História You captivated me - Capítulo 25


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Emma Swan, Regina Mills, Swan Queen, Swanqueen
Exibições 230
Palavras 1.591
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Bem, olá vocês.

Sinto dizer que certa fique caminha para um fim próximo. E não pretendo deixar assunto em aberto, já me foi cobrado sexualidade, Daniel, Cora/Regina e quanto a esses tratarei sem duvidas. Se houver mais alguma coisa, estou aberta a ouvir sugestões. Criticas também são bem vidas, sempre.

A música não combina muito, mas é tão linda, quero compartilhar com você: Turnaround - Hans Zimmer. Procurem, é bom. (;

Beijos de luz.

Capítulo 25 - Capítulo 25


 

 

- Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando a contempla. Ele pensa: "Minha flor está lá, nalgum lugar. . . " Mas se o carneiro come a flor, é para ele, bruscamente, como se todas as estrelas se apagassem! E isto não tem importância!

Não pôde dizer mais nada. Pôs-se bruscamente a soluçar. A noite caíra. Larguei as ferramentas. Ria-me do martelo, do parafuso, da sede e da morte. Havia numa estrela, num planeta, o meu, a Terra, um principezinho a consolar! Tomei-o nos braços. Embalei-o. E lhe dizia: "A flor que tu amas não está em perigo... Vou desenhar uma pequena mordaça para o carneiro... Uma armadura para a flor... Eu..." Eu não sabia o que dizer. Sentia-me desajeitado. Não sabia como atingi-lo, onde encontrá-lo...

É tão misterioso, o país das lágrimas!

~~~~~~~~

 

Fiquei com Emma até que se acalmasse, longos minutos, segurando-a, pensando que tudo era demais para ela, desde o inicio, se dentro de mim houve conflitos de sentimentos, dentro dela isso deveria estar sempre explodindo. Quando o choro cessou, ela levantou a cabeça, tocando meu rosto com ambas as mãos, distribuindo beijos por todos os cantos, sorri colocando a mão sobre a sua.

- Tudo bem.. – Sussurrei, virando o rosto até encontrar seus lábios. Sua mão parecia mais firme em meu rosto e aquele beijo parecia diferente dos outros, fugia da tranquilidade e fragilidade dos demais.

- Sua mãe está certa. – Afastou-se alguns centímetros, com os olhos vermelhos e miúdos novamente.

- Nunca repita isso, Emma. – Falei, pegando suas mãos e apertando. – Você sabe que eu amo você, não sabe? – Assentiu, olhando para as próprias mãos. – E você sente algo também, certo?

- Sim. – Levantou a cabeça me olhando, novamente sorri para ela, deixando um beijo em sua testa.

- Isso basta, Emma. Eu sei que você sente muito ai, eu sinto isso. Minha mãe é uma jumenta. – Revirei os olhos, com a última afirmação.

- O que? Um animal? – Emma remexeu-se, quase rindo. – Mas ela deveria andar de quatro.. – Ri alto e ofereci meu colo para ela novamente.

Mais um longo tempo ficamos juntas ali no chão, sem nos preocupar com horário ou qualquer coisa. As palavras do livro vagavam em minha mente. Sentia-me conhecendo um mundo novo também, entendo cada parte dele, crescendo e fincando raízes em suas terras.

- Sabe o que tem no fundo da minha casa? – Levantei-me a ajudando a levantar.

- Um cachorro? – Olhou para a porta fechada, acho que tentando ver algo.

- Um jardim abandonado.. – A guiei até lá, mostrando a bagunça que estava.

- Deveria ser um pecado abandonar um lugar assim! – Disse indignada, ficando de joelho, tocando na terra, balançava a cabeça em indignação.

- Vou ali comprar umas sementes e umas coisas, eu posso te ajudar.. -  Abaixei-me do seu lado, vendo suas mãos já sujas. – Quer luvas?

- Não.. É bom sentir a terra. E pode ir, eu vou ficar aqui, arrumando. – Sabia que não iria parar de mexer para me responder.

Troquei-me, peguei o celular e sai discando o número dos pais dela. David estava com voz de sono, sequer perguntou quando eu levaria Emma embora. Segui até o local que vendia de tudo perto da minha casa, peguei luvas, as sementes, regado, pá pequena e mais algumas coisas.

Peguei o menor numero de sacolas possíveis e sai. Fiz o caminho de volta a passos curtos e despreocupados. Passei na padaria comprei pão para a gente, pois na confusão da minha mãe, o café havia ficado para trás.

- Emma? – A chamei assim que entrei. Ela apareceu na porta com terra até o cabelo.  – Vamos comer antes de continuar com isso?

- Comprou tudo? – Perguntou indo em direção ao banheiro. Assenti.

Preparei o leite dela quando lavava as mãos. Antes de comermos ajeitei seus cabelos, tirando a terra, ela pegou as bolachinhas e eu preferi o pão. Comemos em silêncio, seus dedos faziam o copo girar lentamente na mesa.

- Minha mãe não ligou? – Perguntou, cortando o silêncio.

- Eu liguei, acho que estão dormindo a essa hora. Preguiçosos! – Ri, Dav era realmente, a preguiça em pessoa.

- Vou ficar aqui o dia todo? – Falou, enquanto levava o colo na pia, olhando o céu pela janela.

- Se quiser... Nós podemos mexer no jardim, fazer alguma coisa.. Mas, se quiser ir embora, eu te levo. – Levantei, juntando tudo na pia para lavar, esperando que respondesse.

- Eu já cavei buracos para por as sementes.. Olha! – Disse alterando o assunto, me puxando para fora.

Já estava realmente bem melhor, e próximos à parede estavam os buracos que comentou. Peguei o que havia comprado, coloquei uma roupa mais velha e me juntei a ela. Emma pegava minha mão sempre que eu azia uma coisa errada, ou apertava mais do que devia a terra, ou jogava água demais.

O importante mesmo daquele momento foi vê-la à vontade com tudo, sorrindo, sem agitação. Realmente era algo que gostava e me diverti a ajudando, ou melhor dizendo, a atrapalhando. Pegava As sementes que queria e segurava a deixando procurar por um tempo, estava engraçado até ela descobrir.

- Se não me devolver, vou pegar toda essa terra e passar no seu cabelo sedoso. – Falou, com os braços cruzados, emburrada.

- Vai? – Sem segurar a risada.

- Regina!!! – Estendeu a mão, ainda me olhando séria.

- Só e dou se você me der muitos beijos. – Levantei e encostei na parede.

- O nome disso é chantagem! – Levantou-se dizendo, desfazendo a marra. – Uma chantagem boa.., - Riu já tocando meus lábios.

Talvez fosse melhor a beijar quando estivesse sentada ou deitada, minhas pernas fraquejavam diante de seu toque. – Passei um braço por sua cintura a trazendo para mais perto de mim. Não ousava abrir os olhos e quebrar aquele momento. Queria que fosse eterno. Em meio aos beijos ela sorriu, pegando as sementes da minha mão.

- Já? – Fiz bico quando ela tencionou voltar a mexer com as sementes e a terra.

- Não esta na hora do almoço? Estou com fome.. – Sussurrou, voltando e dando outro beijo.

Olhei o relógio da cozinha na parede e já passava da hora de almoçar. A deixei lá e preparei comida para nós. David avisou que a buscaria mais tarde. Ambas tomamos banho antes de comer, fazê-la entrar foi um sacrifício. Enquanto comíamos ela falava do que havia plantado, do tempo que demoraria para nascer e crescer, o quanto de água deveria por.

- Não mate minhas plantinhas. – Disse, olhando para lá.

- Vou te trazer aqui todos os dias para cuidar delas. Eu sei lidar com meus peixes, Emma. – Falei apontando para eles que nunca estavam nos dando atenção.

- Só não sabe dar nomes a eles, né? – Brincou e riu.

- O que acha de me ajudar a arrumar isso aqui, senhora engraçadinha? – Devolvi a brincadeira. Ela ficou me olhando um tempo. – Eu lavo e você seca e guarda.

- Mas... – Pigarreou na mesa.

- Vem, vem. Te mostro onde guardar. – A abracei por trás, dando um beijo em sua bochecha, seguindo até a pia.

Lavar louça e secar se tronou algo descontraído, além da louça, nós quase lavamos o chão também. Bagunçamos mais do que arrumamos alguma coisa. Mary e David chegaram e a encontraram com a blusa bem molhada.

- Está sem água na sua casa? – David perguntou entrando. – Porque Emma deve estar tomando banho de mangueira..

- Ela estava me ajudando a limpar a cozinha.. – Falei, segurando o riso, com ela atrás de mim.

- Limpar a cozinha? – Mary arqueou a sobrancelha. – Ela não faz isso nem em casa!

- Pai, vem ver meu jardim. – Puxou David para fora, toda animada.

- Como foi à noite? – Perguntei a Mary, de pirraça, suas bochechas coraram na hora. – Pode me poupar dos detalhes..

- Regina! – Repreendeu-me e ri. – E aqui, Emma se comportou? Dormir aonde?

- É pra ser sincera? – Cocei a nuca, mordendo os lábios, mentir estava fora de cogitação.

- Jura? – Perguntou com a voz indignada.

- Nós namoramos, certo? – Sua expressão de estranheza me assustou. . – E de qualquer forma, nós só dormimos..

- Vai me contar quando acontecer? – Perguntou, olhando Emma e Davis lá fora, a puxei para o sofá.

-  Vai sim, eu vou ser o primeiro a saber. – David entrou, se colocando ao lado dela.

- Vocês são curiosos. - Joguei a almofada em ambos. – Mas ninguém me disse como foi à noite ainda. – Posso dizer que a minha foi ótima e eu deveria chamar vocês de sogros.

- Regina, você perdeu o amor à vida? – Mary arqueou a sobrancelha, meu humor estava tão bom.

- Talvez.. Mas eu achei o amor da minha vida.. – Sussurrei vendo Emma entrar e se sentar ao meu lado.

Ambos me olharam. David sorriu. Mary juntou as mãos na frente do rosto, eu conhecia esse gesto, acho que a ficha que faltava a cair estava finalmente caindo.

Eles ficaram em casa até quase anoitecer e Emma ficar inquieta. Quando saíram eu terminei de arrumar algumas coisas. Tomei banho novamente. Preparei café, porque deu uma vontade louca de tomar. Coloquei Adele para tocar, peguei uma caixa antiga de fotos e espalhei na cama.

Eram fotos minhas e de meu pai, de várias idades. Nós nos divertíamos juntos e nos entendíamos. Tinha com a minha mãe também, a posição dela na história me entristecia, ela costumava ser um apoio para mim, assim como Mary e mesmo depois de tudo, sentia a estabilidade de ambas. 

 



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