História You still have all of my heart - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Palavras 1.271
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Slash, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa leitura <3

Capítulo 14 - Contando aos meus pais


               Kellin passou o fim de semana na cidade dos pais, me deixando sozinho com meus pensamentos na maior parte do tempo. Passei a manhã do sábado na internet procurando por vagas de emprego que não exigissem experiência, nem formação superior e nem que eu ficasse doze horas na frente de um computador. Por incrível que pareça consegui uma entrevista na terça feira da semana seguinte em uma agência de viagens. A tarde de sábado passei terminando de escrever a música inspirada em Kellin, mal conseguia esperar para cantar pra ele. No comecinho da noite eu e Mike fomos a um barzinho chique no centro da cidade para tomar uma cerveja.

                - Vamos brindar à sua entrevista de emprego! – ele levantou o copo. Brindamos com um barulho alto de vidro se chocando. Dei um gole na cerveja.

                - Tomara que eu consiga esse emprego. – eu disse. O movimento no bar era intenso e a todo momento carros de luxo estacionavam na calçada na frente da entrada. – se formos nos mudar eu vou ter que ajudar a pagar as contas.

                - Eu encontrei um apê aqui no centro. Ele vai custar todo o dinheiro que eu tenho guardado a vista e mais 600 dólares, que eu conversei com o proprietário e posso pagar parcelado. – ele disse. – O que você acha?

                - Já fechou o negócio? – perguntei.

                - Vou dar a resposta amanhã. Preciso saber se você tá comigo nessa. – ele me olhava atento.

                - Claro, estamos juntos. – respondi sem nem pensar, ele sorriu com minha decisão. – Você acha que devo contar pros nossos pais? – mudei de assunto.

                - Cara – ele começou, apenas parando para beber mais alguns goles da cerveja. – Eu acho que você tem que contar logo e acabar com isso, eu vejo pelo seu olhar que está te incomodando o fato de ter que esconder. Você e Kellin são as pessoas mais incriveis que eu já vi e merecem ficar juntas. E se isso significa ter que sair de casa, então você vai ter que arriscar.

                - Eu disse a Kellin que provavelmente nosso pai me expulsaria e então ele disse que eu poderia ficar na casa dele até arrumar um lugar. – contei. Ele arqueou as sobrancelhas, surpreso.

                - Isso é ótimo! – ele finalmente disse. – Então... você vai contar?

                - Vou. Hoje. – decidi. Eu tinha que aproveitar enquanto estava com coragem. Seria fácil: entraria em casa, chamaria meus pais e diria na lata que era gay. Simples.

                Mike ficou muito surpreso com minha decisão e disse que me apoiaria e estaria perto pra me ajudar caso alguma coisa saisse do controle. Eu estava muito nervoso e não consegui beber mais nada. Logo chamamos um taxi e fomos pra casa.

                Ao entrar encontrei minha mãe na cozinha, provavelmente tentando cozinhar alguma coisa, e meu pai sentado no sofá da sala.

                Peguei meu celular e mandei uma mensagem para Kellin.

                “Vou contar a eles. Agora.” – Vic

                - Mãe, posso conversar com você e com o papai? – perguntei enfiando a cara na cozinha. Mike já estava na sala.

                - Claro. – ela desligou o fogo e me acompanhou.

                - Senta. – eu indiquei o lugar ao lado do meu pai. Ela o fez.

                Meu pai virou os olhos. Mike estava sentado no braço do sofá e eu estava em frente a TV.

                - O que foi agora Victor? – meu pai me perguntou de maneira rude.

                - Eu não sabia como falar sobre isso com vocês e antes de qualquer coisa eu quero dizer que não quero arrumar uma briga. – respirei fundo. Minhas pernas tremiam e minhas mãos suavam, tive que limpá-las na blusa varias vezes. Olhei para meu pai, que estava com a mesma cara de bunda de sempre. – Descobrir isso e aceitar não foi fácil pra mim, ainda mais porque sei sua opinião a respeito desse assunto – direcionei a frase para meu pai. Olhei para minha mãe, que estava com os olhos arregalados, esperando. Mike me olhou e fez sinal com a cabeça me encorajando a continuar. – eu sou gay.

                O tempo pareceu congelar. Meu pai arregalou os olhos e de inicio não disse nada. Minha mãe levou a mão a boca e olhou para o meu pai, com certeza com medo da reação dele. Mike se levantou e ficou ao meu lado. Apesar de eu ser mais velho, ele era maior, o que seria util caso meu pai quisesse me bater. Parecia que tinha passado uma eternidade quando meu pai finalmente disse:

                - Não é não. – ele tremia. – Você é só um garoto, está querendo ter experiências novas. – meu pai não parecia bravo, parecia assustado.

                Foi quando entendi. Meu pai mantinha aquela pose de mau diante dos outros. Quando o problema estava na frente dele, ele simplesmente não sabia como agir. Ele estava muito seguro quando disse que expulsaria um de nós caso fossemos gays, mas naquele momento ele estava apavorado.

                - Filho... – minha mãe disse olhando pra mim. Ela estava muito tranquila. O fato de ela não estar chorando nem fazendo escandalo me acalmou em 1%. – Você tem certeza? Como descobriu?

                - Eu tenho certeza. Tem um... cara na faculdade. Eu não sabia o que era até o dia que simplesmente percebi que gostava dele. – eu disse dando de ombros. Meu pai me olhava com uma mão no queixo.

                - Me recuso a acreditar nisso. – sua voz era assustadoramente calma e baixa. Ele se levantou e eu dei um passo pra trás. Minha mãe se levantou em seguida.

                Meu pai simplesmente saiu do recinto. Minha mãe foi atrás dele, mas antes me abraçou e disse no meu ouvido, para que só eu ouvisse:

                - Eu te amo independente de qualquer coisa.

                E saiu também. Olhei para meu irmão.

                - Cara, isso foi fácil demais. – ele disse com um toque de preocupação na voz.

                - Será que ele vai explodir depois que a ficha cair? – perguntei. Meu coração martelava meu peito. Eu estava apavorado.

                - Eu não sei, mas se fosse você iria pro quarto. Vou terminar o jantar que a mamãe começou e levo pra você. – ele disse pousando a mão no meu ombro.

                - Obrigada. – agradeci e subi para meu quarto.

                 A primeira coisa que fiz foi discar o número de Kellin. Ele atendeu no segundo toque.

                - Oi amor. Conseguiu? – ele perguntou. Meu coração se acalmou na hora. Ouvir sua voz me acalmava naturalmente e ele havia me chamado de amor pela primeira vez. Me derreti inteiro.

                - Sim. Foi muito estranho. Meu pai não gritou, não me bateu, não reclamou. – eu disse.

                - Isso é bom?

                - Eu não sei. Talvez ele me expulse quando a ficha cair. – suspirei. Meu pai não poderia ser um pouco menos complicado?

                - Vou voltar mais cedo. Meu avião sai em uma hora. – ele me surpreendeu com aquela informação.

                - Mas e seus pais? – eu não conseguia deixar de sorrir.

                - Ah, eles estão bem. Sabem se cuidar. Eu tenho coisas mais importantes pra fazer. – eu podia sentir que ele também sorria do outro lado da linha.

                - Sinto sua falta. – eu disse.

                - A gente se viu ontem – ele riu. – e foi muito bom.

                Sorri lembrando dos nossos amassos no quarto da casa de Danielle.

                - Mesmo assim. Volta logo.

                Conversei com Kellin por mais alguns minutos, mas ele desligou para embarcar. Mike levou janta pra mim e depois daquilo tentei dormir.

                Era duas da manhã e eu rolava na cama sem conseguir dormir quando ouvi um barulho na janela. Me apoiei nos cotovelos. O barulho se repetiu. Levantei e caminhei até a janela.

                Encontrei Kellin lá embaixo. Ele tinha uma mala de viagem ao seu lado e um sorriso lindo no rosto.


Notas Finais


Espero que tenham gostado... Comentem <3 até o próximo


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