História You Won't Feel A Thing - Capítulo 1


Escrita por: ~

Exibições 40
Palavras 3.878
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Essa fanfic é um presente de aniversário pra MadamDeadpool
Estava prevista para as 00h, mas atrasei porque sou dessas
Mentira, foi porque eu tava terminando de revisar pra ficar bonitinho <9
Desculpem se a formatação ficou horrivel, mas juro que tava bonitinho lá no LibreOffice. Tentei meu maximo pra ficar legivel ashuashua

Nunca escrevi uma stucky, e não shippo. Aqui é stony shipper de corpo e alma, então a Menina Ana tem que se sentir muito lisonjeada por eu estar escrevendo sobre esse OTP que eu não gosto, tudo por ela.
Bem, eu fiquei bem satisfeita com o resultado. Talvez tenha ficado confuso, mas foi de coração viu Ana Banana <9

Te amo Menina Ana, nunca esqueça disso.

Meus agradecimentos também a LadyRakuen. Caso não tenham notado o nomezinho dela na capa, foi ela que fez pra mim. Obrigada, Ventania ><

P.s. se passa em Capitão América: O primeiro vingador
É quando o Bucky está caindo

Capítulo 1 - Capitulo Único


Ele percebe o exato momento em que a grade range, sendo desgrudada da lateral do trem. O vento chicoteia-o, levando-o junto com ele.

O trem vai lentamente tornando-se fora de alcance, mesmo quando ele estende as mãos, procurando o outro conjunto de dedos estendidos para ele.

A nevasca cintila em torno dele, branco e preto e branco novamente. Uma vez haviam dito a ele que a morte era indolor. Que em seus momentos finais, você veria sua vida, passando diante de seus olhos.

Ele está errado, Bucky pensa distraidamente, contando os segundos até o momento em que suas costas finalmente atingiriam o solo. Tudo o que ele via era Steve.

 

 

Um.

-----

 

Havia uma luta no meio da caixa de areia, e Sra Carlson estava muito ocupada lidando com George, porque ele tinha molhado suas calças novamente e ela está tentando fazê-lo parar de chorar e tirá-las.

A briga estava tão violenta quanto pode ser com alunos da primeira série. Bucky lutava com a maestria de um garoto da sua idade. Empurrou o outro para o chão e tentava segurá-lo sentado, evitando que se levanta-se. O menino menor se contorcia, fazendo com que subissem nuvens de areia.

Sra Carlson não estava ciente do que está acontecendo. Com a bermuda encharcada de George nas mãos, ela discutia com o garotinho.

— Você é horrível – diz Bucky com sinceridade.

Eles acabaram rolando no chão, cada um tentando prender o outro, mas o sol estava quente e a areia os arranhava. Em primeiro lugar, ele realmente não sabia por que eles estavam lutando. Seus movimentos se transformaram em uma espécie de teatro; Eles se lançavam para trás dramaticamente, fingindo lesões graves e fazendo sons de explosão.

Os movimentos do menor eram até que convincentes. Sua respiração ofegante ficava cada vez mais alta e ele bateu a mão contra o peito fracamente, balançando a cabeça. Confuso, Bucky para. Isso não fazia parte do jogo. Ele se levanta, mas o menino permanece na areia, respirando fracamente. Não era mais divertido, e o sorriso desliza lentamente para fora de seu rosto.

Ele corre para o banheiro gritando pela Sra Carlson.

Essa foi a primeira vez que ele socorreu Steve. Ele conheceu a Sra Rogers também no mesmo dia, quando ela veio para a escola mais cedo para levar Steve para casa. Sra Carlson disparava incontáveis elogios para Bucky sobre “estar alerta e salvar a vida do pequeno Steven”, mas tudo Bucky pode fazer é recuar e se esconder atrás a professora quando a Sra Rogers se agacha para agradecer-lhe.

Eles não sabiam que era culpa dele Steve ter quase morrido. Mas Steve nunca contou a ninguém. Pelo contrário, Steve gastou todo seu tempo das próximas semanas dizendo a todos na escola que o seu melhor amigo Bucky salvara sua vida.

Melhor amigo.

Bucky gostou de ser chamado assim, mesmo que pensasse não merecer. Afinal, ele quase matou o garoto.

Eles são mais altos agora. Bucky espera que o pano fino acima de suas cabeças fosse suficiente para abafar o som. Eles se amontoam perto de uma única vela acesa, deliciando-se com a discussão fora do horário de dormir.

—Vamos, me conte – Steve sussurra com raiva.

—Esse papo de Estrela Cadente é tudo mentira, ela não existe – protesta Bucky – Ela não pode me dar nada!

—Sim, mas.. - Insistia Steve, petulante – Se ela pudesse.

—se pudesse – Bucky ecoa, suspirando—Eu não sei, Stevie.

—Eu sei o que eu ia pedir—Steve diz em voz alta, e Bucky atira-lhe um olhar de advertência, em um pedido mudo para que falasse mais baixo – Eu pediria para ser maior e mais forte.

—Isso são duas coisas, e muito gananciosas – Bucky o empurra e Steve ri sem fôlego, seus olhos brilhando – Não é nada de errado com a maneira como você é, você sabe não é?

—Vamos, Bucky, não seja assim. Estou falando sério.

Bucky olha para o amigo com cuidado. Os ombros inclinados e ossos finos. Ele parecia algo tão pequeno, tão indefeso. A vela ameaça apagar com suas respirações pesadas.

—Estou falando sério, também – Bucky diz, e seu estômago acaba dando pequenos flips, e de repente ele sente uma sensação estranha na barriga.

Steve sorri, brilhante como uma chama.

Em seguida, um canto do lençol toca na vela, e seus gritos alarmados acordão a Sra Rogers imediatamente.

---

É por acaso que ele encontra os desenhos de Steve. Steve está na cozinha secando os pratos que a mãe havia lavado, quando Bucky vem para pedir ajuda com alguma lição de casa. Ele tinha sido muito preguiçoso para trazer seu próprio material.

—Eu tenho alguns lápis no meu estojo – Steve grita da cozinha. Bucky vasculha a bagunça e não encontra nada, com exceção de um encravado no interior de um pequeno caderno. Ele corre escada abaixo em direção a cozinha, e acidentalmente o caderno cai aberto, e ele ofega enquanto o lápis rola escada abaixo.

É apenas um esboço simples, mas é inconfundível. A ponte de Brooklyn se estende por ambas as páginas, perfeitamente sombreada e impecavelmente reta. Ele vira algumas páginas. A estátua da liberdade, o prédio da escola, a rua fora de sua casa.

—Oh – Steve diz silenciosamente, e Bucky olha para cima, o rosto em um claro espanto.

—Céus, Steve, você desenhou tudo isso? - Ele traça os dedos sobre a folha de forma suave, como que com medo de estragá-la.

Steve dá de ombros.

—Ajuda passar o tempo.

Bucky dá um assobio baixo, balançando a cabeça.

—Você vai ser um artista algum dia. Ou um arquiteto.

Steve cora, suas bochechas assumem um tom avermelhado. Ele abaixa a cabeça um pouco, envergonhado, mas obviamente satisfeito. Bucky entrega o caderno de esboços de volta para ele.

—Você acha mesmo?

—Eu sei reconhecer o talento quando o vejo – Bucky declara, sorrindo.

—Não é muito. Eu só faço edifícios. Pessoas são muito mais difíceis. Precisa de muito mais prática.

—Você pode praticar em mim.

Steve cora mais e joga o lápis para ele, que pega ainda no ar.

---

Ele está deitado na grama orvalhada. A parte de trás de sua camisa está quase encharcada, mas o ar da noite ainda está relativamente quente, então ele não se importa. Steve balança a perna casualmente, fazendo seus tornozelos baterem um contra o outro a cada dois segundos. O céu está excepcionalmente claro, e eles deitavam-se confortavelmente no escuro, bebendo. Bucky sente como se pudesse ficar ali para sempre, observando a lenta rotação de estrelas acima de suas cabeças.

A voz de Steve é uma corrente suave. Ele fala sobre a escola em primeiro lugar, em seguida, sobre as estrelas, e até sobre além delas. Bucky finge escutar, observando as estrelas.

—Você deve aprender a guiar-se pela estrela do norte – destaca Steve – Assim, você nunca vai se perder ou precisar de uma bússola.

—A não ser que chova – Bucky brinca, mas Steve ignora. Steve mostra-lhe as constelações, planetas e Bucky finge vê-los também. Tudo o que ele pode ver é um monte de luzes bonitas, penduradas no céu.

—Minha mãe diz que tudo no universo está conectado. A lua, as estrelas, nós somos uma parte de tudo. O universo é um ser, diz ela. Quando morremos, vamos voltar para o infinito, onde pertencemos. E estaremos no nosso lugar novamente.

Bucky ri humilde, e ele empurra o pé de Steve suavemente contra o seu.

—Tenho certeza de que estou certo onde eu pertenço.

A calmaria e silêncio. Ele pode sentir sua própria pulsação. Ele estava tão imerso na magia da noite.

A respiração de Steve, quente contra seu ouvido.

—Bucky – ele sussurra densamente, e Bucky já está virando-se para ele, olhando para o líquido azul de seus olhos. Olhando para os lábios, a forma como as bordas suaves são perfeitamente delineadas pela luz da lua. Ele sente uma dor estranha no fundo do peito, como que um desejo. A gravidade parecia puxá-los para cada vez mais de perto.

Bucky o empurra e arranca a mão de Steve de si. Ele sente quando seu rosto começa a esquentar, e ele sabe que está corando. Ele senta-se, passando a mão desajeitadamente por seu cabelo já úmido pelo contato com a grama.

—Está ficando tarde – ele deixa escapar – Eu te vejo por aí.

Dias, semanas, meses, anos mais tarde, ele pensaria sobre como ele poderia ter feito as coisas de forma diferente. Ele pensaria sobre como em vez de passar as mãos no próprio cabelo, poderia ter passado nos de Steve. Ele pensaria se os lábios de Steve estavam frios naquela noite, como seria a sensação dos dedos do loiro sobre si. Ele poderia pensar em tocar seus lábios, levemente no início, em seguida, mais fortemente. Ele pensaria sobre como, em vez de empurrar a mão dele, ele deveria ter agarrado e nunca deixado ir.

---


 


 

Ele perdeu todo o movimento em seus braços e pernas. Se era por causa do frio ou do medo, ele não tinha certeza. Ele queria rir, porque o chão ainda deveria estar muito longe, e ele queria rir, porque ele tinha quase certeza de que tudo isso era um sonho ruim. Ele queria rir, porque aquilo não era engraçado. Ele não riu.

O vento arrancava-lhe o fôlego. Ele mantinha os olhos bem fechados, porque se ele não pudesse ver o que está acontecendo, havia uma chance de que estivesse tudo na sua imaginação.


 


 

Dois.

 

 

 

---

—Por que você luta tanto se sabe que não pode ganhar? - Bucky pergunta exasperado, jogando os braços para cima em frustração, olhando para um Steve com um olho roxo e um lábio cortado.

—Como você sabe que eu não vou ganhar? - Steve olha para Bucky com seu olho bom.

Bucky suspira e não responde.

—Nem tudo tem que acabar em uma luta, Steve.

—Eu estaria melhor se você apenas me ensina-se seus movimentos de boxe, seu idiota egoísta – Steve sibila, empurrando-o logo em seguida. Bucky se esquiva com calma e balança a cabeça.

—Não, Obrigada – diz ele levemente, sorrindo duro – É bem mais divertido ver você lutando como uma menininha.

Ele muda de ideia logo depois.

Cerca de três semanas mais tarde, Steve deveria encontrá-lo no teatro as 8. Bucky esperava à meia hora. Ele suspirou de irritação e partiu a procura de Steve. Ele deve ter dormido demais, ou esquecido o tempo.

Ele passa uma rua particularmente estreita. O beco é escuro e longe da lâmpada de rua mais próxima, de modo que tudo o que ele pode ver é um par de sombras gigantescas, movendo-se rapidamente. Em seguida, ele ouve um gemido silencioso e as inconfundíveis batidas de carne batendo em carne.

Instintivamente, ele aperta os olhos e move-se, como uma mariposa se aproxima de uma chama. Ele não sabe que é Steve no chão até ele chegar perto o suficiente para ouvir o que eles estão sibilando.

—Isso, chore mais, fadinha – Um deles cospe, antes de desferir um pontapé afiado novamente.

Ele tinha inicialmente pensado em apenas parar a luta-se e colocá-los para correr como ele normalmente fazia, mas as falar do rapaz o fizeram queimar em raiva. Ele puxa o cara para encará-lo e o soca com tanta força que ele sente a vibração por todo o caminho até sua clavícula. Os outros dois rapazes respondem uma fração de segundo mais tarde, mas Bucky está pronto.

No momento seguinte, seus rostos pressionados contra o pavimento gorduroso.As juntas de Bucky estão doloridas. Ele arrasta Steve aos seus pés e pega-o no colo, e delicadamente leva-o para casa.

No dia seguinte, Bucky concorda em ensinar Steve algumas técnicas de boxe.

---

Steve incansavelmente questionou Bucky quando este arrumou sua primeira namorada. Quando Bucky finalmente teve coragem o suficiente para terminar com ela, Steve ficará mais chateado do que ele.

—Mas ela era tão legal! Tinhão tanto em comum – ele protesta – E ela era louca por você.

—Como você sabe?

—Oh – Steve desvia o olhar incisivamente, brincando com sua camisa – Todos sabiam.

Bucky tenta não ficar com a voz presa na garganta.

—Ela não era para mim, eu acho.

Ela não era você, ele queria dizer.

---

A carta muda a vida de ambos. Steve estava irritado e chateado, mas não há nada que qualquer um deles pode fazer neste momento.

—É apenas o treinamento – diz ele no final, para quebrar o silêncio – Eu estarei de volta antes que você perceba.

—Fala como se não soubesse o que vai acontecer – Steve diz categoricamente.

Bucky não responde. Entre eles havia uma pilha de jornais velhos que Bucky tinha recortado das estações de trem.


 

1500 MORTOS NO HAVAI, anuncia; CONGRESSO VOTA A FAVOR DA GUERRA.


 

Depois de Bucky fora convocado, Steve começa a tentar alistar-se em todas as oportunidades, mesmo que todos o julgassem baixo demais. Eles brigavam quanto a isso mais do que deveriam, mesmo depois de Bucky ir e voltar do treinamento, e mesmo depois de Bucky sai e retornar de seu treinamento. Ele disse a Steve que ele falhou no Básico e teve de ir novamente..

—Você tem sorte, Steve – Bucky grita, batendo as mãos na mesa – Você fica com a segurança. Você fica em casa, pode aproveitar a paz. Você não quer me seguir nesta guerra. Confie em mim, você não quer isso.

—Você não decide o que eu quero – Steve grita de volta.

---

Steve, Bucky pensa estupidamente enquanto gira através do ar.

 

Eu sinto Muito.

 

Três.

 

Eles estavam no quartel, depois do experimento.

—Eu não sabia que você ainda fazia isso – Bucky diz, erguendo as sobrancelhas em surpresa.

Steve salta com um grito, deixando cair o lápis e fechando o livro apressadamente. Ele falha espetacularmente e o livro cai no chão, aos pés de Bucky.

—Bucky – ele chia, olhando ainda mortificado.

—Oh, Céus, o que será que Steve Rogers anda desenhando, hein? Alguma mulher? É por isso que você nunca me mostra seus desenhos?

Ele ignora protestos fracos de Steve e pega o livro, folheando-o triunfante. Então ele para de rir e observa, virando as páginas lentamente. Do outro lado da sala, Steve engole de forma audível.

—Bucky – ele começa, mas para e torce as mãos em silêncio.

Eles são todos dele. Há um em que ele está em uma entrada segurando uma arma, outro de seu perfil lateral, com as contas apoiadas em um pinheiro. Outro de seu rosto, meio sombreado; outro e outro e outro. Algo alojava a garganta de Bucky.

—Você tem sido a prática – diz ele em voz baixa. Ele fecha o livro e joga-o de volta na cama de Steve.

—É melhor não deixar Carter vê-los – acrescenta amargamente, então ele sai da tenda.

---

Ele observa Steve de uma maneira que ele não deveria, mas ele está bêbado demais para se importar. A folga está quase no fim e eles logo terão de voltar ao trabalho. Ele aperta a boca em uma linha dura quando Steve ri, alto e de maneira completamente audível, mesmo que do outro lado da sala. Ele estava perto da Agente Carter, sussurrando algo em seu ouvido. Ela estava sorrindo de volta para ele.

Ele bebe o restante da bebida no copo. Quando ele voltar a olhar para Steve, o braço de Carter está escondido sob o seu, e eles estão batendo ombros e rindo. Ela estende a outra mão e bagunça o cabelo do loiro, e ele sorri mais. O estômago de Bucky se torce em um nó.

—Eu… Preciso de ar – murmura Bucky, e sai para fora pela porta dos fundos antes que fizesse algo do qual lamentasse depois. O ar frio bate nele como uma marreta e ele percebe tardiamente que deixou seu casaco lá dentro, mas ele está confuso demais para se importar. Suas roupas absorvem a chuva gelada imediatamente, mas não faz com que se sinta menos bêbado.

O mundo está girando, e ele apoia-se contra a porta e inevitavelmente solta alguns gemidos. A porta se abre e fecha rapidamente.

- Tudo bem, sargento? - Gabe pergunta suavemente, descansando uma mão pesada em seu ombro. Bucky geme novamente, inclinando-se para o calor dele, enrolando-se ao corpo à sua frente. Pele quente, suave e aguerrido. Ele encaixa o rosto em seu peito, respirando fundo, e imagina que é outra pessoa.

—Eu preciso – Bucky começa, então tropeça e empurra a boca contra a de Gabe. Ele abre em surpresa, e Bucky aproveita para aprofundar mais o beijo, as lágrimas escapando pelo canto de seus olhos. Gabe o empurra sem mais nem menos, e Bucky encontrasse bêbado demais para ler sua expressão. Ele cai contra o tijolo, bufando e limpando o nariz descuidadamente. A chuva fica em seu cabelo, seus olhos. Ele nunca se sentirá tão patético quanto agora.

 

—Fazê-lo – ele tenta continuar – Fazê-lo, ou que Deus me ajude -

Gabe provavelmente bateria nele. Em vez disso, ele exala, e sua boca está na de Bucky novamente, quente, úmida e disposta. Bucky soluça e permite que isso aconteça, com as mãos arranhando desajeitadamente seus ombros, seus dedos cavando fundo. Ele beija duro e selvagem como se estivesse lutando, mas não se importa, porque ele está bêbado e não quer que esses sentimentos façam parte dele.

As mãos de Gabe movimentaram-se em torno da parte de trás de sua cabeça, lento e paciente e suave. Ele desliza uma coxa entre as pernas de Bucky, como se eles tivessem feito isso mil vezes antes, e pressiona-o suavemente contra a parede. Bucky choraminga mais e limita-se a ficar parado.

 

Steve, ele pensa descontroladamente. Por favor.

 

Eles se beijam, até o gosto do sal das lágrimas de Bucky ser sentido por entre o beijo, e Gabe se afasta, sacudindo a cabeça lentamente de um lado para o outro. Ele descansa sua testa contra a de Bucky, fechando os olhos. A chuva escorre por entre eles, ambos molhada agora, e começando a tremer.

—Você não quer isso.

—Eu faço – Bucky diz teimosamente, e torna a beijá-lo novamente para provar, mas Gabe coloca a mão em seu peito, delicadamente, para mantê-lo afastado. Sua outra mão vem, o polegar roçando as bochechas de Bucky com ternura.

—Não – Gabe diz calmamente – Você não quer isso. Não comigo.

Bucky fecha os olhos de vergonha. Ele vira o rosto a fim de não ter que encarar os olhos do amigo.

—Não, não com você – ele concorda.

---

Eles têm uma grande missão amanhã, e eles estão acampando inquietos na borda de uma montanha. Dugan resmunga sobre a neve, e Bucky deseja que ele não precise ver a neve novamente. Ele está cansado de sentir frio.

As tendas improvisadas bloqueiam a maior parte do vento, mas o frio sobe do chão coberto de neve, e ele não consegue dormir. Ele pode dizer a partir das curtas respirações de Steve que ele ainda está acordado também. À sua direita, Dugan ronca alto o suficiente para assustar qualquer animal, e Bucky usa isso como desculpa para rolar mais perto de Steve.

—Eu não estava praticando, você sabe – Steve sussurra de repente, como quando eram crianças; Steve não conseguia dormir a noite, e acordava o amigo para conversas noturnas. Sentiam-se rebeldes por estarem acordados após o horário de dormir.

—O que? - Bucky murmura, tentando esquentar suas mãos.

—Os desenhos – Steve esclarece – Quando eu fiz esses desenhos, eu não estava praticando. Estava pensando em voc-

—Não – Bucky corta duramente, virando-se imediatamente.

 

Isso não é justo.

Ele pensa, e de repente está de volta a quando eles tinham quatorze, e como ele realmente queria beijar Steve. Ele pensa sobre Carter, e do jeito que ela olha para Steve em meio a toda a sala lotada.

 

—Eu não quero -

 

—Eu quero – Steve insiste.

Grunhidos de Dugan são ouvidos.

—Estou cansado – Bucky diz – Amanhã, grande dia. Você vai me deixar dormir, Cap, ou você quer que eu falhe espetacularmente e mate toda a nossa equipe?"

—Só me deixe – Steve diz desesperadamente, então suas mãos descansam levemente nos ombros, cintura e pulsos de Bucky. Ele se vira para Bucky, a fim de encará-lo, e Bucky fecha os olhos, os ossos vibrando de desejo. Seu corpo parece queimar onde Steve o toca, e ele encontra-se totalmente submisso ao loiro. Ele finalmente permite que isso aconteça, e não se afasta. Quando os dedos de Steve passam por sua mandíbula, Bucky solta um suspiro e abre os olhos.

Steve está diferente agora. Suas mãos são quentes e maciças, os ombros resistentes como um deus grego. Mas os seus olhos ainda são os mesmos, macios, de um azul insistente, e eles chegam a Bucky como uma maré. Seus lábios são os mesmos, entreabertos, tremendo levemente por conta do frio.

—Bucky – Steve diz, com a voz rouca. Ele soa como se ele estivesse prestes a chorar – Eu quero. Por favor.

Dugan rola novamente, bufando, e Bucky pisca e cera os punhos antes de Steve poder tirar sua mão.

—Não – Bucky bufa – Você não vai me fazer pedir.

Em seguida, ele se afasta e coloca as mãos sob a cabeça e força os olhos fechados, sua pele queima e seu coração bate ritmicamente. Ele tenta mandar sua ereção embora, amaldiçoando interiormente sua estupidez, a sua covardia.

Steve suspira. E, por alguns segundos, ele se sente novamente na sala de estar dos Rogers, dormindo agarrado ao moreno sobre as almofadas, e não sobre a neve.


 

Ele tinha sido estúpido toda sua vida, Bucky percebe. Todo este tempo pensando que era seu trabalho para proteger Steve; Parecia tão importante no começo, mas agora tudo o que ele podia fazer era desejar que tivesse feito de maneira diferente, mais uma vez, pela milésima vez.

Queda de algumas centenas de pés através do ar realmente dá a um cara alguma perspectiva.

Quatro

 

Ele ainda não estava morto, mas ele estaria em breve. A pessoa que havia dito aquilo, estava certa em um ponto: Ele não conseguia sentir nada. Não sentia a neve em seu rosto ou o movimento das pernas. Nem as pontas dos dedos. Virando a cabeça lentamente, ele tenta ver onde ele caiu.

Os olhos azuis olham de volta para ele

—Encontrei você – diz Steve, sua respiração saindo em um jorro de nevoeiro.

Bucky não pode falar. Não consegue.

 

O que você está fazendo?

 

Você não deveria estar aqui. Eu sinto Muito. Eu deveria ter segurado sua mão. Deus, tudo o que eu queria era segurar sua mão.

 

—Está tudo bem – Steve suspira, chegando mais perto. Suas bochechas estão rosadas por causa do frio, os lábios ainda incrivelmente macio, intocados pela geada.

Eu estou morrendo, Stevie.

 

—Está tudo bem – Steve diz novamente – Aqui, segure a minha mão. Eu estou bem aqui. É quente. Feche os olhos, Bucky.

É quente,  Bucky ecoa fracamente, seus olhos procuram os do loiro.
 

—Eu estou pensando sobre aquela noite – Steve continua igual. Sua respiração aquece a orelha de Bucky – Sinto muito. Eu não cheguei a beijá-lo.

Sinto muito, também.

 

—O que você pode ver?

A-a Estrela do Norte.

 

Uma risada baixa.

—Não minta para mim, Bucky.

Diga-me outra vezpede Bucky, desesperado –

Onde vamos quando morremos.

 

—Para o infinito – Steve diz, sem nem hesitar, e Bucky pode quase sentir as pontas dos dedos agarrados aos seus – Voltar para onde tudo começou, onde tudo tem um lugar, onde nós pertencemos.

Se for verdade, me diga que é verdade; Nós estaremos juntos então? Você vai me encontrar?

 

—Eu prometo – Steve diz, sua voz como o vento.

Bucky abre os olhos uma última vez, mas Steve já havia desaparecido.

 

 


Notas Finais


Obrigada a quem leu até aqui, comentários são bem vindos


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...