História You captivated me - Capítulo 21


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Emma Swan, Regina Mills, Swan Queen, Swanqueen
Exibições 289
Palavras 1.711
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Música de hoje: Maior - Dani Black e Milton Nascimento

É um capítulo tranquilo e necessário.

Capítulo 21 - Capítulo 21


Eu e Emma brincamos por horas na cama até que ela dormiu, enquanto me ouvia falar sobre histórias minhas e de sua mãe de quando éramos mais novas, não eram entediantes, mas não falei nem vinte minutos e ela apagou.

Liguei para David, gostaria que ele aparecesse sozinho, mas Mary viria junto. Não estava nervosa com isso, gostaria de sentar e conversar com adulto que somos, sem brigas e acusações, sem saídas ridículas do tipo afastar Emma.

– Ela está bem? – Ele perguntou na porta, com Mary ao seu lado, varrendo o interior de minha casa.

– Está dormindo no meu quarto. – Falei, abrindo a porta.

– No seu quarto? – David levantou uma sobrancelha, não acreditei que pudesse ter pensando tal coisa.

– Sim, no meu quarto, onde estávamos deitadas. – Cutuquei e vi Mary andar em direção a onde ela estava.

– Não fizemos nada, por Deus! – Mostrei Emma deitada, enrolada na coberta. – Conversamos e brincamos. Ela veio para cá seguindo uns mapas que havia feito.

– Mapa da Emma. – Mary sussurrou fechando a porta.

– Esse.. Vamos na cozinha, ela vai acordar. Querem algo? Água? Café? Leite? – Tentei não ficar nervosa à medida que o tempo passava. Ao tempo que não tinha porque ficar nervosa, o que eles poderiam fazer? Apesar de Mary ser louca, David agia como uma trava.

– Assim não dá. Não podemos deitar com a preocupação se Emma estará ou não em casa pela manha. – Mary disse pegando um copo de água, o girando na mesa.

– David, pode nos dar licença? Vai conversar com meus peixes, eles podem te contar segredos de Emma. – Pisquei para ele e Mary assentiu.

Ele se retirou e ficou nós. Mary era muito importante para mim, foi meu apoio e minha caixinha de segredos por muito tempo, não aceitava que nos perdêssemos assim, que todos os anos e confiança se perdessem no vento, como se nunca tivessem existido.

– Porque ela? – Mary perguntou, empurrando o copo vazio em minha direção. – Tem um mundo de garotas lindas ai fora, porque a Emma, Regina? – Me olhou, sem acusações, sem levantar a guarda.

– Aconteceu. Você sabe me dizer por que David? – Falei, vendo-o bater no vidro do aquário, exatamente como Emma faz.

– É diferente. – Revirou os olhos, tencionando se levantar. Segurei sua mão, a contendo.

– É diferente, eu sei que é. E sei quem eu sou, Mary, desatenta, louca. Eu achei que Emma era uma cachorra, lembra? – Riu balançando a cabeça negativamente. – Você sabe como é isso, sabe como é se apaixonar por alguém, não conseguir imaginar nada além de uma pessoa.

– Você tinha Daniel, eu não consigo criar na mente uma linha coerente que te leve de Emma a Daniel, dois mundos opostos. Eu vi você se casar, Regina. Não consigo entender, mesmo surtando, mesmo querendo te matar, no fundo,  preciso de algo que faça sentido para me agarrar. – Seus olhos marejaram e apertei sua mão, a entendia, mesmo.

– Eu me casei e fui feliz com ele, não nego nossa história em momento algum, Daniel me fez crescer, Mary. Não sei te dizer se foi o tempo quem levou os sentimentos aos poucos, se fomos nós quem o deixamos partir, mas ambos sabíamos que os sentimentos eram nós que nos prendiam. Mas quem quer admitir isso? O fim de algo. – Pensar em tudo fez com que algumas lágrimas descessem lentas por meu rosto, pingando na madeira da mesa.

– Porque não terminou? Ou ao menos me contou? Nós nos víamos todos os dias! E porque deixou Emma entrar, quando você ainda não era capaz de admitir o fim? – Levantou, andando até a janela, passando a mão no rosto, contendo o choro manso. David nos olhou e fiz um gesto para que não intervisse.

– Eu não admitia a mim, como diria a você? Não estava infeliz com a situação, só era cômoda. – Batia as unhas na mesa, buscando um jeito certo de falar. Aliás, certo não era a palavra certa. – Emma apareceu veio devagar, lembro muito bem de ela me dizendo que não gosta de coisas desorganizadas.

– Ela não gosta mesmo, íamos ao mercado e ela ficava alinhando os produtos, foram muitas advertências até isso diminuir. – Encostou-se na parede, com os braços cruzados. – Vê? Nós tivemos muito trabalho todos esses anos para Emma estar onde estar hoje, nós ficamos loucos e foi difícil, e agora você vem e sinto que voltamos ao zero. Você sabe como me senti inútil vendo Emma se trancando naquela sala, mas mais que isso, se trancando dentro de si? E saber que era culpa sua.. Logo você. – Pegou mais um copo de água, se sentando a minha frente.

– Eu sei que errei. Eu tive medo.. – Suspirei. – De não alcança-la mais ou mesmo de perder nossa amizade. Mas vocês não regressaram, Mary. É apenas um lado de Emma que vocês nunca viram. Nunca imaginou que ela pudesse se envolver com alguém? Ou que um dia ela poderia sair de casa? – Questionei, já havia questionado sobre algo parecido antes, em momentos exaltados, mas a resposta nunca veio.

– Não. Não pensei que ela poderia se envolver, sair de casa ou como vai ser quando nós morrermos. Porque eu pensaria isso quando Emma estava protegida sob meus olhos? Por que... Tenho medo do que o mundo possa fazer com ela. E é desesperador. – Mais um copo de água, podia ver seus dedos tremendo ao segurar o copo.

– Ela precisa de algo além de vocês, até mesmo além de mim... – Falei, pulando para a cadeira ao seu lado, pegando suas mãos. Essa conversa foi um avanço para mim. – Não posso prometer que não vou machuca-la, mas você precisa me dar uma chance. E não me afastar, nem dela nem de você. Sinto sua falta na empresa.

– Você poderia me pedir qualquer coisa, Regina, e eu não negaria a você, até abrigo se quisesse, eu abriria a porta da minha casa. Mas isso.. – Balançou a cabeça negativamente suspirando. – Como pode me pedir isso, é minha filha.

– Porque se não aceitar você vai machuca-la. Vocês já estão fazendo isso, machucando ela. Se não tivessem brigando, se não estivessem sendo resistentes, Emma não estaria se distanciando. Olha pra mim, Mary. Emma está dormindo no meu quarto e ela comeu umas tortinhas com sabores diferentes, sabia? Ela faz coisas que não está acostumada comigo. Isso é realmente ruim? – Levantei pegando o copo de sua mão, mais um pouco e ela começaria a vazar. O fato de Mary estar calma e conversando como fazíamos antes era um ponto positivo, temia que ela mantivesse sua posição inicial, contudo sabia que estava menos resistente.

– Não é ruim, Regina. Mas não poderia ser só uma amizade? Não poderia ser...menos perigoso? – Olhou para David, um chamado silencioso.

– Poderia ser amizade, mas aconteceu. Pergunto a David o mesmo que perguntei a você. Porque Mary? – O olhei e o vi coçar a cabeça olhando para ela, um “help me”. – Acontece, ninguém está imune a sentir qualquer coisa. Não quero Emma fugindo para vir aqui, é perigoso, não quero brigar com vocês todas às vezes. David, me ajuda.

– Eu não sei, Regina. Apesar de estar do seu lado o tempo todo, ainda assim, é complicado, entende? Estava ali vendo seus peixinhos e pensando que sei que não fez nada com Emma, mas vai acontecer, não é? Como vai ser? E você vai ir em casa sempre? Ela vem aqui? Eu não sei como isso funciona. – Colocou a mão no ombro de Mary, apertando.

– Passeios, sorvete, filme, dias em casa comendo como hoje. Vocês namoraram, oras! – Brinquei com ele, que riu alisando os cabelos curtos e loiros. – Minha mãe vai conversar com Daniel, porque vocês não tentam?

– Está sugerindo que precisamos de um psicólogo? Terapia? – Mary arqueou a sobrancelha, levantando ao lado de David.

– Não pode ser bom? Ver além do que se tem a frente? Daniel é a melhor pessoa do mundo. – Eles não confirmaram, mas sabia que aquela conversa abriu caminho para nós.

– Quem é a melhor pessoa do mundo? – Emma assustou-me, na porta alternando o olhar entre nós três. Veio até mim abraçando minha cintura, pousando a cabeça em meu ombro.

– Daniel. Estou sugerindo a seus pais que conversem com ele, ele é psicólogo. – Disse, depositando um beijo em meio a seus cabelos.

Um silêncio se instalou, Emma mexia em meus cabelos e os olhos atentos de seus pais não desgrudavam dela. David tinha um sorriso pequeno de canto, Mary permanecia séria. Estava esperando que dissessem algo ou mesmo Emma se pronunciasse.

– Vamos tentar, não é? – David disse por fim, ganhando um olhar arregalado da esposa. – Olha pra ela, Mary, devemos isso a ela, aos anos que a privamos de tanto, por medo ou insegurança. – David abaixou-se pegando suas mãos, dando um beijo em cada. – Se Regina a machucar, eu mato e você esconde o corpo.

– Não vai matar ela. – Emma se virou instantaneamente.

– Então... amanha posso esperar as duas na empresa? – Perguntei, passando uma mecha do cabelo de Emma para trás da orelha, ganhando um sorriso bobo.

– Certo, amanha, nós duas vamos, acabou a folga. – Mary não disse com certeza. – Vamos, por hoje deu.

– Obrigada.. Pelas coisas. – Emma disse virada para mim. Não sei como se ela se sentia em relação aos pais estarem em atrás de si.

– Vamos, Emma, vamos. – David colocou a mão em seu ombro a direcionando a saída. Segurei no braço de Mary, a brecando.

– Obrigada pela conversa, pela chance. Estava com saudade.. – Apertei seu braço, vendo-a se segurar para não rir.

– Estava com saudade também, Regina. – Me abraçou, como sempre fazia. No dia seguinte ela poderia me procurar louca e desistindo da bandeira branca, porém rezava para não acontecer. Porque estar com Emma e com uma amiga é ainda melhor, e um pai ciumento também. Dos passos que demos desde que tudo havia estourado, esse foi o mais importante. Os vi indo embora, com Emma acenando no banco de trás.

Queria ligar pra minha mãe e contar, queria ligar para o Daniel e comentar sobre David e Mary, queria andar e gritar para todo mundo que havia avançado, queria que Emma tivesse ficado. Mas fechei a porta e sentei na sala, vendo meus peixinhos, pensando em ir com a pequena comprar mais alguns e trocar algumas coisas da casa, algumas coisas combinavam mais com ela. Soltei o peso do corpo rindo abobada, me permitindo sentir sem travas. Finalmente.



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