História You still have all of my heart - Capítulo 16


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Slash, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Ooooi pra quem está lendo... espero que estejam gostando, comentem suas opiniões, ajuda muito. Boa leitura <3

Capítulo 16 - A mudança


               Acordei com um barulho vindo do andar de baixo. Abri os olhos e no instante que vi Kellin deitado de bruços ao meu lado com as costas nuas, as memórias da noite passada me invadiram, me fazendo sorrir. O observei por alguns momentos quando meu celular vibrou no criado mudo ao lado da cama.

                “Vic, já acordou?” – Mike

                “Já. Nossos pais já sairam? – Vic

                “Já. Por que?” – Mike

                “Kellin está aqui”  - Vic.

                Em menos de trinta segundos ouvi uma batida fraca na porta. Dei uma risadinha e levantei devagar para não acordar o príncipe que dormia profundamente em minha cama. Destranquei a porta devagar e Mike enfiou a cara pra dentro do quarto, com um sorriso enorme nos lábios. Ele viu Kellin dormindo e olhou pra mim.

                - Você é louco. – e riu baixinho. – eu não ouvi nada durante a noite.

                Senti o rosto esquentar, ainda bem que não tinha ouvido.

                - Fizemos silêncio. – respondi. “fizemos em silêncio”, era o que eu queria ter dito.

                - Pelo jeito não vão para a faculdade. Eu já estou atrasado, até mais tarde.

                Mike saiu e eu voltei pra cama. Me deitei ao lado Kellin e fiquei o olhando até que acordasse.

                - Bom dia. – eu disse quando ele se virou pra mim. Seu rosto estava amassado e seu cabelo estava bagunçado. Ele sorriu.

                - Bom dia. – sua voz saiu rouca. Ele coçou os olhos com as mãos.

                - Você fica tão lindo dormindo. – o elogiei. Suas bochechas ficaram vermelhas e ele cobriu o rosto com o cobertor.

                (...)

                1 MÊS DEPOIS

                As coisas estavam indo muito bem.

                Eu tinha conseguido o emprego na agência de viagens e eu trabalhava 6 horas por dia apenas ajudando as pessoas a escolherem um destino que se encaixasse em seus orçamentos. Era muito divertido.

                Mike e eu tinhamos comprado o apartamento e nossa mudança estava pra acontecer naquele dia. Eu havia convidado Kellin pra nos ajudar, e iria apresentá-lo para os meus pais. Pelo menos para minha mãe, já que meu pai estava fingindo que eu não existia.

                Falar em Kellin, tinhamos começado a namorar indiretamente. Ele não havia feito um pedido formal nem nada, mas tinha me apresentado como namorado para um amigo da outra cidade que foi visitá-lo.

                Eu, Mike, Jaime e Tony tinhamos ensaiado várias vezes no decorrer do mês e já tinhamos uma música pronta que eu tinha conseguido escrever sem me inspirar em Kellin. No final do ano iriamos atrás de algum evento amador para nos apresentar.

                - Vic? – Mike me chamou me tirando de meus pensamentos. Olhei em volta, meu quarto estava cheio de caixas e nada mais estava em seu lugar. Minha cama estava desmontada perto da porta e a única coisa que não estava encaixotada era meu violão.

                - Sim? – ele estava com uma caixa grande nas mãos escrito “cuecas e meias”. Dei risada.

                - O caminhão chegou. – ele disse. – Kellin também.

                Meu coração acelerou. Desci correndo para encontrar meu namorado antes que meu pai o fizesse.

                Ele estava parado perto da porta, que estava aberta, pronto para tocar a campainha.

                - Oi. – eu disse aparecendo em seu campo de visão.

                - Oi. – ele respondeu sorrindo. Me aproximei dele e lhe dei um selinho.

                - Vic, onde está a chave da garagem? – minha mãe saiu da cozinha desamarrando o avental. Quando olhou para mim e viu Kellin ao meu lado, sorriu de orelha a orelha. – Olá. Você deve ser o Kellin.

                - Prazer. – ele disse envergonhado. Ela o abraçou rapidamente.

                - Mãe, esse é meu namorado. – eu o apresentei cheio de orgulho na voz.

                Ela abriu a boca e fechou várias vezes e por fim soltou um riso meio desesperado.

                - Desculpe, isso é novo pra mim. – ela passou a mão na testa. – Fique a vontade, sinta-se em casa.

                E então ela virou as costas e voltou para a cozinha, morrendo de vergonha. Dei risada com Kellin.

                - Coitada. Ela esperava que um dia eu trouxesse uma namorada pra cá. – eu disse segurando sua mão.

                - Mal sabe ela... – ele deixou a frase morrer quando se aproximou do meu pescoço e deixou alguns beijinhos em minha pele, que se arrepiou.

                Eu ia levar Kellin ao meu quarto para me ajudar a descer algumas caixas quando o carro do meu pai estacionou na calçada. Ele vestia uma roupa normal, não o terno e a gravata do trabalho. Ele se aproximou e sua expressão mudou de curiosa pra conformada. Ele suspirou “derrotado” quando seus olhos passaram de mim para Kellin e de Kellin para nossas mãos unidas.

                - Oi. – ele parou a nossa frente. Eu jurava que ele passaria reto. Meu coração acelerou. Kellin sorriu gentilmente.

                - Olá, sou o Kellin. – ele estendeu a mão livre para meu pai.

                - Victor. – ele apertou a mão de Kellin rapidamente. Não esboçava nem um sorriso sequer, mas o fato de estar falando com meu namorado já era suficiente pra mim. – Veio ajudar a fazer a mudança?

                - Vim sim. – Kellin continuava sorrindo.

                Meu pai assentiu com a cabeça e começou a entrar em casa.

                - Oi filho. – ele disse enquanto colocava uma mão em meu ombro e adentrava a casa. Logo ele havia sumido de minha vista.

                - Ok, isso foi muito estranho. – Kellin disse rindo.

                - Foi mesmo. – olhei para o caminhão de mudanças que estava parado em frente minha casa. Meu irmão conversava com o motorista. – Mike! – o chamei com um grito. Seu olhar se voltou pra mim.

                - Fala! – ele respondeu.

                - Já podemos descer as coisas?

                - Sim.

                - Vamos. – apertei a mão de Kellin e nós subimos as escadas até meu quarto.

                Ao chegarmos lá ele pareceu espantado, já não havia mais nada a não ser caixas. O recinto até parecia maior.

                - Pelo menos você vai morar um pouco mais perto de mim. – ele disse. Peguei uma caixa que continha cadernos e livros e ele uma que continha toalhas. Sorri.

                - É verdade. Vamos nos ver mais vezes. – eu disse me aproximando dele e deixando um selinho sobre seus lábios.

(...)

               Terminamos de colocar as coisas no caminhão e estávamos prontos para ir. Mike iria com o motorista e eu e Kellin iriamos de ônibus.

Minha mãe apareceu pela porta com lágrimas nos olhos. Eu, Mike e Kellin estavamos parados em pé na calçada. O motorista já estava dentro da cabine.

- Meus meninos... – ela tentou começar um discurso, mas foi interrompida pelas lágrimas. Minha mãe abraçou a mim e meu irmão ao mesmo tempo. Meu coração se apertou. – Quero que saibam que apesar de tudo eu os amo mais do que qualquer coisa. Espero que me perdoem por não ter sido presente. Se eu pudesse, teria feito diferente.

Uma lágrima escorreu pelo canto do meu olho.

- Tomem cuidado. Não se esqueçam de pagar as contas. Vic, não deixei toalha molhada em cima da cama e não saia na rua de cabelo molhado. – ela nos soltou e direcionou a atenção pra mim, quando passava a mão no meu cabelo. – Vê se não come muita besteira.

Sorri pra ela tentando controlar, em vão, as lágrimas.

- Mike, não demore no banho e não durma tarde. Cuidado pra não se queimar no fogão. – ela falava com meu irmão. Ele sorriu, mas não chorava. Mike estava muito confiante com essa decisão.

Avistei meu pai saindo da casa e andando em nossa direção.

- Cuidem um do outro. Não briguem. – ela concluiu. Meu pai parou ao lado dela e pousou uma mão em sua cintura. Eles tinham se resolvido? Olhei para Mike, que também havia notado o movimento peculiar.

- Vocês sabem que sempre vão poder voltar aqui né? – ele perguntou.

- Claro, nossos instrumentos ficaram aqui. – Mike disse brincando. Todos nós rimos, inclusive meu pai.

- Isso não é um tchau. É um até logo. – eu disse cortando aquele clima triste. – E vocês também podem ir nos visitar.

Nos despedimos e fomos embora deixando minha mãe chorosa e meu pai ditador maligno plantados na calçada, acenando e sorrindo.

Eu estava com uma mochila nas costas e Kellin carregava uma sacola de pano que eu colocara meus tênis.

Pegamos o ônibus e chegamos no novo apartamento treze minutos depois de Mike. 


Notas Finais


Até o próximo


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