História You Worth My Sacrifice - Capítulo 13


Escrita por: ~ e ~IAmTheDarkness

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 51
Palavras 1.668
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


TheEvilQueen: Mas olha quem tá aqui numa quarta-feira EUHEUEHEUHEHE esse capítulo tá cheio de provocação muahahaha

TheOnlyOne (IAmTheDarkness): Boa leitura a todos :)

Capítulo 13 - Te quero só para mim


Fanfic / Fanfiction You Worth My Sacrifice - Capítulo 13 - Te quero só para mim

Eu não queria ter expulsado Elieser da minha casa. Queria ter o abraçado e ficado agarrado a ele, dizendo o quão importante ele era, mesmo sabendo que ele talvez nem se importasse em ouvir isso vindo de mim.

Só eu sei o quão horrível foi ser tão rude com ele, sendo que, naquele momento, ele apenas tentou ser exatamente da maneira que eu queria que ele fosse. Mas não se tampa o sol com uma peneira. De que adianta ele ser todo carinhoso em um instante e no outro me provocar a ponto de eu ceder e transar com ele?

Eu não sou um objeto sexual que ele usa a hora que quer e, quando não quer mais, larga de lado até desejar novamente. E é óbvio que os meus momentos com ele são deliciosamente prazerosos, não nego que amo cada toque, cada beijo, cada detalhe do que acontece entre nós dois, mas a questão é que eu sou muito fraco e me permiti ceder muito facilmente.

Eu não deveria ser assim.

Os dias foram se passando mais rapidamente. Quando dei por mim três semanas já haviam se passado. Elieser e eu nos tornamos máquinas de provocação. Um provocava o outro, o tempo inteiro.

Todo o clima ruim que havia se estendido sobre a escola e os alunos acabou se dissipando. Era melhor se distrair do que lembrar dos últimos acontecimentos.

Elieser sempre me vencia no quesito provocação e me deixava com uma tremenda raiva, eu ficava me mordendo de ciúme e nada do que eu fazia parecia realmente afetá-lo. Isso seria bem difícil. Ah, se seria.

Em uma quarta-feira como qualquer outra, resolvi que iria ficar sem o provocar por pelo menos aquele dia, talvez assim ele também parasse. Nossa provocação não consistia em nada além de toques em um qualquer que aparecesse ou no movimento de olhares e sorrisos um para o outro.

Nem preciso relatar o que aconteceu quando, no meio da cantina, ele repetiu aquela situação constrangedora do pirulito, não é? Lembram quando ele fez isso? Na sala? E depois disso acabou que nós nos beijamos? Pois é. Foi isso o que aconteceu, tirando a parte do beijo.

Eu sentia falta de beijá-lo e tê-lo só para mim. A saudade que eu tinha daqueles lábios era enorme, tudo que eu queria era saboreá-los mais uma vez, por horas, se pudesse.

No instante em que entrei no banheiro, me arrependi até o último fio de cabelo. Tinha alguém ali aproveitando que era o intervalo e estava fazendo coisas totalmente inapropriadas para uma escola. Pelo menos estavam dentro da cabine separada e eu não fora obrigado a ver.

No entanto, eu não precisei ver para saber quem era. Foi só ouvir um nome específico em forma de gemido vindo de uma pessoa qualquer. Meus olhos se encheram de lágrimas. Eu ainda o queria e ele estava no banheiro da escola... Transando com um outro qualquer. Eu não tinha certeza se eu o amava ou o odiava. Talvez eu odiasse o amar. Vai saber.

- Você é um idiota! – Eu praticamente gritei, saindo do banheiro às pressas e batendo a porta com toda a força que consegui.

Não demorou muito para eu ouvir Elieser chamando por meu nome, mas segui caminhando e o ignorando. Ao chegar de volta ao refeitório me deparei com Thomas. Ele tinha um pequeno sorriso nos lábios e eu não pensei muito antes de puxá-lo pela gola da camisa e o beijar. Beijei mesmo, com raiva de Elieser e um desejo imenso de vingança.

-Wow, Nic! – Thomas exclamou quando nos soltamos. – Eu estava justamente te procurando...

- Nossos pensamentos se conectaram, então. – Sorri um tanto quanto falso.

Sentamos novamente na mesa junto com Andrew e Gabriela. Eu observava com raiva Elieser, que tinha um olhar de puro ódio para cima de Thomas e eu. Nesse momento, o Chermont estava agarrado a um menino, talvez o do banheiro, e me encarava enquanto beijava o pescoço do garoto e passeava com sua língua naquela região. Achei que beijar Thomas fosse ser o suficiente para o desestabilizar, mas não. Eu fui idiota mais uma vez.

Eu não tinha outras maneiras de o provocar, não tinha armas o suficiente contra ele. Não quando ele tinha total controle sobre meu corpo que, perto dele, agia involuntariamente.

Quando o almoço acabou, eu andei de volta para a sala de aula, sendo puxado por alguém para dentro de outra sala de aula, uma que raramente era ocupada. 

- O que quer comigo? – Perguntei de maneira ríspida, encarando Elieser cruzar os braços e sorrir.

- Você está morrendo de ciúme. – Jogou na minha cara, me fazendo revirar os olhos. – Não é mais fácil simplesmente admitir que me quer?

- Não quero. – Menti. – Cansei de você.

- Ah, cansou, é? – Indagou, aproximando-se de mim e passando sua boca pelo meu ouvido antes de continuar o que dizia, sussurrando. – Seu corpo mostra o contrário.

- Por que não volta para o banheiro com aquele garoto com quem estava transando, uh? – Tentei reverter a situação contra ele, mas era bem difícil.

- Ele não vai conseguir repetir a dose tão cedo. – Ele continuava sussurrando em meu ouvido, causando arrepios involuntários em mim. – E podia ter sido você, caso você colaborasse.

- Caso eu colaborasse? – Ri de maneira debochada. – O culpado é você.

- Pode me chamar do que bem entender, Nicolas. Você sabe da verdade tão bem quanto eu. – Afirmou e, no fundo, eu sabia que era verdade e, mais que isso, concordava plenamente com ele. – Hoje à noite tem uma festa na cidade vizinha. Quer ir comigo?

- Eu não tenho idade para entrar nesses lugares. – Disse como se fosse óbvio, algo que de fato era.

- Acredite, Nicolas, comigo você entra em qualquer lugar. – Se afastou subitamente, indo até a porta e a abrindo. – Menos no meu corpo.

Ele completou ainda antes de sair. Eu estava perdido, mas precisava ir até a tal festa. Precisava dar um basta em tudo isso e de uma vez por todas.

[...]

Marcamos de nos encontrar na frente da minha casa às onze. Meus pais não falaram nada sobre eu sair àquela hora da noite, já que sabiam que eu raramente saía de casa e, mesmo sabendo que era com Elieser, não se importaram.

Elieser estava lindo como sempre, mas não estava inteiramente de preto, como era usual. O Chermont usava uma calça preta, uma camisa vinho e uma jaqueta cinza. Ele estava magnífico.

Eu usava uma calça cor jeans normal, uma camisa preta e só. Estava simples se comparado a ele. Seu cabelo estava todo arrumado e ele estava extremamente cheiroso. Só quando cheguei perto dele é que fui perceber que ele estava escorado em um carro, um lindo carro o qual nem sei o nome.

- Você está incrivelmente irresistível essa noite, Nicolas. – Elogiou-me, provavelmente me deixando corado. – Fico feliz de chegar com alguém bonito na festa.

- Você não está nada mal também. – Me fiz de difícil. Não iria dizer que ele também estava irresistível.

Ele apenas sorriu, mas não foi um sorriso sombrio, sarcástico ou de deboche. Foi um sorriso genuíno, que me encantou... Até demais. Ele passou a dirigir, eu nem mesmo sabia que ele tinha carro. Talvez fosse de seus pais, vai saber. O caminho demorou quase quarenta minutos e, até entrarmos na boate, já era praticamente meia-noite.

E o local estava lotado. Tinha todos os tipos de pessoas naquele lugar, todos os tipos mesmo. Elieser era cumprimentado por muitas pessoas ali, o que me fez pensar que ele visitava o lugar frequentemente.

- Está com essa criança, Elieser? – Um menino mais alto que eu perguntou e um sorriso surgiu nos lábios de Elieser.

Eu estava a ponto de ter um surto e sair correndo dali caso ele me esnobasse na frente de um qualquer. Mas, ao contrário do que eu imaginava, ele me puxou pela cintura de lado e abriu aquele sorriso sarcástico que só ele consegue ter.

- Acredite, Lúcifer, ele é muito melhor do que você. Agora, se nos dá licença, nós vamos dançar. – Eu pensei que ele desdenharia de mim, mas fez isso com o outro menino, que saiu dali soltando fogo pelos olhos.

Elieser me puxou para a pista de dança, era divertido dançar com ele e me divertir sem me preocupar com qualquer coisa que pudesse acontecer. Era apenas eu e ele naquele instante e não importava o quão bagunçado tudo estava em nossas voltas, o que importava era o nosso momento.

Eu me fiz de difícil e neguei a ele todas as tentativas dele quando tentara me beijar. Eu disse que não me entregaria e não me entreguei, mas não pensei que ele fosse cansar o suficiente para sair de perto de mim e agarrar o primeiro garoto que aparecesse em sua frente.

Não tive tempo de raciocinar com aquela cena, porque em um passo muito rápido ele já estava atrás de mim, sussurrando no meu ouvido e me causando arrepios e mais arrepios.

- 'Cause if you’re down I'll take it slow, make you lose control (Porque se você está pra baixo, eu vou te conduzir lentamente, fazer você perder o controle)... – Cantou a música One Dance do cantor Drake, que tocava no momento em um ótimo remix.

Virei-me em sua direção e o puxei pela nuca, juntando nossos lábios de uma maneira totalmente irracional e agressiva. E tanta agressividade era definitivamente delicioso. Eu tinha certeza de que o amava.

- Eu te quero só para mim, Elieser. – Eu disse quando nós nos separamos por alguns segundos. O sorriso genuíno dele voltou.

- Quer dizer que você vai ser só meu? – Indagou-me. – Porque eu não estou disposto a te dividir com ninguém. Principalmente Thomas.

- Aqui está o acordo: Eu serei só seu, mas, você também será só meu. – Ditei as regras, vendo ele me puxar abruptamente pela cintura e colar nossos corpos por completo.

- De fato temos um acordo. – Me deu um rápido beijo. – Eu sou só seu, Nicolas Henderson.


Notas Finais


TheEvilQueen & TheOnlyOne (IAmTheDarkness): Nós começamos uma nova história juntos, que tem atualização sempre no mesmo dia que essa aqui, na sexta-feira, esperamos ver vocês por lá, o nome é Sk8er Boy, link nos nossos perfis :)
Voltaremos com You Worth My Sacrifice na sexta-feira, até lá! ♥


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