História You Worth My Sacrifice - Jikook - Capítulo 4


Escrita por: ~ e ~IAmTheDarkness

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook, Jimin, Jungkook, Vampire, Yaoi
Visualizações 282
Palavras 2.261
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Cheguei sozinha de novo só pra desejar boa leitura ♥

Capítulo 4 - O beijo da morte


Jimin me olhou como se duvidasse de minha segunda proposta. Mal sabia ele que eu não tinha receio com assunto algum, sendo assim falava tudo que estivesse com vontade sem nem me importar com a opinião dos outros perante minhas palavras.

- O jantar está servido! – Gritou Chaerin do andar debaixo e eu me afastei um tanto quanto bruscamente de Jimin.

- Parece que o seu tempo para decidir acabou. – Forcei um suspiro e senti a decepção no olhar dele. O vi levantar da cama e me puxar pela gola da minha camisa.

- Eu não quero jantar. – Seu olhar era indecifrável e isso fez um sorriso aparecer em meu rosto.

- E o que você quer? – Provoquei.

- Você.

Eu perdi completamente o meu raciocínio no momento em que o ouvi confessar que me queria e o grudei contra a parede, juntando nossos lábios no mais afoito dos beijos. Nossas línguas brincavam uma com a outra de maneira apressada e nossas mãos passeavam pelo corpo um do outro como se estivéssemos nos conhecendo com as próprias mãos.

Eu apertava sua cintura enquanto trazia seu corpo para mais perto do meu e ele puxava meus cabelos com pouca força. Senti ele arfar quando eu o apertei mais contra a parede e não evitei de abrir um pequeno sorriso enquanto ainda o beijava.

Ele estava sem ar, eu sabia daquilo, mas ele não me empurrou e eu me aproveitei de sua falta de ação. Normalmente eu preciso passar no mínimo duas semanas tentando me aproximar de minhas vítimas amorosas, mas Jimin foi tão fácil de se persuadir. Eu sabia que o queria e sabia que era recíproco. Não é como se fosse necessário algo a mais que isso.

Jimin é simplesmente tão tímido da sua maneira com olhares e agora ele está tão entregue aos meus toques. Ouço seus suspiros o tempo inteiro. O senti me dar um leve empurrão e observei seus lábios levemente inchados e sua respiração descompassada e acelerada.

- Ainda não quer jantar? – Dei um sorriso safado e vi que ele riu de maneira tímida. – Se quiser continuar aqui comigo eu não vou reclamar.

- Vamos comer. – Fiz um olhar decepcionado e vi ele rir novamente. – Você me deixou quase sem ar, eu preciso respirar um pouco, sabia?

- Ou você pode prender a respiração e me beijar mais um pouco. – Sugeri, mas ele já tinha ido até a porta.

Descemos as escadas e andamos até a sala de jantar, onde nos sentamos de frente um para o outro e todos ficaram nos encarando. Jin me dizia com o olhar que eu estava encrencado e eu apenas mantinha o meu sorriso travesso e diabólico nos lábios.

- Estavam falando sobre a escola? – Perguntou a mãe de Jimin.

- Sim. – Jimin quase engasgou e eu fiquei o encarando. – Uma matéria muito complicada que precisamos estudar.

- É, realmente... A anatomia da minha boca é bem difícil de ser estudada e eu aposto que você quer estudar sobre isso todos os dias. – Jin me chutou por baixo da mesa, mas eu nem me mexi.

Jimin me olhou de maneira descrente e de repente todos pararam de comer e quase que pararam de respirar também. E eu permanecia encarando Jimin, que levantou da mesa e saiu correndo. Nem mesmo fiz menção de levantar e ir atrás dele, estava agora recebendo o olhar desaprovador de seu pai.

- Eu disse algo que não deveria? – Me fingi de inocente e seu pai largou seus talheres com força, levantando e me encarando.

- Você estava envergonhando o meu filho. Eu não me importo se ele namora meninas ou meninos, mas você não precisa expor ele desse jeito. – Por mais que suas palavras fossem ríspidas, seu tom era gentil.

- Oh, eu não posso falar sobre ele estar soltando suspiros e mais suspiros enquanto me beija? – Continuava me fingindo de inocente. – Não pensei que fosse segredo ou que isso fosse um tipo de ofensa.

O pai de Jimin novamente sentou e ficou comendo como se nada tivesse acontecido, ainda que o clima na mesa não fosse nada favorável. Após eu fingir que comia sob os olhares carregados de meus "pais" e meu irmão, levantei da mesa e andei até a escadinha que tinha ao sair pela porta da frente de casa.

Jimin estava sentado no segundo degrau e vi que ele secou os olhos quando me viu e também ouvi ele fungar. Sentei ao seu lado e ele começou a mandar que eu saísse dali, mas permaneci mesmo assim. Desde quando eu obedeço alguém?

- Você não pode nem respeitar que eu quero ficar sozinho? – Ele nem mesmo me encarou.

- Na verdade, não. – Abri meu sorriso diabólico de sempre. – Mas posso te levar para um lugar onde a vista é mais interessante.

- Onde? No seu colo? – Ele levantou um pouco irritado e me levantei também, parando bem próximo a ele.

- Se você quiser. – A maneira sugestiva com que eu falei fez seu cérebro se preencher de novos pensamentos e então eu percebi o que eu não queria.

Ele havia mesmo se encantado por mim. Como isso é possível? Nos conhecemos tem tão pouco tempo. Como ele pode ter se encantado tão rapidamente? Porra, isso vai ser mais complicado do que eu imaginava. Se ele se encantou tão rápido, vai acabar se apaixonando e eu vou partir seu coração sem nem me esforçar para isso.

Pela primeira vez em minha vida, senti uma ponta de arrependimento. Talvez o pequeno buraco de ser humano que resta em mim tenha feito com que eu sentisse isso, mas eu não tive tempo para raciocinar. Eu o puxei pela mão e o levei de volta para dentro de casa e, em seguida, para meu quarto. Pulei a janela e dei minha mão para ele segurar. O ajudei a também pular e mostrei a escadinha que tinha ali na sacada. Subi primeiro e estiquei meus braços para ele, que os segurou um pouco incerto. Sentamos assim, lado a lado, no telhado.

A vista da lua era a mais bela possível e eu pude perceber o quão maravilhado Jimin olhava para a grande esfera que nos iluminava.

- Por que me trouxe aqui? – Se pronunciou após um tempo de silêncio.

- Pensei que fosse uma boa maneira de pedir desculpas sem precisar propriamente pedir desculpas. – O encarei de canto e sorri. – Não sou do tipo sentimental. Meu irmão ama dizer que sou a pessoa mais sem coração que ele conhece.

- Acho que eu concordo. – O encarei sem expressão e vi ele rir. – É verdade.

E eu não podia nem teimar com ele e tentar mostrar o contrário. Ele estava certo: Era verdade. Por muito tempo eu me incomodei com meu próprio jeito, mas era tão cansativo que simplesmente deixei essa preocupação de lado e segui meu caminho. Contudo, sinto agora que no final do meu caminho tem uma pessoa me esperando e estou com um medo danado de já saber exatamente quem é essa pessoa.

Pelo visto a minha ideia saiu errado. Eu queria confundir Jimin e eu acabei confundindo a mim mesmo. É, o feitiço virou contra o feiticeiro.

- Você não deveria apostar tanto em mim. – Falei sincero e vi ele me olhar um pouco confuso. – Não sou quem você quer que eu seja.

- Talvez eu aprecie o seu sarcasmo. – Declarou. – E seu beijo. Principalmente o seu beijo. E o seu mistério também. Mas o seu beijo...

- Isso é um pedido para eu te beijar? – Vi ele corar. Talvez ele não tivesse percebido estar falando aquilo em voz alta. – Porque se quiser, é só pedir. Não vou fazer nada contra a sua vontade.

- Gosto que você tome atitude, sou tímido demais para isso. Ou, de repente, nem seja timidez... Vai ver que eu apenas tenha criado uma barreira contra decepções e não quero que você a derrube, pois já está bem óbvio para mim que isso não vai dar certo.

- Que bom que você sabe. Isso facilita as coisas. – Ele assentiu. Era bom conversar com alguém que entendia com quem estava lidando e sabia que não poderia atravessar as minhas barreiras da mesma maneira que eu supostamente não poderia atravessar as dele.

Ambos tínhamos segredos e ambos nos entendíamos. Era um silêncio entendedor, como se apenas a ausência de palavras pudesse demonstrar tudo o que desejávamos falar e não tínhamos coragem. E eu realmente não podia contar a ele os meus segredos, mas isso não significava que eu não pudesse decifrar os dele, afinal, eu ainda escuto pensamentos, não é?

Se existe algo que me irrita na quietude de um momento, é o fato de eu ouvir justamente todos os pensamentos da pessoa próxima a mim. E ele está justamente pensando em mim e pensando que ele me quer e não quer ao mesmo tempo. Ele está confuso e isso significa que meu plano talvez não tenha dado tão errado.

O único problema no momento, é que eu também estou confuso. E ele é justamente a minha confusão.

...PARK JIMIN...

Desde o momento em que Jungkook me beijou, não consigo parar de pensar no quanto eu queria repetir aqueles toques. Embora ele tenha sido um tanto quanto rude comigo na mesa e tenha exposto para meus pais o que fizemos, não consegui sentir raiva dele. Senti raiva dos meus próprios sentimentos e não de suas palavras.

Além do mais, quem deu indícios de que queria o beijo, foi eu. E estava bem óbvio que eu queria mais, porém era imperceptível os desejos dele. Eu não conseguia decifrá-lo, mesmo que essa fosse minha maior vontade. Queria entender como o leve movimento de seus cílios no momento em que ele pisca consegue o deixar tão bonito.

Gostaria também de entender como o seu olhar consegue ser tão profundo e me deixar tão fora dos eixos, a ponto de descer penhasco abaixo quando me olha, porque o que estou sentindo não é apenas uma queda. Seu sorriso tantas vezes sombrio e agora aparentando ser tão sincero, consegue ser capaz de fazer minhas pernas bambearem e meu coração se acelerar como se eu estivesse pulando do prédio mais alto do mundo.

Sua voz, sedutora e aveludada, me causa arrepios em partes de mim que eu nem mesmo sabia que poderiam se arrepiar. Até mesmo seu perfume consegue me atrair.

Nenhum garoto jamais conseguiu me fazer sentir essas coisas, não importando o quão mente aberta eu fosse. Eu nunca me senti atraído por outro menino e aparentemente nenhum sentia atração por mim também.

Os toques de Jungkook são tão... Como eu poderia definir? É como se cada vez que sua pele tocasse na minha eu afundasse em um mar de eletricidade. Ele faz com que eu me sinta vivo, faz com que eu me sinta desejado, como se eu fosse a pessoa mais atraente do mundo. O que nem de longe eu era. Me sentir assim era bom, pois não importava como eu mesmo me via; ele me queria.

Permanecemos sentados sem trocar mais nenhum olhar. Seus olhos faziam com que eu me sentisse anestesiado, perdido em uma floresta e sem mapa para sair de lá. Também permanecemos em silêncio.

Em um momento onde percebi que ele aparentava estar perdido em pensamentos, o encarei. Sua pele clara fracamente iluminada pela luz da lua e seus olhos refletindo a grande esfera. Olhar para a lua normalmente já era lindo, mas ver ela pelo reflexo dos olhos de Jungkook conseguiu me encantar ainda mais.

Sem pensar e arriscando ser empurrado, encostei minha cabeça em seu ombro e respirei fundo, apenas continuando ali e percebendo o quão boa era aquela sensação. Para a minha surpresa, ele não se afastou, nem mesmo deu um leve movimento em seu corpo. Fiquei feliz por ele ter permitido que eu me escorasse nele, se ele ao menos soubesse o quanto eu tinha gostado daquela sensação...

Mas eu não falaria a ele. Não tinha coragem. 

- Jimin, estamos indo embora, desça, por favor! – Ouvimos minha mãe gritar do andar debaixo.

Fiz menção a me levantar, porém Jungkook me puxou para novamente sentar e me puxou também para que eu me escorasse de novo em seu ombro.

- Eu preciso ir embora. – Informei.

- Durma aqui.

Nossos olhos se encontraram quando ele disse aquelas palavras e eu me senti perdido. Ele era a minha perdição. Eu tinha agora duas certezas: Jungkook até podia ser o paraíso, mas ao mesmo tempo ele seria o meu inferno.

Ele era o cara mais atraente de todos, tinha todas as artimanhas necessárias para me conquistar, tinha um beijo viciante, seu olhar era de arrepiar e suas mínimas palavras já me faziam mudar de ideia. Ele, com certeza, sabia como me convencer. Foi por esse motivo que apenas assenti e permaneci ao seu lado.

- Jimin! Cadê você? – Novamente minha mãe perguntou e eu fiquei encarando Jungkook. Tentei aproximar meus lábios dos dele, mas ele virou seu rosto de maneira brusca e seu movimento me irritou.

- Já vou! – Disse enquanto me levantava.

- Pensei que fosse ficar. – Exasperou ele e eu nem mesmo o encarei, apenas continuei mexendo minhas pernas para sair dali.

Porém quando se é estabanado como eu sou, você precisa ter muita sorte para que o menor movimento de suas pernas não dê errado e é claro que eu não tenho essa sorte. Quando fui descer, escorreguei com tudo na escada e estava a ponto de me arrebentar no chão, mas dois braços me seguraram e minha única pergunta era:

Como Jungkook chegou até ali tão rápido?


Notas Finais


Até o próximo ♥


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