História You need me and my love - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Supernatural
Personagens Dean Winchester, John Winchester, Sam Winchester
Tags Dean, Drama, Incesto, Romance, Sam, Wincest
Visualizações 104
Palavras 2.310
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Sobrenatural, Terror e Horror, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Some explanations about the hijacker.


A mulher negra se afastou do carro. A luz do poste iluminou seu corpo por completo, sua cabeça não possuía cabelo, não como se estivesse raspado, mas aparentava ser totalmente desprovida de folículos capilares. Usava uma maquiagem marcante e roupas que simplesmente ressaltava sua beleza, lábios vinho escuro por batom, sua roupa era leve, branca, mesmo que estivesse fazendo um certo frio na cidade isso não há incomodasse. Sua pele era uma verdadeira beldade, talvez fosse a luz do poste sobre ela que dava um ar de ‘graça’, mostrando que a tonalidade escura de sua pele fosse ‘magnífica’. John reconhecia que ela era linda a ponto de a admirar, entretanto, tinha assuntos pendentes a resolver e seu cérebro de caçador voltava a trabalhar.

 

- Quem é você e como sabe o meu nome? – John tinha ótimos reflexos, colocou a mão direita atrás de suas costas, precisamente acima da arma em sua cintura, sabia que qualquer que seja pessoa que o conhecia, ou ao menos sabia seu nome, não era coisa boa, se John não conhecia a mulher a sua frente então a mesma não deveria saber seu nome. Dean e Sam haviam sido sequestrados por uma mulher, quem garantirá que aquela a sua frente não esteja envolvida nisso, ou até mesmo, se ela não for culpada disso tudo.

 

- Espere John! Estou aqui para ajudar! – Sua voz estremeceu, não esperava que ele quase fosse sacar a arma. – Por favor confie em mim! Eu tó aqui para ajudar a salvar eles! – Estava um pouco apavorada, com sua clarividência sabia que o dono do Impala a sua frente se chamava John e que ele precisava de ajuda para salvar duas pessoas, não sabia os nomes delas ou como eram fisicamente, todavia, sabia que eram pessoas importantes para o homem a sua frente.

 

Soltou a arma, só sacaria ela em local público em casos extremos, mas isso não significava que confiava nela. Entretanto, sentia um certo ar de sinceridade, ela não parecia estar mentindo sobre fornecer ajuda, mas a questão era, quem era ela e como ela sabia sobre ele e seus meninos?

 

- Como você sabe deles? Se explique e rápido, não tenho muito tempo. – John foi curto e grosso. O tempo estava se encurtando, precisava agir, precisava de um plano.

 

- Vou ser direta, meu nome é Rose, e temos que entrar no seu carro agora, eu explico o resto no caminho, temos que dá uma parada antes, e por favor acredite em mim, eu sei que isso é repentino mas eu sei muito bem com que mulher você está tendo esses problemas. – Disse ela quase em um fôlego só, sabia que o homem a sua frente a considerava com uma completa desconhecida mas de acordo com sua habilidade de visão pós destinos ele aceitaria o convite dela e a seguir dali tudo dependeria dela de convencer ele pelo caminho.

 

Ela estava um pouco apreensiva, tinha medo de que, o homem a sua frente, a mataria de imediato se descobrisse que a mesma era uma bruxa, ela tinha o poder de ver determinadas partes do passado e futuro, entretanto sempre ocorrerão alterações nos acontecimentos que estarão a vir, existindo milhões de possibilidades de ocorrências, até as pequenas coisas são válidas. Uma palavra dita errado e seria seu fim.

 

- Como vou saber se você é confiável? – John sentia o medo vindo dela, parecia que ela sabia que o mesmo estava armado e, por mais estranho que pareça, ela aparentava saber o que estava acontecendo entre ele, os meninos e a mulher sem identidade. Mas… Será que ela está realmente ali para ajudar? Ou será uma armadilha?

 

- A responsável pelos sequestros que andam ocorrendo pela cidade e o desaparecimento dos seus companheiros… É minha meia-irmã mais nova. – Pronto, agora era só com ele, cabia a John confiar ou não em sua palavra.

 

A frase dita por ela surpreendeu John, não esperava uma confissão dessas a essa altura da situação. Existia a possibilidade disso ser uma armadilha, estava de mãos atadas e se essa mulher tinha algum tipo de relação com a verdadeira culpada talvez fosse melhor manter ela por perto, não só por informações – reais ou não – mas também para que ele pudesse ficar de olho nela.

 

Ele tinha que arriscar. Medidas radicais tinham que ser tomadas.

 

- Entre no carro. – Disse dando a volta por ela. Não tinha depositado total confiança nela, mas não tinha tempo para ficar discutindo parado, se ela disse que teriam que parar em lugar antes, cujo local ajudaria no resgate, ficar ali não era viável. Embora já tinha planejado em sua mente que qualquer coisa que a outra fizesse, que estivesse fora do planejado, não hesitaria em matá-la.

 

Ela o acompanhou e entrou pela porta do passageiro.

 

- Me diga o que você é, e onde você disse que deveríamos ir primeiro? – John seguiria os concelhos delas até certo ponto, afinal estava sem ideia do que fazer para o resgate dos meninos.

 

- Eu sou um bruxa como minha irmã… - Disse estendendo as mãos como se pedisse calma dele, ela sabia que ele era um caçador e só de saber que ela tinha algo de sobrenatural e ter uma ligação sanguínea com a “sequestradora” não ajudava muito a manter “uma boa primeira impressão”. – Entretanto, sou o que pode se chamar de ‘bruxa boa’! Siga reto e vire na sétima rua a esquerda. Vamos em direção a casa dela, tem algo que vai nós ajudar lá, espero que você tenha um ótimo pé de cabra.

 

- Entendido. - John apenas acenou com a cabeça e seguiu estrada, ainda estava rodeado de dúvidas sobre essa mulher, naquele momento não importava se fosse uma bruxa. Se ela realmente fosse de ajuda para ele então seguiria suas recomendações, por hora. – Você tem total consciência que se não me explicar precisamente o motivo de você estar me ajudando a impedir sua meia-irmã eu posso a qualquer momento matar você sem pensar duas vezes. Certo? – Por mais que John não soubesse até onde o poder dela ia, ele sabia que ela hesitou quando ele a ameaçou quase sacando sua arma.

 

- Eu sei John, eu vou-lhe explicar tudo desde o começo, só por favor acredite em cada palavra que vier de mim e se caso você realmente achar necessário me mate. – Rose sabia que tinha que ter a total confiança daquele homem, então estava disposta a arriscar sua vida por ele.

 

John tinha que ouvir tudo que ela tinha para lhe dizer, não poderia perder a calma agora, se ela estava disposta a ajudar ele, então precisava saber um pouco mais sobre ela e seus verdadeiros motivos para o porque da mesma o estar lhe dando ‘suporte’.

 

- Continue. – John se mantinha frio, tentava se manter calmo a maior parte da viagem mas uma boa parte de seu cérebro estava furioso por ter ‘baixado a guarda’, por ter deixado seus filhos, de certo modo, sozinhos no quarto.

 

Instintos paternais, talvez.

 

- Meu dom é algo natural, passado de geração em geração, tenho uma certa clarividência, posso ver, geralmente, sucessos ou desastres e tentar impedir que o pior aconteça, mas tais desastres só acontecem a quilómetros de mim e não há nada que eu possa fazer, mesmo com ligações anônimas para a polícia eles apenas riam e dizem para que eu pare com esse tipo de trote. Entretanto, este caso é um pouco diferente, acho que por envolver uma parente minha próxima. Eu e minha irmã nós separamos a mais ou menos sete anos, pois quando ela tinha dezessete, assassinou meu pai e nossa mãe. – John mesmo mantendo os olhos na estrada estava prestando atenção a cada palavra da outra, parecia que daria início um conto fictício de terror, embora ela não aparentava estar mentindo. – Diferente de mim, minha irmã não adquiriu nenhum tipo de poder especial além de uma ‘mão verde’. Tinha capacidades incríveis para jardinagem, cultivavas ervas medicinais e fazia uma séria de experiencias com outros seres vivos, gatos, cachorros, pássaros, humanos. Entre eles meus pais.

 

John já estava acostumado a relatos de casos bem macabros envolvendo o sobrenatural, mas esse era novidade, além de quase nenhum de seus casos resolvidos envolverem bruxas era a primeira vez que ouvia o lado da história de uma delas, porque, no geral, as bruxas que já havia enfrentado eram mulheres que faziam algum tipo de pacto com alguma espécie de entidade sobrenatural, divina, demoníaca, o que seja. Além de serem completamente loucas, sedentas por poder e um de seus prazeres mais básicos era causar dor as pessoas ao redor, por vingança, inveja ou por hobby. Agora ouvir a história de uma “bruxa má” e um “bruxa boa” era inusitado.

 

- Aquela maldita racistinha nojenta… - Murmurou com nojo em sua voz, mas John ouviu claramente. – Ela odiava meu dom natural, nossa mãe era branca e era descendente de bruxas mas infelizmente pulou a sua geração e passou para mim e ironicamente meu pai, negro, também era bruxo vindo de uma longa linhagem de poderosos bruxos. Eu sou fruto de bruxos com um dom natural, atualmente vivo com três espécies de poderes, mas isso não vem ao caso. – Disse respirando fundo, seu foco estava se desviando pra ela, um dos seus defeitos, estava sendo egocêntrica novamente – Mamãe me teve com ele, Jonas. Passado um ano de relacionamento ela engravidou de mim, minha avó antes de sua morte fez uma última previsão, disse que um de suas netas estaria destinada a grandes feitos e a outra traria tamanha desgraça a família. Você já pode ter noção de quem tem seu papel atualmente não é? Enfim… O relacionamento deles não durou muito, mamãe cometeu adultério, voltou pra casa bêbada, arrependida e grávida.

 

- Uau… - Riu, não de graça, mas de nervoso, era como uma longa novela mexicana.

 

- Pois é… Agora sobre minha irmã, Agata, nunca soubemos quem era o seu biológico pai, ou qualquer fato ligado a ele, mas algo nela, desde criança já sabíamos que seu comportamento não seria bom, ela implorava para que achássemos seu pai, mas não haviam pistas, mamãe não se lembrava de absolutamente nada daquela noite, rosto, corpo, ela realmente estava chapada. O que isso tem haver? Minha irmã, cada dia que passava, culpava ainda mais mamãe pelo ‘desaparecimento’ de seu verdadeiro pai. Passado alguns anos, Jonas voltou com minha mãe, perdoou ela, disse que sentia muita falta dela e de mim e blá, blá, aquela comoção toda sabe? – Disse se virando pra John que se mantinha atento não só na estrada mas também na conversa e na ligação que seu subconsciente tentava agrupar em torno do passado de Agata para elaborar motivos do qual a mesma teria raptado seus filhos.

 

- Sim, complicado… - John só podia concordar no momento, todavia já tinha certa ideia do que estava por vir, o final trágico, já tinha certa noção do porque disso tudo está acontecendo.

 

- Ela começou a pegar jeito com a medicina natural desde de cedo, ela era incrível, criava medicamentos naturais para tudo. O problema, foi quando, através de suas habilidades, começou a desenvolver venenos, ervas manipuladoras, alucinógenos. Começa a produzir, consumir, vender. Meu pai descobriu seus feitos e junto disso que ela era uma puta de uma racista, detestava os negros de classe baixa que a procuravam por mais droga e passou a colocar venenos de diferentes tipos juntos a essas drogas para que eles não morressem na hora, para que, de alguma forma, parecessem acidentes ou mortes súbitas, overdoses, qualquer causa que não a incriminasse. – Seus dedos começam a bater de leve no vidro do carro. – Entre aqui.

 

O carro fez uma curva, um tanto brusca, pois estava em alta velocidade.

 

- E agora? – John estava interessado no rumo da história, mas tinha seus objetivos no momento como prioritários.

 

- Siga reto por mais duas quadras e pare na segunda casa a direita, vermelha, número noventa e oito. – Seu olhar agora fixo na estrada. – Como eu estava dizendo… Ela surtou quando meus pais descobriram o que estava acontecendo, tiveram uma discussão feia, na mesma noite ela fugiu de casa e deixou uma mensagem bem clara com o sangue do cachorro que papai tinha. Abre aspas: “Só voltarei quando todos estiverem mortos.“ – Bufou. – Uma semana depois, quando eu voltei da faculdade e cheguei em casa, lá estava, no chão da cozinha, sangue por todos os lados, meus pais tinham cometido duplo-suicídio e em cima da mesa da cozinha haviam duas canecas de café tombadas, quando as toquei pude ver uma parte do passado em que minha irmã colocou um tipo de pó nelas. Foi tudo muito bem planejado, não deu menos de quinze minutos para a polícia invadir nossa casa, provavelmente a minha procura, ela armou tudo pra cima de mim. Ela fez com que eu fosse considerada a culpada de tudo, felizmente eu conseguir fugir.

 

Respirou fundo, lembrar dos acontecimentos por meio de sua fala, em que ela contava e relembrava de tudo que já tinha passado por descuido não era agradável, muito menos saudável.

 

“- Descuido todo meu… Se eu tivesse… “

 

O carro se moveu para o acostamento. Lá estava ela, a famosa casa que procurava.

 

- Vamos. – Rose saiu do carro e seguiu em direção a lateral da casa, iria dar a volta, tentaria entrar pela porta dos fundos. – Trouxe o pé de cabra? – Parou para encarar de John que já havia aberto o porta malas para pegar a ferramenta.

 

- Com quem acha que está-.

 

Não era Dean que tinha formulado a pergunta naquela hora, engoliu suas palavras. Era quase um déjà vu, porque na última casada, que envolvia invasão de propriedade, com seu filho mais velho o mesmo fez a mesma pergunta.

 

Rose ignorou a frase não concluída por John e ambos retomaram sua atenção na direção da parte de trás da casa.

 

“- Dean… Sam… Eu estou chegando!”



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