História Young Gods - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Arrow, Legends of Tomorrow, The Flash
Personagens Barry Allen (Flash), Cisco Ramon, Detetive Joe West, Dr. Harrison Wells, Dr. Martin Stein, Dra. Caitlin Snow, Eobard Thawne / Flash Reverso, Richard "Rip" Hunter
Tags Barry Allen, Crystal Reed, Flash, Holland Roden, Personagem Original, Romance
Exibições 130
Palavras 2.552
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Luta, Policial, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Underneath


Fanfic / Fanfiction Young Gods - Capítulo 4 - Underneath

I paced around for hours on empty

I jumped at the slightest of sounds

And I couldn't stand the person inside me

I turned all the mirrors around

 

A noite havia caído quando a polícia chegou.

O vento congelante batia com força contra meu rosto, me fazendo encolher dentro da jaqueta fina que usava. O celular estava sobre minhas pernas, eu já havia respondido a mensagem de Tessa, dizendo para que ela me esperasse, já que eu iria para sua casa.

A calçada estava suja, mas eu não liguei quando me sentei para esperar a polícia que havia chamado a minutos atrás. Eles vieram em poucos, somente duas viaturas. Apesar da pequena quantidade, faziam barulho por pelo menos quatro carros.

Eu esperei eles estacionarem para me levantar, limpando alguma possível sujeira na parte de trás da saia.

— Como veio parar aqui? — Indagou Detetive West suavemente. Suas sobrancelhas estavam franzidas, como se estivesse perguntando algo, mas pensado outra coisa.

— Eu estava passando — Falei lentamente, soltando um suspiro longo e demorado. Não era uma mentira, era uma verdade parcial. — E então eu olhei para o lado e vi aquilo — Continuei, fazendo uma pausa para apontar para o corpo rodeado de policiais. — E então eu me aproximei. Liguei para a polícia assim que vi que era um corpo.

Ele anuiu lentamente, me encarando profundamente, com certeza tentando detectar alguma mentira.

Detetive Joe West parecia ser uma boa pessoa, com seu rosto simpático, mas mesmo assim severo, ele me lembrava — não pergunte o porquê — um pai. Não, não é complexo de criança que cresceu sem um pai. Mas tudo nele lembrava um. Ou o que eu achava que era um pai. Ele era suave, mas ainda sim severo, mas não rude ou grosso. Era o equilíbrio perfeito.

— Você não deveria estar em casa, Senhorita Hunter? — Ele perguntou novamente, trocando o peso de um pé para o outro.

Eu mordi o lábio, eu odiava mentir. Apesar de Tessa dizer que eu o fazia com uma excelência assustadora, eu ainda não gostava. A sensação de desconforto, o pessimismo de só pensar que vou ser descoberta não era bom. Por fim, após ponderar, resolvi ser sincera:

— Eu estava com fome. — Soltei com um suspiro. — Eu vou me mudar para Londres amanhã, o apartamento está vazio, nem comida tem. Meu objetivo era achar algo bom para comer, voltar para casa e dormir. Cadáveres não estavam no meu cronograma.

— Eu acho que você já sabe o protocolo, Senhorita Hunter.

Eu suspirei, é eu sabia. Acenando afirmativamente, eu deixei que meus ombros caíssem, um claro sinal do meu desanimo.

— É eu sei, não sair da cidade até que isso se resolva. — Falei, dando de ombros, e antes que ele falasse algo, eu prossegui: — E por favor, me chame de Selene.

— Okay, Selene. — Ele sorriu minimante, me fazendo sorrir automaticamente de volta. Subitamente, ele desviou seu olhar de mim, para algo atrás de mim. — E lá vem o nosso CSI atrasadinho.

Eu me virei, me deparando com um homem, mais ou menos da minha idade, com aproximadamente um e oitenta de altura. Cabelo castanho completamente desalinhando. Bonito.

Ele vinha correndo, com uma maleta típica de um cientista forense nos ombros. O homem vinha com o olhar fixo no detetive, não parecia ter me notado completamente.

— Esse é o nosso cientista forense, Barry Allen — Apresentou Joe, apontando desnecessariamente para Barry.

Eu sorri.

— Selene Hunter, prazer.

Barry desviou o olhar de Joe para mim, e assim que seus olhos claros se fixaram em mim, ele os arregalou, me encarando com espanto, como não esperasse me ver ali.

— Barry... Barry Allen — Ele se apresentou desnecessariamente aos gaguejos.

Eu arquei as sobrancelhas, aquela voz me era familiar.

Barry mexeu nervosamente na tira que sustentava sua maleta. Um sorriso começou a rastejar por meus lábios. Fofo.

Joe, ao meu lado, bufou.

— Vai trabalhar, Barry — Ordenou, revirando os olhos.

O homem anuiu, abrindo espaço por entre mim e o detetive, mas não sem antes me encarar novamente.

— Bem... — Falei lentamente, cruzando os braços sobre o peito. — Rola aquela carona de novo?

xxx

— O que está acontecendo com você? — Indago Tessa, indignada.

Detetive West foi extremamente solicito ao me levar para casa de Tessa em vez da minha, claro, não sem antes pressionar, deixando bem claro que eu não poderia sair da cidade. Não sem antes resolverem o caso.

Eu dei de ombros.

— Sei lá. — Resmunguei, encolhendo as pernas dentro do cobertor. — Imã para desastre, talvez?

Ela riu desdenhosamente.

— Deixa de graça. — Ralhou, jogando os cabelos pretos e úmidos para trás do ombro, bufando logo em seguida. — Estou começando a achar que você voltar para Londres é uma boa ideia. Dois assaltos, duas mortes....

Eu concordei com um gesto de cabeça.

— É, eu sei. Esquisito.

— Esquisito é pouco — Murmurou, voltando a encarar a televisão. — Você acha que eles vão te prender? — Perguntou, virando para me encarar novamente.

Revirando os olhos, eu bufei.

— É claro que não — Discordei prontamente. — Eu não matei aquela mulher, então eu não serei presa.

Tessa suspirou longamente, e suavemente, ela deslizou pelo colchão, encostando a cabeça no meu ombro.

— Pergunta estupida — Ela afirmou, se aconchegando em meio as cobertas.  

Eu nem me dei ao trabalho de responder.

De fato, eu estava certa. Aquilo havia sido muito esquisito, eu havia parado a milhares de distância do meu apartamento, a quilômetros do mercado em que pretendia ir. E então eu encontrei um corpo, morto. Chamei a polícia, fui interrogada e conheci um CSI fofo.

— Tessa — Chamei suavemente, movendo o ombro levemente, sacudindo sua cabeça.

— Hum...

Eu suspirei suavemente antes de indagar:

— A gente conhece algum Barry Allen?

Mesmo não estando vendo seu rosto, eu conseguia imaginar ela franzindo as sobrancelhas, pensativa, antes de responder:

— Não, por que?

Frustrada, cocei os olhos com o braço livre.

— Por nada. Conheci um hoje e achei a voz dele familiar, achei que conhecesse de algum lugar, nada demais.

xxx

Uma semana havia se passado e nada. Nada da investigação, o que significava que eu teria que continuar em Central City por tempo indeterminado.

Eu não tinha nada para fazer, então me voluntariei para ajudar em um orfanato no centro da cidade, ele tinha sido destruído pelo buraco negro. Então as crianças que sobreviveram estavam sem nada, sem roupa, sem comida. Obriguei Tessa a limpar seu armário e me dar as roupas que ela não usava mais — ela gostou do gesto, mas não de limpar o armário.

O local estava como o resto da cidade: destruído. Mas aparentemente, ele se reconstruía sozinho a noite. Pouco a pouco. Além de super-herói, o Flash era construtor.

Eram dois prédios, um de três andares e outro de dois. Nós — os voluntários — estávamos no meio deles. O prédio a minha esquerda era o mais destruído — o de dois andares. Pedaços de ferro estavam pendentes, presos por algo dentro do prédio. Segundo os bombeiros, aquilo não cairia.

Eu não botava muita fé, então ficava bem longe de qualquer coisa pendurada acima da minha cabeça.

— Obrigada, tia — Murmurou suavemente uma garotinha de dezesseis anos, pegando com as mãos finas um conjunto de calça de moletom e blusa.

Ela era bonita, seus cabelos loiros platinados eram cacheados e batiam nos ombros, volumosos e bonitos — apesar da situação. Ela era ligeiramente mais alta que eu — o que não era surpresa, considerando que qualquer ser humano é mais alto que eu. Ela parecia vaidosa.

Estreitando o olhar, eu a encarei profundamente, seus olhos castanhos tristes brilhavam. Abrindo um sorriso, eu puxei de dentro da caixa uma blusa; uma das favoritas de Tessa, mas que ela não usava porque não cabia mais. Era branca, com uma estampa simples escrito em preto: Girls bite back

Eu estendi para ela, que pegou com um sorriso mínimo.

A fila prosseguiu. E enquanto isso, eu me senti cada vez mais mal. Eu não gostava de ver jornais por conta disso, era só desgraça atrás de desgraça. Pessoas sendo mortas por assassinos, buracos negros engolindo orfanatos.

— Selene!

Eu me virei, vendo John ao longe, acenando para mim. Eu me afastei das caixas e me aproximei dele.

Ele estava perto do prédio de dois andares, junto de outras três pessoas, também voluntarias.

— Dá uma pausa mulher. — Falou ele, sorrindo assim que me aproximei — Bebe uma água.

Revirando os olhos, eu aceito a garrafa que ele me joga.

Assim que o plástico gelado encosta em meus dedos, um arrepio me desce a espinha e uma letargia me atinge, junto com um peso no peito. Lentamente eu ergo o olhar, vendo John no meu campo de visão. Ele estava rindo junto a Mike, um dos outros voluntario.

Ele iria morrer.

Eu dei um passo para trás, tropeçando.

Foi em câmera lenta, um rangido, alto e agudo, de ferro contra ferro, ecoou alto em meus ouvidos. Então por contra própria, minha cabeça se ergueu. No alto do prédio, um ferro se desprendia e escorregava em direção ao chão.

Movendo meu olhar, eu vi que Mike, John e Maia ainda estavam na mira do ferro, e pareciam não ter ouvido o rangido absurdamente alto.

Ele não iria morrer sozinho.

— JOHN!

O grito que escapou de meus lábios foi alto, mas foi tarde demais. Eu vi o ferro caindo, despencando em câmera lenta, em direção a cabeça de três pessoas inocentes.

Eu fechei os olhos na hora em que o ferro desabou no chão com um baque alto, ao som de gritos estridentes.

Temerosa, eu abri os olhos lentamente, me preparando para ver cadáveres esmagados. Mas tudo que eu vi foi o Flash.

Maia, John e Mike estavam longe do ferro, no chão, com olhos arregalados, intercalando o olhar entre o pedaço de ferrugem que tirariam suas vidas e o super-herói que havia as salvo. Mas o olhar do homem de vermelho estava fixo em mim.

Ele estava como sempre, de traje vermelho e rosto distorcido, só que desta vez, seu olhar era fixo em mim. Apesar de não saber quem ele era, eu tinha uma boa ideia do que ele estava pensando.

Eu, Selene Hunter, havia aparecido em cenário de várias mortes, apesar de claramente elas não serem minha culpa, aquilo era no mínimo esquisito.

Inesperadamente, em um flash, ele desapareceu.

xxx

— Eu vou repetir, Tessa — Falei, revirando os olhos. — Eu estou bem, completamente e totalmente bem. E se você perguntar mais uma vez, eu vou aí no seu trabalho te bater.

Okay, mal-humorada — Resmungou ela do outro lado da linha — Tchau.

Guardando o telefone no bolso do short, eu suspirei frustrada, encarando a escadaria a minha frente.

Na velocidade de uma lesma, eu subi os degraus, chegando ao meu andar em menos de dez minutos — o que era uma vitória, considerando a minha preguiça.

Puxando a chave do bolso, eu abri a porta e a fechei com o pé.

Jogando a bolsa no chão e tirando os sapatos junto da jaqueta, eu suspirei de alivio enquanto caminhava para a cozinha. Abrindo a geladeira, eu puxo a caixa de suco de laranja, pego um copo no armário, despejo o suco dentro, e finalmente, o bebo. Ele desce gelado pela minha garganta, sendo um refresco bem-vindo.

Ao pousar o copo sobre a bancada, eu solto um suspiro longo e profundo.

Eu não sabia o que estava acontecendo comigo, eu não era assim. Era frustrante, eu ficava vendo as coisas acontecerem e não fazia nada. Eu era puxada por alguma coisa e simplesmente ia.

Minhas reflexões e pensamento pessimistas são rudemente interrompidas por uma forte rajada de ar, que vem de lugar nenhum e bagunça meus cabelos, os fazendo voar e dançarem no ar.

Lentamente, eu me viro, me deparando com o que eu já esperava, mas ao mesmo tempo não esperava.

Um super-herói na minha cozinha.

Ele estava parado contra a janela, a luz do sol adentrava por ela e ofuscava seu rosto o tornando nada mais que uma sombra contra a luz.

— O que você está fazendo não é muito heroico. Você sempre invade a casa da garota que acabou de conhecer? — Não era a minha intenção falar aquilo, mas as palavras simplesmente escaparam por meus lábios.

Ele não se mostrou abalado pela minha gracinha.

— O que você é? — Ele indagou, a firmeza era reconhecível por trás da modificação da voz.

Eu franzi o cenho, confusa.

— Como assim?

— O que você é? — Ele repete — Primeiro você aparece no banco, onde a mulher morre, depois você acha o corpo na cena do crime, e depois um pedaço de ferro despenca do céu e quase mata três pessoas. E você estava lá. Não é coincidência. — O homem afirma. — Onde você aparece as pessoas morrem. O que é você?

O banco, a cena do crime, o orfanato.

Okay, era suspeito, mas.... Como ele sabia da cena do crime? Flash só havia aparecido no banco e no orfanato.

Automaticamente meus olhos se estreitam, passando a analisar meticulosamente o homem na minha cozinha. Meus instintos de detetive a muito esquecidos voltando à tona. À primeira vista ele parecia ser alto, no máximo um e oitenta de altura. Era magro, caucasiano... extremamente parecido com um certo CSI.

Eu dei um passo para frente, notando que desta vez, seu rosto não vibrava.

— Como sabe da cena do crime? — Perguntei, esperando que ele falasse e confirmasse minhas suspeitas.

Aparentemente, eu peguei ele de surpresa, já que ele abriu a boca algumas vezes, e por fim acabou gaguejando ao responder:

— O.. o que?

Eu sorri. Aquele timbre era familiar, masculino, forte e completamente CSI Barry Allen.

— Barry Allen — Afirmei, dando dois passos para frente.

Como um raio, ele estava do outro lado da sala. Girei nos calcanhares e mantendo um sorriso, articulo lentamente:  

— Flash é o cientista forense fofo do departamento de polícia de Central City. — Eu afirmo pragmaticamente.

— Eu não sou Barry Allen — Ele protestou firmemente.

Meu sorriso aumenta.

— Sim, você é. — Antes que ele possa protesta, eu prossigo: — Você gaguejou quando ouviu o nome “Barry Allen”. E além do mais, o forense me encarou como se já tivesse me visto antes lá na cena do crime. Que você convenientemente mencionou. Além do mais, vocês têm a mesma altura e o timbre da voz, mesmo que imperceptível, ainda é o mesmo. Por favor, Barry, eu sou uma detetive, não insulte a minha inteligente e profissão.

Ele ficou em silencio, me encarando profundamente, em choque. Ele respirou profundamente antes de articular pateticamente:

— Eu não sou Barry Allen.

Uma risada escapa por meus lábios.

— Okay, se vai ser assim — Eu cruzo os braços sobre o peito. — Se você tirar essa máscara ridícula — Ignorando completamente seu protesto, indicando que se ofendeu com o meu comentário, eu prossigo com firmeza: — Eu respondo à sua pergunta.

— Olha, Selene. — Eu seguro uma risada, deixando ele continuar: — Eu não sou Barry Allen e eu não irei tirar minha máscara.

— Em primeiro lugar: Eu disse meu nome para Barry Allen, não para o Flash. Você está se comprometendo ainda mais, coração. Em segundo: Você tira sua máscara se quiser, mas se não tirar, não terá sua resposta. — Arrematei meu argumento dando de ombros, displicentemente. Deixando claro que quem sairia perdendo ali era ele.

Minhas palavras parecem mergulhar em sua cabeça lentamente. Eu encaro minhas unhas, esperando pacientemente ele decidir o que faria. Aparentemente após uma rápida analisada nos fatos, ele ergue as mãos e retira a máscara, revelando o rosto retorcido em uma careta do fofo CSI Barry Allen.

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...