História You make me begin - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook, Namjin, Vhope, Yoonmin, Yoonseok
Exibições 145
Palavras 3.112
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá~~ <3
Eu já tinha esse capítulo escrito há um tempo... mas o perdi, e acabei tendo que reescrever agorinha. (ಥ﹏ಥ)
Bem, espero que esteja legível...

Gostaria de agradecer, com todo coração, às pessoas que estão lendo a fic, às que favoritaram e que sempre estão comentando. E um agradecimento especial àquelas que comentaram no capítulo passado, não estava muito bem quando o postei e realmente me senti melhor com suas palavras. Muito obrigada. (´。• ᵕ •。`) ♡

Enfim, esse capítulo é narrado pelo nosso cubinho de açúcar... e é bem levinho, pra compensar o sofrimento do capítulo anterior. ><
Boa leitura ~~

Capítulo 14 - Make a difference in my life


 O clima estava meio estranho naquela mesa. Na verdade, "meio" era um eufemismo. Taehyung e Hoseok conversavam em um canto, rindo como se nada tivesse acontecido, apesar de ser óbvio o quão mal meu amigo estava. Namjoon, do outro lado, digitava em seu celular sem dirigir uma palavra sequer a nenhum de nós, com um mal humor terrível que estava se tornando típico dele. 

 Eu e Jimin simplesmente observávamos aquela atmosfera de merda, sem termos a mínima ideia do que fazer para melhorá-la — não tínhamos nada a ver com aquela situação, pelo menos não diretamente. Éramos os únicos realmente de bom humor ali, apesar de tudo. 

 E se repensasse os acontecimentos dos últimos dias, não era difícil entender o porquê. 

 

 Na segunda-feira, tudo estava normal, exceto pelo estranho silêncio de Jimin. Eu e meus dois amigos conversávamos como sempre, ele, por outro lado, apenas falava algumas coisas aqui e ali, ou ria de alguma de nossas idiotices. E o mais estranho, me evitava com maestria. 

 Desde o domingo, quando saiu de minha casa, após terminar — finalmente — com Jungkook e pedir para dormir lá, não havíamos trocado mais que simples cumprimentos, como se fossemos apenas conhecidos. Por mais incrível que pareça, era como se nossa relação tivesse dado uns cinquenta passos para trás. 

 Jimin desviava o olhar toda vez que eu o encarava, e acabei fazendo o mesmo com o tempo, meio que automaticamente. Aquilo era estranho demais, e me deixava impaciente, porque estava costumado com sua companhia e atenção, com seus sorrisos e jeito tagarela. Eu já o tinha visto calado, mas não por minha causa. Meus amigos, obviamente, perceberam nosso desconforto, e com certeza criavam suas paranoias, já que riam um para o outro. Bem, não eram exatamente paranoias dessa vez... 

 Como se não bastasse o clima desconfortável entre mim e Jimin, Taehyung parecia estressado nos últimos dias, ficava todo o tempo encarando seu celular e parecia não se importar com as pessoas ali. Nossos intervalos não eram mais os mesmos sem seus escândalos. 

 

 Quando saíamos do colégio, decidi tomar um caminho diferente, eu precisava fazer alguma coisa para resolver aquela situação irritante, até porque não haveria progresso nenhum se eu não o fizesse. Me despedi de meus amigos, que sempre viam malícia em qualquer coisa que eu fizesse, e segui até uma sala, mas não a minha. A sala do primeiro ano. 

 Logo encontrei Jimin quase sozinho ali, arrumando suas coisas com a calma — e lerdeza — de sempre, e não pude evitar rir quando vi sua surpresa ao me encontrar ali, o observando desde a porta. 

 — O que faz aqui, Yoongi? — Perguntou, já em minha frente. 

 — Posso te acompanhar até sua casa? 

 Eu sabia que era meio estranho fazer isso quando morávamos em lados opostos, mas não parecia ter outra forma de conseguir conversar sozinho, e pessoalmente, com ele. E eu não queria voltar para casa sem resolver aquilo, era capaz de nem conseguir dormir se isso acontecesse. E, pelo amor de Deus, Jimin pode até ocupar toda minha mente, mas não meu sono sagrado. 

 — Não vai ser cansativo? Ir e voltar sem necessidade? — Saiu da sala, andando pelo corredor quase vazio. 

 — Está me chamando de sedentário? — Reclamei, fingindo irritação, o acompanhando. 

 — Eu não disse nada. — Respondeu, rindo. 

 Estava aliviado por ter uma conversa normal com ele, mesmo que curta e simples, pelo menos não estava sendo evitado. Nossas conversas sempre me faziam bem, sempre eram tão naturais, mas mesmo assim me deixavam nervoso. Criava em mim tantas dúvidas e, ao mesmo tempo, tantas certezas. Eu estava mesmo ficando louco. Ele estava me enlouquecendo. 

 Qualquer mudança em seu comportamento me preocupava, e eu tinha medo de perder a confiança que havia adquirido nos últimos dias, então não podia simplesmente deixa-lo se afastar de mim daquele jeito. Sem sequer me fazer algo para mantê-lo por perto. 

 

 Seguimos calados por um bom tempo. Na verdade, tempo o suficiente para já estarmos bem próximos de sua casa, e o pior, eu ainda não havia falado nada do que planejara. Por que eu insistia em planejar tudo se depois não ia colocar nada em prática? Sério, nunca mais faria planos sobre nada, vai de qualquer jeito mesmo. Quando faltava apenas um quarteirão para nosso destino, apontei para uma esquina, chamando sua atenção. 

 — Se importa se mudarmos a rota por um momento? 

 Ele apenas negou, automático, me seguindo até um parquinho que tinha por ali. Havia pouco mais de cinco pessoas pingadas, provavelmente mães com seus filhos, voltando do trabalho ou da escola. Nos dirigimos até alguns balanços, os mais distantes de todos, onde não tinha ninguém. 

 — Você está melhor? — Perguntei, sem saber direito como começar. Apesar de essa ser uma de minhas dúvidas desde o início. 

 — Sim, eu estou bem. — Sorriu, e não parecia estar mentindo. Menos uma preocupação. — E você? 

 — Você sabe, estou preocupado. — Ele pareceu confuso, e continuei. — Pensei que estivesse me evitando. 

 — Que? Não! Isso não. — Negou, também com a cabeça e mãos. — Eu só não sabia como agir, não sei. 

 — Percebi. — Ri, o fazendo me encarar, cruzando os braços. — Eu nunca sei o que fazer quando estou com você. 

 Jimin finalmente sorriu, meio sem jeito, começando a se balançar. Me perguntei se ele entendia o quão verdadeiras eram aquelas palavras, mesmo que pronunciadas como uma brincadeira. 

 Ficamos em silêncio por um tempo, observando as pessoas saírem dali. As palavras nunca pareceram tão difíceis de serem pronunciadas, era como se tentasse falar uma língua desconhecida, e era quase isso mesmo, já que aqueles sentimentos eram novos para mim. Eu queria dizer a Jimin todas aquelas coisas que guardava dentro de mim, mas não fazia a mínima ideia de como. 

 — Você quer falar alguma coisa, não? — Perguntou, rindo. — Está me deixando nervoso. 

 Nervoso ele? Se estivesse em minha pele ia entender o real significado daquela palavra. Me sentia tão pressionado a falar algo que simplesmente abri a boca e deixei sair o que viesse. 

 — Admito que me aproximei de você por interesse. Ainda me lembrava de quando conversamos no ônibus, e ninguém nunca tinha me deixado tão confortável antes. — Nos meus planos, não era bem assim que as coisas começavam... na verdade, eu nem ia falar isso. Espera, o que eu estava fazendo? — E me senti aliviado ao ver que continuava sendo a pessoa gentil que conheci há meses. Me apeguei demais a você, sabe? Era impossível não me apegar. E quando descobri que tinha namorado, parecia que o mundo estava brincando comigo. Foi nesse dia que organizei a confusão em minha mente, que percebi o que significava esse apego. — Finalmente o olhei, encontrando seus olhos curiosos sobre mim. Yoongi, cala essa boca, por favor. — Admito que fiquei feliz quando foi atrás de mim, naquele sábado, ainda mais quando me confiou tantas coisas e me beijou. Aí você me ignora por um dia e eu já fico desesperado...  Desculpa, Jimin, mas eu não posso controlar todas essas coisas que sinto quando estou com você, nem que eu quisesse. 

 De curiosos, seus olhos passaram a surpresos, e seus lábios continuaram semiabertos por um longo tempo. Talvez eu tivesse falado demais, melhor, eu definitivamente falei demais. Desde quando eu falava tanto? Eu deveria ser o antissocial, mal-humorado e calado. Jimin era o tagarela ali, por que logo ele estava sem palavras? Deveria estar me achando louco, até eu achava isso, e já começava a me arrepender seriamente de tudo que falei, quando seus lábios finalmente se moveram. 

 — Eu nem sei como responder. Não esperava ouvi tudo isso, não de você. — Nem eu, admito. Riu, coçando a nuca. — Também me senti aliviado quando te vi novamente, e já te observava antes mesmo de ter certeza que era você. Eu te falei tantas coisas naquele dia que não entendo porque ainda parece tão receoso em me contar também. — Voltou a se balançar, parecia um novo jeito de fugir de meus olhares. — Se não fosse esse seu jeito fofo e carinhoso de me tratar, eu provavelmente não estaria tão feliz assim agora. Então, não me peça desculpas por sentir... não controlamos essas coisas. E mesmo que fosse possível, eu certamente escolheria o que sinto agora. 

 Ele riu novamente, como sempre fazia quando estava feliz, envergonhado ou não sabia o que falar. Tinha certeza que era uma mistura disso tudo, pelo menos era isso o que sentia. Estava tão feliz com tudo aquilo que nem sabia dizer se esse era mesmo o nome do que sentia. Não sabia explicar o que era aquilo, mas entendi muito bem seu significado. 

 Eu não queria deixar aquele garoto ir embora, eu não queria que ele se afastasse de mim, nunca mais. Eu queria que todos seus sorrisos fossem só meus. 

 — Eu não quero forçar as coisas... nem parecer desesperado. — Continuou, parando seus movimentos e encarando o chão de areia aos seus pés. — Você pode me achar estranho, mas eu não quero te perder para ninguém, Yoongi. 

 Às vezes eu me perguntava se ele conseguia ler meus pensamentos. Não tinha outra explicação para entender tão bem o que sentia e o que queria dizer com aquelas orações atrapalhadas. Ele não fazia ideia do quanto havia mudado minha vida — nem mesmo eu percebi até pouco tempo —, o quanto conseguia me confortar com suas palavras, seu sorriso, ou apenas sua presença. 

 Ninguém entenderia o que ele estava passando a significar para mim, nem mesmo eu sabia que era possível alguém parecer tão perfeito. 

 Levantei, deixando minha mochila ainda no chão e me dirigi até sua frente, ajoelhando-me naquela areia cheia de pedrinhas insuportáveis, só para poder alcançar seu rosto. Ele ainda insistia em não me olhar, então levei minha mão até seu queixo, levantando-o para observá-lo bem, o obrigando a fazer o mesmo. 

 — Você é tão lindo, Jimin. — Falei sem sequer perceber, e seu rosto ganhou um tom avermelhado. — Quando me beijou, no outro dia, você disse que tinha descoberto algo. Não vai me contar? 

— Eu... eu confirmei o que sinto. — Desviou seu olhar, mas logo voltou ao meu. — Eu realmente estou gostando de você. 

 Sorri, aquele com certeza era o sorriso mais sincero e aliviado que havia dado em toda minha vida. E o maior deles também. Não tinha possibilidades de esconder minha alegria, e Jimin apenas me acompanhou, suspirando. 

 — Você não deveria falar também? — Perguntou, indignado. 

 — Talvez eu precise te beijar para confirmar. — Sorri, mordendo meu lábio inferior. 

 — Aqui? — Pareceu contrário, apesar de seus olhos estarem focados em minha boca. — Estamos em uma praça. 

 — Qual o problema? Ninguém vai olhar pra gente. — Me aproximei mais de seu rosto, encostando em seu nariz com o meu. — E eu estou feliz demais para me preocupar com o julgamento deles. 

 Beijei seus lábios sem hesitação, e logo Jimin abraçou meu pescoço com seus braços, me puxando mais para si, e me obrigando a me encaixar entre suas pernas. Pedi passagem com minha língua, e como da outra vez, não precisei esperar muito para tê-la. Acariciei seu rosto macio, enquanto sentia meus fios serem agarrados com certa intensidade, adorava sentir suas mãos percorrendo meu corpo timidamente. Adorava o calor que me passava, seu cheiro, sua pele, seus dedos curtos e fofinhos. Nem precisava falar de sua boca e pernas. Acho que não havia uma parte dele que me desagradasse. 

 — Agora tenho certeza. — Falei, ainda próximo o suficiente para sentir sua respiração em meu rosto. — Eu também gosto de você, Jimin. 

 Ele sorriu, aquele sorriso que me deixava sem forças, e me deu um selinho. Logo saímos dali, eu reclamando da sujeira em minha calça, e Jimin rindo de mim. Segurei sua mão pelo resto do percurso e percebi que a sua suava constantemente, me deixando satisfeito. Eu quase desidratei pelo nervosismo. Nos separamos assim que chegamos em sua casa e qualquer pessoa que me visse pelas ruas naquele dia pensaria que eu era um psicopata, porque por mais que eu tentasse, aquele sorriso não saía dos meus lábios. 

 

 As coisas estavam boas demais para ser verdade, portanto, no outro dia, enquanto estávamos conversando normalmente no intervalo, Hoseok e Namjoon brigaram. Não eram as alfinetadas de sempre, seguidas de risadas de todos. Foi de verdade, eu acho. Eu nunca tinha visto meu amigo daquele jeito, e aposto que Namjoon também não. E o mais estranho: Taehyung também estava envolvido. 

 — Estou com nojo de você, sério. 

 — Ótimo, Hoseok. — Se irritou. — Fica protegendo ele, só não vem atrás de mim quando estiver fodido. 

 Um silêncio incômodo se instalou ali. Estávamos todos surpresos, inclusive Hope, pelo que percebi. Aquele não era seu estado normal, alguma coisa tinha que estar acontecendo com ele, e não saber de nada me deixou decepcionado. Não apenas com ele, mas comigo, que não percebi nada. 

 Jimin fez menção de levantar, como se fosse interferir de alguma forma, mas eu segurei sua mão, o pedindo silenciosamente que parasse. Não queria que ele se envolvesse naquela confusão. Antes que pudéssemos pensar no que fazer, Taehyung segurou o braço de Hoseok, e o encarou, irritado. 

 — Vocês podem parar com essa discussão de merda? Eu não pedi para me defender, Hope. Então, pare com essa idiotice. 

 Ele não respondeu, apenas levantou, puxando seu braço com brutalidade e saiu, provavelmente para a sala de música. O arroxeado o seguiu, sem dirigir nenhuma palavra a nós, e Namjoon logo saiu também, faço a mínima ideia de onde foi. Ficamos eu e Jimin ali, sem entender nada do que estava acontecendo. 

 — Você sabe o que aconteceu aqui? — Perguntou, assustado. 

 — Você conhece o Baekhyung, certo? — Ele concordou. — Ele e o Namjoon têm alguns problemas, pelo que entendi. 

 — E o que o Tae tem a ver com isso? 

 — Acho que o Namjoon fingiu estar interessado nele, e como esperava, o Baekhyun realmente foi atrás de seu amigo. — Expliquei o que havia absorvido de toda aquela história. 

 — Por que ele fez isso? 

 — Não sei. — Dei de ombros, realmente não entendia o que passava na cabeça daquele idiota. — Mas tenho certeza que ele não esperava que desse nisso tudo, não era o objetivo machucar o Taehyung. 

 — Eu não percebi que o Tae estava mal... — Falou, cabisbaixo. 

 — Eu também não notei nada no Hope. — Realmente me sentia mal por isso, mas precisava acalmar Jimin de alguma forma. Ele sempre vinha em primeiro lugar agora. — Não se preocupe, tenho certeza que o Taehyung sabe que você se importa com ele. 

 Acariciei seus cabelos vermelhos e macios, recebendo um sorriso como resposta. Eu queria fazer por ele o que andava fazendo por mim, de alguma forma. Notei, numa mesa um pouco afastada da nossa, o olhar de Jungkook sobre nós, e agradeci por Jimin estar de costas para ele. Eu sabia o quão mal se sentia toda vez que via seu amigo cabisbaixo pelos corredores. 

 Como disse, as coisas estavam boas demais para ser verdade. 

 

 Esperava na frente do colégio, um pouco mais cedo que o normal, na tentativa de conseguir encontrar certa pessoa ali. Estava sozinho agora, meus amigos mau humorados estavam nem aí para mim e provavelmente não me acompanhariam no caminho de volta. Não demorou muito e aquele garoto moreno e calado passou por mim, ignorando minha presença ali. Quem sabe realmente não tivesse me visto, andava sempre em seu mundinho mesmo. 

 — Ei! — Chamei-o, segurando seu braço de leve, ao perceber que realmente me ignorava. — Jungkook, certo? Posso falar com você? 

 — Sobre o que? — Perguntou, frio. Não gostava da maneira como ele parecia se sentir superior a todos. — Não tenho nada para falar com você. 

 — Sim, eu sei, eu que tenho. — Melhor ele não começar a ser grosso comigo, porque essa era uma arte que eu dominava muito bem. Suspirei, tentando controlar meu antigo eu. — Eu ouço muito sobre você pelo Jimin, ele está realmente preocupado, sabe? 

 — Sério? Não é o que parece. — Puxou seu braço de minha mão, se afastando um pouco. — Se você veio aqui passar na minha cara o quanto o Jiminie parece feliz com você, obrigado, mas realmente não quero ouvir. 

 — Não se preocupe, acho que você consegue ver isso sozinho. — Respondi, recebendo uma expressão irritada de sua parte. — Olha, eu não sou obrigado a vir aqui te convencer a voltar a falar com seu melhor amigo, ok? Você deveria ser capaz de perceber sozinho o quão mal ele fica toda vez que vê essa sua cara de merda. Se quer continuar sendo um idiota, tudo bem, a escolha é sua. Mas não faça parecer que Jimin não tá nem aí, você ainda é seu melhor amigo, apesar de tudo. 

 Ficamos em silêncio um bom tempo, jurava que a qualquer momento ele sairia dali e me deixaria falando sozinho, mas Jungkook apenas se manteve imóvel. Ele era um idiota. Fez Jimin sofrer por tanto tempo, andar na palma de sua mão, e depois simplesmente agia como se eles nunca tivessem se conhecido. 

 Me irritava a forma como Jimin se preocupava com um cara como aquele. 

 — Yoongi... Kookie? — Ouvi a voz de Jimin atrás de mim, e pude imaginar sua confusão só com isso. — O que fazem aqui? 

 Quase ri com sua expressão, parecia extremamente receoso, como se esperasse uma notícia ruim. Claro, eu estava conversando com seu ex e a cara que aquele menino fazia dava a impressão de que eu havia acabado de ameaçá-lo de morte — era tentador, mas enfim. Não precisava parecer tão assustado. Eu nem era estressado ou violento, ele não conhece meu apelido? 

 — Parece que Jungkook quer te acompanhar até sua casa hoje. — Falei, dando um tapinha no ombro do moreno. Só então percebi que ele era mais alto que eu, tinha que parar de andar com Namjoon, sério. — Nos falamos depois. 

 Sorri para Jimin, que continuava incrédulo e totalmente confuso. Queria tanto beijá-lo ali mesmo, só para deixar claro que mesmo que o estivesse "entregando", Jungkook já tinha perdido suas chances de conquistá-lo e que não o deixaria machucá-lo de novo. Que não podia mais tirá-lo de mim. Mas ainda existia senso comum em mim. 

 Quando já começava meu caminho, minha mão foi segurada, e me vi obrigado a me voltar para aquele garoto ruivo, que se aproximou de meu ouvido e disse, apenas para eu ouvir: 

 — Obrigado, Yoongi. Você realmente é incrível. — Nunca tinha ouvido seus riso tão de perto, parecia ainda mais gostoso. E ele beijou minha bochecha, rapidamente. 

 — Bobo. — Sorri, apertando suas bochechas assim que se separou de mim. 

 Eu não estava totalmente confortável com aquela situação, não era como se realmente quisesse deixá-lo sozinho com Jungkook, mas ele era importante para Jimin — mesmo que me custasse admitir. E eu não podia mudar isso, nem tinha esse direito. Nem precisava ter tanto receio, na verdade, eu só precisava fazê-lo feliz e deixar bem claro o quanto era importante para mim. E já tinha prometido a mim mesmo que faria isso há muito tempo.


Notas Finais


Sinto muito por qualquer erro, e por favor, me avisem sobre eles. (´。• ᵕ •。`)
Não se esqueçam de comentar, por favor <3
Beijocas *3*


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