História You make me begin - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Taekook, Vkook
Visualizações 22
Palavras 789
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 11 - 11.


Um dia — um sábado, especificamente —, Taehyung me chamou para ir à praça. O tempo estava bom, nem quente e nem frio.

Sentamo-nos no banco que costumávamos ficar e ele tirou a câmera da mochila.

— Sorria.

— O quê? Ah, não, hyung. Se soubesse que ia tirar fotos minhas, teria inventado algo para fazer — cobri meu rosto, dando as costas para ele.

— Jeongguk, sorria logo, vai... Não vai doer! — ele colocou a mão em meu braço e eu tive um sobressalto.

Bufei e me virei.

— Okay, uma foto, certo? Uma.

— Uma foto — ele riu e levantou a câmera. — Então sorria.

Sorri.

Taehyung pegou a foto pelo canto, cuidando para não borrá-la, e parecia bem feliz em conseguir uma foto comigo.

— O que vai fazer com isso? — perguntei.

— Colar no álbum "Jeongguk", onde eu tenho várias coisas suas, inclusive fios de cabelo, porque eu sou obcecado por você — Taehyung respondeu sem me olhar. Estava brincando, lógico, mas ele era tão bom em atuação que às vezes uma mentira parecia verdade em sua boca.

— Junto com a outra? — brinquei.

— Exato.

— Entendi — fechei os olhos e, antes que pudesse impedir, Taehyung tirou outra foto.

— Yeah! Uma foto com os olhos fechados! — ficou empolgado.

— Eu disse uma foto.

— Se os fotógrafos obedecessem essa regra, não teriam tantas fotos boas por aí. Olha, ficou boa.

— Tae, assim parece mesmo que você está obcecado por mim — ri.

— Mas eu estou.

— Aham. Chega de fotos.

— Não posso prometer nada.

— Hyung!

— O quê?

Fiquei olhando para ele com uma cara séria, mas sua pintinha no nariz me fez rir e nós dois acabamos rindo.

— Do que está rindo? — perguntou Taehyung.

— Você vai me bater.

— Fala.

— Da sua pintinha no nariz.

— Ah! — ele riu e colocou o dedo no nariz, tentando tocá-la. — Ela é demais, fala sério. Adoro ela. Não existe lugar melhor para estar.

— É muito boa, mesmo. Mas, então, você me chamou aqui para tirar fotos minhas, só?

— Não — ele guardou a máquina e tirou um caderno e um estojo da mochila. — Eu vou te desenhar.

— Eu ainda não cantei para você.

— Eu sei. Mas eu te respeito e se você não quiser cantar, você não vai cantar.

Fiquei quieto e ele abriu o caderno.

— Fica com aquela cara séria, tá?

— Aquela que você acha triste?

— É.

— Não sei fazer ela.

— Só não sorria.

— Tá.

— Não precisa ficar olhando para mim, pode olhar para os lados, só não fica se mexendo muito.

E, enquanto Taehyung me observava e desenhava, eu não conseguia tirar os olhos dele, por mais que quisesse desviar o olhar. Fiquei observando o quanto ele era... bonito.

Meu coração estava acelerado. Eu o achava bonito? E por que diabos meu coração estava acelerado?!

Fiquei pensando que, apesar de achar as meninas bonitas, eu nunca havia gostado de uma, e também nunca havia me esforçado para ser amigo delas. Na realidade, sempre que alguma menina queria se declarar ou se aproximar, eu fugia. Dava desculpas, inventava que tinha uma namorada ou que queria focar nos estudos, ou era indiferente até elas se cansarem e se distanciarem.

E agora... Bem, agora Taehyung era alguém que eu não queria que se distanciasse, alguém com quem eu não conseguia e não queria ser indiferente. E ele estava à minha frente naquele momento, mordendo os lábios, e eu desejava tocá-lo loucamente.

Talvez não beijá-lo, mas... queria sentir sua pele. A pele que ficava tão bem na luz do sol e que parecia tão macia. Queira tocar aquela pintinha no nariz e sentir o cheiro de Taehyung, porque era realmente muito bom.

Eu me assustei.

Minha cabeça estava cheia de pensamentos confusos e parecia esmagada por um maremoto de sentimentos que eu não sabia distinguir.

A coisa que mais quis fazer naquela hora foi me levantar e correr para casa, porém, Taehyung ergueu os olhos do seu desenho e me disse:

— Você está bonito, Kook.

Meu coração parou.

— Oi?

Ele riu.

— É, um artista sabe reconhecer sua obra.

— Obra?

— Meu desenho está ficando bonito.

— Ah... é porque seu modelo é bonito, né — ri nervoso.

— Com certeza — respondeu ele com um sorriso doce e depois abaixou a cabeça de novo.

E eu não pude evitar de observá-lo até o sol começar a se pôr. O alaranjando do céu deixava-o ainda mais bonito.

— Taehyung — chamei-o baixinho sem perceber.

Ele estava curvado sobre o papel e levantou a cabeça.

— Hum.

— Você disse que eu estou bonito... mas acho você está mais.

E ficamos nos encarando. Arrisco-me a dizer que Taehyung não estava entendendo nada do que estava acontecendo.

E, se ele não tivesse rido, se inclinado para trás e dito:

"— Eu não disse que você está bonito! Disse que meu desenho está bonito",

juro que o teria beijado sem pensar duas vezes.



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