História You Found Me - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Ben Affleck, Scarlett Johansson, Shawn Mendes
Personagens Ben Affleck, Personagens Originais, Scarlet Johanson, Shawn Mendes
Tags Novela
Visualizações 54
Palavras 2.234
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Sci-Fi
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi Geeentee! Espero que vocês estejam muitssíssimo beem!
Desculpem a demora, é que eu tive que melhorar algumas coisas, adicionar outras.
Espero que gostem e tenham ataque do Coração junto comigo!
#HappyBdayShawn ❤ que tá fazendo 19 aninhos hj... own! Ou fez ontem neh... hauahyayauay
Enfim.. boa leitura!

Capítulo 14 - Only when I die


Fanfic / Fanfiction You Found Me - Capítulo 14 - Only when I die

A cada um minuto, um pequeno beija-flor bate suas asas cerca de duas mil vezes. E a cada sessenta segundos um coração bate no peito de alguém de sessenta a cem vezes.

Mas quanto tempo leva para que sua vida fique por um fio? Quantos segundos, minutos ou horas são necessários para você correr o risco de perder tudo que importa para você e todo o sentido de apenas existir?

A resposta a essas perguntas , meus caros, é ainda mais triste que parar para pensar nelas. Embora simples, ela é dolorosa e ao mesmo tempo inevitável, sendo o seguinte: não sabemos, e não há nada que possamos fazer para descobrir.

Em dois bancos quaisquer de uma lanchonete, revestidos por coro vermelho, estávamos Shawn e eu, um de frente para o outro ao lado de uma janela ampla, com vista para o estacionamento.

Ele parecia um quadro pintado com muito esmero por um artista altamente habilidoso, nem Da Vinci, Jean-François Millet, ou qualquer outro pintor famoso e perfeccionista, conseguiria reproduzir tal obra de forma tão... perfeita.

A luz do sol contra a janela iluminava seu rosto, realçando seu sorriso, naturalmente hipnotizante, e as íris de seus olhos cativantes iam da cor de avelã para topázio imperial.

E eu apreciava cada mordida dos meus waffles, assim como cada palavra que saia da boca de Shawn, que parecia soar em uma doce melodia, em seu timbre de voz.

Até parecíamos um casal normal, aproveitando a juventude e descobrindo o amor. Mas não era bem assim. Só agora eu sabia. Havia muito que eu não sabia e o rapaz à minha frente era minha única esperança, a chave para todos os meus segredos, a garantia de eu descobrir quem eu realmente era. Em contra partida era também minha mais profunda perdição.

-Nós já tomamos café em um bistrô em Paris... – dizia ele, se lembrando de alguns de nossos momentos roubados.- claro que dessa vez estávamos trabalhando. – concluiu dando de ombros.

- Que tipo de trabalho? – disse me achegando mais perto dele, com grande curiosidade e expectativa.

- Eu não posso dizer aqui. – disse olhando para os lados, indicando que era um assunto que não deveria ser tratado onde tantas pessoas pudessem ouvir.

- Tudo bem! – minha voz soou desanimada e pouco decepcionada, embora entendesse sua preocupação, por isso não insisti mais. - Onde mais? – retornei à minha curiosidade ansiosa.

- Humm.. – pensou um pouco, com os olhos semicerrados. – comemos croissants em um café da manhã, na Alemanha. E lógico, comemos waffles na Bélgica. – acrescentou, dando de ombros com um sorriso.

- Meu Deus! – coloquei as mãos nas minhas bochechas, fazendo minha boca ficar aberta em um “o” – como eu queria me lembrar disso!

- Bom, tem como... você... – de repente seus olhos passearam pela janela e passaram a assumir uma expressão de pânico repentinamente.

O encarei, infectada com seu pavor. Abri a boca para perguntar-lhe o que havia acontecido, mas não pude.

- Essa não! – Shawn disse ainda encarando algo janela à fora. – Temos que sair daqui agora! – ele tirou algumas cédulas de dentro da carteira e jogou em cima da mesa.

- O que houve? Eu... – tentei protestar por não me permitir terminar a refeição, mas ele me puxou, velozmente, fazendo me levantar. – O que está acontecendo, Shawn?! – resolvi , então, averiguar o que lhe causara tanto medo e ao dirigir meus olhos na mesma direção dos seus pude ver dois homens bem robustos e mal encarados, de terno preto e óculos escuros, vindo na direção da lanchonete.

Não questionei mais, apenas o segui.

– Estão atrás de nós! – ele informou enquanto corríamos para o banheiro masculino. Shawn segurava minha mão com tanta força que quase achei que ele iria esmagar meus dedos, sem dúvidas ele estava muito nervoso.

- Consegue passar por ali? – me perguntou apontando em direção às janelas, logo acima das pias do banheiro. Analisei-as por alguns segundo e concluí que sim e então assenti com a cabeça. – Ótimo! Vamos logo. – eu não perdi mais tempo e comecei a me preparar para alcançar minha única saída aparente.

- Quem são aqueles caras? Estão com Ben e Scarlett? – questionei ao sentar na bancada da pia, com um quê de desespero na voz.

- Patty, - pacientemente pegou meu rosto em suas mãos, fazendo-me fitar seus olhos. - tem gente mais perigosa que eles para nos preocuparmos. – disse pacientemente, como se isso pudesse me acalmar. Mas toda tensão expressa em sua face me fez entender a gravidade da situação, aumentando ainda mais meu pavor e me fazendo querer agir mais rápido. – Agora vai! – o obedeci.

-E você? – quis saber enquanto me erguia para alcançar a janela.

- Estou logo atrás. – respondeu. Eu queria questioná-lo, fazê-lo ir na frente, procurar qualquer garantia que ele sairia ileso, que ele ficaria comigo, mas não havia tempo, eu tinha que confiar nele.

Eu apoiei meus braços na soleira da janela e forcei para suspender meu corpo e passar pela abertura.

- Cuidado! – advertiu Shawn, quando tinha metade do meu corpo para fora, e ele me ajudava, segurando minhas pernas do outro lado. - Assim que você sair eu saio. – me assegurou.

Eu tive um pouco de dificuldade para sair. Não havia como me apoiar e eu acabei tendo que me jogar da janela, quase caí de cara, mas consegui amortecer a queda com as mãos, no entanto, meus cotovelos e mãos acabaram com arranhões e mesmo por baixo do jeans magoei meus pontos, ao passar pelas estruturas da janela.

-Ai! – urrei, caída no chão segurando minha perna.

- Patty! – Shawn me chamou com desespero.

- Estou bem! – o tranquilizei e comecei a sair do chão para tentar ajudá-lo. – Pode vir! – o chamei.

Assim que me levantei escutei batidas violentas na porta do banheiro.

- Shawn? – sussurrei próxima a janela.

- Estou indo. – disse mostrando seu rosto na janela, o que me deixou aliviada.

Shawn teve ainda mais dificuldades que eu. Por ser muito maior era extremamente desconfortável passar pelo buraco da janela e também encontrar apoio. A medida que ele tentava passar as batidas se intensificavam ainda mais no outro lado.

- Eu te ajudo! – assim que peguei sua mão, ouvi um estalo ensurdecedor vir do banheiro. Haviam conseguido arrombar a porta. Shawn e eu nos entreolhamos com os olhos arregalados e parecia que nossa respiração havia parado simultaneamente.

- Estão fugindo! – ouvi uma voz grave anunciar. Agarrei os braços de Shawn com muita rapidez, no entanto uma força quase o carregou janela a dentro, mas eu o segurei com toda a força e o puxei para fora. Eles eram mais fortes e eu por um momento achei que o perderia.

- Patty... – ele disse com a voz embargada. – pegue o carro e fuja!

- Não! – berrei. - Não sem você!

- Patty, não seja boba! – ele gritou para mim.

- Rendam- se! – ordenou a voz grave novamente.

- Só quando eu MORRER!!! – eu gritei entre dentes, apoiando os pés na parede e puxando Shawn com tanta força, que tive medo de fazê-lo partir ao meio. Minha perna latejava tanto de dor que parecia pegar fogo. Em instantes, estávamos os dois estatelados no chão.

- Você é louca! – Shawn murmurou ao meu ouvido, caído sobre meu corpo.

- Você causa isso me mim. – disse com um sorriso de lado, que ele retribuiu.

- Rápido! Vamos pegá-los! – berrou uma voz de dentro do banheiro.

- Temos que sair daqui! – Shawn se levantou e me ergueu logo em seguida. E saiu me carregando pela mão, enquanto corria freneticamente e eu tentava acompanhar mancando.

Nós corremos para o estacionamento e não demorou muito para os dois homens estarem bem atrás de nós.

- Se entreguem e nós não vamos machucas vocês! – avisou o agente que parecia ser o líder dos dois.

Eu olhei por cima do ombro e pude vê-los sacarem suas armas dos bolsos e apontarem para nós.

- Shawn! – gritei e ao ouvir seu nome, olhou para trás e viu o mesmo que eu.

- Droga! – ele não parou, ele não ia se render. Simplesmente adentrou entre as fileiras de carro à nossa direita e me passou instruções para me abaixar, ao lado de um Nissan Rogue, afim de nos proteger dos tiros.

Shawn me encarou e levou seu dedo indicador aos lábios carnudos e rosados, me pedindo para não fazer barulho. Assenti com a cabeça.

Um silêncio absurdo pairou em todo o local, me deixando ainda mais nervosa. Tentei ficar atenta a qualquer barulho num raio de um quilômetro, um som de passos ou até de uma pedra rolando no chão.

- Foram embora? – perguntei num sussurro tão baixo que minha voz quase falhou. Ele apenas balançou a cabeça negativamente. Lentamente ele tirou uma pistola de dentro da calça. Ainda agachado, começou sair do esconderijo. Segurei seu braço, quando passou na minha frente, com medo de deixá-lo ir. Ele me encarou e balançou a cabeça positivamente.

Confie em mim! Vai dar tudo certo!” . Era o que aquele sinal significava, respirei fundo e então eu o deixei ir. Vi ele se esgueirar entre os carros até o perder de vista, e logo depois ouvi muitos tiros. Meu coração acelerou tanto, que senti que sairia pela boca a qualquer momento.

Eu não podia ficar ali parada apenas esperando. Impulsivamente comecei a engatinhar na direção em Shawn sumira, na esperança de encontrá-lo ou poder ao menos ajudá-lo de alguma forma.

Inesperadamente dei de cara com um par de pernas pretas. Ergui meus olhos até o rosto do dono delas, encontrando o rosto de um dos perseguidores.

- Olá, Patty! Quanto tempo! – disse simpaticamente.

- O que você quer com a gente? – perguntei grosseiramente. – Deixe-nos em paz!

Ele acocorou-se na minha frente. – Não dá, querida. – deu um sorriso. – Você tem algo que não te pertence e nós viemos pegar de volta! – logo seu sorriso desapareceu, assumindo pura raiva em seu lugar. Ele pegou meu pescoço e bateu minhas costas contra um carro com tanta ferocidade, que eu gritaria se ele não estivesse me enforcando.

Eu resfolegava o ar com tremendo desespero.

- Conta logo, Patty! Se você se render por livre vontade, a chefe não vai te machucar! – ele dizia entre dentes, com rosto próximo ao meu bufando sua respiração nas minhas bochechas.

- Assim como você não está me machucando agora! – eu tentava dizer com dificuldade, pela falta de ar.

- Patty, Patty... por que sempre tem que ser a mais difícil? Hã? – socou a porta ao meu lado enfurecidamente, me fazendo estremecer de susto. Mas esse acesso de fúria, diminuiu a pressão que fazia sobre meu pescoço e vi a oportunidade. Acertei uma joelhada em sua intimidade, com a minha perna boa. – Sua... Cretina! - gritou me largando no mesmo instante. E o ar invadiu meus pulmões com tanta rapidez me fazendo tossir incontrolavelmente. – Você vai me pagar! – disse ainda se contorcendo.

- Acho que não te devo nada! - não esperei que ele se recuperasse. Soquei seu nariz, derramando-lhe sangue e fazendo-o urrar ainda mais de dor, em seguida, chutei sua canela, fazendo-o ajoelhar e acetei mais um na boca de seu estômago. Arranquei a arma de seu bolso e apontei em sua direção. – O que vocês fizeram com Shawn? – berrei.

Cuspiu um bolo de sangue e começou a reproduzir risadas, mesmo sofrendo ele debochava de mim. Atirei em sua coxa, para mostrar que eu não estava brincando.

- Droga, Patty! – ele berrou com a mão sobre o recém ferimento.

-Fala logo! – vociferei.

- Você é mesmo uma tigresa! Miau! – ele continuou a tirar sarro de mim. – Por que não me mata logo? Como nos velhos tempos.

Então era isso que eu era? Uma assassina? Assassina? “

- Eu não sou assassina!! – eu grunhi, tentando convencer a mim mesma disso. Ainda assim, permanecia com arma apontada na sua cabeça e com o dedo no gatilho.

- Hahaha... – ele gargalhou. – você não pode mudar quem é, Patty. Isso é o que você faz de melhor. Só tem que puxar o gatilho... só isso...

- Patty! – finalmente a voz que eu queria ouvir chamar por mim.

- Shawn! – institivamente olhei em sua direção. Eu abaixei a guarda e o inimigo se aproveitou do meu erro imbecil. Ele pegou a arma da minha mão e pôs sobre sua mira.

- Parece que o jogo virou, não é mesmo? – ele disse com um sorriso assombroso nos lábios.

Mas antes que ele pudesse me machucar, Shawn acertou um tiro em sua mão, fazendo a arma cair no chão. Eu a peguei no mesmo instante e mirei no homem a minha frente.

- Patty, não... – pediu Shawn. – não precisamos machucar ele...

- Não adianta, Shawn. – berrou o inimigo. – Não importa quanto tente, não pode mudá-la. Você não vê... – exibiu novamente seu sorriso taciturno. – mesmo sem memória, o instinto assassino permanece ne... – antes que ele pudesse terminar a frase, dei-lhe uma coronhada que o fez desmaiar.

Shawn me encarou com surpresa e veio até mim, para me envolver em seus braços.

- Eu sou assassina, Shawn? – perguntei com a voz embargada e os olhos cheios de lágrimas.

- Se você é... – senti ele suspirar profundamente, com a minha cabeça apoiada em seu peito. – eu também sou... – ele me abraçou mais forte.

Eu não queria ser o que aquele homem dissera. Não queria matar pessoas a sangue frio. Cada vez mais eu tinha medo do meu passado. Mas eu poderia enfrentar qualquer coisa com Shawn sendo meu cúmplice.


Notas Finais


Eita! O que Patty andou aprontando com Shawn nesse mundão? Hahah
Isso é tudo, pessoal!
Espero que tenham gostado. E obrigada a cada um de vocês que comentam e favoritam a história. Isso me dá muito ânimo!
Obrigada do fundo do meu coração! Amo vocês!
Bjs no ❤! Até Ter/Qua!


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