História You changed me - Second season - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Personagens Originais
Tags Jelena, Juscy (justin, Tracy
Exibições 93
Palavras 4.075
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


DEMOREI MAIS CHEGUEI! Espero que vocês gostem, estou postando agora correndo, pois tenho que ir trabalhar...
Vou revisá-lo dentro do onibus, qualquer erro me perdoem, ele será corrigido de noite!
Muito obrigado pela paciencia! Amo você XoXo

Capítulo 4 - Gracie! Quieta!


Fanfic / Fanfiction You changed me - Second season - Capítulo 4 - Gracie! Quieta!

-Tchau gente, muito obrigado por terem vindo! - Abraço um por um. 

-Vamos marcar uma festinha na sua casa qualquer dia?! - Emmy me abraça apertado. 

-Quando eu estiver na minha casa pode ter certeza! - Sorrio, e passo para o Cameron. 

-Atende a Hailey, ela ficou muito chateada por não poder ter vindo. 

-Ta bom, vou ligar para ela quando tiver um tempinho. 

Quando termino de me despedir de todos, entro no carro que vai levar-me direto para o aeroporto particular. 

Pego meu celular dentro da bolsa e ligo para minha mãe. 

-Oi. - Atende aborrecida. 

-Oi, desculpa te acordar, como ela está? 

-Finalmente dormindo, vou te dizer viu, você a acostumou muito mal. 

-Eu? Como assim? 

-Tracy, você está em turnê mundial, não pode voltar para casa toda noite,  e ela não pode fazer esse showzinho toda vez antes de dormir! - Murmura cansada. 

-Ela tem apenas 6 meses mãe! E natural, e eu sempre quero estar presente. - "Não vou ser igual você!" reclamo mentalmente. 

-Não quero brigar essa hora!  Coloquei ela para dormir no seu quarto. Você deve chegar lá para cinco da manhã, provavelmente ela acordará, então eu deixei uma mamadeira pronta na geladeira, só esquentar e dar a ela. 

-Obrigada mãe, boa noite! 

-Boa noite. - Desliga logo depois. 

Jogo meu corpo contra o banco e fecho meus olhos desejando estar em casa.

P.O.V Justin Bieber

-Eai cara, como foi? - Falo assim que o Chaz atende o celular. 

-Foi tudo ótimo, estava tudo lindo e  ela estava bem. 

-Quem foi? 

-A cara muita gente, modelos, atores, atrizes, ela teve que passar a noite toda andando, se revezando entre todo mundo... A e aquele cara que você comentou... Como é o nome dele mesmo? 

-Gregg Sulkin?! 

-Isso. 

-Você sabe onde ela está morando?

-Acho que com os pais. 

-Valeu. 

-Justin deixe-a respirar. Se em algum momento vocês tiverem que voltar, vocês vão voltar! 

-Tchau Chaz. - Finalizo a chamada, sem conseguir esconder a raiva. 

Subo as escada de dois em dois em direção ao meu quarto, vou direto na estante de cabeceira e fuço as gavetas a procura de um papel onde anotei o número Sr. Evans. Acho-o no canto, amassado, aparentando ser uma coisa insignificante, mas que para mim pode ser o passaporte para falar com a mulher da minha vida. 

Disco o número impaciente e coloco para chamar. 

-Patrick Evans, com quem eu falo? 

-Aqui é o J... Greeg, a Tracy está? - Porque diabos eu disse que sou esse cara? 

-Gregg, você tem noção de quantas horas são? 

-Tenho sim senhor, me desculpe pelo horário, mas é urgente. 

-Eu sinto muito mas sua urgência vai ter que esperar, pois ela ainda não chegou! 

-Vocês tem alguma idéia de quantas horas ela chega? 

-Não Gregg! Você querer dei... - Algo o interrompe, e lá no fundo ouço choro de criança. - Quer deixar algum recado? 

-Não, depois eu ligo... - Murmurou distraído. 

-Ótimo, tenha uma boa noite! - Ele desliga. 

Criança...? Eu... Bom... Meio confuso, pelo menos eu sei onde ela está. 

Rapidamente esqueço o choro, a única coisa que se passa na minha cabeça é que agora tenho chances de vê-la, mais uma vez, com calma, e aí vou ter a chance de saber o que aconteceu, então vamos voltar a ser o que éramos antes. 

Deito na cama e fecho os olhos, imaginando minha vida com ela, até pegar no sono, com o sorriso dela sendo a última coisa que vejo...

-Ah... - Pego meu celular que não para de tocar e atendo sem olhar o identificador. 

-Gregg? - Ouço sua voz doce, e sinto o cansaço lá no fundo. 

-Como você tá? - Falo baixinho. 

-Só estou cansada, acabei de chegar de Las Vegas, achei que ia dormir, mas tive uns probleminhas, aí aproveitei para te ligar, desculpa se te acordei. 

-Não, tudo bem...

-Então, qual era a urgência? 

-Eu só queria ouvir sua voz. 

-Você é um amor Gregg... -  Por alguns segundos achei que éramos eu e ela, mas lembrei que para ela sou o Gregg. - Olha eu tenho que ir, mas assim que der, te ligo novamente e nós marcamos alguma coisa. 

-Tracy...

-Eu tenho que ir. Posso ligar nesse número? 

-A não, depois mando uma mensagem em qual número você pode ligar.

-Okay... Boa noite. - Sinto seu sorriso do outro lado, mais uma vez esqueço que sou o "Gregg". 

-Boa noite princesa. Eu te amo. - Espero sua resposta, mas ouço apenas o tu, tu, tu da ligação finalizada.

P.O.V Tracy

-Hey amor, ainda são 5h da manhã, vamos dormir, ein... - Estou andando de um lado para o outro tentando fazer com que a Gracie durma. 
Só tive tempo de tomar um banho rápido, estou em pé desde a hora que cheguei, estou cansada do show, da festa, não sinto minhas pernas.

Enfim desisto, meu corpo e minha mente não aguentam mais. 

Quando sento na cama ela começa a chorar. 

-Shii... - Balanço meu corpo de um lado para o outro. 

Demora, mas aos poucos o choro vai diminuindo, e eu vou deitando devagar, deixando-a deitada em cima de mim com a cabeça apoiada no meu peito. 

Automaticamente meus olhos se fecham, mas tento não dormir pois sei que ela ainda está acordado. Sinto seus dedinhos brincando com o meu cabelo. 

Mas minha mente não me obedece, então o que me resta é me arrastar para o meio da cama, e abraçá-la. 

Aos poucos tudo escurece, e a única coisa que consegue deixar parte de mim em alerta é saber que minha pequena está acordada em cima de mim.

Acordo assustada, com a sensação de que estava caindo, olho para fora e ainda está amanhecendo, a Gracie ainda está em cima de mim, mas graças a Deus dormindo. Pego ela com cuidado, e a levo para seu quarto, onde a coloco no berço de ladinho formando a cena mais linda que já vi. Ela está chupando o dedo, com o rosto sereno e o pouco cabelo que tem bagunçado. Sorrio... 

Agradeço a Deus por ter me dado você, sem você hoje minha vida não seria nada! me declaro mentalmente. Ligo a babá eletrônica, e vou para meu quarto. 

Coloco a babá eletrônica do lado do meu travesseiro e deito caindo em um sono profundo imediatamente. 

Acordo com as risadinhas da Gracie, olho em volta a procurando, mas percebo que o som vem da babá eletrônica. Sorrio. Levanto preguiçosamente e vou para o banheiro. Faço minha higiene e saio. 

A casa está silenciosa, minha mãe deve estar exausta, ela nunca cuidou realmente de uma criança, na verdade eu queria que a Rosa fizesse todo o trabalho, mas meu pai não aceitou, e exigiu que ela cuidasse da Gracie, e eu não poderia negar. 

Abro as cortinas do quarto dela, e vou pega-la. O sol está em seu rosto deixando seus olhos mais claros do que já são. 

Tiro tudo a roupa que cobre seu corpo, e  a frauda que está cheia de xixi.  Pego-a no colo e vou para o banheiro, onde coloco a banheira dela para a encher. Quando já contém uma quantidade de água razoável desligo e a coloco na água. 

Pela primeira vez em seis meses de vida de ela não se assustou ao entrar em contato com a água, acho que isso a deixou feliz porque ela começou a bater na água molhando tudo ao redor, inclusive eu. 

-Agora vem a parte mais difícil! - Sussurro.

Seguro-a com apenas uma mão e com a outra pego o sabonete líquido despejando-o em seu corpo o deixando escorregadio. 
Aí meu Deus me ajuda?! Começo a lavar todo seu corpo. Quando termino respiro fundo, é olho em seus olhinhos. Ela está séria, olhando para mim, por um instante acho que a machuquei, mas aí percebo que estou tão tensa que ela sentiu. Sorrio para ela, ela ainda está séria, até desconfiada. Mas continuo sorrindo, até que consigo conquistá-la fazendo-a sorrir de volta. 

Meu coração se enche de alegria, deixando o resto do banho tranquilo, a não ser pelo banheiro que ficou todo molhado.

Após terminar de secá-la a coloco na cama, pego o agasalho que separei. Hoje o dia está frio... Uma delícia na verdade, mas minha mãe me disse que bebês não podem pegar o mínimo de frio, porque eles são frágeis, principalmente a minha Gracie... Mais delicada que ela nunca vi. 

-Gracie! Quieta! - Falo entredentes enquanto tento cortar suas unhas, mas ela não fica quieta. - Isso não é brincadeira Gracie, eu vou te machucar e aí você vai chorar e eu não tô nem aí! - Ela continua brincando, e rindo, como se eu estivesse falando português. Reviro os olhos - Mãe, me ajuda aqui. Puta merda! - Olho para ela, que está sentada no sofá a minha frente. 

Ela abaixa seus óculos, fecha o livro e olha para mim. 

-Tracy ela só tem Quatro meses, você acha mesmo que ela te entende?

-Como pode uma coisinha dessa ser assim? Parece que tudo é brincadeira. - Reviro os olhos. 

-Nem imagino a quem ela puxou... 

-Só se foi o pai, porque eu sempre fui delicadinha... 

-Termina logo isso! 

Respiro fundo e volto toda minha atenção para ela. 

Seguro firme suas mãos e corto a primeira unha. Com suce... 

-O que eu fiz? - Falo espantada com o grito seguido de choro da Gracie. 

-Você a machucou! - Minha mãe briga comigo e a pega do meu colo. Ela analisa o dedo que possivelmente machuquei. 

Meu peito fica apertado, meu coração acelera, e as lágrimas começam a escorrer pelo meu rosto. 

-F-foi sem querer! - Falo soluçando. 

Minha mãe me olha com uma cara do tipo "Para de chorar, você é retardada?" 

Logo meu pai e a Rosa chegam. 

-O que aconteceu? - Meu pai olha para a Gracie e para mim. 

-Para de chorar Tracy! - Diz meu pai.

-Me diz o que foi? - Rosa, a mais calma de nós cinco pega a Gracie dos braços da minha mãe.

-Acho que  cortei o dedo dela! - Tento engolir o choro. 

-Você tá louca? E você como deixou a Tracy corta a unha da criança? 

-Nem vem, ela é a mãe, ela tem que saber fazer essas coisas! 

-Me desculpa... 

Meu pai respira fundo e me abraça. 

-Para de chorar, se não ela também não para. - Escondo meu rosto no seu peito. 

-Aqui não tem nada. Apenas uma unha cortada! – Rosa fala sem conseguir um esconder a graça na voz. 

-Então porque ela está chorando? - Murmuro. 

-Deixe-me ver... Você já parou de chorar? - Olho para ela com o rosto inchada, mas já seco. - Toma! – Pego-a e continuo balançando-a a deixando de bom humor novamente. 

Rosa pega o cortador de unha e corta outra unha da Gracie a fazendo gritar e chorar novamente. 

-Isso é manha! - Dessa vez tomo controle da situação e a acalmo. 

-Não nega de quem é filha! - Minha mãe diz rindo da minha cara. 

-Tentem olhar pelo lado positivo, podemos ter certeza de que ela não foi trocada na maternidade. - Meu pai da um tapinha no meu ombro. 

-Vocês dois são ridículos. - Sento no sofá com a Gracie que já está calma. 

Sorrio com a lembrança. Já se passaram seis meses, e nós duas já aprendemos tanto uma com a outra.

Termino de vesti-la, arrumo seu cabelo e passo um perfume nela. 

Quando termino desço com ela e a coloco no carrinho, onde tem muitos brinquedinhos para ela brincar. 

Empurro o carrinho para perto do sofá e deito, ligo a televisão coloco na Warner onde está passando Friends. 

Com o passar dos episódios meus pais acordam, minha mãe se senta na poltrona se juntando a mim, e meu pai, vai para o escritório depois de dar um beijo em mim a na Gracie. 

-Bom dia. - Rosa passa reto, indo direto para a cozinha. 

Gracie começa a ficar inquieta no carrinho, ameaçando chorar, então a pego e brinco com ela em cima de mim.

-Quando você vai viajar?

-Acho que amanhã, tenho um show em Dallas. 

-Vai voltar para casa quando? 

-Não sei. Os próximos shows são longe, não dá para voltar!

-Conversei com seu pai sobre isso, é chegamos à um acordo. 

-E qual foi? 

-Entre uma semana e outra nós duas vamos até você. - Arregalo os olhos. - Já está na hora da Gracie aparecer. Se começarem a especular demais seu pai lançará uma nota, negando o que quer que seja, é declarando que nós a adotamos por um tempo indeterminado.

-Isso é perigoso, nem todo mundo é burro. 

-Você prefere ficar longe por mais de um mês e deixá-la trancada aqui, esquecendo completamente quem é a mãe dela? 

-Não... - Olho para ela que está brincando com o meu cabelo. 

-Então pronto. 

-O almoço já está pronto. - Rosa surgi da cozinha encerrando de vez o assunto. - Licença. - Ela pega a Gracie do meu colo e vai para a cozinha.

-Hoje sua comida é especial! - Ouço ela conversar com a Gracie.

A tarde passa se arrastando, meu pai saiu logo depois do almoço para resolver problemas que ele agora tem constantemente depois que começou a se dividir entre as modelos e eu. Minha mãe foi fazer compras e se negou a me deixar ir, e a Rosa foi resolver problemas pessoais.

Estou sozinha já tem um tempão e eu estou começando a ficar com fome. 

Pesquiso no Google receitas fáceis para fazer, vou no brigadeiro de panela, e fico surpresa por não saber fazer. Meu Deus, como eu não sabia que isso era tão fácil? É muito bom para ser verdade. 

Vou tentar fazer. Acomoda a Gracie de lado, e vou atrás de tudo: A panela, o achocolatado, o creme de leite para não ficar enjoativo e a manteiga para ficar cremoso. Coloco tudo no balcão do lado do fogão e faço passo a passo. 

-Gracie você vai adorar isso! - Umideço os lábios. 

Vez ou outra me afasto do fogão, e danço com ela na cozinha com qualquer música que surgi em minha mente. 

Não demoro muito para termina, despejo tudo em um prato. Vou no meu quarto e pego o secador, para acelerar o processo de esfriar. Fico uns cinco minutos, não fica totalmente frio mas meus braços já estão dormentes. 

Coloco o prato no congelador e vou para o meu quarto. Troco a fralda da Gracie, deito na cama com ela. Coloco meu seio para fora, e em uma fração de segundos ela o abocanha como se não comesse a dias. De início sinto uma dorzinha, mas logo passa. 

Ela está me olhando, com olhinhos atentos e brilhantes, diria que até curiosos... Foco em seus olhos, observo a cor, o formato... Totalmente igual aos dele, ela tem os cílios curvados como os dele e grandes como o meu, realçando ainda mais a cor, chamando a atenção para seu rosto.

É impossível não me apaixonar todas as vezes que a olho...

Aos poucos ela fecha os olhos até cair no sono. Tiro-a do meu peito e devagar levanto, caminho com cuidado em direção ao quarto dela, e a coloco no berço. Ligo a babá eletrônica e saio, busco a outra no meu quarto e coloco na minha cintura. 

Pego meu brigadeiro na geladeira e sento no sofá. Começo a comer... Acho que já está na hora de voltar a usar meu celular. Sorrio com a idéia, ao mesmo tempo que meu estômago revira com a ansiedade e o medo.

Mas eu não posso viver nas cavernas para sempre. Corro para o meu quarto e pego o celular na gaveta. Volto para a sala. 

Ligo o celular. 

O chip que tem aqui é novo, mas contém o número que todo mundo. Decido ligar por enquanto apenas para a Hailey...

-Alo? 

-Hails? 

-Eu mesma, com quem eu falo? 

-Sou eu a Tracy. 

-Aí meu Deus, aí meu Deus, Tracy?! Onde você esteve menina? Porque você sumiu? Tenho tanta coisa para te falar. Como você está? 

-Estou bem... Senti sua falta na minha festa. 

-An... Eu queria tanto ter ido, mas já tinha um compromisso. 

-O Cam me falou...

-Olha, sei que você está em Turner e tals, mas eu queria muito que você viesse ao meu evento de caridade amanhã, com início programado para as nove da noite. Por favooor. Vem? 

-Amanhã? 

-Sim. É muito importante... 

-Quem vai? 

-O Justin não vai. Se é isso que você quer saber! - Ela ri. 

-Certeza? 

-Sim, ele já tinha um compromisso. 

-Onde vai ser? 

-Washington DC. 

-Vou ver o que posso fazer...

-Eu falei para o seu pai. Ele disse que iria ver. 

-Vou mandar uma mensagem para ele agora mesmo, para ele adiar minha agenda para depois de amanhã. 

-Ótimo. - Ela diz quase gritando.  - Nos vemos amanhã então. Detalhe, venha de vestido longo e máscara. 

-Okay. Até amanhã então. 

-Sim, te espero ansiosa. 

Desligo. 

Mando a mensagem para o meu pai, logo recebo a resposta 

*Já fiz isso, ia te informa quando chegasse. E sua mãe já foi comprar seu vestido e máscara.* 17:07

*Como vai a Gracie?* 17:10

*Ela está dormindo.* 17:12

Corro no quarto dela e tiro uma foto para mandar para ele.

*Linda, hoje não vou voltar para casa , quando sua mãe chegar diga a  ela para me ligar, estou tentando falar com ela mais só dá desligado.* 17:16

*Okay...* 17:18

Mando mensagem para todo mundo informando meu novo número. 

Recebo ligação da Emmy, do Alfredo, e do Ryan. Mando uma msg para o Gregg, mas não tenho nenhuma resposta. 

Bom ele me disse para não ligar nesse número... Deve ser ,de outra pessoa. Ligo no número que já tenho salvo. 

-Oi

-Gregg?

-Sim. 

-Sou eu a Tracy. Te acordei? 

-Cycy?! Só estava lendo. - Ele ri. - Como você está? 

-Muito bem, é você? 

-Bem também. Quando vou te ver de novo? 

-Não sei... Podemos ir nos falando. 

-Claro. Onde você está hoje? 

-Em L.A na casa dos meus pais. 

-Ah... Estou longe. Mas vamos nos falando, quando estivermos perto... 

-Okay. Você está ocupado mesmo né? 

-Pode falar. 

-Não tenho nada para falar... Posso apagar aquele número que você ligou? 

-Quando? 

-Acho que ontem... Não lembro. 

-Eu estava sóbrio? - Ele gargalha. 

-Isso quem me diz é você! 

-Olha eu não faço a mínima ideia do que você está falando.

-Então vou apagar, vou te deixar ler seu livro, depois a gente conversa. 

-Eu posso ler mais tarde, e com você eu só falo uma vez na vida e outra na morte. 

-Os tempos mudaram, se você me ligar eu vou atender. 

-Jura? 

-Sim. 

-Então tá, quero só ver. 

-Tchau. 

-Tchau. 

Desligo o celular. 

Termino de comer meu brigadeiro, lá fora está começando a ficar escuro e não ouço um nem um barulhinho vindo do quarto dela. 

Levo o prato para a cozinha e vou para o quarta dela, mas antes que eu coloque o pé o segundo degrau minha mãe entra como um furacão feliz da vida com muitas sacolas nos braços. Olho para cima, e olho para ela. Deduzo que a Gracie está bem já que ela não chorou, ou fez qualquer outro som. Então pego parte das sacolas que ela segura e caminho até o sofá. 

-Aí não. Vamos para o meu quarto. 

-Okay. 

Vamos para o quarto dela, onde coloco as sacolas em cima da cama. 

-Olha só o vestido que você vai usar amanhã! - Ela tira um vestido que foi cuidadosamente enrolado de dentro da sacola. 

O vestido é vermelho, longo e com muitos babados, mas não é volumoso e tem um decote considerável. 

Confio extremamente no gosto da minha mãe, e como sempre ela acertou em cheio. 

-É perfeito... - Pego-o para sentir o tecido. 

-Agora o salto. - De outra sacola ela retira uma coisa, de onde tira um par de saltos preto, não tão alto. O que eu agradeço mentalmente, pois preciso dos meus pés em bom estado para a Turner. - Gostou? 

-Claro que gostei. 

-Que bom. Eu comprei umas coisinhas para a Gracie. Onde ela está? 

-Ela está dormindo. 

-A essa hora? Ela vai dar trabalho para dormir de noite. - Ela murmura. 

-Eu imagino, mas não quero acordá-la... 

-Bom filha, o problema será seu, então não tenho nenhuma objeção a fazer. Onde está o seu pai? 

-Ele pediu pra você ligar para ele. 

-Porque ele não me liga? 

-Talvez porque o seu celular esteja desligado. - Ela fuça dentro da bolsa e quando acha o celular... 

-Opa... - Ela ri. - Me empresta o seu.

Pego meu celular no bolsa e entrego a ela. 

Deixo meu celular com ela e vou ver a Gracie. A mesma se encontra dormindo de conchinha. Aproximo minha mão de seu nariz com receio de que ela não esteja respirando e para meu alívio sinto o ar entrando e saindo de seu pequeno nariz. Sorrio. Verifico se a babá eletrônica está funcionando corretamente e saio. 

-Pat, logo hoje? Eu comprei umas coisinhas e queria usá-las com você hoje... - Ouço minha mãe lamentar. 

Aí que horror, meus pais ainda fazem sexo?! Faço uma careta e vou para o meu quarto. Será que tem como desouvir uma coisa? Se é que essa palavra existe. 

Decido tomar um banho quente, lavar o cabelo... Aproveitar que a pequena está dormindo e tomar um banho demorado e relaxante. 

Depois de um banho longo saio do chuveiro toda enrugada, e visto uma roupa folgada. 

Decido que já é hora dela acordar. Já está escuro lá fora, ela não pode trocar o dia pela noite. 

Quando termino de me arrumar seco meu cabelo é faço um coque apertado. 

-Amor... - Aliso seu rosto, mas  depósito beijos em sua bochecha. - Gracie! - Mexo em sua barriga, e com certa dificuldade, mas aos poucos consigo fazer com que ela abra os olhos. 

A idéia de acordar não a agradou muito, pois logo ela abre o berreiro. 

-Oh meu amor, você não pode trocar o dia pela noite não! 

Pego-a e tento a acalmar, ando de um lado ao outro cantando e vez outra conversando com ela. Até que em fim ela para de chorar e fica me olhando. 

Com o cuidado de não irrita-lá coloco a banheira para encher, e a dispo. Testo a água, e a coloco dentro. Dou um banho rápido nela, só para limpar o xixi e aumentar seu bom humor. Graças a Deus minha filha gosta de tomar banho. Visto a com um macaquinho rosa de  frio e uma blusa branca de manga curta. 

Penteio seu cabelo, e passo perfume. 

-Traga ela para cá. - Minha mãe fala um pouco alto para que eu consiga ouvi-la de onde estou. Pego ela e a levo para minha mãe. 

-Ela vai ficar comigo essa noite. 

-Por que? - Pergunto desconfiada. 

-Isso não é por você, é pela beleza. Você a deixou dormir durante a tarde toda, ela vai passar a noite em claro. E você tem uma festa para ir amanhã, não pode chegar lá com linhas de expressão e olheiras.

-Ah mãe. Não sei se rio da sua cara ou agradeço. - Gargalho. Opto pelos dois. - Obrigada. - Falo rindo. 

-Por nada, acho que você já conhece o processo. A Gleyce já deve está te esperando lá em baixo. 

-Okay. Boa sorte. - Dou um último beijo na Gracie. - Seja boazinha com a vovó! 

-Já disse que sou tia. Sou muito jovem para ser chamada de vó. 

-Aceita que dói menos mãe. 

Saio do quarto e desço a escada. 

A sala que sempre é reservada para nossos tratamentos de beleza já foi preparada, e todos os equipamentos necessários estão a minha espera. 

-Boa noite! - Uma moça que não reconheço, mas julgo que seja a Gleyce me cumprimenta. 

-Boa noite. - Sorrio. 

-Acho que você já sabe como é. Não preciso lhe explicar nada! 

-Não, apenas faça o que você tem que fazer. - Tento soar o mais gentil possível. 

Depois que me tornei uma "estrela teen" não posso falar normalmente com estranhos, pois tenho o dom de ser grossa sem perceber. Tenho que pensar mil vezes cada letra que sairá da minha boca. 

Gleyce parece um pouco tensa, então relaxo o máximo possível em suas mãos, e fecho meus olhos. 

O tratamento é demorado, dura quase duas ou quatro horas. E quando finalmente ela arruma tudo, ela se despede com um Até amanhã.


Notas Finais


Gente eu não sou muito "romantica", eu fazia ideia do que colocar nos momentos mãe e filha, usei apenas a experiencia que tenho com o meu afilhado. Tenha paciência, eu acho que com o tempo pego jeito e vai ficar tudo lindinho rs
O que vocês acharam?


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