História You make me begin - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook, Namjin, Vhope, Yoonmin, Yoonseok
Exibições 185
Palavras 3.482
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá~~
Ahhh, gostaria de agradecer, com todo meu coração, à todas as pessoas que leram, favoritaram, e comentaram na fic! Amo vocês, de verdade. <3 Sintam-se abraçados. *0*

Bem, esse capítulo não ficou como esperava, e estou meio insegura sobre ele. Mesmo assim acabei não modificando muitas coisas, vai que piora... mas enfim, espero não decepcioná-los.
Antes de mais nada, se esperavam um capítulo amorzinho depois do de sábado... sinto muito. ><

O capítulo é narrado pelo Hope mozão. E espero que deem muito carinho a ele. \o/
Beijos e boa leitura! *3*

Capítulo 13 - Friends can break your heart too


 Acordei com meu celular tocando feito louco em algum canto da cama. Não me incomodei em atender, havia passado a madrugada assistindo seriado e não queria ter que levantar nunca mais. Cobri todo meu corpo com o cobertor, na tentativa de diminuir o barulho e voltar aos meus sonhos. Sem sucesso.

 Na quarta vez que aquele maldito aparelho começou a vibrar, me vi obrigado a atender. Só poderia ser alguma emergência, morte, sei lá. Peguei-o desajeitadamente e o levei até meu ouvido, sem sequer olhar quem era.

 — Alô? — Falei, com a voz rouca típica de quem queria estar dormindo.

 — Hope, você ainda tá dormindo, cara?

 Ok. Precisava admitir que ouvir aquela voz tão conhecida não era a pior forma de acordar em um domingo. Finalmente abri meus olhos, sentando na cama enquanto me espreguiçava.

 — Até onde sei, não costumo atender ligações enquanto durmo. — Falei, ainda meio mal-humorado.

 — Vejo que está de ótimo humor. — Riu, e eu podia imaginar seu sorriso perfeitamente. — Preciso falar com você.

 — Tem que ser agora? — Revirei os olhos, estava morrendo de sono.

 — Não, se você não tem tempo para mim, posso falar com o Namjoon.

 — Isso é chantagem. — Reclamei.

 — Eu sei. — Falou, divertido.

 — Fala logo. — Voltei a deitar, mas estava bem acordado, Suga não me ligaria sem motivos. Pior ainda de manhã.

 — Eu preciso tirar algumas dúvidas... — Começou, me deixando ainda mais curioso. — Algumas coisas estão mudando em mim.

 — Como assim? — Perguntei, receoso.

 — O Jimin está mudando algumas coisas em mim. — Corrigiu-se, me fazendo gelar.

 Meu amigo era realmente lerdo. Qualquer pessoa que o observasse por algum tempo perceberia como seu comportamento, expressões e até sua forma de falar mudavam quando estava com o vermelhinho. Ele não deixava de ser o Yoongi que conhecemos, mas deixava a mostra seu lado mais fofo e gentil, o qual antes apenas eu conhecia.

 — Prepara algo para eu comer. — Falei, levantando. — Estou indo aí agora mesmo.

 Não esperei por uma resposta — xinga — sua e finalizei a ligação. Fiz minha higiene matinal e saí dali sem ao menos trocar de roupas. Qualquer pessoa poderia sair na rua, em um domingo ensolarado, de pijama. Só não faz isso quem não quer. Mal cumprimentei minha mãe e já estava na porta de meu vizinho, que me atendeu com sua cara amarga de sempre.

 

 — Então, pode me explicar isso direito? — Comecei, já me servindo de algumas panquecas. Adorava quando ele cozinhava para mim.

 — O Jimin veio aqui ontem. — Ele parecia meio receoso, e o incentivei a continuar. — Muitas coisas aconteceram para ele vir parar aqui, e depois também. Ele... nós acabamos nos beijando, e ele dormiu comigo.

 Quase morri. No sentido literal da coisa. Engasguei com o pedaço de panqueca que comia e precisei de alguns tapas e um copo de suco para voltar ao normal. Eu sabia que mais cedo ou mais tarde Yoongi perceberia o que estava acontecendo, e que algo a mais um dia aconteceria, era impossível duvidar disso quando via os sorrisos de Jimin. Mas existia uma grande diferença entre saber e aceitar.

 — Como?!

 Suga me contou tudo da forma mais resumida e clara possível, como era de se esperar dele. Descobri que interpretei o "dormiu" totalmente errado e depois rimos disso, ele por achar graça e eu, por estar aliviado. Era muito fácil entender o que acontecia, principalmente suas dúvidas, exceto o motivo que levou o ruivo a ir ali. Isso ele não me contou, afirmando ser muito pessoal e que sentia que estaria traindo sua confiança. Ótimo, já estavam começando os segredinhos... Suga nunca me escondeu nada desde que virei seu melhor amigo.

 Mas quem era eu para reclamar, quando escondia tantas coisas dele?

 Quando finalmente acabou de contar tudo, eu ainda me entupia de comida, nem era por fome mais. Só tentava encher o vazio que estava crescendo dentro de mim. Jimin estava roubando Yoongi de mim, e pelo bem do meu melhor amigo, eu deveria simplesmente aceitar isso. Porque eu sabia que ninguém conseguiria fazer por ele o que Jimin estava fazendo.

 — Como você ainda tem dúvidas, Suga? É óbvio o que está acontecendo e você sabe muito bem, seu fingido. — Reclamei, lhe apontando o garfo em minhas mãos como uma ameaça.

 — Eu realmente estou gostando dele? — Perguntou, mesmo sabendo a resposta. Apenas concordei, o fazendo bagunçar os cabelos. — Aish.

 — É tão fofinho... logo você me pedindo conselhos. Tenho que agradecer ao Jimin por isso. — Ri, provavelmente o irritando, já que ele puxou meu prato com vontade. — Ei! Eu não acabei de comer.

 — Acabou sim, você não para a boca desde que chegou.

 — Nem você. Nunca te vi falar tanto. — Fez uma cara de tédio, me fazendo rir mais. — E qual o problema? O garoto não se atirou em cima de você ontem?

 — Não faz parecer que estamos falando do Taehyung. — Respondeu, meio enojado.

 — Sim, não importa, detalhes. Mas sério, o que te deixa tão preocupado?

 — Você sabe... eu nunca senti isso antes. — Ele estava com tanta vergonha que mal conseguia manter seus olhos em mim por mais de três segundos. — E se eu estiver confundindo tudo?

 — Só há uma forma de saber isso. — Eu já sabia o que ele iria me responder, era muito óbvio quando se tratava de Jimin.

 — Não vou machucar o Jimin por causa de minhas dúvidas idiotas. — Respondeu, meio irritado. Bingo.

 — Não dá pra entender como você ainda duvida. — Ri, me levantando e saindo da cozinha.

 — Aonde vai? — Me seguiu, surpreso.

 — Para casa, ué.

 — Mas ainda são 13h. Não vai passar a tarde aqui?

 — Não. Tenho algumas coisas para fazer. E minha vida não gira em torno de você. — Dei um peteleco em sua testa, e saí dali antes de ouvir seus xingamentos.

 Eu não tinha nada para fazer, na verdade. Desde que ganhei um novo vizinho, passava todo meu fim de semana em sua casa, e às vezes outros dias também. E mesmo que minha vida não girasse em torno dele, boa parte dela sim.

 

 Passei o resto do dia em minha cama, lembrando de um monte de coisas que agora me deixavam deprimido.

 Conheci Yoongi no velório de seu pai, quando estava em sua pior fase, cheio de olheiras, expressões frias e respostas cortantes — depois descobri que esse último não era uma fase, até hoje ele continuava com suas patadas. Naquela época, demonstrava bem menos suas emoções, e senti que deveria fazer alguma coisa por ele, algo que o animasse, que trouxesse vida para aqueles olhos mortos.

 E me dediquei de verdade a isso. Descobri seu número — ele não me deu quando pedi —, e passei a lhe mandar mensagens todos os dias, falando sobre qualquer coisa, e mesmo que tenha me ignorado no início, com o tempo começou a responder algumas palavras, até que finalmente tivemos conversas que duraram horas.

 Comecei a jogar basquete, para poder acompanhá-lo quando viesse para cá; assisti seus animes favoritos, para poder comentar; nunca pensei que escutaria hip hop, mas o fiz. Todos seus gostos tornaram-se meus. E antes mesmo de tê-lo como meu vizinho oficialmente, eu já sabia que gostava dele. Mas, quando Yoongi me deu esse apelido, e me falou tantas coisas que nunca imaginei vindo dele, percebi que "gostar" não era suficiente para explicar o que sinto.

 Agora eu acabava de ouvir os problemas amorosos dele, de confirmar suas dúvidas. Ótimo, eu acabara de ajudar meu rival. Bem, eu não conseguia ter raiva de Jimin de qualquer forma, mesmo que estivesse roubando aquele sorriso de mim depois de tanto esforço para consegui-lo, porque ele estava mostrando a Yoongi coisas que eu não era capaz. E Suga parecia tão mais vivo nos últimos meses que era impossível pensar em interferir.

 

 Estávamos eu, Mon, Suga e Jimin sentados na mesa de sempre, com os lanches de sempre e os papos de sempre, mas um incômodo novo. Jimin e Suga quase não se falavam, e toda vez que seus olhos se encontravam, logo desviavam para qualquer outro canto. Dava até vontade de rir daquele comportamento de mangás, e Namjoon parecia ter os mesmos pensamentos que eu, já que de tempos em tempos me lançava um olhar divertido. O que droga aqueles dois estavam fazendo?

 O ruivo fez menção de levantar, mas meu amigo o impediu, logo dando um de seus fones a ele, que aceitou, sentando-se novamente. A música sempre parecia unir aqueles dois, e quem sabe falar por eles. Eu não podia deixar de notar o colar que Yoongi levava no pescoço, todo o tempo, o mesmo que Jimin o havia dado há alguns dias, e muito menos o mínimo sorriso que voltava aos seus lábios.

 Ele realmente tinha alguma dúvida? Realmente precisava ter me contado aquilo tudo? Precisava me fazer sentir tão mal?

 Sim, porque se não fizesse tudo isso, sem sequer notar, não seria o Yoongi que conhecia.

 Desviei minha atenção deles quando percebi a presença de uma quinta pessoa ao meu lado. Era Taehyung, o garoto de cabelos arroxeados que normalmente estava se agarrando com alguém, mas que às vezes achava um tempo para nós. Ou melhor, para seu amigo, que agora fazia parte do "nós".

 — O que houve, Tae? — Perguntou Jimin, preocupado.

 — Nada. — Respondeu, frio, enquanto passava os dedos pelas mensagens no celular.

 Ele certamente estava diferente dos outros dias. Não roubou a bebida de ninguém, nem me obrigou a lhe dar uma parte do meu lanche, e pior, não insinuou nada sobre o comportamento dos pombinhos ali. Sua impaciência e sua cara de tédio deixavam ainda mais claro seu mal humor. Que preferi ignorar, não estava com cabeça para os problemas dos outros.

 Continuei conversando com Mon, e logo os outros entraram na conversa, como sempre faziam. As coisas estavam normais, todos estavam alegres, conversando tranquilamente enquanto ouviam músicas. Eu não precisava pensar em coisas desnecessárias, só tinha que continuar ali, com meu sorriso e piadinhas de sempre. Ninguém perceberia o tumulto por baixo de toda aquela calmaria. Ninguém nunca percebia. E eu já estava acostumado com isso.

 

 Quando o sinal tocou, todos saíram dali, indo para suas determinadas salas. Deixei Namjoon, Jimin e Yoongi irem na frente, afirmando precisar ir ao banheiro e esperei que Tae finalmente levantasse, ainda com os olhos no celular.

 Como se eu conseguisse mesmo ignorar quando tinha alguém cabisbaixo perto de mim.

 — O que foi? Quer que eu vá ao banheiro com você? — Perguntou, meio sarcástico.

 — Desculpa, não tenho interesse em pessoas fáceis. — Brinquei, o fazendo sorrir de lado.

 — Você realmente tem cara de trouxa. — Ok, não era como se eu precisasse que alguém me falasse aquilo.

 — Espera, Tae. — Segurei seu braço, assim que vi que começava a se afastar. — Você pode conversar comigo... caso precise.

 Não era mentira, muito menos simplesmente curiosidade. Eu tinha problemas, não conseguia evitar ficar preocupado quando via alguém com problemas, mesmo que não fosse meu amigo, mesmo que me ignorasse constantemente, e ainda mais quando parecia querer tanto esconder suas dores. Foi o mesmo com Yoongi.

  — Eu não preciso, Hoseok. — Pareceu irritado, certamente tinha algo ali. — Obrigado.

 — Certeza? Não precisa guardar tudo para si, também não precisa contar para mim, o Jimin parece realmente preocupado. — Tentei acalmá-lo, ele sempre parecia pronto para me atacar.

 — Olha, eu acho que você está confundindo as coisas. — Puxou seu braço de minha mão. — Não é você quem está precisando desabafar? No início, até que esse seu sorriso me enganava, mas ele é mais falso que esses seus amiguinhos que não percebem nada.

 Fiquei sem palavras. Eu sempre confiei em minha habilidade de esconder as coisas, ninguém nunca percebia quando eu estava mal, nem Namjoon, nem mesmo Yoongi. E não os culpava por isso. Eu era sempre o Hoseok alegre, que estava fazendo todos rirem, que não tinha nenhum problema. E aquele garoto, que mal me conhecia, me falava aquilo como se fosse óbvio. Pior, ele parecia entender muito bem o que sentia.

 — E eu já disse que é "Taehyung" pra você, droga. — Me lançou um olhar fuzilante e saiu, me deixando ali, feito um idiota.

 

 Alguns dias depois, eu ainda me sentia incomodado. Tae não aparecia nos intervalos, nem o tinha visto pelos corredores. Não era difícil vê-lo por ali, ele deveria ser o único aluno de cabelos roxos e estava sempre acompanhado, sem falar que parecia não frequentar nenhuma aula. O mais estranho é que suas palavras não me irritaram, elas me deixaram preocupado.

 Namjoon parecia de péssimo humor, e dessa vez eu não estava interessado em saber os motivos. Provavelmente seria algo com seu pai, de novo. Jimin e Yoongi, por outro lado, voltaram ao normal. Ou melhor que isso, já que Suga estava ainda mais sorridente e eles conversavam bem mais.

 Finalmente meu olhar encontrou aquele garoto de cabelos arroxeados, que vinha em nossa direção, e logo sentou ao meu lado — aquele era seu lugar agora — sem falar uma palavra sequer. Tomou meu refrigerante de minhas mãos, bebendo alguns goles sem se importar com minha cara de cu.

 — Olá pra você também, Tae. — Falei, desistindo de pegar minha latinha de volta. Ele nunca devolvia mesmo.

 — Ele é um idiota. — Falou, baixinho, e tive certeza de que apenas eu o ouvi, já que os outros não pareceram notar seu estado. — Estou cansado.

 — Quem? — Acompanhei seu tom de voz.

 — O Baekhyung.

 Eu conhecia aquele garoto, ele já havia andado com Namjoon por um tempo, mas brigaram no ano passado e desde então agiam como inimigos. Ele também era o único que passara mais de um dia com Taehyung, o que começou a me preocupar também. Porque todo mundo sabia que Tae não dava atenção a ninguém, que ele nem mantinha os contatos em seu celular depois de conseguir o que queria, mas estava daquele jeito por causa dele.

 — O que aquele idiota fez?

 — Ele não tá nem aí para mim. Não me manda mais mensagens, não responde às minhas, e nem fala comigo aqui no colégio. — Percebi certa irritação em sua voz, mas ela parecia esconder outras coisas. Eu entendia muito sobre esconder coisas. — Ele tá me ignorando, e isso me irrita, droga.

 — Desde quando? Qual a última coisa que vocês conversaram?

 — Desde o aniversário do açúcar. — Parou por um instante, hesitante. — Quando ele me perguntou se eu tinha alguma coisa com o Namjoon.

 Eu tinha que estar viajando. Lembrava que, no início do ano, Namjoon passou toda uma semana falando sobre Taehyung para seus amigos, até que os dois ficaram, e toda a escola ficou sabendo. Pode parecer loucura, mas eu conhecia meu amigo muito bem, e ele não fazia nada sem algum objetivo. E ainda havia todo aquele ódio entre eles. Eu só esperava que estivesse errado e Tae não tivesse nada a ver com aquilo.

 — Namjoon. — Falei, agora em meu tom normal, chamando a atenção de todos ali. — Por que você e o Baekhyung brigaram?

 — Que? — Perguntou, confuso. — Eu peguei a garota dele. Você sabe, todo mundo ficou falando.

 — Você não meteu mais ninguém nisso, né?

 Todos me encararam, confusos, e Taehyung, surpreso. Eu deveria simplesmente tirar Namjoon dali e ter aquela conversa em outro lugar, mas não estava raciocinando muito bem. Meu amigo desviou seu olhar para Tae, logo voltando para mim.

 — Ah, Hoseok! Você não vai estragar as coisas logo agora, ok? O Baek continua com essa ideia ridícula de vingança, então pensamos em nos divertir um pouco com isso. — Se explicou, como se não tivesse feito nada de mal. — A ideia foi do Chanyeol, ok? Vai reclamar com ele.

 — Você é idiota, Namjoon? — Elevei o tom de voz, irritado. — Tinham que meter os outros nessa briguinha nojenta de vocês?

 — Não vem com cu doce. Escolhemos o Tae porque ele era alguém fácil, não perderia nada com isso, e depois daria um chute nele e pronto. — Se dirigiu a Tae, que mantinha sua cabeça baixa. — Espera, não vai me dizer que você realmente estava se apegando a ele?

 Nunca imaginei que fosse possível sentir tanta raiva de alguém, muito menos de um amigo meu. Eu sempre soube que Namjoon não tinha a melhor personalidade do mundo, que ele não estava nem aí para os outros, mas mesmo assim estava tão decepcionado. Ele envolveu alguém que não tinha nada a ver com aquela "competição" idiota, e por mais que eu soubesse que Tae também nunca se importara com os sentimentos dos outros, não conseguia me acalmar quando sabia que estavam brincando com os seus.

 — Estou com nojo de você, sério.

 — Ótimo, Hoseok. — Falou, rindo, mas sabia que estava irritado. — Fica protegendo ele, só não vem atrás de mim quando estiver fodido.

 — Vocês podem parar com essa discussão de merda? — Tae puxou meu braço, me lançando um olhar de reprovação. — Eu não pedi para me defender, Hope. Então, pare com essa idiotice.

 Só então percebi que algumas pessoas nos olhavam, curiosas, outras riam, divertidas. Ignorei todas elas, e também meus amigos, que não entendiam nada, e puxei meu braço de suas mãos, saindo dali sem mais palavras. Eu precisava me acalmar, senão quebraria a cara daqueles dois idiotas. E depois pediria que alguém fizesse o mesmo comigo.

 Ouvi o sinal tocar, mas continuei meu caminho até a sala de música, ninguém usava ela nas terças-feiras e queria ficar sozinho. Entrei ali, sentando no primeiro banco que vi. Suspirei, levando minhas mãos a minha cabeça, que doía e parecia pesar uma tonelada. O que eu estava fazendo?

 Ouvi a porta se abrir, me fazendo revirar os olhos.

 — Eu quero ficar sozinho, Tae. — Falei, assim que o vi entrar.

 — Quando te dei permissão para me chamar assim? — Sentou em minha frente, mexendo em alguns instrumentos, sem muito interesse.

 — Se eu fosse você, não me perturbaria agora. Sério, não estou de bom humor.

 — Eu sei, por isso vim aqui. Não quero te deixar sozinho... — O ignorei. Na verdade, não queria encará-lo, não queria ver seu rosto triste, muito menos que visse o quanto me sentia mal. — Você sabe que odeio ser ignorado, e é estranho quando fica calado.

 — Só cala a boca um momento, por favor. — Pedi, encarando o teto.

 — Então, o Baekhyung achava que o Namjoon gostava de mim, é isso? — Perguntou, ainda encarando os instrumentos. Não respondi. — Baekhyung o odeia e achou que seria legal me "roubar" dele. Que divertido... — Parou por um tempo, suspirando. — É impressão minha ou toda a escola percebeu isso?

 — Eu não sei. — Respondi, só porque não queria ouvi-lo mais. — Eu não sabia.

 — Hmm... — Pegou o saxofone. — Posso tocar algo.

 — Você sabe tocar? — Perguntei, ele não sabia ficar em silêncio mesmo.

 — Claro... só tem seis anos que não vejo um.

 Mesmo que estivesse de mal humor, ri quando ele começou a tocar algumas notas desafinadas. Era malicioso como um demônio, às vezes, mas em outros momentos, parecia uma criança. Sensível e inocente. Nunca imaginei que fosse pensar isso dele.

 Tinha todos os motivos do mundo para não gostar de Taehyung: ignorava as dores alheias, agia como se fosse maduro e experiente, vivia me tratando mal e ainda me batia. Mas assim como o idiota do Namjoon, eu não conseguia deixá-lo sozinho. Nem me irritar com ele.

 — Vem aqui. — O chamei, dando algumas palmadas no banco ao meu lado, e ele hesitou por um momento. — Eu não vou te comer.

 — Vai saber... — Riu, me fazendo revirar os olhos, mas veio ao meu encontro.

 Passei meu braço por seu pescoço, fazendo carinho em seus cabelos. Há alguns dias ele simplesmente empurraria minha mão, mas não fez nada dessa vez.

 — Desculpa.

 — Por quê?

 — Eu deveria ter ficado quieto. Assim ninguém saberia disso, não ficariam te olhando assim. — Expliquei, quase num sussurro. — E ele não teria falado aquelas idiotices.

 — Você é estranho. — Riu, deitando seu rosto em meu ombro. — Todo mundo me olha, Hope, eu chamo atenção. E gosto que falem de mim. Mesmo que não sejam coisas tão boas.

 — Não vou deixar te machucarem de novo. 

 Prometi, mesmo sabendo que não era capaz de fazer aquilo. Não sei porque fazia isso, porque queria tanto ajudá-lo. Talvez me sentisse culpado por não ter percebido nada antes, ou por não ter feito nada, não sei. Ou quem sabe, porque éramos parecidos.

 — Olha, eu não vou te "consolar" só porque você está sendo gentil, ok? — Brincou, mas sua voz estava trêmula.

 — Eu sei. — Ri, abraçando-o. — Eu que estou te consolando. Aproveite, é só por hoje.

 Não sei dizer se o que ouvi foi um riso ou seu choro abafado. Preferi acreditar na primeira opção, ele não era o tipo de pessoa que choraria na frente de um desconhecido, e continuei repetindo isso para mim mesmo. Ficamos ali, naquela posição desconfortável, pelo resto das aulas, até Tae levantar, e sair como se nada tivesse acontecido. Típico dele.

 Não importava o quanto ele negasse, todo mundo se apega em algum momento, por mais que não queira, e todo mundo sofre também. Eu sabia muito bem disso. Mas aos poucos, estava ganhando sua confiança, e senti que deveria mostrar a ele que se apegar também tinha seus lados bons. Que ele só precisava encontrar a pessoa certa. Alguém que valesse a pena confiar.


Notas Finais


Eu sei, esse capítulo não ficou bom, e prometo melhorar no próximo (espero)! (。•́︿•̀。)

Não esqueçam de comentar o que acharam! <333
Beijocas *3*


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