História You make me begin - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Taekook, Vkook
Visualizações 24
Palavras 764
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - 8.


Era final de semana e eu estava no supermercado comprando algo para comer, porque minha mãe não estava em casa e não havia deixado comida pronta. Queria alguma coisa diferente, mas acabei pegando cup noodles e, quando fui pegar um suco, uma mão apertou meu ombro e eu quase derrubei tudo no chão.

Virei-me.

— Oi, Kookie! — era Taehyung.

— O que você está fazendo aqui? — perguntei.

— Nossa, que recepção legal.

— Desculpe, é que você me assustou. Você vive me assustando.

— Foi mal — ele riu. — Eu moro aqui perto. O que você tá fazendo aqui?

— Eu também moro aqui perto — respondi.

— Tá brincando — ele estreitou os olhos.

— Não.

— Por que nunca te vi por aí?

— Porque eu não saio de casa.

— Ah, faz todo o sentido.

— É.

— O que vai fazer hoje?

— Só comer meu cup noodles e mais nada.

— Quer comer cup noodles na praça? — ele mostrou que também estava comprando um.

— Hã?

— Vamos à sua casa, pegamos água quente numa garrafa e ficamos na praça conversando e comendo.

— Tudo bem.

— Ok.

Fomos à minha casa, enchemos uma garrafinha térmica com água quente e fomos à praça que ficava ao lado do pequeno mercado. Um dos prédios em volta era o meu, e Taehyung me mostrou que morava em um indo reto na avenida.

Sentamos em um banco e colocamos água quente nos potes.

Ventava gelado e por isso não havia crianças. Na verdade, só nós dois estávamos ali.

Taehyung estava com uma mochila e, enquanto esperávamos os 3 minutos dos cup noodles, ele pegou um pincel e um caderno.

— Vai pintar aqui? — perguntei.

— Não, vou te ensinar a ser delicado — rimos.
Ele colocou o caderno no meu colo e o pincel na minha mão.

— O que a Hyuna te disse?

— Pra fazer assim... — fiz como me lembrava, mas acho que acabei fazendo errado, porque Tae riu baixinho e pegou minha mão.

Tive um arrepio e tentei não olhar para ele, porém, meus olhos foram atraídos como a gravidade atrai as coisas, e o vi olhando para nossas mãos. Ele fez minha mão ficar longe do papel e pincelou-o devagar.

— Assim. Faz de novo.

— Tá — fiz.

— Está melhor. Sou um professor melhor do que a Hyuna.

— Acho que sim.

Taehyung riu e pincelei o papel de novo.

— Ou você é um aluno teimoso.

— O que eu fiz?!

— Parece que quer furar o papel.

— Nem fiz forte!

— Olha — ele pegou minha mão de novo e me olhou. Eu estava observando-o e acabamos nos encaramos por alguns segundos.

O alarme do celular tocou, avisando que os três minutos acabaram, e Taehyung largou minha mão. Olhamos para os lados, desconfortáveis e sem jeito.

— Você é um péssimo professor — falei enquanto pegávamos os potes.

— Eu?

— É. Fica dizendo que seu aluno é teimoso ao invés de admitir que não sabe ensinar.

Ele riu e começamos a comer.

— Hyung, você gosta de algo além de desenhar? — perguntei.

Taehyung me olhou com o macarrão escorrendo pelo hashi.

— Hum... Gosto de tirar fotos — ele respondeu e enfiou a comida na boca. — E você, Kook?

— Não sei nem se gosto de desenhar.

— Tá, mas e as outras coisas?

— Acho que gosto de cantar.

— Você canta bem?

— Eu fiz aula de canto por vários anos — respondi.

— Uau, canta alguma coisa aí.

— Não!

— Por que não?

— Porque não.

— Você tem vergonha?

Não respondi.

— Ah, qual é Jeongguk, canta uma música.

— Nunca falei para você desenhar na minha frente, Tae.

— É, mas você me vê fazendo isso em toda aula de pintura.

— Faz um tempo que eu não canto...

— Não é a coisa que você mais gosta? Por que parou?

— Porque... porque meus pais começaram a brigar muito, eu desisti da aula e depois eles se separaram.

Silêncio.

— Ah, Kookie... sinto muito.

— Tudo bem.

— Mas isso não é motivo para você deixar de fazer o que mais gosta. Pelo contrário, você devia cantar quando está triste, ao invés de se isolar na sua tristeza.

— E quando você vai fazer um desenho meu, hyung? — perguntei, querendo mudar de assunto.

— Quando você cantar para mim — ele foi esperto e deu uma risadinha. — Então acho que vai demorar, Kookie.

— É, pode ser que sim — sorri.

Ficamos sentados na praça, sentindo o vento gelado no rosto e em silêncio. Eu pincelava devagar a tela e Taehyung não dizia nada, então presumi que estava fazendo certo.

— Jeongguk, você quer ir à minha casa? O professor não te deixou encostar na aquarela ainda, mas eu deixo você ver como é — ele riu fechando os olhos.

— Tudo bem, hyung.

Levantamo-nos, jogamos os potes fora e subimos a avenida para o prédio de Taehyung.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...