguiu.


- Tudo bem. - sorri - Desde que você é Minhyuk acho que está tudo bem.


- Obrigado, pai. - sorri e desliguei o telefone. - Você vai dormir aqui hoje.


Ela me olhou com a maior cara de morta possível.

 



- Que fofo. Até arrumou o quarto. - Dahyun disse rindo enquanto entrava no quarto após tomar um banho.


- Sim. Você vai dormir aqui. - sorri.


Limpar o quarto foi bem mais complicado do que eu achei que seria. Não na parte literal, mas na parte onde eu colocava as coisas - na verdade as roupas - no lugar. Eu realmente não sirvo para dobrar roupas!


- Aqui? - apontou para a cama com uma sombrancelha erguida. - E você?


- Yukwon e mais algumas pessoas do nosso grupo atigo vem muitas vezes pra cá. O sofá estica.


- Ah! Agora entendi. - disse rindo.


Eu já estava indo até o guarda roupa para mostrar onde ficavam as cobertas - as vezes faz muito frio durante a noite - quando meu celular vibrou escandalosamente em cima da mesa perto da Dahyun.


Ela pegou olhando a tela.


- Chanmi? - olhou incerta para o celular - Quem é? - estendeu o celular na minha direção.


- É do grupo de dança. - pego o celular atendendo. - Yeobo?


- B-bomb! Porque você não responde as mensagens, hein?! - vi Dahyun rir em minha frente provavelmente ouvindo a conversa. - Tá, não importa! - Chanmi nunca me deixa falar... - Vai ter uma apresentação mês que vem. Você tá livre?


- Sim, acho que sim.


Okay. Todos que foram tem que confirmar a presença até o próximo esaio então decidimos qual vai ser a coreografia, certo? Acho que não vamos ensaiar nada novo, mas se for o caso se prepare para ensaiar até perder as pernas. - riu do outro lado da linha.


- Tudo bem. Confirmo até amanhã. Boa noite, Chanmi.


Desliguei o telefone após ela dizer um escandaloso "boa noite".


- Apresentação do seu grupo? - Dahyun perguntou.


Quando olhei ela já estava sentada na cama com uma das duas cobertas enrolando seu corpo a partir dos ombros.


- Sim. - sorri - Deve estar cansada. Vou te deixar dormir.


- Não! Fica mais um pouco. - bateu na minha cama me pedindo para sentar ao lado dela.


Sentei-me onde ela indicou e fiquei a encarando com uma enorme interrogação.


- Me fala do grupo. - ela disse. A encarei mais confuso ainda. - Seu grupo de dança.


- Ah... Nós éramos dezesseis. Agora somos sete meninos e oito meninas. O J Black, que é o mais velho e o nosso lider; um tailandês que eu nunca sei o nome; Hyoyeon que é uma das nossas noonas; a Chanmi, a única que é muito próxima de todos; Ho Won, ele e o Yukwon não se dão muito bem. - ri - Cheungha, que é a mais nova; Feeldog, ele entrou há pouco tempo; tem outro Minhyuk que nos chamamos de Rocky; Seyong, Mijoo, Min, Changjo, Bora e Honey J, que é nossa segunda noona. - respirei fundo apoiando a cabeça na parede. - Nosso grupo deve ter uns três ou talvez quatro anos, mas estamos muito bem para um tempo tão pequeno.


- O gupo é grande. Nesses quatro anos vocês devem ter se aproximando bastante, né? - rimos. - Eu queria que isso acontecesse com o grupo da escola. Que gente continue juntos por muitos anos. - ela sorriu provavelmente fantasiando como seria o grupo daqui a alguns anos. Então subitamente ela se virou em minha direção. - Você vai continuar com a gente, né?


- Claro. - sorrimos. - Dahyun, eu estive pensando sobre aquilo.


- Aquilo? - ergueu as sombrancelhas já sabendo exatamente do que eu estava falando.


- É.


- Nós já falamos sobre... - a interrompi.


- Mas é que eu pensei com muito cuidado. Já faz uma semana e isso é a única coisa que consegue destaque na minha mente.


- Onde quer chegar?


- Eu realmente quero repetir aquilo.


Pude ver um pequeno sorriso, quase escondido, surgir em seus lábios.


- Dorme no quarto hoje? Comigo?


Eu não sei por quê.


Mas de alguma forma, eu não consigo dizer não pra ela.






Han baljjak dagaga deo meoreojyeo show what you got

Han beon deoneun wiheomhae bad girl, you calm me down

Mallyeodeureoganeun nal boge dwae

Ni mamdaero hamyeo nal nollyeodae

The girl is too much, the girl is dangerous


Se eu der um passo para frente, você dá um para trás, mostre o que você tem

Mais uma vez é perigosa garota má, você me faz perder a calma

Eu me vejo caindo nos seus truques

Você faz o que quer e brinca comigo

A menina é demais, a garota é perigosa













Notas Finais


*Kimchi é um condimento típico da culinária da Coreia com base em acelga.

Bem, foi isso. Bem simples, né? Keke
Enfim
Até o próximo!


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