História You Know what They Do to Guys Like us in Prison - Capítulo 14


Escrita por: ~ e ~_Nicolas

Postado
Categorias My Chemical Romance
Personagens Bob Bryar, Frank Iero, Gerard Way, Mikey Way, Ray Toro
Tags Bert Mccracken, Frerard, Gert, Jared Leto, Shannon Leto
Exibições 60
Palavras 5.669
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa tarde, prisioners. Como vocês estão?

Aqui é o Angelo. E como muitos pediram aqui está um capitulo especial com o nosso Gerard narrando!
Bem, na verdade é um capitulo dividido em três, sendo assim, podem esperar muitas revelações que vão tomar um rumo de conhecimento e conexão das historias de alguns detentos.
Sem mais de longas gostaria dizer que esse capitulo foi escrito com muito amor e postado hoje por ser meu aniversário!
Estou fazendo dezoito anos hoje (no mesmo dia da Miley Cyrus) e como essa fanfic se tornou uma parte especial de mim, quero que vocês também sejam parabenizados com esse capitulo especial.

Parabéns a cada um que acompanha a fanfic, que tem comentado e acompanhando cada capitulo, que mesmo que alguns capítulos demorem para serem postados, há pessoas que comentam que não vão deixar de acompanhar e isso me deixa muito feliz e agradecido por ter leitores como vocês.
Vocês são demais!

P.S: Obrigado tambem à ~ieroways que sempre deixa um comentário super amável, dedico esse capitulo a você com muito carinho.

Capítulo 14 - ESPECIAL: Gerard Way - I


 

G E R A R D W A Y - I

Insanidade.

Tive o conhecimento disso muito jovem.

A insanidade caracteriza pessoas de saúde mental deficiente, um demente, um louco. Alguém tomado pela alienação. Insensato.

Durante muito tempo de minha vida fui visto dessa forma (e talvez isso nunca tenha mudado). Fui temido pela minha mãe, por meu irmão... Mas de algum modo, isso não me trouxe arrependimentos. Nenhuma única vez.

 

Meu corpo estava estático; parado no pequeno e quase inexistente corredor que ligava o refeitório a cozinha. Eu calculava mentalmente sobre como iria entrar na cozinha sem que algum carcereiro estúpido me visse. Com cautela, de longe observei um detento jogar o resto de sua comida no enorme latão de lixo e separar as bandejas em cima de um suporte próprio – esse suporte era levado para dentro da cozinha para que as bandejas fossem lavadas posteriormente. Tomei a liberdade de me aproximar assim que o detento se distanciou. Peguei uma quantia significativa de bandejas sujas em busca de enganar os guardas, passando-me por um dos trabalhadores da cozinha. Com a substituição das bandejas de metais pelas de plástica alguns dias atrás – pois a de metal causou sérios danos na cabeça de um desgraçado com tapa olho. Quem diria? –, consegui apoiar uma boa quantia em meus braços, atrapalhando um pouco o meu campo de visão.

Não tive dificuldades para entrar na cozinha, passando por aquela porta de ‘vai e vem’ com duas janelas circulares em cada lado. Havia me esquecido do quanto a ferrugem as deixava mais pesadas e me desequilibrei um pouco, quase derrubando algumas bandejas no chão. Por sorte, Shemar, o cozinheiro, me ajudou antes do desastre acontecer.

— Está atrasado, Way. — afirmou de modo rígido, colocando as bandejas em uma bancada reservada para as louças sujas.

            Ele não estava sozinho. Havia outros dois detentos na cozinha, um estava varrendo o chão com uma vassoura de palha amarela e gasta – esse trabalho deveria ser alguma espécie de tortura imposta, uma vez que ele nunca iria terminar de limpar o local com aquela vassoura –, e o outro guardava alguns restos de comida em potes no grande freezer – excelente para esconder corpos.

            Enquanto eu me recuperava do quase deslize, observei uma pequena mancha centralizada em meu peito causada pelo feijão misturado com óleo que escorregou de uma das bandejas. Nojo! Avistei um pano velho e encardido pendurado na parede ao lado da porta de entrada. Peguei-o e corri até a pia mais próxima, molhando-o. Com cuidado, afastei um pouco o moletom para passar o pano sem que a mancha se espalhasse ainda mais. Argh.

— Estou sabendo que Bert não se encontra em seus melhores dias. — Shemar se aproximou, encostando suas costas na pia e cruzando os braços. — O que houve, bichinha?

            Shemar Moore era o cara que comandava a cozinha. Ele reservava o melhor que o governo oferecia para presídio – alimentos enlatados e hortaliças de excelente qualidade – para trocar como escambo. E, digamos que, bem, err... Bert sabia tirar bom proveito das coisas; ficava com os melhores pedaços de carnes, frutas frescas, refrigerantes. Pelo que Shemar trocava? Narcóticos, injetáveis.

            Fiquei enfurecido por sua pergunta e ele percebeu isto pelo meu olhar.

Olhei por toda extensão daquele lugar imundo. As paredes amplas e de tom bege escuro sempre sujas pela acumulação de gordura, pois não havia uma ventilação adequada alí: sete janelas minúsculas atrapalhadas por uma grossa camada de grade de ferro.

Pigarreei aproximando-se mais de Shemar para que os outros detentos percebessem que a conversa era em particular. Eu sabia que não deveria falar sobre o estado mental de Bert, afinal, eles não eram tão próximos. Shemar, todavia, protegeu muito Bert quando ele chegou; como quando a cabeça de Bert estava sendo disputada, dado que sua recepção em Corcoran não fora muito receptiva devido motivos que eu não me recordava agora. O cozinheiro, entretanto, viu que Bert seria uma peça-chave para ele ter seus narcóticos dentro do presídio, então, adentrou para a guerra, não disponibilizando alimentos para os detentos que estavam em cima de Bert por dois meses. Com eles debilitados, Shemar logo fez com que eles sumissem, sem deixar rastros. Talvez estejam enterrados debaixo do assoalho da cozinha ou enterrados na horta do presídio. Quem saberá?

— Aqui. — disse, entregando a última sacolinha preta. Tomei cuidado no momento de entregar, tendo em vista a seringa que havia lá dentro. — Bert está com Pete ainda. — respondi rapidamente. — Mas melhorando.

            Shemar limpou suas mãos no avental e depois o retirou, deixando-o pendurado no mesmo lugar em que coloquei o pano.

            Assim que Shemar escondeu dentro de suas calças o plástico preto, me preparei para me despedir de sua companhia, mas algo me interrompeu. Escutei um grito vindo do refeitório. Era claramente um grito em meu nome! Logo escutei outro berro. Alguém estava me chamando! Os outros dois detentos pareceram também escutar, pois correram para a porta, abrindo-a.

Mais uma vez meu nome foi protestado.

Inclinei meu corpo para ver o que estava acontecendo. O burburinho no refeitório reduziu quando Grover, o guarda da recepção, puxou aquele pigmeu de olhar amedrontado.

Puta merda, Frank!

Grover ajeitou o corpo de Frank a frente do seu, empurrando-o sua cabeça com uma das mãos para que ele não olhasse para trás e gritou para que ele caminhasse mais rápido.

Com os punhos fechados – sem nem compreender minha postura –, tentei correr em sua direção, mas os dois detentos me seguraram na porta, à pedido de Shemar.

— Segurem ele! — gritou.

— Me soltem!

Os gritos de Frank cessaram quando ele passou, algemado, pela porta de entrada e saída do refeitório.

Tudo a minha volta estava incomum. Minha visão pareceu se tornar mais turva. Eu enxergava embaçado. Os dois detentos me soltaram, mas continuaram a me olhar. Talvez por minha reação, talvez por Frank ter gritado meu nome. Todos sabiam que eu fazia as entregas com Bert e deixar um garoto, que chegou há poucos dias em Corcoran, adentrar esse vínculo era algo íntimo e perigoso demais. Algo que Bert nunca permitiria. Vários presidiários lutavam para entrar em nossa equipe, mas Bert sempre negou, pois segundo ele “isso não iria durar muito”; frase que nunca compreendi, uma vez que estávamos condenados à perpétua.

Sem seus braços bloqueando meus movimentos, movi-me mais uma vez rapidamente em busca de ir atrás de Frank. Eu não podia deixar que levassem ele! O pigmeu delataria tudo! Desde o tráfico, a mercadoria de Quinn, o envolvimento de Jake... Tudo!

Eu como responsável por ele não poderia deixar isso aconteceu. Claro que eu não havia me planejado para um acontecimento como este. Contudo, pensei ligeiramente que se eu me entregasse e fosse no lugar do Frank para a solitária, falando que o produto era meu, deixariam ele voltar para cela e ele não contaria nada a ninguém.

Shemar segurou fortemente meus braços assim que pisei para fora da cozinha e me trouxe para dentro novamente, ordenando que os rapazes fechassem a porta. Ele era alto e musculoso, de modo que basicamente me levantou do chão enquanto lutei inutilmente.

— Me solte, seu maldito! — cuspi em seu rosto. — Eu preciso... Eu preciso me entregar! Esse idiota vai estragar tudo! Tudo! Me solte!

            Shemar acertou meu rosto certeiramente com seu punho. Senti o gosto metálico de sangue preencher minha boca e cuspi aquele líquido quente no chão.

            — Quem é aquele moleque?

            — Abram a porta! Deixem-me sair!

            — Escute, viado! — o cozinheiro berrou, segurando com força meus braços e me sacudindo. — Pouco me importo se você trocou o Bert por outra bichinha. O ponto é: você fez todas as entregas?

            Parei, buscando colocar as minhas ideias no lugar e controlar a minha respiração descompassada.

            Eu estava fodido.

            Nós estávamos fodidos.

            — Os de consumo sim. — grunhi exasperado, finalmente me afastando de suas mãos. — Faltam os utensílios pessoais.

            — Merda, Gerard! — gritou, me empurrando. Desequilibrei-me dando dois paços para trás.

            Fiquei calado, observando Shemar passar suas mãos por sua cabeça raspada. Ele caminhou até mim, aproximando nossos corpos mais uma vez e apontando o dedo para o meu rosto.

            — Você vai se livrar de toda a mercadoria!

            — Não aponte o dedo para mim!

            — Você ouviu, Way?! Você vai se livrar de toda a mercadoria! Agora!

            — Não! — foi a minha vez de empurrar ele. — Você não tem ideia do trabalho que tivemos!

            — Escute: este moleque de meio metro é da sua cela. A sua cela será o primeiro lugar onde irão revistar! Eles irão te incriminar se encontrarem as mercadorias em sua cela e teremos dois viados na solitária. Eu sei que você está com uma quantidade de contrabando absurda. Frank é novo aqui e está de ficha limpa aqui dentro, mas você... Mas Bert. Principalmente Bert! Ele quem irá se foder. Não vão querer saber se ele está com Pete ou não, caralho! A cela é dele. Ele é peixe grande. — Shemar calou-se por um minuto, respirando profundamente. Meu coração disparou e um nó formou-se em minha garganta. Bert iria se foder por minha culpa! — Eu sei o quanto você se sacrifica pelo Bert... Livre-se do contrabando! Dê descarga ou enterre! Vá! — urrou, empurrando-me para fora da cozinha.

 

***

            O alarme soou quando eu me encontrava no corredor das celas, caminhando em direção a minha. O alarme não era como o de todas noites, mandando os detentos dormirem; era um guinchado a cada dez segundos e a luz vermelha de alerta piscava insistentemente. Apressei meus passos, correndo para minha cela, e procurei pela mochila preta. Lembrei-me que havia deixado-a dentro do armário. Verifiquei se todas as sacolinhas com a mercadoria estavam alí dentro. Peguei as sacolinhas e as arremessei na privada que havia dentro da cela. Dei descarga... Nada! Filhos da puta! Haviam cortado a água das celas!

            Com a maior agilidade que eu poderia ter no meio de tanto nervosismo, devolvi toda a mercadoria para dentro da mochila e segui para o banheiro comunitário, fazendo o caminho contrário dos detentos que voltavam para suas celas.

            O banheiro estava com boa parte das luzes apagadas de modo que somente a parte dos sanitários se encontrava iluminada, pois no horário das refeições era totalmente proibido o uso dos chuveiros, afinal, era a área mais frequentada nos horários de refeições por homens com tesão descontrolada que se pegavam nos boxes. Claro que Matt se incluía entre esses homens.

            Em frente uma privada, tirei desesperadamente a mochila de dentro do meu moletom. Abri-a arrebentando o zíper e despejei tudo dentro da privada outra vez. Apoiei minha mão sobre a parede apertando a descarga, mas nem se quer fazia o barulho da água descendo pelo cano!

Merda, merda, merda!

Pressionei seguidas vezes com raiva, xingando o mundo.

Corri para outro vazo... Nada! Nenhuma sinal novamente!

Não é possível!

Fui em direção aos chuveiros e tentei liga-los para confirmar a hipótese de que haviam desligado, não somente a água das celas, mas de todo o presídio!

Nada de água!

Seguida para as pias.

Nada de água!

Filhos da puta! Filhos da puta!

Soquei a parede, descontando toda a minha frustração naquele cimento velho, até que meus dedos sangraram. Lambi o sangue, limpando minha pele.

Mas por que eu sentia tanta raiva? Eu deveria saber que isso aconteceria. Era comum nas revistas de contrabando eles desligarem a água para que nenhum imbecil – como eu – tentasse se livrar das drogas.

Logos eles iriam revistar a cela e conferir a numeração dos detentos. Se eu fosse pego em outro lugar que não fosse a minha cela...

Pete!

Abençoado seja Pete! A enfermaria era o único lugar que poderia ser frequentado pelos detentos a qualquer hora, a qualquer momento!

E ele havia dito para que eu aparecesse durante a noite para ver Bert, certo? Talvez eu pudesse esconder as mercadorias lá. Pete tem um armário de toalhas que fica atrás da mesa com aquela papelada e cadernos inúteis que só servem para ele fingir que está trabalhando. Oh, eu poderia esconder a mochila lá dentro!

Peguei novamente todas as sacolinhas encharcadas e joguei-as sem cuidado algum dentro da mochila. Quando secassem, eu poderia voltar a distribui-las. Escondi a mochila outra vez dentro de meu moletom. Ela estava úmida, mas, por sorte, não estava em contato direto com meu peito devido a fina camada do macacão e a regata por baixo dele – o que não me livrou de sentir leves arrepios. Os arrepios me deixavam irritado. Apressei meus passos ainda mais por este motivo!

O alarme e as luzes vermelhas ainda tomavam conta dos corredores, e ao passar por outros detentos no saguão que dava início a ala médica, abracei meu corpo, simulando uma dor de barriga. Percebi ter abraçado forte demais meu corpo ao sentir que minha roupa havia ficado mais úmida. Ódio! Raiva!

O consultório estava vazio. Nenhum sinal de Pete. Uffa. Pete era o tipo de cretino certinho que não se envolvia mais do que o necessário e iria pirar se encontrasse o contrabando em sua enfermaria. Fechei a porta e corri em direção ao armário de toalhas. Retirei todas elas e coloquei o mais fundo que pude a mochila e também deixei meu moletom alí – para prevenção, caso alguém tenha me visto no banheiro. Arrumei alinhadamente todas as toalhas na frente da mochila e do moletom, pegando apenas uma para poder me secar.

Dirigi-me até a pia, lavando o sangue de minhas mãos. Gemi com o ardor do machucado. Abri meu macacão, abaixando-a até a cintura, e retirei minha regata branca para que eu pudesse secar o meu corpo.

— Você é um filho da puta sortudo, Gerard! — disse a mim mesmo rindo, relembrando do sufoco que havia passado até chegar alí. — Que grande merda!

Sequei o meu suor e suspirei pesadamente.

— O que é uma grande merda? — meu corpo se exaltou ao escutar aquela voz. Era a voz de Pete.

Pete estava inexpressível parado na porta de braços cruzados. Desviei meu olhar do seu, focando-o na toalha suja de sangue e levei-a até meu peitoral, secando mais uma vez. O meu observador entrou devagar e vagou o seu olhar por todo o seu consultório como se buscasse por algo fora do lugar.

— Peguei a toalha porque me molhei na cozinha.

Pete me ignorou, dando as costas para mim e caminhando em direção ao armário, mas antes parou em sua mesa, conferindo a papelada e os cadernos. Como se eu fosse me interessar por algo naquela mesa! Tsc.

— Você sabe que esses guardas estúpidos só nós dão toalhas para banho.

— Sei... — concluiu incerto. Ele estava desconfiado. E com razão! Mas eu não ligava. Se parar manter a mercadoria escondida, eu precisasse perder a sua confiança... Eu perderia e faria tudo pelo Frank... Quer dizer... Bert. Faria tudo pelo Bert. — Você está sangrando.

— Eu e Shemar tivemos uma pequena discussão. Você sabe como aquele cara é.

— E ele ganhou a discussão, obviamente.

A última coisa que eu queria era perder o controle e surrar a cara de Pete. Mas ele estava pedindo por isso. Eu não estava nada satisfeito com a perda de memória mal explicada de Bert provocada pelos medicamentos do pseudo-enfermeiro e agora ele estava zoando com minha cara, além de caminhar lentamente, com passos miúdos em direção ao armário de toalhas, como se estivesse pronto para capturar alguma expressão minha que me entregaria.

Nunca tive problemas com Pete, contudo, assim como ele, eu estava desconfiado; alguém em nosso vínculo havia traído ou estava traindo Bert. E, para mim, tudo apontava para o enfermeiro sabichão.

— Vim aqui para ver o Bert. — disse assim que suas mãos tocaram na maçaneta do armário.

As mãos de Pete ficaram trêmulas e ele fechou os olhos com força. Observei ele caminhar nervosamente em direção ao dormitório onde ficava as macas, esquecendo-se do armário. Vesti-me rapidamente para poder acompanha-lo. Bert estava dividindo um dormitório com outro detento que parecia estar dormindo ou muito dopado, pois escorria uma pequena baba do canto de sua boca. Pete estacionou no meio do caminho e me olhou com periculosidade e incerteza. Ele estava me deixando desconfortável com sua postura.

— Não se exalte. — pediu. — Acabei de medica-lo com dopamínico. Ele deve estar confuso.

Olhei novamente para o outro lado do quarto onde o outro detento estava dormindo. Perguntei-me se Pete teria também dado dopamínico para o outro dormir daquela forma e imaginei que logo Bert estaria assim. Ah... Eu não suportaria ver Bert dessa maneira.

— Posso ficar à sós com ele? — perguntei encostando meu peitoral nas costas de Pete que estava imóvel no meio da porta, mordendo os lábios de preocupação.

— Não. — respondeu ligeiramente, afastando-se de mim e tomando ainda mais todo o espaço da porta, impedindo-me de passar.

Eu estava cada vez mais irritado com o meu dia nada tranquilo. Fitei o rosto do enfermeiro que carregava os olhos soltados e torcia os dedos em um tique nervoso com sua respiração descompassada. O que ele estava escondendo?

Ele reparou em suas próprias atitudes, bufando minimamente e permitindo minha passagem.

O quarto cheirava a naftalina. Argh. Aproximei-me da cama, puxando a cadeira de rodinhas que estava próxima. O estofado ainda estava quente... Provavelmente Pete havia acabado de droga-lo, mas devo ter impedido ele de completar o seu trabalho ao fazer barulho em seu consultório. Eu salvei Bert.

— Algum problema? — Pete se aconchegou ao meu lado com os braços cruzados em frente ao seu corpo. Percebi que meu olhar estava estático para a parede onde ficava um quadro de horários com os medicamentos enquadrados a cada dia da semana. Tudo aquilo parecia ser bem confuso para quem não entendia – vulgo eu.

— Não. Nenhum problema. — respondi indiferente.

Movi meu corpo com a cadeira para mais próximo da cama de Bert. Ele estava exatamente igual a como estava pela manhã; nenhuma melhora. Não que eu buscasse mudanças em apenas algumas horas, mas Bert me surpreendia por sua força. Lembro de perder noites de sono escutando ele me contar sobre suas ousadias pela vida, sobre as vezes em que sobreviveu a guerras de gangues e sobre os momentos em que assassinou seus inimigos sem pudor algum. Seus contos funcionavam como um flerte carnal pela sensação de libertinagem. Eu me excitava com suas histórias, ele se excitava com suas histórias, com a fragilidade de suas vítimas. Isso tudo o deixava louco de tesão. Algo insano, mas não ruim. Pelo menos não para mim, não para ele, não para o nosso sexo.

— Bert... Amigo... — Pete o chamou baixinho.

Nenhuma resposta.

Levei minha mão até o braço magro de Bert e desci o meu toque até sua mão que estava suada e quente. Estranho. Ao dormir Bert era gelado demais. Quando dormíamos juntos, deixava-me tremendo de ranger os dentes de tão gelado que seu corpo era e ele sempre ria dizendo que seu corpo só ficava quente quando usava metanfetamina.

Isso aumentava minhas suspeitas sobre Pete ter drogado ele.

Seus olhos se abriram lentamente e suas pupilas moveram-se vagorosamente para Pete e para mim.

— Você tem uma escova de cabelo, Pete? — perguntei.

— Devo ter no consultório. — respondeu confuso, apontando com o dedão sobre os ombros para a direção da saída.

— Você pode pegar para mim? — sorri. — Bert adorava quando eu penteava seus cabelos. — conduzi uma de minhas mãos para os cabelos negros de meu companheiro que estavam todo oleoso e despenteado, como sempre ele gostava de deixar.

— Está bem. — Pete correspondeu o meu sorriso e o observei sair do quarto.

Pete era muito idiota ou muito ingênuo. Acredito que nunca toquei os cabelos de Bert com uma escova. Tínhamos mais o que fazer do que imitar casais de filmes românticos. Inclusive, Bert nunca se importou com sua aparência, se estava arrumado ou não; o que importava para ele era sempre as coisas do momento, o que ocorre “aqui e agora” como ele dizia.

— Bert... Meu amor? — sussurrei em seu ouvido com uma de minhas mãos descendo de seu cabelo até sua face e acariciando-a, enquanto a outra apertava sua mão desesperadamente. — Juro que irei te tirar daqui. É só uma questão de tempo para darmos o pé dessa enfermaria... Dessa prisão!

Ele parecia me escutar, pois analisava cada traço de preocupação em minha face, mas parecia não compreender minha fala.

— Vamos ser só nós dois. — sorri.

— Só nós dois... — repetiu em voz baixa, quase sem mover os lábios.

Esse era o meu amado Robert...

— Sim, meu amor... Só nós dois. Sem guardas, sem prescrições médicas, sem Pete, sem Quinn...

— Quinn!

Em um ligeiro movimento, Bert sentou-se em sua cama, afastando-me pelos ombros. Seus olhos piscavam compulsivamente como se tivessem ficado abertos por horas e sua voz estava mais grossa e falha como se sua garganta estivesse seca.

— Não! Nada de Quinn! Sem Quinn! Só eu! Só o Gerard! Eu!

— Onde está Quinn? — questionou de modo agressivo, segurando o meu rosto.

— Solte-me! — berrei, afastando suas mãos de meu rosto.

Meus olhos encheram-se de lágrimas.

— Gerard! — Pete apareceu no quarto com escova de cabelo em mãos. Olhava-me de modo perturbado como se tivesse medo de mim. O que deveria ter mesmo, pois eu estava louco para compreender a razão para Bert lembrar-se somente de Quinn.

O enfermeiro caminhou para o outro lado da cama, deixando a escova na cabeceira, e mexeu no monitor que verificava a pressão arterial de Bert.

Bert estava confuso. Olhava para nós dois. Estava um pouco intimidade como se tivéssemos lhe feito algum mal, como se Pete tivesse lhe feito mal!

— Vocês precisam me falar onde Quinn está! — gritou, olhando no fundo de meus olhos.

Nunca havia o visto tão preocupado, como se tudo dependesse de Quinn, como se ele fosse o seu oxigênio.

Pete retirou uma pequena lanterna de seu jaleco e tentou segurar a cabeça de Bert que movia compulsivamente.

— Me ajude, Gerard! — o enfermeiro berrou para mim e assim o fiz. Segurei a cabeça de Bert enquanto ele analisava seus olhos com a lanterna. — Preciso que você o mantenha calmo. Vou pegar um ansiolítico e injetar direto na jugular. O corpo dele está lutando contra os medicamentos que dei.

Pete correu para o outro lado da sala, tirou uma chave de seu bolso e destrancou o armário de remédios. Vi-o pegar alguns fracos e preparar a seringa, enquanto eu me mantinha quase em cima de Bert. Ele xingava-me, dizia que havíamos escondido Quinn, dizia que o mantínhamos alí. Eu chorei. Chorei em vê-lo daquela maneira.

— Rápido, seu maldito! — gritei.

Não demorou muito para Pete aparecer. Ele torceu a cabeça de Bert para o lado, deixando a sua veia exposta e atingiu sua veia com a agulha certeiramente de maneira bruta.

Robert logo parou de lutar. Liberou um suspiro e seus braços relaxaram.

— Quinn... — seu último suspiro antes de apagar.

Olhei enfurecido para Pete que, suado, jogava a seringa dentro de uma caixa para perfuro-cortantes infecciosos.

Com o rosto inchado pelas lágrimas, dei a volta na cama, agarrando a escova da cabeceira. Eu ia matar Quinn, mas primeiramente Pete!

— Gee! — gritou, tampando seu rosto com os braços quando ergui a escova em sua direção. — E-e-eu não sei o que houve. Não sei! Bert está relutando contra as medicações há dias. Você sabe disso!

— Por que ele se lembrou de Quinn e não de mim? — berrei enfurecido.

— Eu não sei! — respondeu em um tom mais alto que o meu e começou a chorar. Deixou que suas costas escorregassem pela parede até que seu corpo encontrasse o chão. — Eu não sei!

— Não quero mais você cuidando dele!

— E quem vai cuidar? Você? — riu sarcasticamente, limpando suas lágrimas. — Você não sabe nem ler a bula de um remédio, sua besta quadrada! Você é um psicopata! Desde quando um psicopata se importa com alguém?! Você só se preocupada com você mesmo!

— Só me preocupo comigo?!

— Onde você estava quando Bert foi levado para a solitária?

— Você também não impediu de ir! — apontei o dedo indicador para sua face após arremessar a escova em sua direção, mas não o acertei. Pete riu de meu erro.

— Você acha que eu não sei de nada, não é mesmo?! Frank me contou, Gerard... Frank me contou que vocês dormiram juntos! Eu sei que vocês dois rolaram nas tintas e depois tomaram banho juntos! Querido, eu estava no refeitório quando você deu aquele showzinho na cozinha, desesperando-se pelo baixinho.

— Frank é uma criança desgraçada!

— Não, Gerard! Você é um desgraçado! Um desgraçado que nunca pertenceu ao Bert. Convenhamos, Bert só está usando você, pois Quinn não está aqui dentro para suprir as necessidades sexuais dele.

— Cala a boca!

— Você é muito idiota para não perceber! O presídio inteiro tem dó de você! Você é apenas um assassino idiota com transtorno mental que veio parar aqui por ter matado por amor, porque sua esposa te traiu, e olha que coisa interessante... Você apaixonou por quem já é... Digamos, comprometido! — riu. — Como é ser a outra, Gerard?

Chutei o estômago de Pete, manchando sua blusa branca com a marca de minha bota. Ele gritou de dor, levando suas mãos até a região atingida.

— Eu disse para você calar a boca!

Chutei-o outra vez. Peguei a escova novamente e segurei firme, desejando dessa vez acertar a sua face e deforma-lo por completo. Queria ver seus dentes caídos naquele chão.

— Será que sua esposa vai te amar da mesma forma se você não for mais tão bonitinho, Pete?

— Não se atreva!

Moveu-se rastejando pelo chão com agilidade, batendo suas costas contra a porta que tremeu. Quando me aproximei para golpeá-lo, Jake apareceu apontando sua arma para mim. Bufei, soltando a escova e erguendo meus braços.

— O que está havendo aqui? — Jake perguntou com sua autoridade de merda. Mas eu não consegui responder. Estava focado em Pete, assim como ele estava focado em mim, mais assustado do que antes. Minha face estava pegando fogo e minha mente também. — Vamos, seu grande pedaço de merda. Está havendo uma revista em sua cela. Me acompanhe.

 

***

Deixei a sala de Pete, escutando-o me xingar. Eu ria baixinho de sua reação.

Jake não tomou o caminho principal que dava para as celas, indo pelo caminho interditado para reformas onde as câmaras de segurança estavam quebradas e só era permitido o acesso de pessoas credenciadas, mas a verdade era que não havia ninguém para monitorar aquela área.

Eu sabia o que me esperava alí.

Porra.

O cassetete acertou o meu estômago, fazendo-me quase vomitar minha última refeição!

— Onde estão as coisas?!

— No seu cu, idiota. — ri.

Um soco em meu rosto. Mais uma vez precisei cuspir sangue.

— Pare de ser tão infantil. Eu ‘tô’ falando sério, Way! — respondeu colocando uma das mãos na cintura enquanto limpava o canto dos lábios com a outra. — Onde estão as suas porcarias?! — perguntou sem paciência.

— Se não estiver na minha cela, então, não sei. — sacudi os ombros, fazendo-me de desentendido. — Provavelmente está mesmo no seu cu.

— A falta do Bert está te transformando nele? Acha que sendo estúpido como ele, irá ser ele? Só digo uma coisa, Way: você não é o Bert e nunca vai ser. Ele tem mais colhões que você. — falou ardilosamente de modo calmo e sorrindo. — Sabe, eu me lembro de quando decidi te colocar na mesma cela que Bert... Você era um detento tão sozinho e infeliz... Passava o dia inteiro carregando aquele bando de papel com desenhos... Era lastimável ver você sem coragem para levantar de seu beliche até para se banhar. E olhe para você agora! O pau do Bert é milagroso, hein, Way? Você já bateu uma pensando nele hoje?

— Cala a boca. — sussurrei com os olhos fechados e as costas encostadas na parede, sentindo o gosto de sangue na minha boca.

— À propósito, falando em “bater”... Por que você queria bater no Pete? Qual plano estúpido você tem em mente?

— Nenhum.

— Então é bom ter, seu desgraçado! E é bom que seja referente as mercadorias.

— Por que isso importa para você?

— Porque falta metade das coisas que os imbecis pediram. Sem a grana deles, Quinn vai querer sua morte.

— E desde quando isso importa para você? — Jake revirou seus olhos impacientemente e acertou meu estômago novamente. — Vá para o inferno! — gritei, cuspindo o sangue em seu rosto.

Jake rapidamente tampou minha boca e me empurrou para fora do corredor ao perceber a presença de mais alguém no local.

Eu sabia que a preocupação dele era que ele iria deixar de ganhar a propina de Quinn, caso Quinn deixasse de ganhar a grana dos detentos.

Caminhamos de volta para a minha cela, como se nada tivesse acontecido, onde avistei o maldito delegado Iero, saindo e segurando uma caixa de papelão em mão. A única coisa que eu conseguia ver dentro da caixa era a tinta de cabelo.

— Isso é meu! — apontei.

— Isso é contrabando! — respondeu.

Jake gargalhou.

— Ele está querendo ficar bonito para quando o colega de cela voltar da solitária, não é, Way?

— Guarda Jake... — o delegado Iero o chamou.

— Sim, delegado. — bateu continência.

— Poupe-nos de seus comentários inapropriados.

Foi a minha vez de gargalhar.

— Perdão, delegado. O senhor pode se retirar agora. Darei mais uma vasculhada na cela desse imbecil. Você sabe como esses idiotas me temem.

O velhote apenas assentiu com a cabeça e saiu carregando a caixa.

Jake me empurrou para dentro com um chute e fingiu vasculhar a cama de Bert até os demais guardas sumirem de vista. Caminhei pelo cômodo e notei que grande parte das coisas haviam sido reviradas, o que me deixava realmente irritado, pois eu detestava desorganizações. Havia um corte lateral em todos os colchões e minha caixa de giz de cera não estava mais alí. Meu cavalete havia sido desmontado e levado, e o que sobrou dele fora somente suas lascas de madeira pelo chão. Meus desenhos estavam todos expostos no chão e marcados por sapatos. Caminhei até o armário de Bert e reparei que o fundo falso não havia sido mexido. Uffa! Já o armário de Iero estava destruído e o livro que Bert havia lhe dado fora levado assim como a garrafa térmica que ele havia ganhado em uma visita de seu amigo.

— Hey. — Jake chamou minha atenção. Parecia ter percebido o meu desânimo, dado que sua voz soou mais sutil. — É esse tipo de coisa que quero evitar, entende? Principalmente com as coisas de Bert.

Sentei em minha cama e fiquei a espera de Jake continuar a falar. Ele estava organizando a cela. Parecia um pouco preocupado com algo na cama de Bert. Não liguei. Por fim, ele fechou os armários e voltou para mim outra vez:

— Onde estão as coisas?

— Escondi na sala de Pete. — resmunguei frustrado.

Eu realmente estava decepcionado com o meu dia. Iero estava na solitária. Eu havia quase arrebentado a cara do único profissional de saúde de Corcoran e Bert não se lembrava de mim, além de ter feito com que eu lembrasse da triste existência de Quinn.

— Estavam brigando por isso?

— Não. Ele não sabe que escondi a mercadoria por lá.

— Você precisa finalizar as entregas. Você nunca conversou diretamente com Quinn e não sabe do que ele é capaz; ainda mais com você. — balançou os ombros. — Você só tem cigarros e milhões de mordomias por causa de Bert... E Bert por causa de Quinn. Quinn precisa do dinheiro dos detentos para continuar a oferecer essas mordomias para vocês.

— Não quero mais nada que venha de Quinn.

— É... Você não pensa assim quando está desenhando e tragando o seu cigarro.

Fuzilei-o com o olhar. Eu nunca admitiria que isso era verdade! E ele continuou:

— E há outra coisa: a cabeça de Bert é muito valiosa aqui dentro. Muitos querem e podem assumir o cargo dele aqui dentro, e você sabe disso. É por isso que você precisa terminar de entregar essas bostas para quando Bert se recuperar, ninguém estar com raiva por não ter recebido o seu pedido. Os detentos não vão culpar você ou aquele anão. Vão culpar Bert por ser o responsável. E você não quer isso... Ou quer?

— Eu não posso voltar na sala de Pete enquanto ele estiver por lá. Você precisa distraí-lo.

— Tenho uma ideia, viado. — disse coçando o queixo. — Irei te colocar como cúmplice de Frank. Posso falar para o delegado Iero, que está no pé de vocês há muito tempo, que você sabia do tráfico de Frank, mas não fez nada mesmo sendo interrogado várias vezes pelos guardas.

— Continue... — pedi interessado. Pela primeira vez, Jake não pareceu um carcereiro trouxa e mandão.

— Para cumprir sua detenção, você terá que exercer algum trabalho aqui dentro e o detento Bomer está organizando uma festa. Vou te escalar para isso.

— Irei ajudar a organizar a festa? — questionei desanimado. Além de colocar aqueles enfeites ridículos feitos de papel higiênico nas paredes, teria que ficar o tempo todo escutando Matt reclamar de sua ‘seca’ e me desejando, o que era desagradável.

— Hey... Ainda não terminei! A segurança neste dia ficará baixa, pois todos os detentos estarão aglomerados em um só lugar. Seria um excelente local para você terminar de entregar as encomendas. E sobre pegar a mercadoria... Bem, você irá passar um tempo organizando a festa e a ala de recreação fica perto da enfermaria. Você saberá quando Pete estará lá ou não.

Ficamos em silêncio por alguns segundos. Elevei minha cabeça olhando para Jake que estava preocupado com algo que poderia ter sumido nas proximidades da cama de Bert. Por mais incomodado que eu estivesse com Jake vagando circularmente em meu espaço, decidi não falar nada. Estava cansado de questionar suas baboseiras e minha mente estava atônita por conta de Pete.

— Enquanto ao Frank?

— Não se incomode com o pigmeu. O delegado disse que logo irá tirá-lo da solitária, afinal, ele tem ficha limpa dentro do presídio. Isso foi mais uma experiência para assusta-lo. Confesso que achei estranho, mas isso é melhor para mim! Menos um idiota para preencher ficha.

Jake estava pronto para sair quando voltou para a cela e jogou algo ao meu lado na cama.

— Já ia me esquecendo. — falou quando peguei a sacola. Uma sacola diferente das que eu distribuía; transparente e com o lacre selado por cola. Muito amador e diferente das que Quinn sempre enviava. — Distribua isso no dia da festa. Te vejo amanhã cedo, idiota.


Notas Finais


Espero que esse capitulo tenham sido muito satisfatório para vocês, assim como foi para mim.

Mereço comentários pelo capitulo especial e por ser meu aniversário?

Muito obrigado por acompanharem Prison. Eu amo todos vocês!

Beijos e abraços, prisioners!


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