História You Worth My Sacrifice - Jikook - Capítulo 13


Escrita por: ~ e ~IAmTheDarkness

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook, Jimin, Jungkook, Vampire, Yaoi
Visualizações 88
Palavras 1.945
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Chegamos kkkkk
Esperamos que gostem :)
Hoje tem atualização dupla :)

Capítulo 13 - Me deixa sofrer em paz


A tristeza estava estampada em meus olhos. Desde o instante em que o baile foi interrompido e a informação de que um corpo fora encontrado do lado de fora da escola, desespero era tudo que passava por mim. Jungkook e Junhyun não estavam conosco. E se fosse de um deles esse corpo?

Todos os alunos correram por todas as partes da escola, saíram e foram em busca de informações sobre quem poderia ser o encontrado. Quando eu cheguei na rua e encontrei Jungkook no meio da roda de pessoas que estavam na volta da pessoa, já com a emergência também ali, só consegui senti lágrimas se formarem em meus olhos: meu melhor amigo estava atirado no chão, todo sujo de sangue.

O pior não foi essa cena que presenciei, pois eu ainda tinha esperanças de que fossem levá-lo ao hospital e ele fosse sobreviver. O pior foi ouvir o que os médicos disseram em seguida no telefone para um outro local:

- Perdemos o garoto. Não tem pulso. – Ao ouvir aquilo, eu senti a dor de perder não apenas um amigo, mas um irmão.

Aproximei-me de Jungkook enquanto as lágrimas já caíam e fiquei o encarando na espera por um abraço. Um abraço que não veio. O carinho que eu precisava veio de alguém que eu não esperava: Jin. O irmão de Jungkook me abraçou carinhosamente e me sussurrou palavras de conforto.

O funeral, então, conseguiu ser ainda pior. Pessoas que nunca dirigiram uma sequer palavra a Junhyun estavam presentes, dizendo que ele era uma pessoa incrível e por aí vai. Minha raiva dessas pessoas era tanta que eu apenas queria gritar com todas elas e arrastar seus rostos no chão, nas pedras, no que fosse. Apenas queria os machucar da mesma forma que eu estava machucado.

Junhyun sempre esteve ali para e por mim, como um verdadeiro amigo. Ele e Namjoon sempre foram meus melhores amigos, sempre me trataram bem, até mesmo quando souberam que eu e Jungkook tínhamos algo. Tínhamos, porque não sei se ainda temos.

O funeral aconteceu dois dias após Junhyun ser encontrado, pois os pais dele não estavam em condições de realizarem um funeral. Na verdade, ainda não estão, mas era necessário – infelizmente.

Nesses dois dias, eu preferi não me isolar. Passei esses dias com Namjoon e Jin. Jungkook se recusava a ficar conosco, ainda que estivéssemos em sua casa. Qual o motivo de tudo aquilo? Eu não sabia dizer. Era muito confuso.

No funeral, além dos pais de Junhyun, eu e Namjoon também dissemos algumas palavras de apoio. E como em um bom funeral, típico de filmes, começou a chover enquanto observávamos seu caixão descer e ser coberto de terra. Meus pais também estavam tristes e minha mãe chorava abraçada em mim, eu já não estava chorando, mas estava devastado.

Eu tinha visto o meu melhor amigo todo ensanguentado, todo machucado, e o vi ser enterrado. Não tinha como não se abalar com tais cenas. Era doloroso demais.

Quando tudo acabou e eu fiquei em casa, percebi que ficar sozinho já não parecia uma ideia tão agradável. Percebi que a solidão não parecia mais me completar como ela costumava completar. Mas, percebi também, que o vazio que eu sentia era pura tristeza e saudade por conta da minha perda. Não havia nada a ver com o fato de eu estar sozinho e sim por alguém estar faltando no momento. Alguém que não iria voltar.

E eu queria sofrer em paz, longe dos outros. E eu aproveitei a semana sem aula para fazer isso. A escola deu uma semana de folga aos alunos por conta do ocorrido. Disseram que seria melhor para evitar traumas. Ninguém mandou todos terem permanecido na volta de Junhyun mesmo depois de descobrir o que tinha acontecido. Eu fiquei na volta dele por eu ser algo dele, não por curiosidade.

- Filho... seu amigo está aqui. – Minha mãe me avisou, abrindo um pedaço da porta.

- Não quero ver ninguém que não seja você e o papai, mãe. – Eu praticamente sussurrei. -–Sei quem está aí e eu não quero ver ele. Se Namjoon aparecer por aí ou Jin, eles podem entrar. Mas ele não.

- Ele disse que não vai sair daqui até ver você. – Informou ela, me fazendo revirar os olhos. – Aproveite que eu e seu pai vamos ao supermercado e converse com ele, meu anjo. Chegamos para o jantar, não se preocupe, traremos pizza para você. – Ela me deu um beijo na bochecha e saiu do quarto, deixando a porta aberta.

Levantei com a maior má vontade já vista na história da humanidade. Calcei minhas pantufas e saí do quarto, vendo que meus pais já estavam mesmo de saída, portanto que meu pai apenas acenou com a cabeça para mim e fechou a porta atrás de si. Jungkook me encarou fixamente e eu cruzei os braços, soltando um suspiro em seguida, apenas para quebrar o silêncio.

- Jiminnie, eu queria apenas te ver e... – O interrompi.

- Já me viu. Agora pode ir embora. – Fui rude mesmo.

Eu estive em sua casa e fui ignorado. Ele não pensou em mim e no fato de que eu tinha perdido o meu melhor amigo, então eu não devia agora tratá-lo bem apenas por educação. Aquelas declarações todas e suas frases sobre gostar de mim se tornaram falsas aos meus ouvidos após ele ter me ignorado sem eu ter feito absolutamente nada.

- Não precisa agir assim, Jiminnie. – Tentou se aproximar, mas eu me afastei.

- Me deixa sofrer em paz, Jungkook. Por favor. – Senti as lágrimas se acumularem em meus olhos, mas não queria chorar na frente dele.

- Eu entendo a sua dor, mas não precisa me tratar assim. Eu vim aqui tentar te animar um pouco, ou conversar, olhar televisão, ouvir música, fazer algo com você para te distrair.

- Agora você quer fazer algo comigo? – Me alterei. – E nos últimos dias? Você ignorou minha existência quando tudo o que eu queria era um abraço seu. Eu só queria que você me abraçasse, não precisava dizer uma sequer palavra, mas você não se animou nem a chegar perto de mim.

- Eu quis te dar seu espaço... – Ri sem graça com a colocação dele. Ele queria a terceira guerra mundial, só podia. Não me pegou em um dia bom.

- Me dar espaço é o cacete! – Gritei. – Eu não precisava de espaço, eu precisava de você ao meu lado.

- Eu não sou seu namorado, Jimin. Não me cobre algo que eu não sou obrigado a fazer. – Ele também se alterou. – Não estamos em um relacionamento.

- Lá vem você de novo com isso. – Botei as mãos na cabeça. – Você só faltou dizer que ainda está comigo por sexo.

- Ah, você quer que eu diga isso? Você quer que eu te diga que estou com você só para te foder? Porque se está esperando isso só para poder implicar ainda mais comigo, vai ficar esperando. – Me senti ser empurrado contra a parede e seus braços ficarem um de cada lado da minha cabeça. – Eu gosto de você, mas eu não sou seu namorado. Isso não significa que eu ainda queira só sexo, porque eu não vim aqui para transar com você até que você diga chega, eu vim aqui para distrair seus pensamentos, Jimin. Se você não consegue reconhecer a maneira que estou me esforçando, eu não posso fazer nada.

- Você podia ter feito. Eu só queria a porra de um abraço.

- Então me dá a porra do abraço, Jimin. Estou aqui, de braços abertos, disposto a fazer o que você quiser que eu faça. – Ele abriu os braços em minha frente e eu me aproximei dele.

- Eu quero que você vá embora! Eu não quero mais saber de você! – Sussurrei em seu ouvido, me afastando em seguida e sendo puxado e prensado contra ele. – Me solta!

- Não! – Negou. – Você realmente quer que eu me afaste? Porque se quiser, eu não vou voltar atrás.

- Eu já disse, Jungkook. Eu quero que você vá embora. Me esquece!

...JEON JUNGKOOK...

Eu não esperava que fosse praticamente ser expulso da casa de Jimin. Talvez eu tenha merecido, não fujo dessa hipótese, mas por qual motivo ele me tratou daquela maneira? Só porque eu o ignorei nos últimos dias?

Queria poder dizer a verdade para ele. O verdadeiro motivo de eu ter me mantido distante. Mas o que eu iria fazer? Eu não conseguia olhar nos olhos dele após ter matado seu melhor amigo.

Eu não conseguia, era impossível encará-lo sem lembrar que tirei a vida de alguém que era como um irmão para Jimin. Não conseguia, por mais que eu tentasse.

Não queria que tivéssemos discutido, queria ter apelado o suficiente para ele pedir que eu ficasse, mas, como ele não pediu, eu fiz o que ele quis e fui embora.

Já em casa, sentei-me no telhado e fiquei observando o movimento de tudo na rua: os carros, as pessoas, os pássaros, até as árvores. E cada detalhe de vida no que eu enxergava me fazia pensar que eu não deveria ter ido embora. Deveria ter o abraçado mesmo contra sua vontade. Vai ver era isso que ele queria.

- Faz muitos séculos desde a última vez que vi você tão cabisbaixo. – Meu irmão disse, sentando-se ao meu lado e escorando a cabeça em meu ombro. – E que bom que faz tempo, porque odeio te ver desse jeito. O que aconteceu?

- Jimin disse que não quer mais me ver. Basicamente isso. – Forcei um suspiro frustrado. – Nós tivemos uma discussão das grandes e ele praticamente me expulsou da casa dele. Doeu de um jeito que eu nem pensei que ainda pudesse doer.

- Eu sinto muito, meu amor. – Ele beijou minha bochecha e sorriu para mim. – Mas é bom ver que você ainda tem sentimentos.

- Eu não tenho sentimento nenhum, Jin. Eu já estava aqui justamente pensando que agora eu posso beijar quem eu quiser sem sentir a culpa de estar traindo Jimin. – Dei de ombros. – Já que fiz isso uma vez e não me arrependi.

Eu menti, é óbvio que eu menti. Eu me arrependi e muito de ter traído Jimin, mas eu não daria esse gostinho a meu irmão. Não daria o gostinho da vitória a ele. Ele começaria com suas conversas e discursos e tentaria me fazer pedir perdão a Jimin.

- Não. Como você teve coragem de trair ele? – Me estapeou no ombro.

- Não me enche, Jin. Eu transei com o Taehyung. Feliz? – Ele me encarou boquiaberto e começou a me dar ainda mais tapas. – Para!

- Você quer que eu pare? Qual é o seu problema, Jeon Jungkook? – Gritou comigo. – Eu já esperava que você fosse trair ele, por mais que não quisesse pensar nisso, mas você precisava mesmo ter feito isso com Taehyung? Isso só me faz pensar que você gosta dele, não consegue se desgrudar nunca.

- Ele é bom de cama, só isso. – Falei simples e era verdade. Não sentia nada por Taehyung, apenas uma vontade louca de transar com ele, simples. – É só sexo.

- Você me dá uma raiva quando age desse jeito...

- Como se eu ainda ligasse para isso. – O encarei sério.

Eu realmente não ligava mais para a opinião dele. Eu apenas ligava para o fato de que eu estava mesmo me apaixonando. E até eu que não podia sentir dor, estava sofrendo.

Eu queria Jimin e eu o teria, nem que para isso eu precisasse causar nele muito ciúme.

Ele iria ver como era ser provocado. E ele iria perceber que pertence a mim da mesma forma que eu, infelizmente, agora pertencia a ele.


Notas Finais


Esse capítulo foi bem deprê :/
O próximo, que ainda sai hoje, está mais tranquilo kkkk
até mais tarde *-*


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