História You make me begin - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook, Namjin, Vhope, Yoonmin, Yoonseok
Exibições 97
Palavras 3.217
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, pessoinhas~~
Adivinha quem está super animada e romântica essa semana? Sim, eu mesma ~~ \o/ Sério, estou muito eufórica esses dias, não se assustem~
Então, esse capítulo tá bem gay... sim, porque meu estado o afetou, e espero que gostem dele. Sei lá, tô com vergonha, porque tô acostumada a fazer os personagens sofrerem... e aí quando tudo tá bem parece tão estranho. >< ~eu sou louca~
Bem, chegamos aos 100 favoritos! AEHOO! Na verdade, ultrapassamos isso <3 Lindo, né? Vocês são uns amores, nunca me cansarei de agradecê-los! OBRIGADA!!! *0*
Sem mais enrolação, esse capítulo é narrado pelo Yoongi e espero que gostem!
Boa leitura ~~

Capítulo 15 - Doing what lovers do


Acordei com o maldito celular tocando, não fazia ideia de que horas eram, só sabia que provavelmente estava em um sábado de manhã e que não queria acordar. Não era o despertador, obviamente não tinha hora para levantar nos fins de semana, e aquilo me fazia pensar quem no mundo se atreveria a me perturbar. 

 Peguei o aparelho contra minha vontade e o levei até o ouvido, me preparando para xingar Hope assim que ouvisse sua voz irritantemente animada. Ele era a única pessoa corajosa o suficiente para me ligar de manhã. 

 — Yoongi? — Me surpreendi com aquela voz. 

 — Jimin? 

 — Sim, oi! — Riu, e me vi imaginando sua expressão. — Bom dia. Te acordei? 

 — Dia... — Cocei meus olhos, os forçando a abrir. — Sim, como se atreve? 

 — Mas já são 10h. Não é o suficiente? 

 — Hoje é sábado, Jimin. 

 Eu normalmente seria rude, odiava quando me acordavam, independente da hora, mas Jimin nunca era um incômodo para mim. Não tinha como me irritar com aquela voz e jeito doce, e isso só confirmava ainda mais o que eu já sabia há tempos: eu era um completo idiota por ele. 

 — Ligou só para ouvir minha voz? — Perguntei, depois de um bom silêncio. 

 — Claro que não. — Riu, logo continuando. — Você não vai sair hoje, vai? 

 — Não que eu saiba... só se alguém me chamar. — Comentei, sugestivo. 

 — Fico feliz em ser o primeiro a te ligar, então. Bem, eu não tenho nada planejado hoje, então, você me faria companhia? 

 — O que foi isso? Então você me liga quando não tem nada planejado, é isso mesmo? 

 — Não! Não foi isso que quis dizer. — Comecei a rir, e ele se calou. — Você às vezes me irrita. 

 — Eu sei. — Falei, ainda divertido, ele ficava irritado com qualquer coisa. Meio irônico eu falar isso, mas ok. — Será um prazer fazer-lhe companhia, Park Jimin. Que horas passo aí? 

 — Você vem aqui? — Pareceu surpreso. — Podemos nos encontrar em algum lugar. 

 — Não, não tem problemas, posso ir aí. — Sempre insistia em passar o máximo de tempo possível com ele. 

 — Umas 15h, então. 

 — Ok. Vou dormir agora. 

 — Até mais. — Riu, completando. — Um beijo. 

 — Outros. 

 Encerrei a chamada, me espreguiçando. Rolei algumas vezes na cama, tentando dormir. É... eu estava pensando em como seria nossa tarde e não conseguia dormir. O que Jimin estava fazendo comigo? Ele não se contentava em ter meus pensamentos durante o resto do dia? 

 Passei o olho por algumas mensagens e me surpreendi por não achar uma sequer de Hoseok. Ele não falava comigo desde o dia de sua discussão com Namjoon, e acontecia o mesmo com este. Aqueles dois idiotas brigavam e eu que era ignorado. Sério isso? Mas como bom idiota que estava me tornando, continuava me preocupando com eles, principalmente Hope, que parecia tão distante de tudo. 

 Esperei um bom tempo depois de discar aquele número, já ficando meio impaciente, porque odeia falar por celular.  Ele estaria dormindo ou me ignorando mesmo? 

 — Oi, Yoongi. — Ouvi sua voz, finalmente, meio dormida. E minha raiva logo passou, era estranho quando ele não me chamava de "Suga". — Aconteceu algo? 

 — Oi, Hope. — Legal logo ele perguntar o que acontecia. — Não estou conseguindo dormir mais, então decidi falar com você. 

 — Ótimo, você não dorme, então ninguém pode? 

 — Isso mesmo. — Ele riu, mas se manteve calado. — Sério, você está me irritando, cara. Até quando planeja ficar sem falar comigo? 

 — Desculpa. Estou com alguns problemas agora. E não quero falar sobre isso, não agora. 

 — Nem comigo? Eu não sou seu amigo apenas quando preciso, Hope. — Me irritava como ele sempre me protegia, mas não me deixava fazer o mesmo por ele. — Somos melhores amigos, não? 

 — Sim, somos. — Ele parou por um momento, não podia ver seu rosto, mas sua voz já me deixava preocupado o suficiente. — Eu prometo te contar um dia, só preciso me acalmar um pouco. 

 — Como quiser. — Suspirei, vencido, nunca fui de insistir. — Não esqueça que pode contar comigo. Sabe que estou aqui quando precisar. 

 — Digo o mesmo. — Riu. — Obrigado por se preocupar, Suga. Bye, bye. 

 — Como se eu ligasse pra você. Tchau. 

 Era decepcionante ver como uma das minhas fontes de calma preferia ficar longe de mim quando precisava se acalmar. E me culpava por não ter percebido seus problemas antes de chegarmos a esse ponto, ao ponto de não confiar em mim. Esperava poder ver novamente aquele Hoseok animado, que sempre me dava esperanças. 

 

 Já estávamos no ônibus que nos levaria até nosso destino. Durante todo o caminho que separava sua casa da estação de metrô, discutimos sobre o que faríamos naquela tarde e acabamos ficando com a opção "parque de diversões". Escolha minha, já que Jimin insistia que eu deveria escolher. E ele parecia animado com isso, então não questionei. 

 Era meio nostálgico estarmos ali, os dois juntos, novamente. E também impossível não estar contente por ser tão diferente da última vez. Apesar de ser, de certa forma, tão igual. Jimin ainda continuava me fascinando — só que bem mais agora — e seu jeito gentil, seu corpo, seu sorriso e sua facilidade em me acalmar, ainda me surpreendiam. Mas ambos havíamos mudado muito nos últimos meses, assim como nossa relação. 

 — É engraçado estar aqui com você. — Comentou, sorrindo, — Parece um déjà vu. 

 — Pensava o mesmo. — Acariciei sua bochecha, fazendo seu sorriso alargar ainda mais. — Só que um pouco melhor agora. 

 Ele apenas concordou, mantendo seu sorriso sempre presente. Me perguntava se aquele garoto não tinha algum pacto, sei lá. Ainda era surpreendente como ele conseguia fazer alguém como eu ser tão gentil e carinhoso. Era exatamente o contrário, era sua pureza que me atraía. 

 

 Eu quase passava mal toda vez que descíamos de um brinquedo. Não por estar enjoado ou algo do tipo, mas porque Jimin sempre saía rouco, depois de tanto gritar e eu não conseguia segurar o riso. Ele agia todo corajoso, me puxando entusiasmado para todo lado, mas era só começarmos a sentir o vento frio em nossos corpos que ele começava os escândalos. Se defendeu dizendo que gritar aumentava a emoção, e eu fingi que acreditava nisso, até mesmo o acompanhando com os gritos.  

 Tivemos alguns problemas com o trem fantasma, já que Jimin quase chorava no meio do percurso, me implorando que achasse alguma forma de voltarmos atrás. E depois de levar uns cinco tapas — era impossível não rir, juro —, acabei segurando sua mão suada, o aliviando um pouco. 

 Ele parecia uma criança, às vezes. Uma criança fofa. 

 

 Depois de horas em filas e atrações, decidimos parar por um tempo, para comermos e recuperar nossas forças. Já era quase noite e o movimento aumentava ali, logo ficaria ainda mais cansativo e sufocante enfrentar todas aquelas filas. Pedi as coisas mais gostosas — e, consequentemente, mais gordurosas — daquele cardápio, o que surpreendeu Jimin, que tomava um suco enquanto comia um sanduíche natural. Quem no mundo vai a um parque e não come porcarias? E foda-se, eu como porcarias o tempo todo mesmo. 

 — Tô me sentindo um animal, sério, — Falei, enquanto bebia minha coca que era acompanhada por batatas fritas e um hambúrguer. — Por que comer algo tão saudável? 

 — Quero perder peso esse mês. — Falou, tomando mais um pouco do suco. — Engordei muito nesses últimos dias, estou ficando gordo. 

 — Como? Onde? 

 Estava realmente surpreso e, de certa forma, preocupado. Não imaginei que alguém como Jimin, com toda sua perfeição, se preocupasse tanto com esse tipo de coisa. Sério, de onde ele tirara essa ideia? Não que fosse um problema se alimentar bem, mas ele não estava sendo um tanto... paranoico? 

 — Sério, Yoongi. Você não vê o que eu vejo. — Revirou os olhos, tocando sua própria barriga. 

 — Realmente, mas não por falta de vontade. — Ri, logo notando seu rosto ficar meio avermelhado. Fofo. — Viemos nos divertir, ok? Não pense nessas paranoias. Só por hoje. 

 — Não é — Interrompi sua fala com uma batatinha, a qual ele mastigou meio forçado, mas pareceu gostar. 

 — Gostoso, né? — Voltei a comer, enquanto observava sua vontade recém despertada em seus olhos famintos. — Que foi? Não vou te dar mais, você disse que não queria engordar. 

 Ele deu de ombros, como se não se importasse, e voltou para seu lanche verde, que não parecia mais tão gostoso. Ri, logo voltando a alimentá-lo, satisfeito. Admitia que era admirável se preocupar assim com sua alimentação, mas não quando parecia se forçar tanto, quando parecia fazê-lo por insegurança. 

 

 Já estava escuro quando finalmente conseguimos entrar na roda gigante. Jimin fazia questão de que fossemos ali, afirmou querer ver a cidade de cima durante a noite, e por isso enfrentamos uma fila enorme cheia de casais melosos que pareciam não saber passar mais de dois minutos sem se agarrarem. Povo sem senso comum. Ok, eu faria o mesmo se não soubesse que Jimin me mataria. 

 Estaria realmente impaciente e irritado, se não me divertisse tanto ao observar Jimin, que não sabia para onde olhava. Ora desviava os olhos dos casais, constrangido, mas se envergonhava ainda mais ao meu encarar, por conta de nossa aproximação. 

 — Isso é tão clichê. — Riu, enquanto mantinha os olhos atentos à janela. 

 — Realmente seria, se você estivesse sentado do meu lado. — Reclamei, dando algumas palmadas na parte vazia do meu assento. 

 Ele riu, saindo de seu lugar, meio cambaleante, e sentando onde indiquei. Quem diria que eu, Min Yoongi, faria aqueles programas de casalzinho feliz com alguém... Tudo culpa dele. 

 — Sempre quis fazer algo assim. 

 — O que? Ir numa roda gigante com alguém? — Perguntei, rindo assim que ele concordou. — É sua primeira vez? 

 — Sim. Você já fez isso antes? 

 — Eu tenho cara de quem faz esse tipo de coisa? — Ele riu, dando de ombros. 

 — Bem, você está aqui comigo. 

 — Sim, isso é verdade. Mas porque é você. — Sorriu, satisfeito, e deitou seu rosto em meu ombro. — Quero fazer muitas coisas por você, Jimin. 

 Senti sua respiração quente em meu pescoço, e seu nariz roçar por ele devagar, inspirando meu cheiro com vontade. Eu realmente queria fazê-lo sentir-se bem, não apenas comigo, mas consigo mesmo também. Queria retribuir tudo o que fazia por mim, e fazer ainda mais, se possível. 

 — Jimin, eu posso te beijar? — Perguntei, o fazendo me encarar, meio surpreso. 

 — Esse tipo de coisa se pergunta? — Percebi o tom de graça em sua voz, me fazendo estreitar os olhos. 

 — Acho que não, mas você parecia estar com medo de mim minutos atrás. — Falei, sarcástico. 

 — Não é isso, bobo. — Riu, me dando um tapa no ombro. — Você não precisa perguntar. 

 — Isso significa que posso te beijar sempre que quiser? — Sorri, me aproximando de seu rosto. 

 — Aham. 

 — Mesmo que isso signifique o tempo todo? 

 — Já disse que não precisa perguntar. 

 Dessa vez foi Jimin quem desfez aquela distância chata entre nós, e como adorei sua iniciativa. Não demoramos para aprofundar o beijo, e logo percebi que não era o único necessitado ali, pelo menos foi isso que suas mãos pareceram me falar ao apertar forte minhas costas. Estava ficando viciado no gosto doce de seus lábios, assim como seu cheiro e no toque de seus dedos em minha nuca. E não pude evitar me sentir satisfeito ao perceber que não era muito diferente com aquele garoto ruivo. 

 

 Quando descemos da roda gigante — nunca pensei que ficaria desapontado por isso —, seguimos nosso caminho até as barracas. Era a única parte do parque que ainda não havíamos visitado, e Jimin insistia em ver tudo, nunca o vi tão animado. Eu não reclamava, queria passar o máximo de tempo possível com ele, então apenas o segui como seu cachorrinho. 

 Eu sempre frequentava parques com meu pai, quando pequeno, por isso era realmente bom em qualquer um daqueles jogos, e obviamente não perderia a chance de mostrar isso a Jimin. Se mostrava meu mau humor e falta de jeito com as palavras, por que não minhas habilidades? Passamos por quase todas as tendas, saindo sempre com mais algum brinde em mãos, e um Jimin cada vez mais animado e competitivo. Ou irritado, em alguns casos. 

 — Qual você quer? — Perguntei, pegando a espingarda que o vendedor me entregava. — Pode escolher. 

 — Eu posso conseguir um eu mesmo. — Reclamou, cruzando os braços. Dentre todos os jogos, os que envolviam tiro ao alvo era os que ele se saía pior, e com certeza não aceitava isso. 

 — Mas não tem graça. — Tentei disfarçar o riso, para não irritá-lo mais. — Você pode conseguir um para mim, então. 

 — Sério? 

 Jimin pareceu realmente entusiasmado com a ideia, e foi logo comprando suas fichas. Ri, divertido, mas parei assim que notei as opções de brindes. Ursos de pelúcia certamente não era algo que se podia encontrar em meu quarto, ou qualquer outro cômodo da minha casa. Bem, eu também não usaria um colar com uma clave de sol pendurada, muito menos iria numa roda gigante e  me ofereceria para pegar um ursinho para alguém, não custava nada fazer mais algum esforço. 

 — Quero o número 6. — Falou, também pegando uma das espingardas. 

 — Aquele bicho é horrível. — Mirei no prato consideravelmente pequeno e distante, quase o acertando. 

 — Parece você. — Riu com minha cara de cu. — É uma preguiça. 

 — Ok. — Respondi, concentrado, e acertei o prato com minha segunda tentativa. — Eu quero o panda. 

 Eu estava sendo um pouco mau com Jimin, o prato do panda era pelo menos duas vezes menor que o que eu acabara de acertar, e estava um pouco mais distante também. Mas se a intenção era escolher algo que parecesse com ele, aquela era a melhor opção. E não mandei ninguém me comparar a uma preguiça feia. 

 Depois de doze — sim, doze — tentativas, Jimin finalmente conseguiu meu brinde. Algumas pessoas já se juntavam ali para rir e comentar sobre sua insistência, era realmente divertido ver como ele parecia quase explodir toda vez que errava, e ainda mais como gritou, sem perceber, ao acertar. Me entrou o urso, com um sorriso satisfeito de orelha a orelha, e tomou a preguiça de minhas mãos, a segurando com vontade por todo o caminho até a saída do parque. 

 — Quer comer alguma coisa? — Perguntei, preocupado que estivesse se segurando por conta da dieta. — Podemos parar em algum lugar. 

 — Não precisa. — Sorriu, como que para me tranquilizar, logo parando os olhos sobre uma sorveteria. — Quero sorvete! 

 — Nesse frio? — Me surpreendi, olhando meu relógio de pulso. — Já são mais de 22h. De forma alguma. 

 — Não existe hora para tomar sorvete. 

 — Vai te fazer mal. 

 — Deixa de ser chato. É minha mãe agora?— Reclamou, me puxando até o estabelecimento. 

 Eu não tinha mais salvação. Não conseguia negar nada àquele garoto, e poucos minutos após tomar seu tão desejado sorvete, ouvia Jimin tremer, encolhido em seu casaco, enquanto tentava aquecer suas mãos, as passando freneticamente uma na outra. Suspirei, tirando minha mão de dentro do casaco e segurando a sua, entrelaçando nossos dedos. 

 — Tá melhor agora? 

 Jimin hesitou um pouco, me encarando com sua boca em formato de um O. Era tão estranho assim segurar a mão da pessoa que você gosta, ou o problema estava em ser eu quem o fazia? Era estanho por que somos dois garotos? Foda-se. Depois de alguns segundos de silêncio e olhares interrogativos, recebi uma afirmação de sua parte, ajustando seus dedos aos meus. Jimin sempre parecia receoso quando estávamos na rua, e esperava que se acostumasse a isso um dia. 

 Os olhares de algumas pessoas eram realmente incômodos, e parecia ainda pior para Jimin, que se encolhia toda vez que alguém nos encarava e afrouxava o aperto em minha mão. Não culpava aquelas pessoas que pareciam surpresas, ou divertidas — ignorava as desgostosas com aquilo, que era a maioria e as que mais incomodava o ruivo —, eu também acharia estranho ver dois adolescentes de mãos dadas, segurando um urso de pelúcia enorme cada, mas isso não era motivo suficiente para soltar a mão de Jimin. Estão achando ruim? Parem de olhar. Eu até agradeceria. 

 

 Assim que o deixei em sua casa, segui para a minha sem mais demoras, Jimin parecia cansado e estava ficando tarde e frio demais. Cheguei em casa e me surpreendi por encontrar minha mãe na sala, assistindo TV, ela normalmente ficava em seu quarto todo o fim de semana. 

 — Boa noite, Yoongi. — Me cumprimentou. 

 — Noite. — Tirei meus tênis, seguindo meu caminho apenas com minhas meias postas. — Espero que já tenha jantado, acabei comendo fora. 

 — Sim, imaginei. — Desligou a televisão, me acompanhando pelas escadas. — Urso novo para o orfanato? 

 Eu nunca gostei de brinquedos, então toda vez que ganhava algum, independente de que ou de quem, eu os entregava para alguma instituição, e com ursos que conseguia com meu pai nas idas ao parque não era diferente. 

 — Esse não. Vai pro meu quarto. 

 Recebi apenas um olhar curioso e sorriso interessado como resposta, e nos separamos assim que chegamos em nossos respectivos destinos. As coisas eram sempre assim com ela, mas já estava acostumado a isso. Tomei um banho quente, e assim que deitei, encontrei uma mensagem de Jimin em meu celular. 

 Jimin >u< : Obrigado por hoje, me diverti muito. >< 

Yoongi: Eu também. Você escolhe o lugar, da próxima. 

 Ali estava eu, supostamente com sono, pensando em um futuro encontro que nem sabia quando aconteceria, mas que já me fazia criar expectativas. 

Jimin >u<: OK. Já deu um nome ao panda? 

 Pensei um pouco, não esperava que fosse perguntar por isso. Realmente é preciso colocar nome em um urso de pelúcia? Puxei o ursinho de cima da cômoda, o colocando do meu lado e respondi. 

Yoongi: Já sim. "Chimchim", combina, não? 

Jimin >u<: É fofinho. >< Minha preguiça tem um nome também: Min Suga. 

 P.S: Espero que o Hoseok não se irrite por isso. 

Yoongi: Esse nome não é legal ¬_¬ P.s: Por que colocar um nome se vai ficar receoso depois? Bem, ele não precisa saber. 

Jimin >u<: Você não tem que gostar, ela é minha. >m< 

Yoongi: Eu que te dei. '-' 

Jimin: Isso não quer dizer nada. 

Vou dormir agora, senão fico a noite toda aqui. >///< 

Yoongi: Verdade~ Você se empolga com qualquer coisa. 

Jimin >u<: ¬_¬ 

Yoongi: Durma bem. 

Jimin >u<: Você também. Boa noite *3* 

 Deixei o aparelho sobre a cômoda, me acomodando melhor debaixo do cobertor. Eu passei um sábado inteiro acordado, e mesmo assim estava de bom humor, isso é o que chamo de lavagem cerebral. Peguei Chimchim por um momento, o observando, tinha o cheiro de Jimin ali — não estava delirando, eu acho —, então decidi que não tinha problemas deixá-lo dormir naquela cama também. 


Notas Finais


Ahhh, me perdoem se houver algum erro, e me avisem, por favor! Acabei não revisando o suficiente porque não estou em casa ~férias u.u~ e fica complicado quando o povo quer ler minhas viadagens (>//u//<)

Não se esqueçam de me contar o que acharam <3
Vou me esconder ali, porque tô com vergonha... bye *3*


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