História You still have all of my heart - Capítulo 20


Escrita por: ~

Exibições 21
Palavras 1.343
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Slash, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


LEIAM AQUI POR FAVOR!!!
Gente, eu não sabia o nome dos pais do Kellin então eu procurei no google, só que eu não confio muito nessas informações, então se eu estiver errada por favor RELEVEM (afinal eu não sou obrigada a saber de tudo né haha), e se alguém souber o nome deles (caso eu esteja errada) me falem por favor... Espero que gostem, boa leitura

Capítulo 20 - Perda de memória


                 Kellin não acordara no dia do acidente. Ele havia passado por uma cirurgia de mais de três horas na cabeça. Não fui pra casa naquele dia. Assim que o médico me disse que eu podia ir até o quarto dele, fui sem pestanejar.

                - Ah meu amor... – eu disse enquanto passava pela porta e me aproximava de seu corpo imóvel deitado sobre a cama. Uma lágrima escorreu do meu olho.

                Kellin usava uma camisola do hospital e seus braços e pernas estava muito ralados e em alguns pontos com hematomas roxos. Sua cabeça estava enfaixada e seu rosto estava irreconhecível. Ele tinha pontos no lábio inferior, no supercilio e perto da orelha, na têmpora. Meu coração se partiu em milhões de pedaços por ter que vê-lo daquela forma. Talvez ele nunca mais acordasse, e eu nem sequer tinha lhe dado a chance de se explicar. Se ele fosse embora, eu teria que viver com o peso na consciência de não ter me resolvido com ele.

                Eu estava com a mão em cima da sua quando o médico entrou no quarto e fechou a porta.

                - Olá Victor, sou o doutor Castello. – ele estendeu e mão e eu a apertei. – Por acaso você entrou em contato com a familia dele?

                - Sim, eles vão tentar vir o mais rápido possivel. – respondi com a voz fraca.

                - Tudo bem. – ele assentiu. – Você é amigo dele? – ele me perguntou enquanto lia alguma coisa na prancheta em sua mão.

                - Não, sou o namorado dele. – respondi. Dizer aquilo doeu mais do que eu esperava. O doutor levantou o olhar pra mim e desviou para nossas mãos, que continuavam se tocando.

                - Já que você é a pessoa mais próxima dele por enquanto, preciso te deixar a par da situação. – ele rabiscou mais alguma coisa na folha e depois colocou a prancheta embaixo do braço, cruzando as mãos na frente do corpo. Eu suava de nervoso e uma dor emocional insuportável me invadia a cada palavra. – Kellin passou por uma cirurgia de risco, nós tentamos ao máximo salvar as partes do cérebro que ficaram danificadas, só que infelizmente quando ele acordar, se acordar, não se lembrará das coisas recentes. Só das memórias a longo prazo.

                Minha mão caiu ao lado do meu corpo e eu engoli um grito. Não me lembro de qual parte doeu mais: “se ele acordar” ou “não se lembrará das coisas recentes”. Eu era recente. Nosso relacionamento era recente. Os pais dele eram memórias de longo prazo, seu ex também.

                Olhei em volta do quarto com a visão prejudicada pelas lágrimas e quando encontrei uma poltrona, me deixei cair sentado nela. Apoiei os cotovelos nos joelhos e enterrei o rosto nas mãos.

                As lágrimas saiam de meus olhos e se enroscavam em meus dedos até pingarem no chão. Uma após a outra. Por um longo periodo de tempo...

                - Eu sinto muito. – o médico disse por fim. Ouvi o barulho de seus passos se afastando e então ele fechou a porta, me deixando sozinho com o homem que eu amava mas que nunca mais se lembraria de mim.

                - Vic? – Mike abriu a porta devagar e entrou. Eu estava com o olhar concentrado no chão a minha frente, caso desviasse, choraria com certeza.

                De qualquer forma foi inevitável. Mike me puxou pela mão, me levantando, e me abraçou. Chorei em seu ombro como se minha própria vida estivesse em risco. E na verdade estava. Estava deitada na cama dormindo profundamente. Kellin se tornara minha vida.

                Ouvi uma batida na porta quando Mike me afastou e olhou para trás. Uma moça loira e muito bonita entrou no quarto tímida.

                - Com licença. – ela tinha um café do Starbucks em uma mão e uma faixa enrolada na outra. Alysha. – Oi Vic. Eu sinto muito pelo que aconteceu, o seu irmão me contou. – ela me deu um abraço rápido, nem tive tempo de retribuir. – eu trouxe café.

                Ela me entregou o café que segurava, mas eu não estava com um pingo de fome sequer.

                - A propósito, sou a Alysha. – ela disse sorrindo gentilmente.

                - Prazer. Pena que nos conhecemos numa situação tão ruim. – eu respondi sorrindo. Era um sorriso falso, claro, mas eu não podia ser grosso com a namorada gentil e doce do meu irmão. Mesmo que por dentro eu estivesse completamente esgotado. Sentei de novo na poltrona, dei um gole no café e depois o coloquei na mesinha ao lado da cama.

                (...)

                O tempo parecia se arrastar enquanto eu estava sentado naquela poltrona. Muitas pessoas tinham ido vê-lo. Os meus amigos, amigos de Kellin da faculdade e até mesmo meus pais. Até meu pai! Eu não saíra dali nem um minuto sequer.

           Eu já podia ver o céu escuro através da janela do quarto e meu corpo estava exausto. Tanto fisicamente quando emocionalmente.

                Meu celular tocou no meu bolso e na tela piscava o nome “Mary”.

                - Alô. – atendi. Minha voz saiu mais fraca do que eu imaginava que estaria.

                - Oi Vic. Pode me passar o endereço do hospital? Saimos daqui hoje de madrugada e assim que chegarmos vamos direto. – ela pediu.

                - Claro... – passei o endereço a ela e depois que desliguei apoiei a cabeça no encosto da poltrona para tirar um cochilo.

                Eu estava com tanto sono que acabei dormindo.

                - Oh meu deus! – alguém exclamou, me acordando.

                Abri os olhos com rapidez e a claridade os fez arder. Vi Mary ao lado da cama de Kellin com as mãos no rosto e um senhor, o pai dele com certeza, com as mãos afagando seus ombros.

                Levantei da poltrona e quando notaram meu movimento, se viraram pra me encarar. Eu não os conhecia pessoalmente até aquele momento, mas mesmo assim Mary veio na minha direção sem dizer nada e me abraçou. A abracei de volta tentando não chorar.

                Contei aos pais de Kellin tudo que eu sabia sobre o estado dele. Mary chorou a maior parte do tempo e seu pai estava com a expressão abatida.

                Eles se entreolharam e eu percebi que queriam conversar a sós, e ficar um pouco com o filho.

                - Vou passar em casa para tomar um banho e comer alguma coisa. Eu volto assim que der. – eu disse a eles, que assentiram e me viram sair porta a fora.

                Os corredores eram tristes e meu coração estava partido. Eu estava prestes a perder o homem da minha vida, mesmo que ele acordasse, já que ele não se lembraria de mim. Mais lágrimas brotaram em meus olhos e eu me segurei pra não chorar.

                Chamei um taxi e fui para casa. Cheguei lá abrindo a porta devagar e com a cabeça baixa. Meus pensamentos estavam bagunçados e eu queria chorar de novo.

                Entrei em silêncio e vi Mike em frente ao fogão cozinhado alguma coisa só de bermuda e Alysha de pijama o abraçando por trás. Eles eram um casal lindo. Uma lágrima escapou sem querer. Eu nunca mais teria momentos assim com Kellin. Solucei, atraindo a atenção dos dois.

                - Oi Vic. – Alysha soltou Mike e veio em minha direção. Meu irmão veio atrás com uma colher suja na mão.

                - E ai irmão, como você está? – ele me observava atentamente.

                - Destruido. – respondi suspirando. Minha cara provavelmente estava uma merda. – Vou tomar banho e voltar pra lá.

                - Nós vamos com você, eu levo vocês de carro. – Alysha disse olhando de mim pra Mike.

                - Tudo bem pra você? – Ele me perguntou.

                - Claro. – respondi virando as costas e caminhando ao meu quarto.

                Peguei as coisas e fui pro banheiro. Me olhei no espelho e não me surpreendi. Meus olhos estavam inchados e vermelhos e eu tinha grandes e profundas olheiras.

                Prendi o cabelo num coque e tomei banho.

                Quando voltei a sala eles já estavam trocados.

                - Vamos comer primeiro. – Mike disse puxando uma cadeira ao lado dele para que eu me sentasse. Ele já tinha até colocado comida pra mim, já que eu não tinha comido nada desde o acidente.

                Fui forçado a comer e assim que terminamos voltamos ao hospital.


Notas Finais


Bom, os ultimos dois capitulos que eu postei até agora não tiveram comentários, mas mesmo assim estou postando todos os dias. Até porque são os ultimos capitulos... Então se alguém estiver lendo mesmo, comenta aqui pra eu saber... Até o próximo <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...