História You Worth My Sacrifice - Jikook - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~IAmTheDarkness

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook, Jimin, Jungkook, Vampire, Yaoi
Visualizações 80
Palavras 2.108
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Desejamos a vocês uma ótima leitura ♥

Capítulo 3 - Tenho duas propostas


...PARK JIMIN...

Jungkook permanecia encarando-me e, por mais que eu sentisse uma ponta de vergonha, não tinha coragem de quebrar o contato entre nossos olhos. A tensão no ar era palpável, assim como o desejo repentino que pareceu me obrigar a me aproximar e senti-lo. Algo, porém, me impediu de me mover. Quando me dei conta do que era, percebi que estava encurralado no canto do banheiro e ele estava em minha frente, me olhando tão penetrantemente que chegava a me hipnotizar.

Eu nunca vi um olhar tão profundo quanto o dele. Algo na intensa escuridão de seus olhos me chamava tamanha atenção, era como se eu não conseguisse mover os olhos para outra direção. Ao descer meus olhos para sua boca, foi como se eu estivesse encarando o caminho da perdição.

Se desejá-lo era pecado, então eu queria ser o maior pecador de todos. Nem consigo acreditar que estou pensando em uma coisa dessas, mas eu não consigo nem mesmo me importar. Os pensamentos totalmente impuros que estou tendo nesse momento me fazem ter vontade de arrancar todas as roupas dele e passar o resto do dia apenas o beijando e sentindo sua pele tocando na minha e seu corpo contra o meu.

Era tentadora demais a ideia de agarrá-lo sem pudor algum, mas e eu lá tinha coragem para tomar tal atitude? Nem mesmo tinha coragem de dar mais um sequer passo.

- Acredito que você já tenha entendido o que eu quero. – Senti sua boca próxima ao meu ouvido no mesmo instante em que o ouvi sussurrar. Sua voz arrastada e sua língua passando perto da minha orelha foi quase que o suficiente para eu implorar que ele fizesse algo a mais. – E, melhor ainda, parece que você também quer.

- Depende do que você pode me oferecer. – Sorri de maneira sugestiva e vi o seu olhar estampar todas as suas segundas, terceiras e quartas intenções.

- Posso te oferecer o paraíso. – Disse ao me puxar pela cintura e eu senti um arrepio percorrer meu corpo inteiro.

O barulho do sinal para o intervalo soou alto e foi isso o que pareceu me despertar. Quando dei por mim ele já tinha saído do banheiro e eu estava ali, sozinho e encarando o nada. Esse menino é muito estranho.

...JEON JUNGKOOK...

Eu nunca vou me cansar de reclamar sobre o ensino médio. Nesses meus quase mil anos de idade eu fiz muitas vezes o colegial, em lugares diferentes e conhecendo muitas pessoas diferentes. Meu irmão, Jin, sempre me acompanhou nessa minha longa e escura jornada. Ele ainda é o pouco de luz que tem na minha morte.

Sim, estou morto. Acredito que posso definir essa minha condição como uma maneira de viver, ou sobreviver. Isso não é muito importante e eu honestamente não sou alguém que liga para detalhes desnecessários. E eu sou uma pessoa detalhista, mas quando me convém, é óbvio.

Eu existo para as coisas que me convém. Quando eu vou para um lugar novo, como agora que estou em Kalena, eu sempre procuro por todos os lugares, até nos menores cantinhos, pessoas que despertem o meu interesse. Por enquanto, um grande desafio que encontrei foi Park Jimin.

Quando cheguei perto dele pela primeira vez, pensei que seria muito difícil de encantá-lo, mas nessa manhã eu percebi que não vai ser tão complicado assim ter ele em minhas mãos. Estamos agora no intervalo e, como ele mesmo disse, queria me enturmar, então fez com que eu e meu irmão sentássemos na mesma mesa que ele e seus amigos, o tal Junhyun e o Namjoon.

Eram pessoas educadas, mas ficaram conversando sobre jogos e esportes e eu não dava a mínima para esses assuntos. Eu estava mais preocupado em ouvir os pensamentos confusos de Jimin. Eu tinha um pequeno sorriso e meu irmão já havia percebido, senti isso no momento em que ele me cutucou, como se mandasse eu parar de escutar os pensamentos alheios.

Essa é apenas uma de minhas habilidades, tal que ele também tem, porém não usufrui. Eu já disse que estou morto, o que mais preciso dizer para que vocês descubram o que eu sou? Caso queiram a resposta: sim, eu sou um vampiro.

Um ser destinado ao Inferno, que não tem um coração batendo e que sente o cheiro de sangue a quilômetros de distância. Quando estou perto de tantos humanos tudo que eu escuto, além de milhares de pensamentos, é o som do sangue deles passeando por suas veias e o coração de cada um. Sei quando estão batendo mais rápido e quando não estão.

Quando estive tão próximo de Jimin nessa manhã eu sabia que seu coração estava acelerado, pois precisei me manter firme para não acabar com a vida dele. A sorte é que eu me preveni e me alimentei antes de vir para a escola. O humano do café da manhã até que estava bem satisfatório.

Meu irmão só toma um pouco de sangue de cada humano, ele não gosta de matar. Mas eu gosto mesmo de tomar o sangue até que não tenha uma única gota dentro do corpo de quem se tornar minha refeição. Eu não sou alguém que se preocupa com sentimentos nem nada do gênero.

Por mais egoísta que isso soe, eu só me preocupo comigo mesmo.

O motivo de eu estar perseguindo Jimin é bem simples: ele despertou um desejo em mim e eu quero transar com ele. Não vai a nada além disso.

Nenhuma relação para mim vai além de sexo e não vai ser ele quem vai mudar isso. Eu sempre faço minhas vítimas enlouquecerem de um jeito ou de outro. Apareço do nada, sumo do nada, deixo frases no ar e desapareço, faço coisas inesperadas e sou muito bom manipulador. Dessa maneira, sempre faço com que as pessoas façam as minhas vontades. Não é algo tão difícil.

Como vampiro, tenho muitas habilidades ao meu favor. Eu sou veloz, consigo aparecer e desaparecer de um lugar em segundos e, convenhamos, isso me ajudou bastante a dar um primeiro susto em Jimin, não foi? Outra coisa que me ajuda e muito, é o fato de que eu não envelheço e minha aparência é impecável. Atraio os olhares de todos.

Além disso, eu consigo escutar pensamentos. Não é maravilhoso? Eu não sou um vampiro tão interessante quanto os dos filmes e livros que consegue hipnotizar as pessoas, mas eu pelo menos consigo manipular direitinho todo mundo. Quem precisa de hipnose quando se tem um poder enorme de persuasão?

Eu, por mais que me alimente com sangue, tomei um suco durante o intervalo e comi batata-frita, que eu nem sabia que davam de almoço em uma escola. A comida humana era boa, mas nada se comparava com a minha verdadeira fonte de alimento.

Por mais que eu quisesse interagir no assunto, não tinha muito o que falar. Eles também não tentaram falar comigo, então permaneci em silêncio, com um sorriso travesso em meus lábios. Jimin estava pensando em mim.

Por baixo das cadeiras eu entrelacei minha perna na dele e percebi que ele corou, mas nem o encarei para confirmar minha teoria. Em seus pensamentos ele praticamente implorava para que tivesse outro momento igual ao do banheiro e eu me segurei para não realizar seu pedido no mesmo instante.

O sinal tocou e todos voltamos para nossas salas de aula.

- Ele gostou de você. – Jin sussurrou para mim e eu sorri, o encarando.

- Eu sei. – Também sussurrei.

- Então tente tratá-lo direitinho. – Eu segurei uma risada.

- Você ainda pensa que eu sou uma boa pessoa? – Perguntei irônico. – Porque se sim, está se iludindo tanto quando ele.

Fiquei prestando atenção nos pensamentos de Jimin ao invés da aula. Aprendi tantas vezes as mesmas coisas que consigo ir bem sem nem me esforçar muito. As aulas até que não demoraram para acabar, ou eu que me distraí verdadeiramente e não prestei atenção no tempo.

- Tchau, Jungkook! – Jimin me disse todo tímido e saiu da sala com seus amigos.

Precisei sorrir com a atitude dele e fui embora com meu irmão, que durante o caminho inteiro ficou me dizendo que não aprovava o meu jeito e que não aprovava minhas atitudes. Eu já sabia disso, talvez no fundo nem eu mesmo aprovasse, mas quem é que liga? Tirando ele, claro.

Acabou que para descontrair nós apostamos corrida até em casa, correndo feito dois loucos pelas ruas e ignorando o fato de que quem nos olhasse nos chamaria de aberrações, já que éramos mais rápidos que os carros.

- Chegaram já? – Perguntou Chaerin, uma mulher muito simpática com quem eu e Jin estávamos morando.

Antes que perguntem, ela não é vampira e não sabe sobre eu e Jin. Para ela, somos apenas dois adolescentes que estavam perdidos e, por esse motivo, ela e seu marido, Hyunjae, acabaram nos “adotando”. E eles tinham uma filha pequena, chamada Naeun. Ela era adorável e, provavelmente, era a pessoa no mundo que mais me encantava. Ela sempre procurava a mim para brincar com ela ao invés de meu irmão e eu achava isso tão engraçado, que passava horas me divertindo com a pequena.

Eu sabia que hoje teria um jantar na nossa casa, mas não fazia a mínima ideia de quem iria aparecer e nem dava muita importância para isso.

No entanto, ao abrir a porta lá pelas oito da noite e encontrar Jimin e seus pais, senti que esse jantar seria mais interessante do que eu imaginava. Cumprimentei os três com um sorriso nos lábios e fiz um sinal para que todos entrassem. Eu estava vestido talvez um pouco formalmente demais, com uma camisa social cor vinho e uma calça preta que eu confesso que era bem colada ao meu corpo.

Jimin estava vestindo uma roupa mais casual, do seu jeito meio desajeitado, mas que continuava fazendo aquele desejo que citei aparecer novamente. Chaerin cumprimentou os pais de Jimin e, cumprimentou também, Jimin e eu apenas permaneci o encarando.

Sentei-me no sofá enquanto os “adultos” estavam na sala de jantar conversando e coloquei uma perna para o lado, ficando totalmente atirado no sofá e percebendo que aquela posição prendeu os olhos de Jimin em mim. Definitivamente, encantar ele seria mais fácil do que roubar doce de criança.

- Pode sentar se quiser. – Eu disse ao ver sua inquietação e percebi que ele puxou uma almofada para seu colo quando se sentou.

Estaria ele excitado? Sério? Eu nem provoquei ele. Será que sou tão atraente assim? Os pensamentos dele nesse momento eram tão pecaminosos que o sorriso malicioso permanecia nos meus lábios e eu não pretendia tirá-lo dali.

Percebendo que sem esforço eu já surtia efeito em Jimin eu resolvi provocá-lo um pouquinho. Seria divertido. Fui até a cozinha e peguei um pirulito e o abri, voltei para o sofá como quem não queria nada, como se eu estivesse apenas com um doce na boca, mas passei a brincar com a minha língua no pirulito e vi quando ele instintivamente passou a língua nos próprios lábios.

Aquele doce nem estava tão bom assim, mas fiz parecer que estava maravilhoso. Eu o encarava penetrantemente, deixando bem claro que seu olhar não era a única coisa que eu queria penetrar e ele percebeu isso. Eu permanecia lambendo e chupando aquele pirulito enquanto o encarava e via o quanto ele se remexia no sofá, apertando a almofada contra si. Então parei de provocar ele, já estava virando maldade.

- Isso aí vai te machucar se você não der um jeito. – Sussurrei para ele, que ficou mais vermelho do que um pimentão e me olhou descrente. – Falei algo que não deveria?

Uma coisa que todos devem saber é que eu amo sarcasmo e ironia. Essas duas coisas simplesmente completam o meu ser. Esse sou eu. Quem gosta, gosta e se não gosta, eu não ligo.

- Só finge que não viu isso. – Pediu baixo e eu andei até ele, sentando ao seu lado. – Por que está tão perto?

- Pensei que pudesse querer uma ajudinha. – A inocência na minha voz foi o suficiente para eu quase rir. – Vem comigo.

Minha voz agora foi firme e, como pareceu uma ordem, ele me seguiu. Entramos em meu quarto e eu tranquei a porta, sorrindo com malícia para ele.

- Eu tenho uma proposta. – Declarei. – Ou melhor, duas.

- Quais? – Me encarou parecendo estar com dúvida.

- A primeira é que nós podemos apenas ficar nos encarando aqui enquanto você fica com dor por não deixar que eu te ajude.

- E a segunda? – Eu me aproximei e o atirei em cima da cama.

- Você deixa que eu cuido disso por você. 


Notas Finais


Até o próximo ♥


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