História You make me begin - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Taekook, Vkook
Visualizações 20
Palavras 815
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 24 - .24


Jeon Jeongguk. Eu já havia visto ele pela escola antes das aulas de pintura. Sempre sozinho. Sempre cabisbaixo. Todo cinza. Todo azul. Todo triste. A tristeza dele parecia estar grudada em seus ossos e ele já não parecia mais só triste. Parecia cansado. De viver, talvez.

Deixava-me triste vê-lo naquele estado.

Eu o notei pela primeira vez ao nos esbarrarmos no corredor. Acabei derrubando seus livros e me abaixei para pegá-los, mas ele não me olhou nos olhos. Apenas disse "obrigado" e se afastou o mais rápido possível. Tudo nele me intrigou e, depois daquele dia, eu vivia procurando-o nos corredores. Ao encontrá-lo, observava-o por alguns instantes. Era sempre a mesma coisa, nunca mudava. Sua solidão, seu olhar sem brilho, seu jeito completamente alheio a tudo ao redor. Antes que pudesse me dar conta, eu estava inteiro coberto por aquele azul cinzento que ele carregava consigo. Eu tentei me livrar, tentei muito, e ia conseguir se ele não tivesse aparecido na aula de pintura naquele dia. Ainda bem que ele apareceu. Ainda bem que não me livrei dele e de suas cores. Ainda bem.

Então ele me olhou pela primeira vez e eu não soube o que fazer. Ele estava me olhando com toda aquela falta de sentimentos, com toda aquela arte completamente desconhecida que havia dentro dele. Eu fiquei desconcertado com seu olhar e sorri, sem jeito. Jeongguk sorriu de volta e naquele momento eu soube, como se um caminhão me atingisse em cheio, que nada mais seria a mesma coisa.

E foi estranho. Quando nossos olhos se encontraram, não foi como se estivéssemos nos vendo pela primeira vez. Foi como se estivéssemos nos reencontrando. Mas nós nunca nos encaramos. Eu senti como se... como se já houvéssemos nos encontrado em outra vida. E estávamos ali de novo, cruzando nossas vidas por alguma razão desconhecida e completamente óbvia para o universo.

Eu quis me aproximar e arrisquei me machucar. Eu não tinha ideia do que Jeongguk podia me causar, e acabei descobrindo um mar de sensações esquisitas em meu estômago. A primeira coisa que senti foi querer protegê-lo, e isso logo se desenvolveu para algo maior. Eu tinha necessidade de vê-lo e de estar perto, por mais que ele não demonstrasse muitas coisas e estar ali fosse um pouco indiferente. O que eu mais queria era mudar aquilo. Queria derreter todo aquele gelo que havia entre nós. Entre ele e todas as coisas.

Jeongguk era ótimo em esconder o que estava sentindo. Tão ótimo que, quando me beijou, eu me assustei e não tive reação. Meu Deus, como eu ansiei por aquilo. Quanto tive que me conter para não chegar perto demais, para não tocá-lo, para não dizer coisas que fossem afastá-lo. E, de repente!, ele estava ali, tocando meus lábios com os seus e encostando seu nariz gelado de tinta no meu. Tinta azul. Azul como ele. Jeongguk estava me colorindo com seu azul, literalmente. E eu me senti quente como se vários cobertores estivessem aquecendo meu coração.

Com o passar do tempo, no entanto, eu percebi que Jeongguk não estava bem. Ele nunca esteve, na realidade, e tive medo de que fosse piorar. Mas, então, eu piorei. Estava tão ocupado preocupado com ele que não percebi o que acontecia comigo.

Quando me afastei, deixei-o perdido e assustado. Senti-me péssimo e voltei. Só que eu não podia ficar. E ele me empurrou. Eu não soube o que fazer ou dizer. Só fui embora.

Devia ter dito algo. Devia ter feito algo. Devia tê-lo beijado. Devia ter dito que estava ali. Mas eu só dei as costas e fui embora, porque estava cansado e com dor.

Eu sei que posso ter piorado as coisas quando liguei para ele. Estava com medo de que realmente sumisse de minha vida, porque aquela era a última coisa que eu queria que ele fizesse. E sei também que posso ter piorado ainda mais quando disse que ele precisava de um tempo para si mesmo. Mas o que eu poderia fazer? Ele precisava disso. Eu não queria mais machucá-lo, não queria que ele me machucasse, não queria que o que tínhamos se tornasse algo feio, frio e cheio de espinhos. Queria que fosse colorido, quente, suave.

E todos os dias quando acordo, em todos os minutos do meu tratamento e do meu dia cansativo, eu penso em Jeongguk. Penso em como quero voltar para ele, em como quero abraçá-lo e passar o meu dia inteiro ao seu lado. Eu vou melhorar, ele também, e quando isso acontecer, não haverá nada que nos impedirá de ficarmos juntos.

Porque, de todas as obras-primas rasgadas e amassadas, Jeongguk era, é, e sempre será, minha preferida. A mais bonita, a mais delicada, a mais complexa, a mais encantadora. E eu quero apreciá-lo com todas as suas cores, desde as sem graça até às vibrantes, sem me importar se ficarei inteiro sujo de tinta.



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