História Your arms, my lost - Capítulo 23


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Lílian Evans, Remo Lupin, Sirius Black, Tiago Potter
Tags Harry Potter, Marotos, Romance
Visualizações 41
Palavras 1.673
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Festa, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


BOOOA NOITE A TODOS <3
tudo bem ? Espero que sim, antes que o fd acabasse trago mais um capítulo e como pudemos ver anteriormente, Skeeter jogou uma bomba nas mãos da Mari que vai explodir logo logo.

sem mais delongas, o capítulo! Recomendo a música Coração Vagabundo da Ana Canãs, ele me inspirou a escrever o cap.

boa leitura!

Capítulo 23 - A briga


Fanfic / Fanfiction Your arms, my lost - Capítulo 23 - A briga

Mari:

 

-Eu preciso falar com ele agora- Falei andando de um lado para o outro

-Mari melhor não- Ingrid aconselhou- Vai que ele nem leu essa reportagem.

-Duvido muito, se ele não leu alguém vai ler e vai falar pra ele...Minha nossa eu mato a Skeeter, é tudo mentira!- Exclamei- Merda e ontem a gente discutiu...

-Calma, ele não vai acreditar nisso- Minha amiga me garantiu. –Escuta, vamos trabalhar e na volta vocês conversam ok?

-Tudo bem- Cedi com a voz baixa.

            Quem disse que me concentrei? Me troquei, terminei meu café e fomos para o ministério pegar uma chave de Portal, eu cobriria o acordo de caça aos dragões e Ingrid recolheria alguns que foram machucados, juro que tentei me concentrar, afinal era importante para minha amiga, mas sempre que eu parava de fazer anotações ou fotos aquelas palavras vinham à mente, tão venenosas, e tão descaradas, eu estava louca para sair do trabalho e ir falar com Sirius, eu queria que ele risse daquela matéria comigo, me beijasse e falasse que sabia que era mentira. Tive que controlar minhas crises de ansiedade que vinham em ondas cada vez mais fortes, criando cenários cada ver piores na minha cabeça.

            Seria um longo dia.

            Voltei para Londres por volta das cinco da tarde, eu queria ir direto para o apartamento de Sirius, mas eu estava com lama tá os joelhos, por isso parei antes no meu para tomar um banho e me preparar para o que viria...Detestava confrontos. Optei por uma camiseta de banda e jeans, respirei fundo algumas várias vezes e aparatei, me senti na liberdade de aparatar direto em sua sala.

-Sirius?- Mas não obtive resposta alguma, ele ainda não devia ter chegado... Fui então para seu quarto, podia parecer intromissão mas eu me sentia a vontade ali, eu adorava aquele cômodo, sempre passávamos momentos de muito amor lá. Passei os dedos pelas fotografias penduradas na parede, me assustava como em tão pouco havíamos criado um laço, uma intimidade tão forte.

Mas e a confiança?

            Fiquei admirando as fotos até que ouvi um barulho da porta se abrindo, na hora meu coração voltou a bater forte e o nervosismo havia voltado. Respirei fundo e fui até a sala.

-Olá- Saudei carinhosamente mas parei na hora: Sirius assim que percebeu minha presença lançou um olhar que me assustou, era de nojo. Nas suas mãos estava enrolada uma revista.- Sirius...

-Eu estava trabalhando quando me deram essa revista e tinha uma entrevista muito interessante aqui- Ele começou, a voz transbordando de sarcasmo.

-Por favor, me deixa explicar.

-Não consegui escolher minha parte favorita, ah espera você pode me ajudar com isso. Teve a parte que você se referiu a mim como uma pesquisa de campo, a foto do seu abraço com o que a revista diz ser seu verdadeiro amor... Nossa como esquecer! A proposta para o Brasil! Como pude esquecer?!

-É tudo mentira Sirius...- Eu ia dizendo mas sua risada sem nenhum humor invadiu o cômodo, seu olhar voltou para mim, era algo desprovido de emoção algum, algo    que eu não estava mais acostumada.

-Não me chame de burro Mariana, não mais do que já me sinto. Então essa foto é uma mentira?

-Não, mas...

-O que você me disse uma vez no Nirvana? Que para escrever melhor você queria...Vivenciar algumas coisas? Eu fui isso pra você?

-Não! Claro que não! Naquela época eu poderia pensar assim, mas eu realmente me apaixonei por você- Fui em sua direção mas na hora ele se afastou.

-Não precisa mais fingir, você já conseguiu tudo o que queria não é? Sua carreira ganhou o destaque, seu amor voltou para você e claro, sua tão sonhada correspondência.

-Droga a promoção- Fechei meus olhos me odiando por não ter contado antes – Eu ia falar...

-Não se dê o trabalho, já sei de tudo por aqui.- Sirius disse abrindo a revista -O senhor Collins, redator chefe do Profeta Diário conta que tudo começou por um pedido da Senhorita MacLaine: Correspondência no Brasil. “Mariana MacLaine é uma jornalista de visão, ela sabia que para conseguir seu objetivo teria que criar uma história ousada, e conseguiu. Obviamente que eu daria a vaga a ela” Adoro essa parte sabia?

-Eu neguei. Pra ficar com você- Expliquei já à beira das lágrimas.

-Então porque não está aqui? Eu sabia que você era uma garota determinada, que não desistia e era uma das coisas que eu mais admirava em você. Só não sabia dessa sua frieza em usar os outros pra conseguir o que quer.

-Eu não sou assim, e você sabe disso- Rebati, mas parecia inútil, por mais que eu tentasse me defender mais inútil ficava.

-Eu me abri com você! Contei coisas que jamais contado para alguém! É claro que daria nisso, de tantas garotas eu fui logo me apaixonar por você... Fria, manipuladora... Você  me expôs Mariana!

-Não fui eu! Skeeter inventou  tudo isso!

-Até essa foto?! Você levou seu ex para o lançamento do seu livro... É claro, tudo faz sentido.

-Tudo o que?

-Desde quando então? Antes de ficarmos? Depois? Será que quando você não estava na minha cama estava na dele...?- Não deixei ele terminar a frase, com um rápido movimento dei-lhe um forte tapa. Sirius me encarou espantado sua bochecha direita adquiriu uma vermelhidão na hora.

-NÃO OUSE ME ACUSAR DISSO! É NOJENTO, EU JAMAIS FARIA ISSO COM VOCÊ OU QUALQUER PESSOA. EU NÃO VOU FICAR OUVINDO ISSO- Fui em direção à porta mas antes de ir embora eu o encarei novamente, apesar do susto do tapa eu conseguia enxergar mágoa, raiva e dor no seu olhar.- Se eu for embora acabou tudo.

            Sabe quando os segundos demoram anos? Foi assim que me senti enquanto esperava sua resposta.

-E começamos algo por acaso?- Foi sua resposta, apertei os lábio e então fechei a porta atrás de mim. Senti o ar fugir de meus pulmões, meus olhos ardiam, pedindo para que as lágrimas rolassem, mas ainda não... Tentei me concentrar para aparatar no meu apartamento, não poderia deixar ninguém me ver naquele estado. Apenas quando abri os olhos e vi que estava na minha sala deixei tudo vir a tona, dei um grito para extravasar toda minha raiva guardada, meus joelhos cederam e finalmente cedi às lágrimas. Tínhamos terminado? Ele realmente havia me acusado de traição? Perceber tudo isso era doloroso demais, e o pior tudo isso acontecera por conta de uma mentira.

            Uma mentira que ele acreditara.

O fato de Sirius mal deixar que eu me explicasse doía demais, ele realmente achava que eu era esse tipo de pessoa? Chorei ainda mais eu só queria que aquilo acabasse.

...

 

            Eu não fazia ideia de que horas eram, só sabia que estava escuro do lado de fora,  estava no meu quarto deitada, meus olhos ardiam apesar de eu não chorar mais, eu só estava sem reação. Não queria levantar, agora não. Não queria ver ninguém, talvez alguma parte do meu cérebro achava que se eu ficasse aqui deitadinha tudo se resolveria, mas também sabia que não havia feitiço que pudesse resolver toda essa bagunça.

-Mari? –Ouvi me chamarem suavemente, levantei de sobressalto e vi minha mãe no batente da porta com uma sacola de palha no braço.- Vim ver como você está querida

-Mãe...- Choraminguei e voltei a chorar com seu carinho, ela deixou a sacola no chão e veio para perto de mim, sentir o seu abraço era a melhor coisa do mundo, me segurei nela com força.

-Shhh tá tudo bem meu leãozinho- Ela disse fazendo carinho no meu cabelo- Eu e seu pai sabemos que foi uma mentira horrível aquela reportagem, as meninas também e aposto que Sirius está indignado.

-Ele terminou comigo, mamãe- Chorei- Sirius acha que aquilo é verdade, ele disse coisas horríveis para mim.- Minha mãe ficou em silêncio por um tempo.

-Algumas pessoas têm tantos sentimentos que não sabem lidar com eles- Ela começou com a voz suave- Seu namorado é incrivelmente impulsivo, acredito que principalmente ele nunca se apaixonou antes, então o que ele tem de impulsivo tem de inseguro... Vocês estavam juntos há pouquíssimo tempo, é claro que essa... Reportagem ridícula abalaria o namoro de vocês, mas se for amor mesmo vocês vão voltar.

-A senhora acha?- Olhei para minha mãe, ela tinha um rosto jovem, mas seus olhos pareciam ter uma sabedoria de séculos. Ela beijou minha testa e então secou minhas lágrimas com os dedões.

-É claro, filha. Dê um tempo para si e para ele, ok?

-Tudo bem...

-Vem, eu trouxe massa de tapioca. – Ela disse- Seu pai vem daqui a pouco, vamos dormir aqui.

-Obrigada- Agradeci. Abraçando minha mãe, como sempre sendo a melhor mãe que eu poderia ter.

 

 

No Soho, naquela mesma noite:

 

 

-Como ela está, Madame Pomfrey?

-Bem, já passei uma pomada que vai sarar a visão, mas ela provavelmente só vai voltar a enxergar por completo amanhã de manhã, por isso a venda e no momento ela está sonolenta.

-Eu posso vê-la?

-Seja breve, Black. Vou ver o diretor, mas sem aprontar.

-Pode deixar Madame...

-Quem está aí?

-Seu admirador secreto.

-Muito engraçado, Black. O que veio fazer aqui?

-Vim ver como você está, o que mais seria?

-Não sei... Talvez tenha aprontado alguma coisa...

-Hoje não, MacLaine, é meu dia de folga. Então, tudo bem por ai?

-É um saco essa venda, e estou sonolenta.

-E sincera pelo jeito.

-Sempre fui... Você vai me fazer companhia?

-Só se você quiser.

-Sim... Gostaria, você poderia ficar aqui do meu lado?.

 

            Sacudi a cabeça levemente não me permitindo a lembrar mais que isso, não podia e nem devia, aquela memória só fazia eu ter mais raiva do presentre, fazia me sentir mais idiota e de agora em diante a última coisa que eu seria era um idiota. Abri aquela porta vermelha tão familiar e vi que haviam um número suficiente de pessoas. Vi Alicia me encarar com surpresa, mas ignorei. Madame Sabeena veio na minha direção.

-Sirius, que surpresa- Ela disse e forcei o meu melhor sorriso.

-Olá Madame, estou de volta.


Notas Finais


Sim, o capítulo foi bem curtinho, mas é pra desenrolar esse drama que infelizmente (desculpa gente) vai ser difícil de consertar.
Então? Vocês acham que eles vão se reconciliar?

espero que tenham gostado! Muitos beijos!

ps: não é bem um spoiler, mas o próximo capítulo terá muito o clima dessa música https://www.youtube.com/watch?v=gGdGFtwCNBE


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