História You Should Not... - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias IKON
Personagens B.I, Bobby, Chanwoo, Donghyuk, Jinhwan, Junhoe, Yunhyeong
Tags Double J, Ikon, Jinhwan, Junhoe, Junhwan, Junjin, Vampiros
Exibições 172
Palavras 6.248
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Sobrenatural, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


YO! Primeiro, antes de tudo, eu gostaria de agradecer aos comentários e aos favoritos que a fic teve com o primeiro cap c':
Me deram animação para continuar, e aqui está um capítulo meio... grande? Q
Bom, eu estava em hiatus e enquanto não postava nada, comecei a ficar sem ânimo. But, estou experimentando algo novo com essa fic. E SIM! Eu acho que viagei bastante com esse capítulo! Q
Enfim, espero que gostem e me perdoem por qualquer erro ou alguma parte que acabou ficando mal escrita, eu confesso que editei morrendo de sono e pode ter escapado alguma coisa. /apanha
Boa leitura, até as notas finais? <3

Capítulo 2 - Você não deveria ser pego.


Fanfic / Fanfiction You Should Not... - Capítulo 2 - Você não deveria ser pego.

No dia seguinte, Jinhwan acordou com a bibliotecária gritando-lhe em sussurros para que acordasse. O pequeno estava com a cabeça deitada em cima da mesa, ao redor vários livros abertos indicavam que havia dormido a noite toda ali, após horas e horas de estudo. Demorou a acordar, mas quando o fez se desculpou rapidamente e correu até o próprio dormitório, tomando uma ducha e enfim indo à sua primeira aula. 

 Até então, havia se convencido de que tudo fora coisa de sua cabeça; sobre a noite passada. Bom, não havia fundamento nenhum acreditar que havia um monstro em sua universidade, nem que este mordera seu pescoço e bebeu de seu precioso sanguinho enquanto abusava de seu corpo. Apenas as lembranças de tal sonho louco já tinham plena capacidade de fazê-lo corar. 

 Porém, soube que realmente havia acontecido quando esbarrou o olhar sobre o reflexo de seu pescoço no espelho e lá estavam: duas marquinhas de furinhos em estado de cicatrização. Ficou pálido, tão sem cor quanto um bolinho de arroz sem tempero que logo aparentava estar levemente apimentado. E então caiu a ficha: não foi um monstro, foi Junhoe.

 

 

_D-Donghyuk! 

 Jinhwan estava em prantos, mal acabara de deixar o outro atender o telefone e começava a atacá-lo com o desespero em sua voz. O dia já havia passado e era quase noite, o horário de fim das aulas. Agora procurava pelas respostas que passou o dia todo tentando encontrar em sua mente; inutilmente, já que não estavam lá.  

_O que foi? – Donghyuk respondeu após alguns segundos.

_Você... Você sabe alguma coisa sobre Koo Junhoe?

_Aquela sua paixão? – zombou, rindo do outro lado da linha enquanto olhava para as próprias unhas. – O que tem? Eu não tenho o telefone daquele mal encarado.

_N-Não! Bem... Sim, talvez... Talvez seja sobre ele. Mas não sobre telefone. – respirou fundo. Não acreditava que estava se prestando a tal coisa. – Você... Sabe, vampiros e tal...

 A gargalhada que veio atingiu o pequeno Kim em cheio. Qual era a graça? Donghyuk parecia a ponto de morrer de rir em tão pouco tempo e Jinhwan nem acabara de começar a falar. Quem ali era o doido que acreditava em vampiros, afinal? 

_Você não pode estar falando sério! – aos poucos parava de rir, mas agora Jinhwan já estava todo avermelhado e banhado em constrangimento. – Junhoe nunca seria um vampiro, ele está mais para um demônio. Aquele desgraçado me entregou para a professora quando eu estava no celular durante a prova, sem contar quando me dedurou para os valentões daqui quando queriam me bater. Não sei o que vê nele, sinceramente...

_E-Eu não gosto dele, fica quieto! – sussurrou contra o auto falante do celular, quase o enterrando no rosto para que nenhum espertinho zombasse de si.

_É bom que não goste. Vai acabar na cadeia, de algum jeito, enquanto ele toma Soju depois de ter fodido com sua vida.  

 Agora foi a vez de Jinhwan rir, porém de nervosismo. Não era possível que Junhoe fosse esse tipo de pessoa. Lembrou de todas as vezes que o stalkeu e... Bom. Talvez não fosse certo duvidar tanto. Tal pensamento fez a graça toda acabar, foi assim que a miúda risada morreu.

_Ahm... Tá. Eu vou tomar cuidado. Obrigado, Donghyuk. 

 Desligou.

 Jinhwan já havia decidido que iria procurar saber o que havia acontecido na noite passada e não seria seu medo idiota que impediria, pois também era uma questão de orgulho. E, cá para nós, ele queria ter um motivo para falar com Junhoe. 

Desde que entrou no curso se encontrava apaixonado pelo maior, mas nunca conseguiu se aproximar. Raras as vezes que tentava, sempre acontecia algo para impedir: um professor, uma aluna ou então o único amigo dele, Hanbin.

 Esperou próximo às salas de aulas dos estudantes de medicina, era de uma delas que Junhoe sairia e Jinhwan não sumiria dali tão cedo.

 Próximo às seis horas, os alunos começaram a ser dispensados das aulas e não demoravam a aparecer no corredor; inclusive Junhoe. Jinhwan respirou fundo e tentou tudo de si para que reunisse toda a coragem que passou mentalizando em seu curto tempo de espera. Claro, era uma paixonite, mas ainda era a pessoa que mordeu seu pescoço e bebeu de seu sangue sem permissão. Não que a daria se ele pedisse!

 _J-Junhoe... – tentou chamar, se aproximando com relutância. – Sunbae!

 Ignorado. Junhoe continuou andando, sendo seguido pelos passos de um Kim que pensou ter virado invisível há alguns minutos atrás. Será que estava falando baixo demais? Ou não havia chamado com vontade? Alguns passos mais e Junhoe parou bruscamente, finalmente virando o rosto para a direção de Jinhwan.

 _O que você quer? – o maior disse, com descaso.

 _E-Eu... Eu...

 _Se não tem nada a dizer, não me faça perder tempo. – Koo virou de costas, mas se lembrou de dizer uma ultima coisa antes de começas a ir embora. – E pare de me seguir.

 Jinhwan acabou ficando sem reação. Nunca havia falado com aquele Junhoe antes, mas agora era uma surpresa que fosse uma pessoa totalmente diferente do que sempre sonhara. Não lhe deu nem ao menos tempo para falar, como pôde ser tão injusto?

 _E-Espera! Sunbaenim, eu tenho algo para dizer. Não pode me deixar falando sozinho! – dissipou a distancia que havia se formado entre os dois no curto período de tempo, dando uns passos apressados na direção do maior.

 _Eu posso sim. Me dê um motivo para não fazê-lo. – continuou a andar, realmente não queria desperdiçar tempo.

 _Você é um... Vampiro?

 _O quê?

 Conseguiu. Jinhwan fez com que Junhoe parasse de andar e o notasse, mas não foi como esperou que seria. Queria uma conversa pacífica com trocas constantes de olhares e sorrisos, o momento mais romântico possível que pudesse imaginar com seu crush; mas o verdadeiro Koo era diferente.

 _Você... Me mordeu. – procurou algo mais para dizer, precisando de tempo a ter certeza do que disse. – Isso mesmo, me mordeu.

 _Vampiro? – o mais alto riu um pouco, em puro deboche. – Por que um vampiro te morderia?

_Porque... Eu tenho sangue? – Jinhwan não tinha certeza se era a resposta certa, já que estava acostumado a que tudo que achasse que fosse óbvio provavelmente estaria errado.

 Aquele garoto só podia estar louco; era o que a expressão no rosto de Junhoe queria dizer. Quem em sã consciência tem esse raciocínio? E, se tivesse, com que idéia iria atrás de alguém tão louco ao ponto de mordê-lo? Com certeza deve ter batido a cabeça em algum lugar.

 O maior não deu mais ouvidos e saiu andando, por conseqüência tendo seu braço agarrado por Jinhwan. Ops. Não foi planejado, a mente do baixinho estava à mil, tal reflexo foi coisa do momento.

 Deveria correr agora? Não deu tempo. Também percebeu que Junhoe não recebeu aquele ato de bom grado. Jinhwan teve seu braço agarrado pela mão grande, para que então fosse jogado contra um armário qualquer, com certa brutalidade que fez suas costas doerem. Naquele pequeno momento, se viu fechado pelo braço de Junhoe, não conseguindo respirar quando ouviu o soco desferido contra a porta de metal.

 _Não seja louco de me tocar.

 _Foi sem querer, eu...

 Procurou as palavras dentro da boca, mas elas pareciam tão covardes quanto o próprio Jinhwan. O que poderia se dizer para alguém que te mordeu e que com certeza poderia e visivelmente queria te matar?! Isto é, Junhoe mataria alguém? Ao lembrar do que Donghyuk havia dito, o Kim novamente engolia a seco.

 Por outro lado, Junhoe o olhava com tanta intensidade que era como se quisesse perfurar o corpo menor com aquele olhar. Mas perfurar de que jeito? Com as presas em seu pescoço... Ou com outra coisa, e em um lugar bem mais reservado? Mediu o garoto de cima a baixo, deixando mais um soco no armário antes de se afastar.

 No que estava pensando?

 Jinhwan ainda recuperava o fôlego, qual fugira junto com a coragem. Junhoe estava tão perto agorinha há pouco, que não conseguiu reagir, não sabia se era por medo. As pernas também foram vítimas, bambeando enquanto as sentenciava a ficar em pé. O ar até então escasso enfim voltava aos pulmões.

 Entretanto não estava acabado, Jinhwan ainda queria descobrir, ou confirmar, a verdade. Pôs-se então a seguir Koo Junhoe para fora da universidade, forçando as pernas a corresponderem do jeito que conseguia, e logo caminhando pelo Campus com cautela, mantendo uma distância saudável. Vampiros tinham os sentidos aguçados, não? Aliás, Demônios também. Seja lá o que fosse, estava começando a levar em consideração as coisas que Donghyuk dizia e isso já era sinal de loucura.

 De qualquer modo, o que aconteceu também não foi nada próximo de pura sanidade.

 Viu quando Junhoe parou de andar, estava atrás do prédio do dormitório feminino. Em seguida, uma garota apareceu tão repentinamente que, quando Jinhwan percebeu, os dois já se abraçavam. Pareciam conhecidos e não era algo de se estranhar já que, graças a Jung Chanwoo, sabia que o Koo mantinha relações de puro sexo com as garotas dos dormitórios. O baixinho não gostava dessa parte, mas tinha certa curiosidade. De acordo com Chanwoo, eram relações de apenas uma noite e as garotas pouco se lembravam dos detalhes no dia seguinte. Não gostaria de se esquecer se fosse com Koo Junhoe.

  Mas, claro, eram apenas boatos.

 Acordou para a realidade quando a cena ao longe começou a mudar. Junhoe levava a mão até o ombro da garota e, se Jinhwan pudesse limpar os olhos para enxergar direito, o faria. Pensava estar vendo errado quando os olhos de Junhoe mudaram do castanho escuro para um azul safira. Logo abaixava o rosto, aproximando os lábios do pescoço da garota.

 Ele iria mordê-la.

 Jinhwan não havia enlouquecido, mesmo que já houvesse visto a marcas e sentido as presas alheias em sua pele, apenas agora podia acreditar; vendo com os próprios olhos. Mas deveria ir embora? Ainda próximo ao nervosismo, deu alguns passos para trás, mas não viu quando esbarrou em uma lata jogada no gramado.

 Não passou despercebido por Junhoe. Em questão de segundos apareceu frente ao menor, que ainda não tinha um foco exato para o qual seus olhos olhavam; só processou a informação quando teve seu pulso agarrado outra vez; agora com mais força.

 Os olhares se encontraram, um exibindo medo e o outro transbordando algo semelhante à raiva. O menor fez o que veio à mente primeiro: tentou se explicar.

 _M-Me desculpa, mas...

 Continuaram a encarar por alguns minutos mais, até Jinhwan não entender mais o que estava acontecendo e sua mente passava a criar uma justificativa atrás da outra, mas nenhuma saía da boca.

 Junhoe não se conformava. Aquele baixinho não sumia, sequer deixava de se tornar um incomodo cada vez maior. Koo o puxou com brusquidão, frustrado. Não conseguia fazê-lo esquecer. Ouviu um choramingo baixo de dor, mas apertava cada vez mais forte, com raiva, não podia deixá-lo ir embora agora. Não aquele garoto estranho.

 Arrastou Jinhwan até o dormitório masculino, ignorando todos os protestos e pedidos de desculpas deste, até que o jogasse para dentro de seu quarto.

 _O que você pensa que é? – Koo disse, até mesmo a voz não era nada convidativa; Jinhwan estremeceu.

 _Eu sou Kim Jinhwan. – o menor respondeu, baixinho.

_Não quero saber disso. – o maior retrucou, revirando os olhos como se dissesse o óbvio e logo avançava. – Quero saber que direito você tem para ficar me seguindo por aí. Quer morrer?

 Jinhwan recuou alguns passos para trás, logo sendo encurralado contra um mini sofá. Acabou caindo, não esperando meio segundo para pegar uma almofada com a intenção de usá-la como um escudo para proteger a si mesmo.

_Hein?! – Junhoe gritou, pegando a almofada e a jogando do outro lado do quarto.

 Jinhwan já estava tremendo. Ao invés de dizer algo, melhor do que qualquer palavra, levou a destra até a gola do uniforme, abaixando-a minimamente para que as marcas ficassem visíveis. Agora, foi a vez de Junhoe ficar quieto. Ver as pequenas marcas dos furinhos deixados naquele pescoço, além de uma marca roxa deixada no mesmo lugar, o silenciou por poucos segundos.

_Fique aí. Se não obedecer eu não sei o que posso fazer.

 O Kim assentiu, observando-o. Junhoe parou em frente à janela, apanhando o celular no bolso e ligando para a primeira pessoa que lhe achou que pudesse vir a ser de ajuda. Ou melhor, que esperava ser.

_Venha para cá, agora. – ele massageava o cenho com a ponta dos dedos.

 Certamente parecia irritado. Diferente do príncipe que imaginou, agora Jinhwan se dava conta; Donghyuk tinha razão, afinal. Junhoe deveria ser, verdadeiramente,  um demônio.

 

 

 Os dois garotos ainda se encaravam naquele cubículo. Sem falar nada, enquanto o maior parecia culminar algum tipo de ódio ou antipatia pelo baixinho em seu olhar. O que faria com aquela coisa? Aliás, o que faria consigo mesmo? 

 A porta se abriu repentinamente, revelando uma pessoa nova. Ao menos Jinhwan não o conhecia. Um garoto alto, queixo fino e olhos aparentemente gentis, ele vestia uma calça jeans e uma jaqueta preta.

 _Por que demorou tanto? – Junhoe indagou, parecendo mais aliviado.

 _Eu tenho negócios a tratar, amigo. Enfim, qual é o problema?

  Yunhyeong deu os ombros, fechando a porta atrás de si. Quando olhou para Koo, o dedo deste apontava para a bolinha encolhida no sofá, que o olhava por cima dos joelhos.

 Song Yunhyeong era amigo de séculos de Junhoe, bom; talvez ex-amigo. Os dois não se falavam faria noventa e nove anos e cinco meses, de acordo com Yun, e o motivo... Bom, o motivo não é importante, ao menos não agora.

 _E quem é essa coisa emboladamente linda em cima do seu sofá? – Yun sorriu, se aproximou e acariciou os fios ruivos de Jinhwan.

 O Kim abriu a boca para falar e se apresentar dignamente, mas Junhoe o interrompeu.

 _Ele é o meu problema.

 _O seu problema?

 Yun levou o olhar até o baixinho, analisando-o mais uma vez; agora tentando entender. Mas como? O garoto começou a rir, uma risada que foi do nível comum até o descontrolado. Por fim, se jogou no sofá e fez uma pausa para olhar para Junhoe, esperando que fosse alguma brincadeira, porém a expressão de poucos amigos daquele Koo indicava que não. A pausa se deu fim, nova gargalhada veio.

 _Quer parar?! – Jun disse, indignado.

 _Junhoe não me olha na cara já faz quase cem anos, você deve ser um problema e tanto! – Yunhyeong sentia a barriga doer. – Como consegue?! Eu sou seu fã!

 Cem anos? Jinhwan não teve certeza do que ouviu, contudo tinha mais preocupação sobre o que a expressão no rosto de Junhoe queria dizer. Engoliu a seco, sem saber se poderia se esconder atrás de Yunhyeong.

_Tá bom... Tá bom! – o risonho respirou mais algumas vezes, tentando se recuperar. – Que caralhas aconteceu?

 _Explique para ele. – o mais alto disse, em tom de ordem.

 Jinhwan, primeiramente, ficou perdido com toda a novidade. Aquele garoto o olhava com fé, esperando uma notícia próxima a algo parecido com o fim do mundo sair de sua boca. Como podia ter tanta expectativa assim?

 _Bom... – Jinhwan começou, arrumando-se no sofá enquanto brincava com os próprios dedos. – J-Junhoe me mordeu. 

_O que? – Yun olhou para o outro vampiro. 

_Vê? Isso não faz sentido. Eu não mordo garotos.

_Talvez você tenha se encantado pela fruta. – brincou, recebendo um olhar de reprovação. – Tá legal. Você mordeu o menino, e ele está vivo. O que mais?

 Vivo? Estar vivo era uma novidade também?! A mente de Jinhwan não criava das melhores idéias, odiava quando principalmente parecia ser verdade.

 _Ele... Ele me... Me beijou. – a voz pequena voltou, tão miúda enquanto era encarado. 

_Esse depravado te beijou? – Yun fez bico, olhava para Junhoe como se ele fosse um monstro prestes a machucar seu novo bebê.

 Jinhwan assentiu, sendo recolhido pelos braços do Song, que agora começava a agir ironicamente como uma mãe protetora, não perdendo a chance de tentar provocar Junhoe.

_Ele fez algo mais?

 Assentiu outra vez, agora seu rosto estava tão quente e vermelho, que parecia prestes a pegar fogo.

 _Eu senti o dele no meu. Não tinha nada mole.

 Outro ataque de risos chegou, acabando com o pequeno teatro de Yunhyeong enquanto Junhoe estava começando a ficar pálido. Como podia? Nunca tentou nada com garotos, muito menos tentou alguma relação com algum antes. Não que tivesse algo contra, mas a surpresa foi porque aquilo era uma novidade; qual custava a creditar.

_Eu não mordo garotos, já disse. Pode me explicar o que aconteceu? É possível que haja outro como a gente nesse lugar?

_E quem seria? – Yun parou de rir, passando a demonstrar a faceta mais séria que Jinhwan viu dele até então. 

_Não! Foi o Junhoe, eu tenho certeza. – o Kim se manifestou. – Apesar de que...

 Parou. Por um instante repensou no que deveria dizer. Digamos, Junhoe não parecia o Junhoe quando estava prestes a beber seu sangue, ou de qualquer pessoa; como viu mais cedo. Além do mais, teve certeza de que os olhos que viu eram vermelhos e não azuis. 

_Apesar do que? – Koo interrompeu a curta linha de pensamentos. – Diga logo.

_Seus olhos estavam diferentes. – Jinhwan olhou para ele com certa irritação.

_Isso é normal.

  Yun interviu, se aproximando e dissipando a distancia entre si e Jinhwan. Sua destra tomou conta do maxilar do menor, levantando-o minimamente até que pudesse colar a boca no pescoço alheio.

 _E-Espe...

 Doeu. As presas do Song penetraram na tez de uma vez, sugando o sangue com o qual se presenteava, enquanto deitava Jinhwan no sofá. As pequenas mãos lhe apertavam os ombros, tentando afastá-lo; até que, após alguns segundos, Yun se afastou por si mesmo. Seus olhos eram azuis safira também, tão azuis quanto os de Junhoe.

 _Viu? – sorriu, lambia o inferior com certo prazer. – Nossos olhos ficam assim e, particularmente, os meus são mais bonitos do que os do Fechadão ali.

 Ver o rosto do Kim corar fez Yunhyeong se animar ainda mais, enquanto Junhoe revirava os olhos. Aquele idiota era um aproveitador abusado.

_S-Sim... Eles estavam azuis... – Jinhwan desviou o olhar para um canto qualquer. – Mas, eles estavam vermelhos quando vi pela primeira vez.

_Vermelhos? – Junhoe continuou, se aproximando e tirando Yun de cima de Jinhwan com certa rispidez. – Eu nem lembro de ter te mordido. Isso quer dizer que não era eu, certo? Aliás, sou eu quem faz as pessoas esquecerem que as mordi, não o contrário. 

 _E por que não tenta fazê-lo esquecer? – Yunhyeong voltou a se sentar no sofá, enquanto Jinhwan acariciava a curvatura do pescoço.

 _Eu já tentei. Mas ele não quer esquecer.

 E então o silêncio veio. O Song parecia pensar, mas não demorou verdadeiramente a encontrar uma resposta. O que queria era uma solução para a resposta que perambulava em sua mente, esta a qual era tão óbvia que olhava para Junhoe com certa reprovação no olhar.

 Enquanto isso, Jinhwan bufou e sentiu seu rosto voltar a esquentar. Ele se levantou e foi até Koo, pondo-se a sua frente. O mais alto pareceu verdadeiramente surpreso.

_Escuta, não fui eu quem pediu ser abusado. – não que não tenha gostado – Nem haja como se eu quisesse me lembrar do que aconteceu, porque foi traumatizante. 

_Traumatizante? O que acha de passar esse pequeno tempo do seu lado?

_Quer ir pra Marte então? 

_Ei, ei, ei! – Yunhyeong se colocou entre os dois repentinamente, com uma velocidade que assustaria o baixinho se este não estivesse tão bravo. – Vamos ficar calmos. Eu vou pesquisar por aí com o que consegui. Quando der, eu volto para dizer o que encontrei.

 O baixinho cruzou os braços e se sentou no sofá outra vez, fingindo que Junhoe não estava mais ali. 

 _Mas antes... – Yunhyeong continuou, olhando para o Kim. – Venha, vou falar com você por um minuto.

 Yunhyeong deu um tapinha no peito de Junhoe, logo não perdendo tempo em empurrá-lo para fora do dormitório.  

 _Você fique aí. – sentenciou, antes de fechar a porta. 

 Aquele Song não conseguia imaginar uma justificativa, apenas uma pessoa não foda-se para a vida e o mundo poderia ser tão alienada ao ponto de não saber o que era e que riscos corria. Cuidaria dele depois.

 O garoto sorriu para Jinhwan, logo sentando ao seu lado no sofá.

 _Escute, eu sei que aquele idiota não é fácil. Ele tentou me matar da última vez que nos vimos. – começou, soltando um pequeno riso inundado de nostalgia, mas que fez Jinhwan arregalar os olhos. – Mas precisamos de paciência com ele, Junhoe não vai te fazer mal desde que você não faça mal à ele. 

 _E o que você fez? - o menor indagou, curioso.

 _Desculpe? 

 _Para Junhoe tentar te matar...

 Deveria perguntar sobre aquilo? Bom, as coisas já não estavam normais, Junhoe praticamente estava puto consigo; isso queria dizer que sua vida fora reduzida pela metade, não? Não tinha nada a temer, mas ao contrário do que imaginou, Yun riu; até com certa doçura. 

 _Você é uma coisa fofa, sabia? – viu Jinhwan abaixar os olhos e acariciou os fios da franja deste. – Não foi nada importante, Junhoe estava bêbado e ele me amava demais. Só isso. 

 Jinhwan não soube se foi ironia, mas sentiu certa... Insegurança? Em si, lá no fundo, ainda pensava que poderia ter uma chance com o vampiro. Seria ridículo pensar assim? Com June daquele jeito, com certeza. Mas não tinha culpa já que eram pensamentos que, por mais que tentasse ignorar, ainda estavam ali. Lembrou de quando quase se declarou para o mais alto, ainda bem que não conseguiu. 

 _Enfim. É só o que te peço. Tenha paciência.

 _Tudo bem. 

 O baixinho sorriu fraco, ainda calculando os danos que havia feito na relação com Junhoe, além de tentar adivinhar a conotação das palavras que ouviu. Pensava em conversar pacificamente mais tarde, mas não tinha certeza.

 Enquanto isso era deixado para trás. 

 Yunhyeong saiu do quarto e encontrou Junhoe recostado na parede, do lado de fora. 

_Tranque a porta. – o Song disse.

 Junhoe o olhou com certa dúvida, mas fez o que lhe foi dito. Trancou a porta com cuidado, logo voltando a guardar a chave no bolso do uniforme. Sem que mais nada fosse dito, acompanhados pelo silêncio, os dois subiram as escadas do prédio até chegarem ao terraço, onde Yunhyeong andou ponta a ponta para se certificar de que estavam sozinhos ali. Apenas eles e a Lua.

 _Bom, estamos sozinhos. – o garoto se aproximou de Koo, dando-lhe um tapa na nuca e recebendo uma reclamação em resposta. – Você é burro?

_O quê?! – indagou, massageando o local atingido.

 _Como pode não saber o que está acontecendo? Qualquer um de nós saberia o que aquele garoto é, menos o Senhor Alienado! 

 Junhoe suspirou em uma resposta reprovatória. Yunhyeong já começaria com o sermão, sem nem mesmo dizer o que havia de errado nas coisas que fez. 

_Vai me dizer o que está acontecendo ou não? 

_Eu não precisaria dizer se você não fosse você. – debochou, recostando-se na grade e respirando fundo. – Nós somos vampiros, certo? Podemos sair mundo a fora mordendo ali e aqui, bebendo sangue de boas, e nada vai acontecer, certo?

 Junhoe ficou em dúvida se deveria assentir ou não, por final escolheu ficar no neutro. Com certeza não teve sorte, uma vez que recebeu outro tapa.

 _Errado! Cada um de nós tem um dono. Você não sabia disso? – dizia, enquanto prestava atenção nas expressões de Junhoe. – Mais especificamente, somos Escravos de Sangue. E, se somos escravos, porque não haveria mestres?

 A idéia parecia loucura à primeira vista, ao menos para aquele Junhoe. Escravo? Como assim escravo? A informação ainda fresca não passava de confusão em sua mente.

 _Aonde quer chegar? – perguntou, enfim.

 _Que, quando mordemos uma pessoa compatível, nós deixamos a nossa identidade de vampiros livres e nos tornamos escravos do sangue dessa pessoa. Lembra do gosto daquele menino? Provavelmente foi melhor do que os outros, para você. Porque, para mim, o sangue dele não é nada mais do que "comum". 

 _E isso quer dizer que eu um sou escravo? Daquele garoto?

 _Todos nós somos escravos. Só que, eu, por exemplo, não encontrei o meu “mestre”. Agora, nesse mundo tão grande, com mais de não sei quantas bilhões de pessoas, você morder justo a única que acabaria com a sua vida... – fez uma pausa dramática, pensando seriamente em como diria aquilo. Minto, não estava pensando. – É azar demais!

 E novamente a gargalhada incessante de Yunhyeong tomava início. E que culpa tinha? Aquilo era a coisa mais engraçada do mundo! Como pode alguém ser tão azarado assim?! Apenas uma pessoa no mundo tem essa capacidade, ele foi morder justo ela. É coincidência demais, falando sério, quais seriam as chances disso acontecer?

 _Digamos que ele é o plug da sua tomada! – disse, ainda rindo e colocando as mãos sobre o estômago. – Ah, bom, o importante é: não deixe nada acontecer com aquele garoto. 

 _O quê? – Junhoe franziu o cenho, do mesmo modo que fez uma careta. – Eu não posso simplesmente matá-lo e acabar com isso?

 _Não. – o risonho limpou uma lágrima. – Vocês são um. Sua imortalidade depende dele, se ele morre você também morre, mas se você morre não acontece nada com o nanico. Além de que ele também pode te matar, já que seus “sentidos” não funcionam tão bem com ele. – fez uma pausa – Por isso, não deixe ninguém saber. Existem tantas pessoas que querem te matar que você me deixa louco.

 Então foi por isso que não soube que estava sendo seguido. Junhoe suspirou, relembrando e logo voltando a atenção ao cinzento.

 _Não fale como se eu fizesse de propósito. – Koo tentou se justificar.

 _E não faz?

 Viu como o mais alto encarou o chão e deu os ombros, ele com certeza não parecia ter uma resposta para isso. Estranhamente, a única pessoa que encurralava Junhoe com a língua afiada era Yunhyeong.

 _Então o que eu devo fazer? 

 _Eu vou pesquisar uma forma de te tirar dessa. Até lá, faça um pequeno esforço para que aquela coisa não comece a querer te matar, se bem que eu ache que ele não seja capaz de fazer mal a uma mosca. Também não conte nada disso para ele, não sabemos se vai querer se aproveitar. O importante é protegê-lo, por enquanto.

 _Certo. – Junhoe suspirou, estava cansado apenas de pensar no trabalho que Jinhwan poderia dar. – Não demore, não quero ter que passar mais de três dias com aquele garoto.

 Yunhyeong riu. Pensava igualmente, mas a sua dor de cabeça era outra. Tinha que encontrar por uma resposta que mal sabia se existia, seria certo chamar de “Cura”? Até que tinha vontade de encontrá-la, uma vez que se sentiu verdadeiramente encantado pelo Kim Baixinho.

_No final, se ele não ficar com você, vou pegar ele para mim. – o Song sentenciou, atraindo o olhar ladino alheio.

_Você não presta.

_E você menos ainda.

Os dois sorriram, Junhoe minimamente, e então voltaram pelo mesmo caminho. Yunhyeong sentia certo alívio pelo contato que estava tendo com o velho amigo, mesmo que fosse pouco e que a razão do reencontro fosse apenas interesseira.

 



 Em cima do sofá,  balançando as pernas, Jinhwan esperava impacientemente. Tinha que ir embora, já passavam das nove horas e precisava terminar a atividade passada pelo professor. Não queria uma nota ruim no boletim, muito menos ficar ali; preso. Por isso levantou. Foi até a porta e tentou abrir, só então percebendo que estava trancada. 

 _Junhoe? – tentou chamar, batendo na porta. – Amigo do Junhoe? Alguém?  

 Droga.

 O baixinho olhou ao redor, realmente estava preso. E se ninguém voltasse? Claro que voltariam! Até lá, resolveu andar pelo quarto em busca de calma e, quem sabe assim, se distrair. 

 Andou pelo corredor, pela pequena salinha, passando pelo banheiro e por fim chegou ao quarto. Tinham duas camas, provavelmente a outra era do colega de quarto de Junhoe. Qual era a cama do vampiro? Ele não dormiria em um caixão?

 Jinhwan vasculhou a escrivaninha à esquerda e... Bingo! Havia um caderno de notas, que no final de cada texto trazia uma assinatura do Koo. Perguntou a si mesmo se aquelas assinaturas eram necessárias em um caderno pessoal. A primeira página parecia ter sido escrita há muito tempo, nela Junhoe dizia sobre algum ocorrido e odiar cebolas.

 Jinhwan riu; então isso das cebolas era verdade? 

 Pulou mais algumas páginas, não demorando a perceber que só havia sido escrito até a metade.

“Bom, não tem nada de tão interessante assim.”

 Mentira!

 Queria saber mais sobre Junhoe, mas o anjinho em seu ombro dizia para não fazê-lo. Se conteve, guardou o caderninho aonde o encontrou e mudou o foco. Vasculhando pelas gavetas, encontrou o livro sobre vampiros que leu na biblioteca ontem, em cima de uma das mesas.

“Esse livro pertence ao Junhoe?”

 A porta que até então estava trancada foi aberta. Koo havia voltado, e a manifestação disso fez Jinhwan se assustar, guardando o que encontrou em seu devido lugar.  Porém, Junhoe não parecia se importar com o que o menino fazia sozinho em seu dormitório. Não procurou muito, chegando ao quarto não demonstrou nenhuma surpresa quando viu Jinhwan ali. Apenas o olhou com certo cansaço nos olhos, suspirando em negação à realidade. O baixinho se sentiria ofendido com isso, se houvesse entendido que era consigo.

 _Por que me trancaram aqui?

 Jinhwan não teve resposta, uma vez que Junhoe pegava uma mala e colocava todas as coisas do outro lado do quarto dentro dela. 

 _O que está fazendo? Não são as coisas do seu colega de quarto? 

 _Então quer dizer que mexeu nas minhas coisas? – Junhoe parou por um segundo, fitando o baixinho.

 _Q-Q-Que? P-Por que eu mexeria nas suas coisas? – abaixou o rosto parcialmente, nunca foi sua especialidade mentir.

 _Qual é o número do seu dormitório? – Junhoe suspirou, mudando de assunto repentinamente.

 _O que? Por que? – olhou-o, confuso. O que queria fazer em seu dormitório?

 _Dá para colaborar?  

 _Não vou te dizer. Me trancou aqui e me deixou sozinho, e agora não me responde nada do que te pergunto.

 _E o que você quer saber? 

 O que? Junhoe não estava escutando nada? Jinhwan olhou com decepção e desespero, como assim? Estava falando sozinho, Junhoe era mais desatento do que parecia ser ou simplesmente se esquecia facilmente das coisas que ignorava.

 _Porque me trancaram aqui e porque quer ir até o meu quarto!

 Os dois então se encararam um pouco mais, um querendo saber o que se passava na cabeça do outro. Junhoe se manifestou apenas com um suspiro, parecia querer encontrar paciência aonde não tinha e quase agradeceu aos céus e às trevas, quando teve uma ideia.

 _Você quer mesmo saber? – viu o baixinho assentir. – Você é meu escravo. Por isso que essas coisas aconteceram, eu estava inconsciente quando te mordi. E, a partir de hoje, você é minha propriedade, ou seja, você não vai sair daqui até eu te dizer que pode.

 Jinhwan perdeu as palavras. Olhou-o por uns segundos em silêncio, ainda processando tudo o que ouviu agorinha mesmo. Escravo? Só podia ser brincadeira! Com tanta gente no mundo, como foi que caiu nessa? Não foi a primeira pessoa que Junhoe mordeu, com certeza, por que aquilo estava acontecendo consigo?!

Não fazia idéia, mas eram os mesmos pensamentos que passavam pela cabeça de Junhoe.

 Mas e as suas aulas? O que faria com elas? 

 _O que? Eu estudo aqui também, sabia? O que vou fazer com as minhas aulas?

 _ Se eu digo que não pode, não pode. Agora me diga aonde é a droga do seu quarto. 

 Pela expressão no rosto do Kim, Junhoe esperou pacientemente pelo o que achou ser resultado de algum avanço. Chegou a cruzar os braços, respirar fundo e contar até dez, enquanto o olhar do baixinho estava perdido no ar, parecendo estar em meio a um dilema e tanto. Quando enfim voltou a olhar para ele.

 _Não vou falar.

 Congelou. Ah, como queria obrigar aquele garoto a dizer. Se fosse qualquer um já teria matado!

 Jinhwan olhava para Koo com certo medo e desconfiança, mas à cima de tudo irritação. Como poderia ter tido um crush daqueles? Horrível. Era isso o que aquele garoto alto e bonito era.

 _Se me der licença, vou tomar meu banho.

 Dito isso, Jinhwan saiu do quarto e correu até o banheiro, se trancando lá dentro em busca de socorro. Diferente do seu, naquele banheiro não havia janela alguma. Estava sem o celular e agora passava pela cabeça, como fugiria daquele lugar?!

 

 Por fim, Junhoe terminou de arrumar as malas do seu colega de quarto e as jogou para fora do dormitório com um bilhete que dizia “Não volte mais aqui. Procure por um dormitório que um garoto sumiu, e fique lá.”. Não sabia como o garoto iria reagir, mas deixou de pensar nisso quando ouviu o som do chuveiro.

  Se certificou de que a porta estava trancada e escondeu a chave em um lugar seguro. Era estranho como se sentia cansado, precisando até mesmo se deitar na cama. Há tempos Junhoe não sentia com sono, chegou a pensar que poderia ser por causa da tal de escravidão. Não percebeu quando caiu no sono, há tempo, também, não sonhava.

Quando Jinhwan terminou o banho, se deu conta de que não tinha roupas, não tinha toalha, não tinha nada; havia chegado ali depois de um ataque de desespero e pronto. Respirou fundo e esperou alguns minutos. Lá fora parecia demasiado silencioso, Junhoe teria saído? Não, ele normalmente já era quieto.

 Abriu a porta do banheiro e colocou a cabeça para fora, olhando para os lados em busca do inimigo. Viu Junhoe na cama, ele parecia dormir. Foi na ponta dos pés que saiu dali, andando até o guarda-roupa e procurando uma toalha. Pegou uma camisa também, mais uma boxer e uma calça.

 Ainda bem que estava escuro, aquele depravado não veria nada, não é? Isto é, vampiros enxergam no escuro, não?

Terminou de se secar e vestiu a camisa, percebendo que cheirosa, além de que era muito maior do que as que estava acostumado a vestir, porém confortável. Vestiu a cueca, tentando afastar os pensamentos que gritavam sobre Junhoe ter as vestido antes. Concentre-se, Jinhwan!

 Foi quando a idéia veio. Junhoe estava com a chave, não é? Seria loucura tentar pegá-la? Observou as roupas que ele usava e percebeu que ainda eram as mesmas de quando o viu com a chave. Respirou fundo, realmente... Se atreveria?

 “Sim.”

 Se aproximou com cuidado, tocando cautelosamente cada bolso que conseguia encontrar. Pensou que estivesse no bolso do peito quando levou as mãos até este, mas também não havia nada lá. Estava perdendo as esperanças, no momento exato o qual foi surpreendido pela mão de Junhoe agarrando seu pulso.

 _J-Junhoe, eu não estava fazen...

 Não conseguiu terminar, pois foi vítima de um puxão. Em questão de segundos estava deitado sobre a cama, sob o corpo de Junhoe, e quando o olhou uma segunda vez, lá estavam os olhos vermelhos; fuzilando-o.

 _Junhoe... Por que você está assim? A-amh...!

 O gemido foi resultado da surpresa que o acometeu, quando sentiu o joelho de Junhoe o pressionando entre as pernas. Tentou apertar as coxas para impedi-lo de continuar, mas era impossível uma vez que também era gostoso; teimava em admitir. Jinhwan tinha seus pulsos presos por uma mão, enquanto a outra alheia abria alguns botões da camisa que cobria o seu corpo.

 Junhoe era muito mais forte, como poderia revidar? Ainda mais quando se lembrava daquela conversa de escravidão. Era essa a sua serventia? Sentiu o rosto queimar em vermelho quando aquela mão atrevida lhe acariciou o peitoral, descendo e subindo, demorando sobre seus mamilos que eventualmente recebiam um apertão. Gemeu. Isso estava no contrato?

 Quando abriu a boca para questionar, os lábios de Junhoe o calaram. Um beijo afoito se iniciava, Jinhwan tentava acompanhar o ritmo, porém se viu sem ar antes do que se era esperado. Por outro lado, Koo parecia se divertir. Chupando a língua alheia quase toda para fora da pequena boca, em seguida sugando e mordendo o inferior do Kim, não demorando a descer para o pescoço.

 O baixinho ainda recuperava o fôlego quando se preparava para sentir as presas o machucando; mas não vieram. Em troca, Junhoe deixava chupões estalados no local, mordendo a tez sem machucá-la, como se até mesmo apreciasse o gosto desprovido de sangue.

 _Junhoe... – gemeu, em uma última tentativa de se manter são.

 Mas que sanidade havia ali, desde que Jinhwan já estava duro contra o joelho de Junhoe? Seus olhos mal abriam direito, enfim se rendendo a fechá-los e aproveitar das sensações que passeavam pelo seu corpo em curtos arrepios. Respirava pela boca e não conteve gemidos quando sentiu a boca do maior em seu mamilo esquerdo.

“É bom demais...”

 Arqueou as costas. Junhoe chupava cada vez mais forte, por vezes se aproveitando da saliva deixada sobre o mamilo para assoprar por cima, coisa que rendia uma onda de arrepios violentos pelo corpo de Jinhwan.

 O mais alto enfim olhou para o Kim que parecia sem fôlego. Estava com as bochechas vermelhinhas e os lábios inchados; uma visão encantadora. Se estivesse em si, até mesmo o Junhoe inalterado adoraria admirá-lo por alguns bons minutos.

 _O-O que está olhando? – a voz do baixinho veio em um fiasco.

 Foi quando Junhoe subiu a boca até o ombro de Jinhwan. O cheiro de sabonete era perceptível, mesmo que suave. Roçou o nariz pela tez, pressionando o joelho contra o volume entre as pernas do menor e recebendo mais gemidos em troca, distraindo-o. E então Jinhwan sentiu, entre tanto prazer, uma fisgadinha de dor em seu ombro.

 Não era tão ruim, não doía tanto quando sentia tanto prazer. 


Notas Finais


A cena da capa desse capítulo deve ter sido a culpada por esse plot. Q
Adorei fazer o Yun desse jeito, mas será que ele é confiável? Hmmmmm.
Dessa vez eu sinto que preciso me desculpar por esse final qqq
Até próximo? Bye bye c':


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