História You Can't Help Me - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Bianca di Angelo, Nico di Angelo, Percy Jackson, Will Solace
Tags Lemon, Nico Di Angelo, Percy Jackson, Pernico, Yaoi
Exibições 137
Palavras 1.841
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Ficção, Lemon, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


CHEGAY TRAZENDO UM CAPITULO QUENTÍSSIMO PRA VOCÊS.

A música escolhida foi Side to Side – Ariana Grande ft. Nicki Minaj.

Capítulo 10 - Chapter 10 - Geordies


Fanfic / Fanfiction You Can't Help Me - Capítulo 10 - Chapter 10 - Geordies

Tão pouco tempo, mas eu já me viciara em seu beijo.

Cada movimento de línguas calmas era mais explosivo que bombas, cada suspiro, cada toque...

Eu estava em transe, mas não temia acordar, tinha certeza de que não era um sonho, não desta vez.

O beijo cessava lentamente, isso me frustrou, e para ser pior eu não sabia como agir agora que havia acontecido.

Ele permaneceu me reparando, eu estava estático. Era constrangedor.

Tomei fôlego antes de falar:

– Você acabou com os meus planos de me fazer de difícil.

Ele riu.

– Eu juro que não sei o que dizer. – Continuei.

– Não precisa dizer mil coisas, se você falar que gostou tanto quanto eu já é o suficiente.

– Eu queria tanto quanto você, é obvio que eu gostei. – Respondi.

– Eu poderia ter feito antes, mas você gosta de complicar.

– Não é que eu goste de complicar, mas é que eu não queria ser só mais um nome na sua lista.

– Então você tem intenções mais sérias? – Perguntou arqueando a sobrancelha.

– Não vou dizer mais nada.

– Ah não, você começou, agora tem que terminar. – Protestou.

Eu o ignorei olhando para os lados.

– Nico! – Ele insistiu.

Tomei fôlego.

– Sim Percy, eu tenho intenções mais sérias! – Falei alto. – Mas você sabe que a sua reputação não é a das melhores nesse assunto.

– Você prefere acreditar no que as outras pessoas dizem do que no que eu digo?

– E o que você tem dizer?

– Que eu gosto de você Nico, eu realmente gosto muito de você.

Foi inevitável que eu sorrisse.

Por fora eu me derreti, por dentro senti fogos de artificio explodindo, de qualquer forma eu não sabia se ele era sincero no que dizia, conquista era a arte de Percy. E ele fazia isso muito bem.

– Sempre quis escutar isso de você, mas não sei se acredito. – Falei.

Ele suspirou e disse:

– Eu vou te convencer disso, leve o tempo que for.

...

 

– Oi irmãozinho. – Falou Bianca espiando pela porta.

– Ai pelo amor de Lana Del Rey, não me chama de irmãozinho.

Ela sorriu e depois de entrar, sentou-se ao meu lado na cama.

– Como você está? – Perguntou enquanto mexia em uma mecha de seu cabelo.

– Bem... Bem confuso.

– Isso tem algo a ver com aquele tal Percy?

– É claro que tem.

– Não brinca! Me conta agora.

– Ele me beijou.

– Ai cacete, até que enfim. – Ela falou empolgada.

– E bom... Ele disse que meio que gosta de mim.

– Aaaaaaah, temos um progresso aqui! – Gritou.

– Não temos não. Eu não sei se ele foi sincero.

– Nico, você não acredita nele?

– Pode ser mentira, talvez ele só queira conseguir... Aquilo. Bianca, eu sou apaixonado por ele, se for uma brincadeira eu não sei como eu reagiria, eu não estou querendo ser machucado.

– Eu entendi. – Bianca falou deitando a cabeça no meu ombro.

– Eu queria saber se o que ele diz é verdade.

– Nico, tem uma coisa que eu aprendi com meus relacionamentos é não há como saber e não existe fórmula para um relacionamento. Se você quer viver esse amor vai ter que abrir mão da segurança, vai precisar se jogar, é possível que você se machuque, mas infelizmente isso faz parte.

– Então você acha que eu posso dar uma chance a ele? – Perguntei.

– Você deve dar essa chance. Não é tão difícil, afinal eu sei que ele é seu crush master.

Ri.

– Tudo bem então, farei isso, mas se eu me foder eu acabo com a sua vida.

– Eu não duvido disso. – Ela piscou e saiu.

...

 

Já se passava da meia noite.

Estava assistindo a um episódio de Geordie Shore quando o meu celular tocou, o número na tela despertou o meu sorriso.

– É bom que você tenha algo muito importante pra falar porque interrompeu a minha série. – Falei.

– Nossa, é ótimo falar com você também. – Percy respondeu. – O que você está assistindo que é tão importante?

– Geordie Shore.

–Sério? Amo Geordie Shore.

– Quem não ama? Mas fala logo o que você quer.

– Grosso, mas bem, você quer sair amanhã?

– Hum... Eu não estou muita intenção de sair. – Respondi.

– Não está com intenção de sair ou não está com intenção de sair comigo?

– Palhaço, não tem a ver com você.

– Então eu tenho outra proposta.

– Diga Perseu.

– Por que você não vem pra minha casa e nós fazemos uma super maratona de Geordie Shore?

A ideia me pareceu ótima, e também me pareceu uma cilada.

– Nico? Nico? Tá aí?

– Eu... Tô.

– Então, você vem ou não?

Respirei fundo.

– Ok, eu vou, mas eu vou pela Charlotte e não por você.  – Falei.

– E eu só te chamei pela Holly, não por você. – Ele respondeu.

Rimos

– Então até mais tarde.

– Até.

– Boa noite, boa manhã, ah sei lá. – Despediu-se e desligou.

...

 

– Nico? Onde você está indo? – Bianca perguntou quando passei por ela.

– Eu vou... Vou... – Tropecei nas palavras por não saber como explicar.

– Ai tá bom, não precisa explicar, não quero saber das suas perversões.

– Quer saber? Vai à merda. – Respondi.

Ela aproximou os lábios da minha orelha como se fosse cochichar.

– Boa sorte. – Sussurrou e me olhou sorrindo.

Deixei minha casa e segui para casa de Percy, era um pouco distante, mas eu não tinha pressa, além de que o clima era agradável e não seria ruim fazer algum exercício.

À tarde de sábado era como de costume, as lojas de fast food estavam cheias, igualmente as praças e parques da cidade.

Tudo parecia bem, mas por dentro eu tinha uma pontada de dúvida. Será que eu estava fazendo certo em ir até ele? Eu não suportava mais tantas interrogações, agir com tanta razão. Quando eu estava perto de Percy a minha mente não funcionava direito, meu coração tomava as decisões. Talvez fosse mais disso que eu precisava: Menos razão e mais emoção, menos dúvidas e mais ação.

Eu queria isso.

A cabeça se perdeu em tudo isso, tanto que logo eu chegara a casa sem nem mesmo perceber os números passos que dei.

Dei-me de frente com uma grande construção que tinha as paredes exteriores num tom de cinza-arroxeado, um jardim minimalista à frente e um chafariz de onde vinha um doce som de águas de chocando gota contra gota. Um portão principal estava aberto, eu então entrei e fui em direção à porta, meus passos faziam som no mármore brilhante e cor de caramelo. Toquei a madeira da porta algumas vezes, até que ela abriu-se, assim como meu sorriso.

– Olá Nico di Angelo. – Percy me cumprimentou.

Precisei de tempo para responder.

Ele tinha o olhar alegre, verde e intenso. Usava uma camiseta branca muito comum e calças de moletom cinza, o cabelo ligeiramente bagunçado como se tivesse acabado de acordar, sou claramente suspeito para dizer, mas ele conseguia ser lindo de qualquer forma.

– Olá Perseu Jackson – Respondi depois de retomar a concentração.

Ele sorriu, abriu passagem e sinalizou com o braço para que eu entrasse. O fiz.

– Eu vou subir e trocar de roupa porque acho que não estou devidamente vestido para acompanhá-lo. Fique a vontade. – Ele falou, e subiu as escadas.

Me limitei a olhar envolta da sala de estar. A casa era ampla e moderna, o chão em toda a sua extensão aparentava ser branco, como se fosse feito de uma delicada louça chinesa clara e brilhante. Andei até o outro lado onde havia uma grande janela de onde se podia ver uma piscina e uma área de lazer bem ao lado, duas palmeiras altas na frente de uma tenda feita de madeira e tecido bege que cobria um par de espreguiçadeiras e uma mesa.

Voltei o meu olhar para dentro outra vez.

Ao lado da escada onde Percy subiu havia uma longa prateleira de madeira branca que pousava porta-retratos, alguns deles continham fotos de um garoto de cabelos pretos que não podia ser outro além daquele que eu pensara.

– Eu era muito lindo não era? Pode confessar. – Percy falou me olhando através do corrimão.

– Eu sou obrigado a dizer que sim. – Concordei.

Ele sorriu.

– Bom, eu não recebo muitas visitas então me desculpe se deixar a desejar. – Falou vindo para perto de mim.

– Suas visitas geralmente são do tipo que vão embora depois de uma hora, não é mesmo?  – Perguntei.

– Nico, não seja bobo. – Ele me segurou pela cintura e sussurrou ao meu ouvido. – Eu preciso de mais tempo do que isso.

Soltei-me de seus braços.

– Não precisa ter pressa, Jackson. – Foi minha vez de sussurrar. – Você vai poder agarrar o que quiser quando for a hora certa.

Trocamos olhares e eu pude ter certeza de que ele tinha voracidade em seu interior.

– Você quer comer alguma coisa? – Perguntou.

Eu ergui as sobrancelhas.

– Eu não estou falando disso. – Advertiu sorrindo.

– Não, obrigado. Estou bem. – Respondi.

– Então, o que vamos fazer?

– Você me chamou aqui pra ver Geordie Shore não é?

– Certo. Então vamos. – Ele segurou minha mão e me guiou até o andar de cima.

Após chegarmos ao corredor do andar superior, ele entrou na ultima porta a esquerda, eu o segui até seu quarto.

– Seja bem vindo a minha bagunça. – Ele disse.

– Só falta a bagunça, que quarto mais certinho. – Falei.

– Eu tenho problemas de Transtorno Obsessivo.

– É serio? – Perguntei.

Percy riu e respondeu:

– Não.

– Eu queria te xingar, mas acho que vou me poupar.

Ele encolheu os ombros e pulou na cama, logo depois acenou para que eu me sentasse ao seu lado.

– Na sua cama? Eu tenho a sensação de que isso não vai prestar.

...

 

Eu não me lembro exatamente de quando adormeci, mas o fato é que aconteceu.

Abri os olhos sem reconhecer de imediato onde estava, mas logo que senti uma respiração na minha nuca as lembranças vieram à cabeça. Olhei para o lado e ele estava lá, agarrado a minha cintura, dormindo profundamente.

Na televisão Geordie Shore ainda passava, era algum episodio da oitava temporada.

– Percy! Acorda! – Gritei.

– Humm, o que foi? – Ele murmurou.

– Acorda! – Bati em seu braço.

Ele pareceu despertar.

– O que? Qual o problema? – Perguntou enquanto encostava-se a cabeceira.

– Percy... Por favor, me diga que não aconteceu nada.

– Eu ainda estou com roupas de baixo, então suponho que só pegamos no sono mesmo.

– Ainda bem. – Respirei com alívio.

– Teria algum problema se tivesse acontecido? – Ele questionou.

– É claro que não, mas, é que eu gostaria de me lembrar quando acontecesse. – Falei.

– Então devemos nos certificar de não ficarmos bêbados. – Brincou. – Principalmente porque eu acho que isso ainda vai levar um tempo.

– Você tem razão, mas pensando bem, nós já até dormimos juntos... Talvez eu possa te dar uma amostra grátis.

Ele sorriu com perversão.

Passei minha perna por cima das dele e ficamos frente a frente. Percy colocou as mãos em minha cintura e eu apoiei as minhas em seu ombro. Investimos nossos lábios um contra o outro, e eu fui então invadido outra vez pela mesma sensação que senti um dia antes, dessa vez porém, eu não precisei me conter, nossos corpos colados e um calor que vinha do desconhecido. Me entreguei a ele e permiti que aquele se tornasse o mais quente dos beijos que já dei.


Notas Finais


Comentem o que acharam desse climão.

E então? Vocês acham que esse hot sai no próximo capitulo ou não?


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