História You still have all of my heart - Capítulo 18


Escrita por: ~

Exibições 18
Palavras 1.040
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Slash, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Ooooi pra quem está lendo... sobre esse capítulo eu só tenho uma coisa pra dizer: vai dar merda dsaudjjiasn espero que gostem <3

Capítulo 18 - Primeira briga


                Esperar o ônibus não demorou tanto, o problema era que não sabiamos em qual hospital elas estavam, então tivemos que ir em um por um.

                Na terceira tentativa, depois de 30 minutos procurando, encontramos o hospital. Paramos na recepção e Mike tremia enquanto falava com a enfermeira.

                - Minha namorada – ele se enrolou. – Alysha Nett, deu entrada na emergência a mais ou menos uma hora com uma amiga. Elas estavam feridas. Preciso vê-la.

                - Só um minuto. – a moça, que parecia ser mais velha, de cabelos loiros presos num coque começou a digitar rápido no computador. Seus olhos verdes se arregalaram atrás das grandes lentes do óculos. – Senhor, preciso que preencha uma ficha para poder entrar para vê-la.

                - Tudo bem, rápido. – ele suplicava. Sua mão estava inquieta em cima da balcão. Ele batia os dedos impaciente.

                - Seu nome. – a mulher perguntou.

                - Michael Christopher Fuentes. – sua voz era de choro. Peguei na mão de Kellin.

                - Tudo bem, agora preciso que me diga seu RG, Endereço e telefone pra contato. – a moça olhou de Mike pra mim, depois pra Kellin e depois para nossas mãos dadas.

                - Pra que tudo isso? – perguntei. Na minha opinião, só o estava fazendo perder tempo.

                - É padrão, caso aconteça algo com ela temos a quem recorrer. – a moça respondeu. “Liza”, era o que estava escrito em seu crachá.

                Mike deu as informações, recebeu um adesivo de “acompanhante” e entrou para a emergência. Kellin e eu ficamos sentados na sala de espera.

                - Vic. Quero te contar uma coisa. – Kellin disse depois de algum tempo encarando a poltrona a nossa frente. O hospital não estava cheio, o que nos dava privacidade para conversar. Meu coração acelerou. Aquilo não podia ser coisa boa.

                - O que? – perguntei encarando aqueles grandes olhos azuis. Ele não olhou pra mim, ficou o tempo todo olhando para o chão.

                - Antes de eu começar a gostar de você, antes de começarmos a namorar, antes de criarmos a nossa história de amor eu tinha um namorado. – ele começou. Minhas mãos suavam muito e minha respiração estava acelerada. – Quando eu vim pra cá, morar nessa cidade, eu disse a ele que voltaria um dia e nós ficariamos juntos. Ele ficou me esperando.

                - E...? – o incentivei a continuar.

                - Depois que conheci você eu vi que eu não queria mais ele. Não havia mais sentimento da minha parte. – ele fez uma pausa, me olhou rapidamente e depois voltou a encarar o chão. – E então eu liguei pra ele dizendo que precisavamos conversar. Ele veio aqui semana passada e nós passamos o sabado juntos.

                Senti como um soco na boca do estômago e soltei a mão de Kellin. Aquilo era real?

                - Vocês... – tentei perguntar, mas as palavras se recusavam a sair da minha boca, eu não queria nem sequer considerar aquela possibilidade.

                - Não! – ele exclamou, percebendo o que eu queria dizer. – Não aconteceu nada demais. Nós saimos para conversar, levei ele a um bar. Nós tomamos cerveja e demos risada. Só isso.

                - Só isso? – repeti incrédulo.

                - Vic, depois de tudo eu contei a ele. Eu disse a ele que estou amando outra pessoa. – agora ele olhava pra mim com mágoa nos olhos. – eu só devia ter contado logo de cara, mas fazia muito tempo que eu não o via e foi inevitável. Ele fez parte da minha vida durante três anos.

                - Três anos? Tudo bem Kellin, você pode jogar na minha cara que ficou com seu ex por muito mais tempo do que apenas dois meses. – eu disse tentando manter a voz calma, já que estavamos no hospital. Mas ficou nitida a raiva em meu modo de falar.

                - Eu não estava jogando na cara. – ele disse baixinho, com o olhar abatido. Meu coração estava acelerado e eu queria socar a parede atrás de mim.

                - De qualquer forma isso não justifica você sair para com encontro com seu ex namorado de longa data. – me levantei ficando de frente pra ele. Kellin levantou a cabeça para me olhar, ele estava com a expressão de “não acredito que você disse isso”.

                - Não foi um encontro! – ele gritou se levantando também.

                - Shhhh! – a enfermeira loira chamou nossa atenção.

                - Você não podia simplesmente ligar pra ele? – perguntei abrindo os braços como forma de indignação. – Pera ai, você não chegou a terminar com ele. – foi aí que me dei conta. A raiva ferveu meu sangue e eu fechei as mãos ao lado do corpo.

                - Eu não tinha terminado, mas tinha dito que queria viver novas experiências aqui. – ele disse dando um passo a frente. Recuei um passo. Kellin suspirou, triste.

                - Uma experiência nova? É isso que eu sou pra você? – meus olhos se encheram de lágrimas.

                - Victor por favor, você não está entendendo.

                - Não há o que entender. – virei as costas e fui até o balcão. Senti Kellin vindo atrás de mim. Antes que ele pudesse dizer alguma coisa, fui mais rápido. – Danielle Victoria, quero vê-la.

                A enfermeira loira percebeu na hora que havia alguma coisa errada, então pegou as informações rapidamente e me entregou o adesivo amarelo de acompanhante. Seu olhar intercalava entre mim e Kellin.

                Olhei para trás uma última vez antes de entrar na emergência. Kellin estava parado com a postura derrotada. Ele levou uma mão ao rosto e secou uma lágrima.

                Caminhei até o quarto onde Danielle estava e, por sorte, ela estava dormindo. Me sentei na poltrona ao seu lado e me deixei chorar.

                (...)

                Eu estava pegando no sono sentado na poltrona ao lado da cama de Danielle quando meu celular vibrou no meu bolso me assustando. Meu coração acelerou e eu pensei na possibilidade de ser Kellin. Mas não, era Mike.

                “Onde você está? Pensei que estivesse na sala de espera” – Mike.

                “No quatro da Danielle” – Vic.

                “Por que? Kellin está ai também?” – Mike.

                “Nós brigamos. Ele provavelmente foi embora” – Vic.

               Me levantei e olhei para a moça que dormia profundamente na maca. Sua perna esquerda estava pra fora do lençol e enfaixada com uma boa quantidade de gaze. Sai do quarto e voltei para a entrada do hospital. Assim que vi Mike, comecei a chorar. Ele me abraçou no momento que cheguei perto dele.


Notas Finais


espero que tenham gostado... comentem <3 até o próximo


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