História You thought you were alone 'kaisoo - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Anjos, Chanbaek, Demonios, Exo, Kaisoo, Romance, Yaoi
Exibições 234
Palavras 1.801
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Como sempre: mais uma semana, mais um capítulo!

Espero que gostem ♡

Capítulo 15 - Can't do it


Luhan não sabia ao certo o que fazer. Poderia ajudar Kyungsoo, limpando as suas feridas enquanto o mesmo permanecia inconsciente, ou, talvez, tentar tirar Jongin de cima de Sehun.
Por ser um pouco lerdo, ainda tentava entender o que estava acontecendo naquela sala minúscula, parcialmente sem luz e com um odor enjoativo.

Enquanto o rapaz discutia internamente consigo mesmo, o loiro arremessava socos furiosos no amigo que, sem muita força, retribuía com semelhante intensidade. Não queriam brigar, mas era necessário.
Sehun precisava aprender que nem tudo acontecia como desejava que acontecesse. Assim como Jongin testemunhava mais um episódio que lhe expunha a falta de conexão entre ele e seu guardião.
O problema do mais novo possuía uma solução. O de Jongin, por outro lado, dependia completamente do garoto que, naquele segundo, estava despencado no chão frio daquela sala escura.
Olhar para as condições do rapaz apenas lhe trouxera mais raiva e pena de Sehun.

- Você é um desgraçado. Por que não mexe com o que é seu? - ainda sobre o garoto, tentava prendê-lo por completo no chão. Não conseguiria aguentar por muito tempo, visto que Sehun frequentava a academia diariamente.

- Apenas estava tentando te ajudar.

- Que tocante. - pode-se perceber um grosso fio de sangue escorrer pelo nariz do mais novo depois do soco de Jongin. - Agora deixa eu ajudar minha mão á tocar tua cara.

O mais novo conseguiu contornar a situação, deixando Jongin no lugar em que estava segundos atrás. Trocavam socos intensos, somente cessados quando ouvia-se Luhan berrar com os cortes na testa do anjo caído. Não que Sehun ligasse. Estava adorando admirar a obra bela que seu punho fizera.
O jovem se levantou e encostou o amigo - se é que poderia chamá-lo daquilo naquele momento - com força na parede. Tentou escapar, mas os braços fortes do rapaz de cabelos coloridos o impediam.

- É difícil ver você defendendo uma pessoa que odiou durante anos, Jongin. E é pior ainda, perceber que você está brigando comigo por causa dele. - deu um tapa na bochecha do mais velho, deixando um vermelho escaldante marcar a pele morena. - Idiota. Ele não levantaria nem um dedo para te proteger.

- Você não o conhece! Pare de falar assim dele.

- E você? Não o conhecia até poucas semanas atrás, mas já o idolatra como se ele sempre estivesse com você. - Jongin desviou de um soco. Mais um. Dois. - Eu só queria te ajudar, como um bom parceiro.

- Ver que você praticamente massacrou meu guardião é uma ajuda e tanto.

Empurrou-o com muito esforço e saiu de perto da parede antes que fosse encurralado novamente. Não havia para onde ir. O cômodo era pequeno demais. Tudo o que o ocupava era a mistura de gases que respiramos no cotidiano e os quatro garotos ferrados na vida. Não existiam móveis. Nem mesmo, uma luminária descente.

Aproveitando que Sehun ainda estava um pouco desnorteado no chão, forçou seu braço sobre o tórax do mesmo, prendendo-o como no começo da briga.

- Olhe para o que você fez! - apontou furioso para Kyungsoo.

- Tadinho. - cuspiu aos pés do outro com um sorriso cínico no rosto. Aquele era um lado de Sehun raramente visto. Causava arrepios em Jongin. - Será que doeu? - pode-se escutar os dentes do outro se colidirem com rigidez.

- Se ele ficar com uma cicatriz... - aproximou o ouvido do rapaz. - Te juro que você ficará com duas.

O mais velho se levantou; os olhos fixos no rapaz que continuava a encará-lo ferozmente. Será que não conseguia compreender o grau de importância daquele problema?

Sehun se afastou um pouco do amigo, desviando seu olhar para um ponto aleatório no quarto. Qualquer um poderia perceber que o jovem estava com vontade de chorar. Lágrimas pela derrota. Gritos internos pela perda do Jongin que já não possuía qualquer semelhança com seu amigo abandonado pela família.
O loiro estava forte. E Sehun não gostava daquilo.
Se sentia usado e jogado no lixo.

- Quem cuidou de você quando precisou? - soltou no ar, escondendo o coração quebrado.

- Você.

- Quem te vigiou nas sombras, mas nunca fez nada que pudesse ajudar?

- Kyungsoo fez várias coisas por mim. Ele abriu mão de coisas pela minha felicidade. - deu uma risada. - E eu confesso que, embora tenha se esforçado para tudo isso, eu não me senti satisfeito até que ele mostrasse seu rosto. Mesmo assim, Sehun, ele estava lá.

- E o que eu fui? Um escudo velho que foi trocado por um novo em folha?

- Você foi meu amigo. Isso não é o suficiente?

Sehun chutou o nada. Naquele momento, milhares de coisas passavam por sua cabeça. Algumas, absurdas. Outras, completamente verossímeis. Queria parar com aquela briga imediatamente e voltar á socar o garoto caído no canto do cômodo. Era tudo culpa dele. Apenas dele.

- De que adianta ser seu amigo, se eu posso ser facilmente jogado fora?

-Eu nunca fiz isso. Para de falar besteira. - respondeu com a mão nas têmporas. O amigo conseguia mudar de personalidade tão rapidamente que chegava a ser uma dor de cabeça.

- Você não para de falar dele. Do Kyungsoo aqui. Do Kyungsoo ali. - gesticulava impaciente. - Não consigo nem explicar uma matéria sem que o nome dele seja mencionado.

O mais velho o olhou incrédulo. Sehun sempre fora um pouco ciumento, mas nunca achou que aquilo pudesse acontecer com ele. Quer dizer, não que tivesse problema com pessoas homossexuais. Apenas nunca passara por sua cabeça que, o garoto que namorou todas as garotas do Ensino Médio, tivesse outra preferência sexual.

- Olha, nunca pensei em você desse jeito. Se eu soubesse que você era gay, não teria feito coisas que poderiam ter te dado falsas esperanças.

- O que?

- Bem que você poderia ter dito que era homossexual. Como que eu iria descobrir?

- Você... - O mais novo começou a gargalhar. - acha que eu gosto daquelas coisas? - Se engasgou com a própria saliva. - Aquelas coisas molengas?

- Se explique melhor da próxima vez. - Luhan bufou a medida em que terminava os últimos curativos.

- É sério isso? Deu á entender que eu estava com ciúmes? - apontou para o ruivo. - Daquele cara?

- E não é exatamente isso que estamos pedindo que justifique melhor? - a voz do anjo ficava cada vez mais imperativa.

- Certo. - O rapaz limpou a garganta. - O que eu quis dizer é que eu já estava tão acostumado á te ajudar que, quando Kyungsoo apareceu, eu senti que ele poderia tomar meu lugar. Não que eu tenha um espaço no seu coração, mas eu não gostaria que você deixasse de ser meu melhor amigo para ser o dele. Sabe, eu sou meio possessivo.

- Se o seu problema era esse, por que você encheu ele de porrada? - berrou.

- Tenta entender, hyung! Eu também estava com raiva pelo simples motivo de que ele te abandonou e apareceu como se nada tivesse acontecido!

- Eu procurei ele. Então não tenho razão pra questioná-lo. - gritou de volta. - Não preciso saber por que ele se escondeu.

Sehun alternou olhares entre Jongin e o guardião caído. Talvez estivesse errado á respeito do garoto?

- Se você diz. - cruzou os braços ainda não abandonado por completo o ódio que sentia pelo garoto. - Fique sabendo que se ele te abandonar de novo, não terei piedade. - gemeu ao passar a mão pelo rosto cheio de roxos. - Continuo sendo seu amigo?

- Embora você tenha perdido alguns pontos comigo, continua sendo alguém importante para mim. - O mais velho abriu os braços. - Apenas me prometa que vai conversar comigo antes de sair batendo nas pessoas.

Assim que o mais novo assentiu, Jongin o abraçou, feliz por ter sido capaz de fazer o outro compreender que Kyungsoo nunca seria o camarada de cabelos coloridos. Assim como seu companheiro nunca seria seu guardião.
Pouco tempo depois, se distanciaram com sorrisos estampados no rosto. Sehun ainda secava algumas lágrimas que escorreram ao ser perdoado pelo amigo quando o mais velho se lembrara de algo que o outro havia comentado.

- Tem mais uma coisa que você errou feio em relação á ele. - apontou com a cabeça para o ruivo que Luhan apoiava com dificuldade em um dos ombros. - Kyungsoo pode ser um escudo recente, mas não está sem marcas de uso.

- O que quer dizer com isso?

- Já viu as asas de Luhan? - O mais novo respondeu afirmativamente. - Como elas são?

- Brancas. Enormes. Cheias de penas... Ainda não entendi por que está me perguntando isso. Elas devem ser iguais ás do seu.

- Disso eu não sei. - deu de ombros. - E acho que nunca irei descobrir.

- Que merda você está dizendo? É só pedir pra ver.

Kyungsoo acordou, deparando-se com um rapaz ofegante ao seu lado. Sem abrir a boca, estudou o cômodo em que se encontrava. Não estava onde pensou que estaria. Jurava que minutos atrás, havia respirado o ar de um lugar muito diferente daquele. Um local mais vivo, atraente... Cheio de pessoas.
Havia tudo sido um sonho?
Por mais que acreditasse no contrário, nada indicava que aquilo não havia sido sua imaginação lhe pregando uma peça. Teria de acreditar naquilo. Por hora.

Segundos depois, enquanto tentava pisar com a ajuda de seu apoio, como se o efeito de uma anestesia tivesse passado, o ruivo pôde sentir seu corpo berrar por salvação.
O rosto pegava fogo. As costas pareciam ter afundado em sua estrutura óssea. O olho esquerdo estava tão inchado, que poderia ser confundido com uma cúpula roxa.

- Jongin, faça o favor de segurar esse cara. - Luhan arfava. - Não sei se consigo aguentar por muito tempo.

- Han, você deveria fazer musculação comigo. As garotas amam isso.

- Não ligo para nada disso. - olhou com nojo para Sehun enquanto entregava o guardião á Jongin. Meio hesitante, o ruivo colocou seu braço em volta do pescoço do loiro, que não conseguiu evitar um sorriso com a cena. - Se nos derem licença, vamos para casa ter uma conversa séria.

Luhan enviou um sorriso solidário ao anjo completamente derrotado e puxou Sehun pela orelha até a saída ao passo em que cochichava algo para o mesmo.

- Eu te levo para casa? - Jongin perguntou com um olhar sério.

- Não quero apanhar por ter apanhado. - suspirou. - Você deveria ir para casa.

- Não vou te deixar sozinho. - Kyungsoo o olhou surpreso por ser tratado daquela maneira. Aquilo fez o mais novo corar violentamente.

- Então temos um problema, por que eu também não vou te deixar.


Notas Finais


Eu sei que isso é chato, mas, por favor, não se esqueçam de me dizer o que estão pensando da fanfic! Vai me ajudar muito.

Tenham uma ótima semana ♡


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