História You Give Love a Bad Name - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Gintama
Personagens Abuto, Gintoki Sakata, Isao Kondo, Kagura, Kamui, Kyuubei Yagyuu, Nobume Imai, Shige Shige Tokugawa, Shinpachi Shimura, Shouyou Yoshida, Sougo Okita, Soyo Tokugawa, Tae Shimura (Otae), Toushirou Hijikata, Tsukuyo, Umibouzu
Tags Gintama, Okikagu
Visualizações 513
Palavras 3.436
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hello^^
Essa fic estava gritando na minha mente querendo sair e eu TIVE que começar a escreve-la!
Sei que tenho que atualizar as outras e farei isso, aliáis, darei prioridade as outras, portanto, essa fic será possivelmente postada mensalmente...
É um universo alternativo, neste universo não existe amantos e eles estão no ano de 1950.
Espero que gostem :33
Boa leitura <3

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction You Give Love a Bad Name - Capítulo 1 - Prólogo

   O outono estava em seu apogeu espalhando folhas cecas e quebradiças por todo o imenso jardim revelando um verdadeiro tom de cobre no nobre palácio das "bestas angelicais". O Clã Yato era conhecido por sua força, mas principalmente pelo seu passado brutal que lhes rendeu inúmeros inimigos e a expulsão de vários países. 

   O clã das "feras" tinha como seu trabalho principal oferecer ao imperador a mais absoluta segurança. Contudo, Além de dar segurança a família imperial também tinham o dever de exterminar qualquer alvo que seu superior lhe desse, ou seja, ficavam com o trabalho sujo para que o monarca não sujasse seu nome ou suas mãos.

   A fama de "bestas" deve-se ao fato de logo espalhar por todo lugar o quão crués, frios e calculistas eram sendo que alguns até os chamavam de "demônios" pois essa raça era marcante por ter a necessidade de desvanecer-se do sol obrigados a conviver eternamente nas sombras como seres sórdidos. Como demônios. 

   Havia lendas onde pregavam que eram amaldiçoados, mas outros dizem que essa característica é apenas uma marca para diferenciar a raça das sombras. Porém, como tudo neste mundo, sempre há uma contradição.

   Os seres mais errantes, castigados por todos os deuses, tem a aparência semelhante aos mais belos anjos. 

   Por causa do medo, indignação e inveja está  raça passou a ser odiada por quase todos.

   Alguns anos passaram e o clã Yato resolveu unir-se e contrariar  as ordens do imperador que, por sua vez, os libertou de sua serventia, mas também deu a eles o terrível título de "bestas angelicais". São destrutivos, são profanos. E com esse passado nas costas seguiram em frente rumo a uma nova vida. O que foi impossível. O máximo que puderam fazer foi isolar-se e fugir da ira das famílias que perderam seus anfitriões pelas mãos dos Yatos.

   Com o tempo puderam fazer alianças com clãs importantes, escolheram seguir um líder e manter-se unidos.

   No grande palacete ha mais de duzentos Yatos junto ao líder escolhido e sua família. Vivem no distrito Kanto, na cidade de Ibaraki onde moram perto do mar e a temperatura é agradável já que é o oceano ártico que cobre a costa. Os dias são calmos, harmônicos e cheios de paz.

   No entanto neste dia em especial ha grande movimentação pois a segunda herdeira do patriarca desta intrépida linhagem está para nascer. 

   Abuto tenta acalmar o senhor da tribo, este permanece ao leito de sua esposa que prepara-se para dar a luz.

- Calma, Kouka, vai dar tudo certo! Sei que vai! Sempre deu! - Umibouzu profere rapidamente segurando fortemente a mão dela.

- Acho melhor VOCÊ se acalmar - Abuto percebe que ele a deixa mais nervosa.

- Eu? Eu tô acalmando ela! Respira, amor - ela está ofegante e suando muito, a bolsa já havia estourado - POR QUE AS PARTEIRAS AINDA NÃO CHEGARAM?!

   Abuto vai procura-las e em menos de dez minutos chega com cinco idosas que trazem bacias com água, panos e algumas ervas.

- Os senhores terão que se retirar - diz baixinho uma delas carregando um sorriso gentil.

- NEM MORTO! EU QUERO TÁ AQUI QUANDO MINHA FILHA SAIR DAÍ - aponta para a barriga de sua belíssima esposa.

- Umibouzu, vai chamar Kamui - Kouka ordena com certa dificuldade pelas contrações e nervosismo.

- Não quero sair do seu lado, amor...

- SE EU TÔ MANDANDO VOCÊ IR É PRA VOCÊ IR SEM EU PRECISAR DIZER MAIS ALGUMA COISA!

- VOCÊ NÃO QUER QUE EU VEJA NOSSA FILHA NASCENDO?

- SERÁ QUE EU VOU TER QUE LEVANTAR E IR DO JEITO QUE EU ESTOU POR QUE O PAI DELE NÃO SABE FAZER ALGO TÃO SIMPLES? SE EU DOU UMA ORDEM SÓ CABE A VOCÊ CUMPRI-LA! AINDA NÃO ENTENDEU ISSO, SEU IMPRESTÁVEL!

- Calma, Kouka! - ela puxa sua trança.

- SE EU TIVER QUE IR CHAMA-LO SAIBA QUE EU QUEBRAREI SUAS DUAS PERNAS COMO DA ÚLTIMA VEZ! SAI DA MINHA FRENTE!

   Todos do quarto ficam em silêncio apenas observando o maior sair assim que a ruiva solta seu cabelo e logo Abuto o segue. 

   O moreno tenta arranjar alguma maneira de mudar a atmosfera deprimida em torno de Umibouzu enquanto coça a cabeleira bagunçada notando que já chega nos ombros. Depois de alguns minutos resolve puxar algum assunto para descontrair.

- Acho que Kamui está brincando em alguma parte do jardim - o maior continua andando sem nada proferir - ele deve estar com Mitsuba e outras crianças - seu superior para de andar, mas ainda diz nada - Umibouzu?

   Os olhos escuros azulados voltam para os caramelo do amigo cheios de lágrimas apesar da fisionomia séria.

- Calma, ela vai nascer bem! Se acharmos Kamui a tempo talvez ainda...

- Ela não me quer por perto! Ela deve me odiar! Mas o que eu fiz? Tudo que eu faço é por ela e pelos meus filhos! - E começa a chorar ajoelhando-se - Kouka detesta homens fracos e eu sou fraco! Deve ser por isso que ela me detesta!

   A única que tem o poder de tirar a postura de Umibouzu na frente dos outros é Kouka! Ele é inegavelmente submisso a ela.

- Se ela te odiasse não teria dois filhos com você - suspira já acostumado com essa situação.

- Talvez eu só seja muito bom de cama e ela se satisfaça comigo, mas só isso - o moreno senta em frente a ele sabendo que isso vai demorar - sabe quando foi a última vez que ela me disse "eu te amo"? No dia do nosso casamento! E isso foi a sete anos atrás! 

- Como você acha que ela fica quando você viaja a trabalho?

- Agradece a todos os deuses?

- Não...

- Pede para eles que eu não volte mais?

- Não! Ela fica é chorando pelos cantos!

- Fica? - um fiozinho de luz aparece em seus olhos.

- Claro que fica! Ela e Kamui - fica aliviado ou ver o mais velho acalmar-se - Eles esperam ansiosos por suas cartas! Ela sempre prepara uma festa pra você, não é verdade? E Kamui adora quando você ensina ele a lutar! 

   Depois do acastanhado claro tanto consolar seu chefe este reergueu-se e foram procurar pelo ruivinho.

****

   Nos campos, não muito distantes da moradia dos Yatos, ouve-se risadinhas de crianças correndo brincando de pinque esconde. Um pouco distante embaixo de algumas árvores encontra-se o pequeno Yato apenas observando outras crianças brincando sem se importarem com o sol. Na maioria das vezes fica ali sozinho por um bom tempo juntando-se aos outros apenas quando o sol se ia, mas sempre fica por pouco tempo pois a medida que escure elas voltam para casa.

   Gosta de as observar pois mesmo não juntando-se a elas não sente-se sozinho. 

   É bom ouvir o barulho das árvores enquanto fita outras crianças. Estava tão distraído que tomou um grande susto quando, do nada, um menininho, literalmente, caiu em sua cabeça.

- O que deu em você, pirralho? - O ruivo massageava sua cabeça fitando a criança levantar-se - por que se jogou em cima de mim?

- Não me joguei, eu caí! - O olhos avermelhados encaram os azuis - eu queria ter pulado pra aquele galho - aponta para o galho de uma árvore distante.

- E por que você estava pulando árvores, ô tampinha? - Kamui aperta a bochechinha gordinha do moreno que tenta soltar-se.

- Eu "quelia" joga essa "pleda" no "konoyalu" la de "chima" "pla" ele não "pechebe" que fui eu - diz com dificuldade ainda tentando bater no maior.

- Oh, finalmente te achei! - Chega sua irmã mais velha.

- Nee chan, fala "pla" ele "palar"? - Pedia Okita fazendo kamui solta-lo - bakaaa - Massageia a  bochecha vermelha.

- O que você aprontou, hein? - Mitsuba ri de seu irmãozinho.

- Deveria por uma coleira nesse menino! Ele queria jogar pedra nos outros pulando de árvore em árvore até que caiu em cima mim! - Exclamava o ruivo.

- Sougo, você queria era tacar pedra no Hijikata, né - a morena puxa as bochechas do irmão.

- "Plometo" que não "facho"mais "isho" - Choraminga pelas bochechas.

- Desculpe por isso, Kamui - senta-se ao lado dele.

- Sem problema, só acho que você deveria amarra-lo para não o perder de vista - ri junto com Mitsuba.

- Como se fosse possível prender uma criança de três anos, ainda mais se tratando de Sougo - ela arruma o kimono rosa chamando a atenção de Kamui.

- Esse kimono foi o que te dei de presente de aniversário? - indaga o maior sorrindo.

- Foi sim, amo esse kimono! - devolve o sorriso,

   O clã Okita fez aliança com o clã Yato desde que Kamui e Mitsuba tinham dois anos. Quatro anos passaram-se desde então sendo que só recentemente os Okitas passaram a morar na cidade de Ibaraki.

   A família Okita foi uma das primeiras a aceitar uma aliança com o clã Yato. Esta família é conhecida como a mais inteligente de todo distrito, sem tirar que seus métodos de estudo são os mais avançados.

   Além de formarem uma forte aliança entre estes dois clãs também nasceu uma grande amizade por parte de seus  senhores e seus filhos.

- Para de sorrir desse jeito pra minha irmã, cabela de cenoura! - Sougo puxa a mexa rebelde da franja de Kamui que sempre fica pra cima.

- Quem aqui é cabeça de cenoura, projetinho de gente? - começa a puxar as orelhas do moreno.

   Mitsuba apenas ri de como o pequeno consegue arrumar briga fácil com os outro. Quando menos esperam chega Hijikata dando um tapa na nuca de Sougo que parou imediatamente.

- Seu idiota! - morde o braço de Toushirou começando a puxar os cabelos negro.

- AAAAAh! QUAL O SEU PROBLEMA! - Os olhos azuis cobalto encara os avermelhados de Sougo enquanto brigavam.

- Viu? Esse menino não sossega! - ri a irmã do menor.

- Ah, quase que esqueço - Hijikata volta-se para Kamui tentando distanciar Okita - Vi seu pai te procurando desesperado por aí.

- Meu pai? - O ruivo fica surpreso.

- Eh, e ele estava muito estranho.

- O que será que ele quer? 

- Será que não é sobre sua mãe? - Opina Mitsuba - Kamui, sua irmã pode estar nascendo!

- Mas minha mãe disse que ainda faltava um mês - o ruivo já ia levantando-se.

- As veze pode acontecer de vir antes! Aquele menininho ali - aponta para a criança implicando toshi - veio de sete meses!

- Tenho que ir, tchau gente! - sai correndo para casa.

   Mitsuba e Toushirou ficam por lá e nem percebem quando um certo moreno sumiu de suas vistas.

   ****

   Umibouzu procura por seu primogênito por todos os cantos desesperado. Procura em lojas, praças, mas nada de acha-lo. 

   Abuto o ajuda e acalma pois o mais velho está quase arrancando os cabelos por causa do menor.

   Kamui corre em direção a sua casa lembrando de ter esquecido seu guarda-chuva e agora sente o insuportável calor diretamente em sua pele. Atrás dele corre Sougo o seguindo sem que ele perceba.

   Acabou encontrando seu pai que o botou nas costas e vai correndo para casa. Nenhum dos três usa o guarda chuva então sentem suas peles queimar por conta do sol que nem forte está, mas para eles faz um calor infernal.

   Chegam a mansão Yato com grande euforia e maior fica seus entusiasmos quando ouvem choro de bebê a medida que aproximavam-se do quarto de Kouka. Kamui e Umibouzu brigam pra ver quem entra primeiro e acabou com Abuto empurrando os dois os fazendo abrir a porta e cair juntos.

   Kouka tenta fazer a menina parar de chorar em seus braços. As parteiras haviam acabado de limpa-la e agora retiram-se do quarto deixando apenas a família de seu senhor.

- Nossa, essa menina é bem chorona! Mal nasceu e não para de chorar - Sougo brota na porta tampando os ouvidos por causa do choro da pequena.

- Como você chegou aqui, garoto? -Umibouzu toma um susto com o pequeno.

- Essa peste deve ter me seguido - conclui Kamui.

- Todos os bebês choram quando nasce, Sougo - Kouka sorri com o comentário do moreno.

- Choram nada! Só menininhas chatas! - Kamui puxa uma das orelhas de Okita - AI AI AI!

- Para de chamar minha irmã de chata!

   Os maiores gargalha dos dois e a recém chegada para de chorar aos poucos.

- Venha conhece-la, meninos - a ruiva os chama os fazendo parar de brigar.

   Os olhos de Kamui brilharam quando a viu. Os cabelos são bem ruivos no mesmo tom de sua mãe e a pele bem clarinha quase igual papel. Umibouzu deixou escapar umas lágrimas chamando a atenção dos ali presente.

- Por que tá chorando, pai? 

- Ela é linda! Mas podia se parecer pelo menos um pouquinho comigo, pra variar - fez muxoxo.

- Ainda bem que ela parece com a tia Kouka - diz o menor displicentemente - ela parece uma bonequinha - o moreno não consegue parar de olha-la - bebês quebram?

- Não, mas temos que ter cuidado com eles - a Yato o reponde sorrindo.

- Por que ela ainda não abriu os olhos? Aposto que tem aqueles olhos assustadores igual as bonecas da minha irmã!

- Tem nada de assustador na minha irmã! - o ruivo puxa uma mecha de cabelo de Sougo.

- Kamui! - kouka tenta repreende-lo, mas não consegue parar de rir - daqui há alguns dias ela vai abrir. O que foi, amor? - pergunta a Umibouzu.

- Ela não parece nada comigo! Nem ela nem Kamui! Nem parece que são meus filhos - diz magoado.

- Isso não é verdade! Veja, ela tem seu tom de pele - ela tenta anima-lo e conseguiu.

- Claro que tem seu tom de pele, todos os Yatos tem o mesmo tom de pele, dã-a - Dispara o moreno recebendo um peteleco no nariz de Kamui - AI! Para com isso!

   Umibouzu baixa a cabeça e ia saindo do quanto todo deprimido.

- Amor, você tem que dar um nome pra ela, esqueceu? - Umibouzu voltou-se animado pra ela.

- Já sei! Vai ser U..

- Não! - profere sua esposa antes de deixa-lo falar - qualquer nome, menos esse.

- Mas eu gosto desse nome...

- Ninguém gosta de Umibuka!

- Mas é a mistura dos nossos nomes!

- Que horrível! - Diz Sougo depois de morder o braço do ruivo que  revidou os fazendo voltar pra briga.

- Tá bom, tá bom - faz muxoxo e pensa em outra coisa.

- kagura - diz Kouka de repente.

- Hey! Eu quem vou escolher!

- É um nome ruim?

- Não...

- Gostou?

- Sim...

- Então vai ser esse mesmo! Quem manda demorar - Kouka decide.

- Adorei esse nome! Ela será a mais linda dançarina dos deuses* - Kamui diz animado.

   Umibouzu murcha novamente depois de ser iludido pela sua esposa mais uma vez. Ouviram alguém bater na porta e entrando segundos  depois. 

- Ah, graças aos deuses! - Mitsuba suspira aliviada após ver o irmão - me perdoe pela intromissão, Sr. e Sra. Yamamoto, mas acontece que é eu piscar e esse menino some! - volta-se para o irmão - talvez eu realmente deva por uma coleira nele.

- Não tem problema, Mitsu - Kouka adora a família Okita - venha conhecer kagura.

- Então ela realmente nasceu?! - indaga animada indo ao leito da ruiva - ela é tão linda! Igualzinho a senhora!

- Ela se parece com o irmão dela como você se parece com Sougo - comenta os comparando.

- Verdade! - Concorda a morena.

   Mitsuba fica conversando com Kouka enquanto o ruivo e Sougo implicam um com o outro e Umibouzu deprimido. A recém chegada dorme tranquilamente apenas sentindo todo calor e amor que sua família oferece.

****

   Os Yatos enviaram cartas para seus entes distantes e amigos próximos apesar de não serem muitos. Nesta época já eram usados outros meios de comunicação, a tecnologia está evoluindo rapidamente, porém, para os Yatos é mais comodo permanecer com os velhos costumes como enviar cartas, usar remédios naturais como ervas, comprar suas roupas em costureiras personalizadas e manter tradições de séculos.

   Umas dessas tradições consiste em: exatamente quinze dias depois do nascimento da criança fazer uma grande festa de comemoração pois é o dia em que a criança vê o mundo pala primeira vez. E assim fizeram. 

   Umibouzu cumprimentava a família Hijikata que também é uma de suas aliadas. Logo depois chegou o Clã Okita também cumprimentando o Yato completamente feliz com sua nova herdeira. Kamui não sai de perto de sua irmãzinha junto com sua mãe todo bobo mostrando a pequena para seus amiguinhos.

   Mitsuba e o Ruivo ficam o tempo todo mimando Kagura no colo de sua mãe. Umibouzu e o pai de Mitsuba observavam os dois sempre juntos enquanto tomam sake.

- Umibouzu, meu amigo, o que você acha de uma aliança maior do que contratos entre nossas famílias? - Okita sugeriu.

- Propõe um casamento entre nossos primogênitos? - O moreno assente servindo lhes mais sake - não acho que Kouka vá se opor.

- Muito menos Meiko, caro amigo - os olhos castanhos avermelhados gentis transmitiam confiança ao Yato - Minha mulher adora sua esposa e seus filhos!

- É reciproco - declara Umibouzu propondo um brinde.

- Pai, pai! - Kamui grita - ela vai abrir os olhos!

   A pequena acorda aos poucos abrindo os pequenos olhinhos revelando os grandes azuis safiras iguais aos de sua mãe e seu irmão. por conta do estranhamente e pela pequena irritação do vento em seus olhinhos ela começou a chorar.

- Lá vem ela chorar de novo! - exclama Sougo.

- Nem os olhos... - murmura Umibouzu.

   A pequena acabou adormecendo no pequeno bercinho feito por seu pai. Enquanto ninguém olhava Sougo fica na pontinha dos pés só para olha-la e a admira dormir.

- Kouka, chama Kamui e Mitsu, temos uma notícia para vocês! - Pede Umibouzu junto com Shun e Meiko Okita.

- Estamos aqui - chega o ruivo junto com a morena.

- Que bom. Eu e Umibouzu conversávamos a cerca de vocês dois - Okita olha para sua esposa confusa e continua - não seria má ideia uni-los em matrimonio quando atingirem a idade certa.

   Os menores olharam um pro outro confusos enquanto Kouka e Meiko cotinuam confusas.

- Engraçado que eu conversava sobre isso com Kouka - declara a loira com os olhos verdes arregalados.

- Verdade, dizíamos que seria muito bom se isso acontecesse! - completa Kouka.

- Então está resolvido! Quando Mitsuba completar vinte anos casará com Kamui - disse por fim Umibouzu propondo um brinde aos mais velhos.

   Os menores sabiam que não podiam contestar então olharam um pro outro envergonhados. 

   A festa segue animadamente quando chega dois Yatos correndo gritando e antes que pudessem dar o aviso, a sacada explode dando um grande susto nos convidados.

- KAGURA! - Grita Kouka em meio a fumaça deixando todos preocupados. Ela foi correndo em direção ao bercinho, mas ele não estava lá causando pânico a todos.

   Depois de toda a poeira baixar, acham um papel bem onde foi a explosão onde estava escrito:

"Esta raça maldita não merece a felicidade

não merecem a alegria cedido por suas crias

não merecem momentos de festividades

não merecem a alegria de mim roubada

tomarei de vocês o mesmo que tomaram de mim

seu segundo herdeiro."

   Depois de lerem, voltaram a procurar pela pequena até que a acharam com Sougo escondidos embaixo da escada. Ele tinha uma de suas pernas muito machucada e fazia palhaçadas para ela não chorar.

- Minha filha - Kouka pegou Kagura nos braços chorando aliviada.

- Desculpa, mas quando teve aquela explosão eu só pude ficar em frente ao berço e quando veia aquela fumaça toda, vai que inimigos entrassem e a pegasse? Então eu empurrei  berço pra cá. Me desculpe, não queria assustar a senhora!

- Obrigada, Sougo. Você agiu certo a protegendo, mas sua perna está sangrando muito! - Kouka o agradecia preocupada com sua perna.

- Meu filho! - Meiko pegou Sougo nos braços preocupado com a perna dele o abraçando - ainda bem que você está bem.

- Protegendo? Haha, até parece que eu me importo com essa chorona! Só não ia me perdoar se algo acontecesse com ela - cruza os braços escondendo suas bochechas vermelhas - mas afinal, o que foi aquela explosão?

- Um aviso - declara Umibouzu.

 

 

 

 

 


Notas Finais


O significado de Kagura é “dançarina dos deuses”, é tanto que no xintoísmo (religião de origem japônica) Kagura é o nome de uma das danças.
Ah, e algumas vez eu acrescentei algumas expressões religiosas como “graças aos deuses” e apenas uso o plural por que a maioria das religiões japonesas era/são politeístas.
Amei escrever Sougo pirralho <3
No próximo cap eles estarão maiorzinhos :33


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