História You still have all of my heart - Capítulo 19


Escrita por: ~

Exibições 17
Palavras 1.337
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Slash, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oooi pra quem está lendo... Bom, como eu disse uns capitulos atrás, não tem mais histórias para os personagens, então estamos na reta final da fic. Escrevi até o capitulo 23. Espero que gostem e que mais pra frente acompanhem minhas próximas fics. Boa leitura <3

Capítulo 19 - O acidente


               Cheguei ao nosso apartamento com a cabeça a mil, os olhos cheios de lágrimas, o coração dolorido e a garganta apertada. Assim que entramos, Mike me pegou pelo cotovelo antes que eu fosse para o meu quarto e me trancasse.

                - O que houve? – ele tentou alcançar meus olhos, mas abaixei a cabeça justamente quando uma lágrima escapou e colidiu com o chão de madeira debaixo de nossos pés.

                - Kellin... – tentei começar, mas assim que pronunciei seu nome, mais lágrimas e dor vieram. – Ele tinha um namorado antes de vir pra cá – engasguei com um soluço – ele não terminou esse namoro antes de se mudar e então começou a namorar comigo tendo outra pessoa esperando por ele e então esse cara veio aqui e eles sairam pra beber. – parei para respirar. Estava dificil falar com tantas lágrimas. Meu nariz estava entupindo e o nó na minha garganta me fazia querer gritar de raiva e tristeza.

                - Não acredito. – Mike estava com os olhos arregalados.

                - Eu também não. Não sei o que fazer. – dei de ombros, deixando que meus braços caissem ao lado do meu corpo. – Como está Alysha? – mudei de assunto.

                - Ela está bem. O assaltante atirou na mão dela, mas pegou de raspão. Ela estava apavorada. – ele respondeu. – E Danielle?

                - Estava dormindo. Não fiquei prestando atenção nela, eu só queria sair de perto do Kellin antes que fizesse algo errado. Ela levou um tiro na perna.

                - Alysha me contou. Ela perdeu muito sangue e desmaiou, parece que a coisa foi feia.

                - Pois é. – eu estava aéreo demais pra continuar conversando. – Vou tomar banho. – Eu disse a Mike, já virando as costas, ele assentiu sem dizer mais nada.

Passei no meu quarto para pegar uma toalha e depois fui para o meu banheiro. Deixei que a água quente molhasse meus cabelos e escorresse por todo meu corpo. Por que Kellin tinha sido uma pessoa tão boa, um namorado tão bom, mas nunca tinha me contado desse “problema”? Não fazia sentido. Ele me amava. Isso eu tinha certeza. Dava pra ver pelo jeito que ele me olhava, me tocava e me fazia sentir a pessoa mais feliz do mundo. Mas talvez ele ainda tivesse algum sentimento pelo outro cara, sem contar que eles haviam passado muito tempo juntos, talvez isso o tenha feito ficar dividido.

Fechei os olhos e chorei. As lágrimas se misturavam com a água e meu corpo parecia ter sido atropelado por um caminhão de mudanças.

Eu estava emocionalmente esgotado. O homem que eu amava, a primeira pessoa que eu tinha amado, tinha mentido pra mim e me escondido uma coisa consideravelmente séria.

(...)

Não vi Kellin na faculdade na segunda. Ele não tinha me procurado, mas eu tinha ficado ao lado do meu celular o tempo todo na esperança de ele me ligar. Eu não sabia o que faria, mas precisava ouvir sua voz.

Eu, Mike, Tony e Jaime estávamos sentados na mesa de sempre na cantina, na hora do intervalo, mas eu não estava conseguindo prestar atenção na conversa. Estava com meu caderno aberto e uma caneta na mão, mas não conseguia escrever nada que pudesse virar música.

Na hora que o sinal bateu para irmos embora, uma sensação ruim tomou conta de mim e meu estômago embrulhou.

Ao sair pela porta da frente avistei Kellin do outro lado da rua, encostado em uma árvore. Assim que me viu, começou a atravessar, mas eu não estava pronto pra falar com ele. Meu coração apertou e eu virei as costas e voltei a andar pra dentro.

- Vic! – ele gritou, correndo em minha direção, já na metade da rua.

Depois disso tudo aconteceu muito rápido. Eu não vi. Apenas escutei o barulho do back e de vidro quebrando. Parei congelado no lugar. Ouvi gritos e as pessoas a minha frente estavam com os olhos arregalados. O tempo pareceu parar. Eu não queria ver. Eu não queria virar as costas.

Assim que o fiz vi a cena mais horrível da minha vida. Um caminhão de mudança estava parado com o vidro da frente quebrado e sujo de sangue. O corpo de Kellin estava caído logo a frente, na rua. Ele estava com o rosto desfigurado e uma perna virada ao contrário.

Um grito de dor rasgou minha garganta de dentro pra fora enquanto eu corria até ele e caía de joelhos diante de seu corpo.

Ouvi alguém ligando para a ambulância. Toquei seu peito, estava imóvel. Lágrimas corriam sem parar pelos meus olhos. Olhei para dentro da cabine do caminhão, o motorista estava em choque com as mãos na boca e olhos quase saindo das órbitas.

Não reconheci aquele rosto deitado no chão a minha frente. Eu não sabia da onde estava vindo tanto sangue.

- Kellin, por favor. Fica comigo. – eu pedia. Passei a mão por sua testa afastando seu cabelo molhado de sangue dos olhos. Aqueles lindos olhos azuis que sempre me olharam com tanta intensidade agora estavam fechados. Um deles estava roxo.

Eu gritava e chorava descontrolavelmente enquanto a rodinha de pessoas se formava ao nosso redor. Vi Tony ir até a porta do motorista e começar a gritar com ele. Eu não conseguia ouvir nada além de zumbidos. Meu mundo tinha acabado de ser destruido.

Senti duas pessoas me puxarem com força pelos braços para me afastar de Kellin. Me debati com todas as forças que tinha mas não consegui me soltar.

- ME SOLTA!!! – eu gritava com o resto de voz que ainda me restava. – KELLIN!!! KELLIN POR FAVOR!!!

Quando eu não tinha mais forças parei de tentar me soltar. Mike e Jaime não me soltaram mesmo assim. A ambulância chegou e cuidou do corpo de Kellin.

- Quem vai? – o enfermeiro perguntou antes de fechar a porta da Van, já com Kellin lá dentro.

- EU! – gritei atraindo sua atenção. – Sou o namorado dele. Me soltem. – puxei meus braços e me soltei. Caminhei até a ambulância e entrei.

Durante o caminho até o hospital eu só sabia chorar. O enfermeiro, junto com outra enfermeira, furava seu braço procurando uma veia e colocavam em seu rosto uma máscara com uma bomba de ar para tentar estabilizar sua respiração. Meu coração batia acelerado e eu estava tomado pelo medo. Medo de perdê-lo,

- Ele vai ficar bem? – perguntei entre um soluço e outro e morrendo de medo da resposta.

- Não tem como saber. Ele bateu a cabeça e está com um corte profundo. – a enfermeira respondeu me olhando. Só aí percebi que ela pressionava um pano ensanguentado na parte de trás da cabeça do homem da minha vida.

Chegamos ao hospital e ele foi imediatamente levado à emergência. Os seguranças me barraram na porta então tive que esperar na sala de espera.

Minhas mãos e camiseta estavam sujas de sangue e meu cabelo estava molhado pelo suor. Eu não conseguia me sentar. Fiquei andando de um lado pro outro até meu irmão e meus amigos chegarem. Eu não estava em condições, então pedi ao meu irmão que fizesse a ficha dele.

Ficamos esperando por uma hora até um médico grisalho sair pela porta da emergência com uma prancheta.

- Acompanhante do Kellin Quinn. – ele anunciou.

- EU. – respondi indo rápido em direção a ele. Os meninos me seguiram.

- Bom, ele está passando por uma cirurgia complicada e de risco que está longe de acabar, mas assim que tiver notícias, venho contar. – ele disse com a voz calma e logo em seguida voltando pela porta que tinha saído.

Passaram algumas horas e ainda estávamos sem noticias. Eu já estava mais calmo, então decidi ligar para os pais de Kellin – que por acaso tinha achado necessário me passar o número deles – e contar o que tinha acontecido.

A mãe dele ficou em choque e então seu marido pegou o telefone. Ele me disse que tentaria comprar uma passagem para o próximo voo para chegar aonde estávamos, mas como a cidade era pequena, talvez demoraria.

Aquelas horas de espera foram as mais torturantes da minha vida.


Notas Finais


Até o próximo


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