História You Complete Me - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias MasterChef Brasil
Personagens Henrique Fogaça, Paola Carosella, Personagens Originais
Tags Romance
Exibições 205
Palavras 3.863
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Uau demorou mais saiu rsrs demorei porque inventei de começar do final o capítulo (mas por que Melissa?? Não sei kkkk). Agradeço imensamente pelos comentários que estou recebendo, responde-los é muito gratificante pois vejo que estão gostando, cada um tem um significado gigantesco, muito obrigada. Espero que gostem desse capítulo, foi feito com muito carinho. Boa leitura.

Capítulo 4 - Gracias Fogaça


Fanfic / Fanfiction You Complete Me - Capítulo 4 - Gracias Fogaça

Pequenos raios solares entravam pelo vão da cortina dando uma certa iluminação ao quarto escruro, segundos depois uma música horripilante começou a tocar do disponível móvel, Paola tentou ignorar mas o horripilante passou para um agudo irritante fazendo a mesma se obrigagar a arrastar em sua cama para alcançá-lo. Depois de desligá-lo tentou dormir novamente, com a visão periférica viu a luz do celular acesa mostrando uma nova mensagem de Lindalva então decidiu ver o que era.

"Oi Dona Paola, me desculpe está mandando esta mensagem mas não poderei ir hoje, estou com a garganta infeccionada, terei que ficar em repouso. Desculpa, beijos para você e para Fran. "

Em um movimento ímpeto a chefe levantou, logo de manhã a mensagem a preocupou, que foi preciso ler duas vezes só para ter certeza, andou de um lado para o outro pensando em alguma alternativa viável sobre o que fazer com Francesca.

Pensou em diversas soluções para resolver o impasse e não encontrou nenhuma, o que apenas aumentou a preocupação da chefe. Além de ir gravar o Masterchef tinha que correr para seu restaurante, uma vez que, um crítico estaria no salão para avaliar o estabelecimento e seu cardápio.

Como Lindalva não podia ir a chefe não sabia com quem deixar Fran, seu Pai não estava em São Paulo, Ana com certeza estaria ocupada, Jason também não estava em casa e Fogaça tinha seu restaurante para cuidar, todos que conhecia tinham compromissos. Ela suspirou e não chegou em nenhum lugar,  então decidiu tomar um rápido banho, o que acabou demorando mais do que gostaria.

Sem se preocupar muito com a roupa que ia vestir, já que sua figurinista iria escolher sua roupa para apresentar o programa, colocou apenas uma calça de tecido liso na tonalidade azul e uma blusa na cor off-white, como a maquiagem também seria feita na emissora não gastou o tempo que não tinha com isso.

Depois de pronta foi acordar sua pequena ainda ponderarando em onde deixá-la depois da aula.

- Fran levanta! - Paola chamou a loirinha que estava deitada confortávelmente em sua cama.

- Escola de novo mamãe? Eu não quero ir. - Francesa fez manha rolando entre o edredom.

- Vai filha acorda. - Paola chamou e saiu do quarto. 

Assim que saiu do quarto ouviu pequenos passos de sua filha anunciando que tinha acordado,  imediatamente a pequena levantou e começou se trocar.

Quando a chefe chegou na cozinha, sem muito tempo pegou algumas tangerinas, beterrabas, açafrão da terra, gengibre, cenouras, mel e bateu tudo no liquidificador resultando em um delicioso suco. Como tinha um bolo de limão que havia feito no dia anterior com Francesca apenas colocou o mesmo na mesa e esperou a loirinha descer para comer.

Até sua pequena chegar Paola continuou martelando em sua cabeça onde e com quem deixaria Francesca.

- Mamãe estou pronta! - Fran apareceu vestida com o uniforme escolar e sentou-se junto a mãe na mesa.

- Fran hoje a Dalva no vem. - Paola deu a notícia vendo sua filha saboreando o magnífico suco que tanto amava.

- E quem vai me buscar na escola mamãe? - A loirinha arregalou seus olhos preocupada.

- Eu vou te buscar só no sei donde vou te deixar depois. - Paola falou enquanto levava um pedaço de bolo a boca.

- Me leva com você no Arturito mamãe. - A pequena abriu um grande sorriso que rapidamente foi quebrado pela resposta de sua mãe.

- No dá amorcinho. Hoje o Arturito vai está uma correria e ainda um crítico vai ir lá , então teremos muito trabalho.

- E com quem eu vou ficar? - A criança insistiu na pergunta querendo alguma resposta.

- Ainda no sé, até o horário de buscar você acho que terei alguma solução. 

- Tudo bem. E o que a Dalva tem? - Fran perguntou preocupada.

- Garganta infeccionada mi amor.

- Tadinha dela. Vou ver se faço um desenho pra dar pra ela. Será que ela vai gostar?

- Claro meu anjo! Agora come se não você vai chegar atrasada. 

Após terminarem a refeição saíram de casa correndo pois acabaram tendo um pequeno atraso, entraram no carro e Paola seguiu para escola de Francesca torcendo para não encontrar nenhum congestionamento no meio do caminho.

Mesmo estando com pressa Paola não mediu esforços para observar o céu que estava lindo, visto que dias atrás o que se via era chuva e nuvens escuras. O sol estava iniciando sua trajetória  descendente, com raios dourados refletindo nos altos prédios o que convidava as pessoas para sair nas ruas, os dias quentes estavam voltando, possibilitando não ocorrer preocupações em relação à se molhar por conta das pancadas de água.

Por sorte o trânsito não estava congestionado, não era o melhor de todos mas ajudou a loirinha chegar no horário exato na escola.

- Tchau pequena! Te vejo quando vim te buscar. - Paola se despediu da filha.

Os dias anteriores passaram sem muitas novidades, a jurada deixou de pensar em Fogaça e dedicou toda sua atenção para Jason, o que fez sua relação com o próprio não ser tão estranha como estava  acontecendo. Portando ao ligar o carro e seguir para rede Bandeirantes, percebeu que estava pensando em Henrique novamente, imaginando como seria vê-lo depois de dois dias. Paola não sabia exatamente por que estava pensando nisso e tentou se afastar desse pensamento, fazendo o melhor que podia para se convencer de que aquilo não importava. Exceto pelo fato de que, por algum motivo, aquilo tinha toda a importância.

Chegou na Band e correu para o camarim já imaginando que a maquiadora, a cabeleireira e sua figurinista estavam à esperando. No caminho comprimentou alguns funcionários e seguiu para onde deveria estar a muito tempo.

Sem muitas surpresas ao adentrar seu camarim encontrou as três prontas para arruma-lá. Em instantes estava pronta e seguiu para o estúdio.

Ana estava com os dois jurados conversando no tablado quando Paola chegou, assim que avistou Fogaça um sorriso nasceu em seu lábios bem desenhados, sua pupilas se dilataram e uma  sensação de alegria percorreu seu corpo.
Carosella correu em direção aos três percebendo que estava atrasada.

- Próximo programa podemos marcar em Pindamonhagaba, porque lá o trânsito é menos tenso. Onde você estava quando eu cheguei aqui a duas horas atrás em dona Paola Carosella? - Ana falou arrancado risadas dos três jurados.

- Bom Dia pra você también Ana Paula Padrão. - Paola riu. - Eu sei que você no vive sem mim.

- Só ela ganha bonne  journeé? - Jacquin fingiu insatisfação.

- Bom dia pra você también Jacquin. E pra você também Henrique. - A chefe comprimentou.

- Bom dia! Ou boa tarde pelo atraso? - Fogaça riu novamente da jurada.

- Até você Fogaça? Como disse Orival Pessini "E, para compensar que cheguei atrasado, vou sair mais cedo.". - Paola falou e não aguentou, acabou rindo junto com os jurados e com Ana. - Mas cheguei atrasada porque a babá da Fran no vai poder ficar com ela hoje, então me perdi no tempo pensando no que fazer. - Paola se explicou.

- Se eu tivesse tempo eu ficaria com ela pra você amiga! - Ana argumentou.

Cortando a conversa dos quatro o produtor anunciou que começariam a gravar em breve, antes de gravar foi ajustado os microfones de todos e os pontos de ouvido.

As gravações seguiram normalmente, tirando o fato de que a cozinha parecia que iria pegar fogo por conta do nível de dificuldade que ficava cada vez mais difícil em cada prova, onde os participantes estavam sujeitos constantemente. Como a própria chefe disse em um dos episódios anteriores para um participante: "Não quero estar nos teus sapatos."

Após as gravações todos estavam dispensados. Carosella se despediu de todos e correu para buscar sua filha na escola. No meio de caminho teve que enfrentar um congestionamento onde demorou 20 minutos, sim o dia não estava colaborando para ela.

Chegou na escola de sua filha e a pequena era a última que ainda se encontrava no local, assim que viu sua mãe saiu correndo em direção a ela.

- Pensei que você tinha me esquecido mamãe! - A pequena segurou o choro.

- Nunca vou te esquecer meu amorcinho. - Paola encaminhou até a pequena e a pegou no colo levando-a até o carro.

Chegaram em casa e Paola correu para fazer o almoço da criança. Ainda não sabia com quem deixar a loirinha por isso seu nível de estresse subiu às alturas, sem opção decidiu que levaria Fran para o restaurante sim.

Enquanto terminava de preparar o almoço seu celular começou a tocar.

- Alô! - A mulher antendeu. 

- Oi Paola, sou eu Fogaça. Queria saber se você conseguiu alguém para ficar com a Fran. - Henrique disse do outro lado da linha.

- Ainda no. - Paola falou desanimada. - Mas eu pensei em levar ela comigo para o restaurante, o ruim é que vai um crítico lá hoje e eu estou com a cabeça estourando.

- Se quiser eu fico com ela pra você. - Fogaça falou e no mesmo momento o coração da chefe pulou de alegria e alívio ao mesmo tempo.

- Mas no vai ter atrapalhar? - A cozinheira perguntou com medo de atrapalhar o homem.

- Claro que não. Hoje meu dia está tranquilo.

- Muchas gracias Fogaça. - Paola agradeceu com seu típico sotaque que Henrique tanto amava. A sensação que a chefe sentiu foi de alegria misturada com vontade de chorar.

- Tá bom, já chego aí. Beijos. - O homem se despediu.

- Beijos.

Depois que desligou a ligação um alívio pairou sobre a mulher.

- Fran vem almoçar! - Chamou a garotinha.

- Tô indo. - Fran se levantou do tapete da sala onde montava um quebra cabeça.

- E aí mamãe com quem eu vou ficar? - Perguntou assim que entrou na cozinha.

- Com o tio Fogaça. - Paola respondeu.

- O tio cheio de tatuagens?

- Sim.

- Eu adoro ele. - Francesca falou toda animada.

+

Antes de ir para casa da cozinheira Fogaça parou em uma loja de brinquedos na tentativa de comprar algo que fosse de agrado para pequena Francesca. Diversos brinquedos eram espalhados nas prateleiras da loja, cada um em seu devido lugar e no setor correto no qual pertencia.

Com sua experiência de pai e de alguém que é encantado por criança escolheu uma boneca para Fran e torceu para a loirinha gostar.

- É para sua filha moço? - A atendente perguntou exibindo um lindo sorriso.

- Não, não. É para a filha de uma amiga minha!

- Tenho certeza que ela irá gostar. - A mulher falou exibindo total simpatia.

- Espero que sim. - Fogaça respondeu ansioso e meio preocupado.

- Vai sim, as meninas adoram, principalmente porque ela fala. Qual a forma de pagamento?

- Cartão.

- Débito ou Crédito?

- Débito. 

- Ok. Pode colocar a senha. - A mulher passou a maquininha para o jurado.

Depois de ter finalizado o pagamento e estar com a sacola em mãos saiu da loja indo em direção á sua moto. Enquanto se locomovia pelas ruas agitadas de São Paulo avistou uma loja de sapatos kids e não aguentou, fez questão de parar e comprar algo para Fran.

Assim que adentrou a loja uma das atendentes veio recebe-lo perguntando o que o mesmo estava procurando. Fogaça escolheu um modelo específico e com a ajuda da atendente passou a idade da garotinha, em seguida a mulher trouxe um número que achava que serviria nela.

Com as duas sacolas em mãos seguiu para casa da chefe.

O ruído do motor de sua moto estava firme em seus ouvidos e o vento que fazia enquanto dirigia batia em seu rosto trazendo uma maravilhosa sensação de frescor. Fogaça não entendia o porque de estar tão agitado, desde a ligação que teve com Paola sua vontade de vê-la apenas aumentou, os dois dias que ficou sem ver a mulher lhe trouxe uma sensação de vazio.

Dentro de minutos, a moto dele parou na frente do sobrado da chefe. O dedo insistente na campainha fez o som ecoar pela casa da mulher, que trouxe Paola à porta de entrada. Após abrir a porta Carosella se deparou com a figura masculina de Fogaça.

- Tem pão velho? - Henrique fez graça ao perguntar e viajou no sorriso que surgiu nos lábios da mulher.

- Tem, mas para você não.

- Poxa, magoou. - O homem fez expressão triste arrancando mais um sorriso da mesma.

- Entra vai! - Paola chamou ele. - E essas sacolas?

- São para Fran, cadê ela?

- Tá no quarto vou chamar.

Ao mesmo tempo que Paola foi chamar a filha Fogaça esperou as duas na sala.

- Tio Fogaça! - Fran apareceu e correu para os braços do homem que a girou em seus braços.

- Fecha os olhos pequena. - Fogaça pediu para pequena depois de colocá-la no chão enquanto pegava o brinquedo. - Tararam... Tararam... - Ele falou com o embrulho nas mãos que fazia barulho por causa da sacola plástica. - Pra você princesa. - O chefe entregou o pacote nas pequenas mãos de Francesca que ainda estava com os olhinhos fechados.

- Pra mim tio Fogaça? - Fran perguntou assim que abriu seu olhos, expondo o azul que brilhava por conta da surpresa.

 - Sim! Abre. - Fogaça riu e piscou para Paola que nesse momento sorria boba.

- Que boneca linda... - A pequena não conseguia segurar sua animação, rasgando o embrulho loucamente. - Muito obrigada tio Fogaça. - Fran falou ao mesmo tempo que tirou a boneca da caixa.

- No precisava Fogaça! - Paola olhou  para o amigo encantada com o gesto de carinho. 

- Claro que precisava Pao, olha ela gostou! Esse era meu maior medo. - O homem deu um leve sorriso e quando se voltou para Francesca a própria o interrompeu.

- Eu não gostei tio, eu amei tio. - A loirinha foi em direção a ele e deu um grande abraço. 

- A mulher da loja disse que ela fala, vamos ver?

- Sim. - Fran deu pequenos pulos sem sair do lugar apertando o botão que emitiu o som da boneca.

" Era uma vez uma linda menina... A madrasta e as duas filhas dela maltratava muito a menina... Um dia o Príncipe resolveu fazer um baile e convidou todas as moças... As irmãs foram mas Cinderela como não tinha roupa ficou em casa ... "

- Ela adorou, gracias. - Paola agradeceu  entredentes para Fogaça e o mesmo retribuiu com um sorriso. 

- Fecha os olhos de novo princesa. - O jurado pediu novamente fazendo a garotinha correr para lado da mãe esconder sua cabeça entre seu peitoral. - Era uma vez uma princesa que perdeu o sapatinho na escada... O Príncipe achou o sapatinho e foi procurar a Princesa Francesca. - Fogaça contava uma hestória retirando a caixa do embrulho prateado. - Ai ele falou, princesa Francesca, deixa eu ver se esse sapatinho serve no seu pé? - Francesca fez que sim com a cabeça e Fogaça retirou da caixa um lindo sapatinho dourado, um delicado laço em cada feixo enfeitava o calçado junto das pequenas pérolas douradas que  formavam um doce arco frisado na parte superior.

- Que linda tio Fogaça. - Fran disse quando abriu os olhos dando um  pequeno grito enquanto o cozinheiro tentava calçar em seus pés.

- Não entra Pao! - Henrique já estava desesperado. - Pisa Fran, mais forte. - Ele empurrava o pequeno pé da loirinha no sapatinho.

- Será que no tem que colocar meia? - Paola se divertia com o desespero do homem.

- Será? Nossa Paola eu pensei que ia servir. - Enquanto os dois conversavam Francesca pegou o sapatinho tentando tirar algo de dentro.

- Tem coisa aí dentro filha?

- Tem sim mamãe. - Fran retirou um jornal amassado de dentro.

- Ah, agora vai servir. - Henrique voltou a colocar o calçado enquanto as duas riam dele. - Por isso que o pézinho dela não entrava. - Fogaça terminou de colocar o sapatinho esquerdo ainda ouvindo Paola rir sem parar.

- Que linda, você escolheu direitinho. - Paola admirou o lindo sapatinho. - Agora coloca o outro pé Fran, ensina pro tio Fogaça como coloca. - Paola falou em meio as gargalhadas recebendo um leve aperto em suas bochechas do homem.

- Obrigada tio Fogaça. - Fran deu um beijo na no rosto de Henrique. - E a mamãe não ganha nada?

- Fran! - Paola arqueiou sua sombrancela esquerda.

- Não deu tempo de comprar nada para ela pequena, mas prometo que compro sim. - Henrique se explicou.

- Para Fogaça. No precisa não. - Paola tentou convencer o chefe.

- Claro que precisa! - Henrique exclamou.

Paola olhou no relógio na parede e viu que tinha que ir. 

- Tenho que ir. Qualquer coisa é só me ligar.

- Fica tranquila que vai dá tudo certo. Sou uma pessoa responsável. - Fogaça riu se gabando.

- Eu sei, mas se precisar de alguma coisa pode me ligar.

- Ok senhorita.

- Tchau Fran, se comporta hein! - Paola abraçou sua filha e depois deu um beijo em sua bochecha. - Tchau Fogaça, se comporta hein. - Repetiu a mesma frase rindo do homem.

- Sim chefe! - Paola e Francesca riram de Henrique.

Antes de sair Paola conferiu suas coisas e seguiu para o Arturito. No restaurante a chefe supervisiou a execução dos pratos, ponto de cozimemto para ver se estava perfeito, cozinhou com seus funcionário e como sempre lidou com a correria sem problemas.

Em sua casa o clima era totalmente diferente.

- Tio vamos brincar de mímica?

- Opa. Já te disse que sou famoso nesse ramo?

- Não! - Francesca riu do homem.

- Então vou te mostrar. - Fogaça começou a pular para cima e para baixo, coçando o queixo e balançando os braços para trás e para frente.

- MACACO! MACACO! - Fran gritou em meio as gargalhadas por causa da imitação do homem.

- Acertou!  Agora você.

- Ok. - A garotinha sentou-se erata no sofá e empinou seu pequeno nariz, pegou uma almofada e equilibrou ela na cabeça.

- O que é isso? - Fogaça perguntou confuso. - Um equilibrista?

- Não. - Fran se segurou para não rir e deixar a almofada cair.

- Uma baiana com um cesta de frutas na cabeça?

- Não tio...

- Uma menina com uma almofada na cabeça?

- Não. - Fran se divertia com as tentativas do homem.

- Uma princesa muito metida?

- Quase!

- Uma princesa?

- SIM... Até que enfim em tio.

- Também você foi muito malvada. - Fogaça riu junto com a loirinha.

- Você quer conhecer nossas galinhas?

- Sim. - Fogaça respondeu e Francesca o puxou para o quintal.

- Aqui estão elas.

- Vamos brincar de pega-pega? Mas a gente tem que correr atrás delas? - Fogaça proprôs uma brincadeira. 

- Vamos!

Os dois começaram a correr atrás das duas galinhas empolgados, portanto foi muito difícil pois elas fugiam sempre que chegavam próximos.

- Cerca ela ali Fran. - Fogaça ficou de um lado e Francesca do outro.

Novamente a galinha fugiu e ninguém conseguiu pegar nada. Enquanto Fogaça corria um estalo foi ouvido, ele tinha pisado em um ovo.

- Vish! - O homem falou.

- O que aconteceu tio?

- Eu pisei em um ovo.

- Esconde se não a mamãe não vai gostar disso. - Fenacesca balanço a cabeça negativamente. 

Depois de esconderem o ovo quebrado e acabarem com a brincadeira que estava muito divertida prometeram um para o outro que esse seria o segredo deles, então entraram para dentro novamente. 

- Você gosta de desenhar? - Francesca perguntou para o homem quando chegaram na sala.

- Gosto sim pequena, por que?

- Me ajuda fazer um desenho pra Lindalva? Ela tá doente e eu queria fazer alguma coisa pra ela.

- Claro que ajudo. - Após dizer isso Francesca correu para seu quarto e votou com folhas e giz de cera.

- O que vamos desenhar? - Fogaça perguntou.

- Uma borboleta. Você sabe?

- Um pouco. Vamos ali na mesa é melhor pra apoiar. 

E assim passaram o dia, desenhando diversas borboletas procurando a mais bonita. Depois de desenharem foram assistir um desenho que Frnacesca escolheu.

+

- Oie! Tem alguém em casa? - Paola perguntou quando entrou em sua casa.

Francesca e Fogaça estavam dormindo calmamente no sofá, adormeceram assistindo O Pequeno Príncipe.

"O essencial é invisível aos olhos, e só se pode ver com o coração."

A frase emitida pela televisão fez surgir um efeito devastador no coração de Paola, um sentimento puro arrebatou sua alma, algo mais espiritual do que físico. Podia ser apenas uma frase, uma frase já conhecida e considerada antiga, mas atingiu seus sentimentos com tamanha intensidade que seus olhos marejaram. 

A chefe passou alguns minutos observando os dois até Fogaça abrir os olhos. Tratou se sacar os olhos que estavam cobertos de lágrimas. 

- Já chegou? - Fogaça perguntou ainda sonolento.

- Você sabe que horas são? - Paola falou se recompondo de suas emoções. 

- Não. Que horas são?

- Quase nove horas.

- Sério?

- Sério.

- Céloko, eu e a Fran desenhou tanto hoje que nem vimos a hora passar. - Paola deu um leve sorriso olhando para mesa cheia de folhas. - Acho que tenho que  ir. - Fogaça se levantou indo até a porta acompanhado de Paola. 

- Gracias Fogaça! - A chefe abraçou o homem.

Depois que se separaram do abraçou Henrique segurou o rosto da mulher e ficou admirado a mesma.

- Que pasó? - Paola perguntou com certa confusão no olhar. 

- Nada. É que eu amo seu olhar, tem um brilho único. - Paola corou com tais palavras e Fogaça fez um leve carinho em suas maçãs do rosto, que apenas pelo simples toque fez os pelos da chefe se eriçar. 

Henrique segurou com as duas mãos a nuca da cozinheira, os lábios macios do homem tocaram o nariz da chefe sendo depositado um leve beijo no local, em seguida seguiu para sua bochecha e ali depositou outro beijo mais demorado, carregado de ternura. Uma de suas mãos desceram para a cintura da cozinheira enquanto a outra passeava livremente pelo seu pescoço.

As batidas aceleradas do coração de Carosella eram acompanhadas pelo seu apreciamento no momento em que estava vivendo, sua respiração estavam descompassada igual a de Fogaça. Henrique olhou em seus olhos e depositou outro beijo em seu rosto, que agora foi na testa.

- Boa noite Pao. - A voz do chefe saiu mais rouca que o normal causando calafrios em Paola. O homem recolheu uma mecha que estava caída no rosto da argentina e a colocou atrás de sua orelha, fazendo com que uma corrente elétrica percorresse simultaneamente os dois corpos. 

- Boa noite! - A chefe se soltou do mesmo e observou ele sair lentamente de sua casa, sua vontade era de correr em seus braços, entretanto, nada fez. 


Notas Finais


Então é isso meus amores. Desculpe por algum erro e obrigada pelo apoio que vocês me dão, isso só me incentiva a escrever mais. Mil desculpas por ter ficado grande o capítulo, sei que é meio cansativo ler mas saibam que tentei o máximo não deixar extenso só que não deu. Beijos para todas!


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