História You Worth My Sacrifice - Capítulo 14


Escrita por: ~ e ~IAmTheDarkness

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 43
Palavras 1.783
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


TheEvilQueen: Como prometido, aqui estamos ♥

TheOnlyOne (IAmTheDarkness): Esperamos que gostem, hahah.

Capítulo 14 - Distração


Fanfic / Fanfiction You Worth My Sacrifice - Capítulo 14 - Distração

- Você está quietinho. Está bem? – Perguntei para Nicolas, que soltou um suspiro e se escorou em mim, sendo que eu estava escorado na parede do corredor.

- Parece que a ficha ainda não caiu. – Vi seus olhos se encherem de lágrimas. – Eu realmente preciso me distrair.

- Gabriela vai viajar com nossos, uh, pais. – Travei por ter os chamado de pais, mas era verdade que eles iriam viajar. – Eles vão hoje à noite e voltam só na quarta-feira que vem. Você quer jantar lá em casa?

- Você quer jantar comigo? – Me encarou, seus olhos brilhavam.

Assenti, sorrindo e o puxando para mais perto, dando um beijo em sua testa. Entrelacei sua mão na minha e comecei a andar com ele, ouvindo uma piadinha que me fez rir internamente. Ele disse que minha mão estava gelada e ainda disse “você está morto por um acaso?”. Como não rir depois de uma coisa dessas? Queria eu poder dizer que sim, estava morto.

Mas não é como se isso fosse uma boa coisa para dizer ao garoto que você deseja. Não é nada interessante chegar nele agora e dizer: “Ei, Nic, eu adoro morder pescoços e tomar sangue, quer me dar um pouco do seu?”.

Imaginem só o que ele faria caso eu dissesse uma coisa dessas. Talvez sua primeira reação fosse rir de mim, mas depois tenho certeza que ele surtaria. Eu ainda gostaria de ver sua reação, quem sabe um dia eu possa contar a ele, ou terei de ir embora antes que ele perceba que não envelheço.

Nicolas aparentava estar feliz por estar de mãos dadas comigo, o que me fez sorrir um pouco. Thomas nos olhou como se quisesse me matar no instante em que entramos de mãos dadas na sala de aula. Eu ignorei, sentando-me com Nicolas, já que minha irmã estava arrumando suas coisas para viajar e, por conta disso, não fora para o colégio.

A ideia do jantar surpreendeu a mim mesmo, não pensei que fosse convidar Nicolas para algo do gênero, mas, ao contrário do que eu poderia imaginar, o plano me agradou. Seria divertido cozinhar com ele, forçar-me a comer para convencê-lo e poder beijá-lo durante esse meio tempo. Também era uma boa desculpa para fazê-lo dormir em minha casa e, antes que pensem errado, só dormir mesmo. A não ser que ele quisesse algo a mais, eu não iria me importar.

Passei o dia inteiro pensando sobre o tal jantar. Até mesmo fui ao supermercado e comprei algumas coisas para fazermos. Na época em que eu e Dominic namorávamos, meus pais tinham um vasto campo, onde colhíamos de tudo e eu sempre acabava fazendo os pratos preferidos e nós nos beijávamos loucamente na cozinha enquanto eu cozinhava. Bons tempos aqueles.

Por que estou pensando nisso? Até parece que quero reviver aquilo. Talvez na parte mais longínqua dos sentimentos que não possuo mais eu até queira que Nicolas se torne o que Dominic representava para mim, mas outra parte de mim – provavelmente a maior – não quer passar por tudo aquilo novamente. E se Nicolas também mentir para mim e eu estiver tão cego que não percebo?

Quando a campainha tocou, sete e quarenta e cinco, quase que automaticamente sorri. Só podia ser uma pessoa. Abri a porta e encontrei Nicolas vestido de seu jeito bagunçado em minha frente. Recebi um selinho como cumprimento e entramos em casa.

- Eu estava pensando o que você iria querer para o jantar. – Comecei, andando com Nicolas até a cozinha. – Então, qualquer coisa que queira, é só me dizer.

- Macarrão à carbonara. – Seus olhos até brilharam, me fazendo sorrir. – Sabe fazer?

- E tem algo que não sei fazer? – Me gabei, o fazendo rir. – Você vai ser o meu ajudante.

- Eu não sei fazer nada.

- Eu te ensino. Vamos lá, corte esses legumes aí. – Entreguei a ele uma faca e ele lentamente começou a cortar, mais me encarando do que outra coisa.

Passamos a trabalhar juntos na refeição, sendo que quem mais aproveitaria ela seria Nicolas. Eu já estava devidamente alimentar, se é que me faço por entendido. Fui fazendo tudo que era necessário e desenvolvendo uma conversa com o Henderson.

Ele estava me observando demais enquanto cortava os legumes e, antes que eu pudesse avisá-lo para prestar atenção, ele cortou seu dedo. Um pequeno corte, que atiçou todos os instintos animais que existem em mim. Eu pude sentir meus dentes crescendo, meus olhos escurecendo e minhas veias quebradiças pelo rosto aparecendo. 

Depois de tantos séculos eu deveria já ter me acostumado, mas eu não consigo. É impossível. Eu queria, mais que tudo, provar seu sangue, mas me mantive de maneira serena tentando me controlar. A única saída que encontrei para sair dessa situação, foi jogar tudo para o alto e levar isso como uma desculpa para avançar os passos.

Grudei Nicolas contra a geladeira, aproveitando isso para desligar rapidamente os botões do fogão e já levar minha mão até a nuca dele e aprofundar o beijo.

- Elieser, meu dedo está sangrando. – Ignorei o que ele disse e o beijei mais uma vez, era a única maneira de me controlar com aquele cheiro de sangue que entrava por minhas narinas e se impregnava por ali. – Elieser, meu dedo...

- Foda-se, Nicolas. – Esbravejei, o puxando pela cintura. – Eu quero você. Agora.

- T-tudo bem... – Ele se calou após isso, permitindo que eu o beijasse.

Se eu não me controlasse, o mataria.

Peguei Nicolas em meus braços e joguei tudo que estava sobre a bancada da cozinha para o chão. O Henderson olhou assustado por conta do vidro quebrado, mas não dei tempo de ele dizer alguma coisa, o beijei mais uma vez e com ainda mais desejo.

Sem perder tempo, rasguei sua camiseta e a tirei fora. Beijei todo o seu corpo, sentindo ele se arrepiar por todas as partes que beijei. Abri sua calça e a tirei fora, tirano também sua boxer e trilhando um caminho de beijos das suas coxas para cima. Voltei para cima dele, o beijando novamente enquanto tirava minhas próprias roupas.

Era uma questão de desejo, falta de tempo e nem um pouco de vontade de simplesmente matá-lo. Eu o queria, não queria machucá-lo.

Nicolas arfava, gemia e se mexia, arranhando minhas costas no instante em que o penetrei talvez com muita força; ele praticamente gritou.

- Foi sem querer. – Sussurrei em seu ouvido, indo mais devagar.

- Vai mais rápido, Eli...

Beijei sua boca com uma vontade sem igual após ouvi-lo chamar-me daquela forma e morder seu próprio lábio inferior. Era demais para alguém como eu. Enquanto eu me movimentava, apoiado com uma mão ao lado de seu corpo – que me possibilitava de me inclinar e beijá-lo – e com a outra mão em sua cintura, eu ouvia seus gemidos e eles só me enlouqueciam ainda mais.

Quando eu diminuía o ritmo, Nicolas se movia para cima e para baixo na bancada, forçando seu corpo ao máximo contra o meu, e como aquilo me deixava louco e extasiado. A mão que estava apoiada ao lado do corpo dele foi levada até sua perna a esquerda, a qual levantei para entrelaçar em minha cintura e apertei com força, vendo um olhar safado se estampar em seu rosto. Eu já estava normal, tirando minha sede – a qual ainda me atormentava.

Minha mão direita foi até o membro de Nicolas, o masturbando em uma velocidade que ele provavelmente nunca mais iria se esquecer, porém ainda viria a perguntar como fiz aquilo. Naquele momento não importava, o que importava era o prazer que um proporcionava ao outro e esse era muito, além de ser divino.

Ver Nicolas ter um orgasmo deu a mim um orgasmo, pelo amor de uma força maior existente, esse menino conseguiu me excitar de novo com esse alto gemido que ele deu.

- Você é delicioso. – Sussurrei em seu ouvido, vendo ele me puxar pela nuca e me beijar de uma maneira feroz.

- Quero mais. – Me beijou novamente, fazendo com que eu sorrisse de uma maneira extremamente safada para ele.

[...]

Após mais uma deliciosa transa, a qual me deixou até cansado – sendo que não posso cansar –, finalmente fomos terminar o tal jantar e fomos comer. Eu mais me fazia do que qualquer outra coisa e conversava com Nicolas enquanto ele jantava, dizendo que tudo estava delicioso.

Eu queria entender o que me encantava tanto em Nicolas. Se eram as semelhanças que ele tinha com Dominic, que não eram semelhanças físicas, mas de personalidade, ou se eram justamente as diferenças. Talvez fosse o conjunto de ambas as coisas, eu não sabia definir, apenas sabia que adorava.

Gosto tanto da maneira que ele sorri, é um sorriso tão lindo que ilumina até seus olhos. Seus olhos são uma fonte rica de beleza. Seus cabelos bagunçados conseguem me deixar louco. Eu não consigo nem raciocinar direito quando estou perto dele, seus pensamentos se misturam com os meus, é insano, sei disso, mas é tão bom.

Eu só sinto uma imensa vontade de beijá-lo o tempo todo e não dividi-lo com ninguém. Só eu sei o quanto doeu ver ele beijar Thomas. Não senti ciúme de Thomas, mas senti muito ciúme de Nicolas.

Porra, será que ele não percebe que eu estou tentando com todas as minhas forças ser diferente por ele? Será que ele não percebe que eu só quero ser para ele justamente o que ele tanto deseja?

Eu quero ser o garoto que ele tem ao seu lado não só em momentos de prazer. Sexo é bom? É ótimo, mas cada momento ao lado de Nicolas é repleto de maravilhas. Nós não fizemos muitas coisas além de transar, realmente, mas me sinto feliz até nos momentos em que o observo em silêncio.

Ele pode pensar que eu não dou bola, que eu estou sendo frio com ele e que estou o ignorando, mas não estou. Estou sempre o observando, apenas disfarço quando ele se vira em minha direção. Ele pensa mesmo que eu transei com aquele garoto no banheiro? É óbvio que não. Era fingimento.

Por ouvir pensamentos eu planejei tudo aquilo e ameacei o garoto do banheiro, por isso ele me ajudou. Eu sabia que Nicolas iria atrás de mim, foi apenas uma questão de tempo. Eu queria provocá-lo com toques, até mesmo beijos, mas a parte mais quente foi puro fingimento, eu queria fazer com que ele admitisse que me queria, já que eu não tinha coragem de fazer o mesmo. Talvez o dia dessa sorte não chegue, mas terei que passar os dias para poder descobrir.

Apenas espero que ele não desista antes disso. Não quero nem pensar no que acontece se eu perdê-lo de verdade.


Notas Finais


TheEvilQueen & TheOnlyOne (IAmTheDarkness): O que vocês acharam? Deixem um comentário e nos façam felizes ♥


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