História You Own Me - Masbro - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Orphan Black
Personagens Cosima Niehaus, Dra. Delphine Cormier, Personagens Originais
Tags Cophine, Drama, Evelyne Brochu, Masbro, Orphan Black, Romance, Tatiana Maslany
Visualizações 421
Palavras 1.442
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Fluffy, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Me desculpe


POV Tatiana

 

Como aquela sensação de ter aquela mulher entre seus braços era boa.

Como era bom sentir o calor do corpo dela.

Como era bom se perder nos lábios dela, sem se importar em encontrar o caminho de volta.

Em pensar que naquele momento não havia nenhuma personagem ali.

Naquele momento era apenas ela deixando-se levar por seus desejos.

Evelyne  se fazia tão presente e a tinha em seus braços de uma forma tão fácil.

Seria aquela a sensação de ser desejada por uma mulher?

Suas mãos lhe exigiam e seus lábios lhe buscavam.

Jamais imaginara que ter Evelyne seria daquela forma.

Eve sempre se mostrara tão doce, e aquele desejo que sentia por ela.

Estava lhe enlouquecendo.

- Eve...

Consegui pronunciar em meio a busca dela por meus lábios.

Aqueles beijos não estavam de nenhuma forma sendo suficientes. Eu  me sentia quente e inebriada. Meus sentidos estavam aflorados.

- Hey....

A interrompi. Minhas mãos que até aquele momento estavam perdidas por entre seus cabelos e sua nuca, se firmaram em seu pescoço abaixo do queixo.

Seus lábios voltaram a tocar os meus.

Olhei em seus olhos castanhos fazendo uma leve pressão em minhas mãos para afastar nossos olhares, assim como nossos lábios.

Consegui me ater a ela e vi como seus lábios entreabertos estavam trêmulos, suas pupilas negras escondiam quase que totalmente o tom avelã de seus olhos.

Minha respiração estava ofegante e meu corpo involuntariamente ainda se curvava contra o dela.

Sentia suas mãos quentes espalmadas em minhas costas.

- Me desculpe.

Foram as palavras que ela conseguiu sussurrar.

Sua face estava levemente avermelhada, eu podia sentir seus batimentos descompassados pulsando contra meus seios.

- Não há pelo que se desculpar.

Afirmei a ela em meio a um sorriso que expressava minha alegria por sentir que naquele momento algo muito especial estava acontecendo.

Poderia me acostumar facilmente a aquelas sensações.

Nossos corpos ainda juntos, o cheiro dela invadindo minha mente, tomando meus sentidos.

Eu ansiava por ela e voltei a agarrar em sua nuca aproximando  nossos lábios.

Como a boca dela era gostosa.

Como aquelas mãos pareciam ter sido feitas única e exclusivamente para me tocar.

O encaixe delas era perfeito em meus seios e a simples proximidade delas naquela região me queimava.

 

- Tat...

Escutei a voz feminina me chamando acompanhada de duas batidas firmes contra a porta.

Pude escutar uma leve mexida no trinco, e me parabenizei mentalmente por ter virado a chave.

- Você está aí?

Insistiu a voz que não me era estranha.  Sabia quem me chamava.

Era Kathryn.

Você está aí?

Aquela era uma pergunta que eu não sabia responder.

Seu corpo estava ali, mas sua mente estava a quilômetros dali, perdido naqueles lábios macios e naquelas mãos hábeis que estavam lhe afundando em um desejo tão latente que buscava em cada canto de sua memória se já havia sentido antes.

Sua vontade naquele momento era ignorar o chamado, para continuar se perdendo nos braços de Eve e o teria feito, se a pessoa que chamava não fosse Kathryn.

Kathryn tinha um sexto sentido para lhe encontrar e não a deixaria em paz, de nenhuma forma, se não a respondesse provavelmente ela ligaria em seu telefone, que como sempre, estava com o toque alto.

Teria ignorado Kathryn, se aquela fosse uma opção válida. Teria feito tudo o que fosse possível se tivesse garantias de mais tempo ao lado de Evelyne.

Droga

Praguejei mentalmente.

Eu sabia que o próximo passo seria escutar meu celular tocando, por isso decidiu responde-la.

- Sim, estou...

Respondi apressadamente, tentando ignorar o olhar de descontentamento que Eve me lançou.

- Está brincando comigo?

Foram as palavras que ela conseguiu pronunciar, como se não acreditasse no que eu acabara de dizer.

Eve afastou suas mãos.

Um frio me subiu a espinha lentamente. Sabia que ela estava chateada. Era visível.

- Só um minuto...

Gritei para que Kathryn pudesse me ouvir.

Soltei com cuidado minhas pernas do quadril dela e embora Eve estivesse chateada, me ajudou a tomar minha posição inicial. Suas mãos em minhas coxas eram firmes e lutei contra aquele desejo que me consumia de voltar a beijá-la.

Apoiei meus pés no chão, tentando não me focar em seu rosto, mas sabia que ela me observava. 

Sua expressão não era a das melhores.

Tente ajeitar meus cabelos e fiquei contente ao vê-la estendendo a regata para que eu a vestisse.

Vesti a regata, passando por algumas vezes a mão pelo tecido enrugado, para que ficasse menos visível seus amassados.

Olhei uma última vez para meus cabelos, apenas para constatar que estavam bagunçados, via pelo reflexo a minha frente.

Observei pelo reflexo o rosto com feição indefinida de Eve. Era visível que ela não gostava de Kathryn.

Seus olhos castanhos me encaravam pelo reflexo no espelho.

Seus cabelos louros que antes estavam com um penteado que se assemelhava a um coque, naquele momento não tinha um penteado definido e Eve passava as mão por entre os fios. Eu tentava entender se o objetivo dela era arrumar os cabelos ou apenas se ocupar.

Tive receios de meu batom estar visivelmente borrado, e constatei pelo reflexo que nem batom nos lábios mais eu tinha.

Seria difícil esconder a vermelhidão de meus lábios de Kathryn. Ela reparava em tudo.

Ela me perguntaria de Evelyne e eu ainda não sabia o que diria.

 

Após finalmente estar apresentável abri uma pequena fresta pela porta.

Espaço do qual Kathryn não teria como avançar, muito menos ver Evelyne.

Apoiei meu corpo entre a parede e a porta e sorri para a morena a minha frente.

Kathryn me observava com seus grandes olhos curiosos.

O que ela estaria fazendo ali?

Evelyne estava em frente ao espelho, ainda mexendo nos cabelos.

Sua expressão não deixava transparecer muita coisa, além do fato de estar descontente com a presença de Kathryn ali.

- Está ocupada?

Me perguntou Kathryn sabendo que pela expressão que eu lançava que provavelmente eu deveria estar ocupada.

- Estava resolvendo algumas coisas.

Disse sem saber ao certo quais palavras usar. Minha mente estava dispersa.

Só conseguia pensar no que ocorrera minutos atrás.

Queria ter o poder de ignorar Kathryn, mas apesar de tudo, tínhamos uma amizade e ela sempre estava disposta a me ajudar, independente da situação.

- Está tudo bem?

Ela voltou a perguntar, o mesmo olhar curioso, tentando ver o que eu escondia por detrás da porta.

Eu estava nervosa, não estava conseguindo disfarçar. Depois do que acabara de ocorrer, não estava em meu estado normal.  

O nervosismo estava estampado em minha cara.

- Nos vemos na gravação.

Ouvi Evelyne interrompendo nossa conversa, ela me puxava pelo ombro me afastando da porta.

Vi como os olhos de Kathryn olharam surpresos para ela.

Kathryn a observou de cima a baixo.

Talvez para Kathryn, Evelyne fosse a última pessoa que passasse em sua cabeça, que estivesse me fazendo companhia.

Eu também estava surpresa com a atitude de Evelyne, ela não gostava de se expor.

Não pude disfarçar o rubor que subiu em meu rosto quando fui surpreendida por ela.

Seus cabelos não estavam desalinhados, mas não estavam impecáveis. Eve havia prendido novamente o coque.

Pude notar que em um primeiro momento a vontade de Evelyne foi ignorar Kathryn, não o fazendo apenas por observar meu constrangimento com toda aquela situação.

- Oi... Kathryn.

Cumprimentou Eve lançando um olhar de Kathryn, para mim, como se tentasse entender o que estava acontecendo.

Provavelmente não escutara nossa conversa.

O corpo de Eve pedia passagem pela porta e me afastei.

Kathryn havia dado um passo para trás e também aguardava que Eve saísse.

Pela maneira como os olhos dela me fitaram e pela maneira como ela mordiscou o lábio inferior, foi previsível seu próximo movimento, mas eu estava tão distraída em meus pensamentos, que imaginei ter visto coisas.

Senti quando as mãos dela se apoiaram em minhas bochechas e como seu corpo se aproximou.

Não foi um beijo violento, como eu estava esperando. Os lábios dela nada exigiram, foram ternos, um beijo quase casto, mas forte o suficiente para me manter em meu estado de paralisia.

Vi ela se afastar e como o esperado,  ela nada disse. Não deixou nenhuma frase de impacto. Apenas o silêncio.

O silêncio constrangedor para que eu pudesse encarar Kathryn.

Eu podia agir como se nada tivesse acontecido.

Os olhos de Kathryn me encaravam atônitos.

Eu em uma tentativa frustrada de disfarçar meu sorriso de satisfação.

Não foi como se eu não tivesse previsto aquele ato da parte de Eve.

- Isso foi desnecessário.

Foram as palavras que Kathryn conseguiu pronunciar após a saída de Eve.

Eu sorri, não sabendo ao certo o que responder a ela.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...