História Your Song - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Slash, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá gente, agradeço a todas as visualizações, favoritos e comentários! Espero que a história agrade vocês! Postarei todas as sextas, certo?! Um beijo a todos!!

Capítulo 2 - Home


Pov's Sebastian.

"Um gemido alto e rouco saiu de meus lábios quando senti meu orgasmo chegar.

Meu corpo estava dominado por aquele topor gostoso pós sexo. O rapaz que havia acabado de transar comigo caiu deitado de bruços na cama e eu encarei aquele corpo com um misto de desejo e arrependimento. Tirei a camisinha de meu pênis e a joguei no chão sem me importar. Por um breve momento vi o corpo do garoto que nem ao menos lembrava o nome coberto de sangue, ficando paralisado  por alguns segundos, confuso.

Alucinações.

Ele se virou de barriga para cima e sorriu para mim. Sim, ele era bonito. Ruivo de cabelos longos, um corpo delicado e firme ao mesmo tempo, um pouco menor que eu. O cabelo dele ajudava com que eu me confundisse com as alucinações às vezes. Procurei com o olhar o que estava precisando para pensar melhor, ou melhor, não pensar, e acredito que ele já sabia o que era. Se esticou até o bolso de sua calça e pegou um pino onde continha o que eu queria. Ele fez uma carreira da droga em sua barriga e enrolou uma nota que eu não sabia o valor, me entregando em seguida.

- Cheira e me fode gostoso de novo...

Sua voz era manhosa demais, não gostava, mas  eu comecei a sentir repulsa e vergonha, sabia que estava a ponto de surtar. Sem pensar duas vezes cheirei a carreira inteira de baixo para cima, o vendo sorrir com malicia. Passei minha língua por onde a cocaína havia feito trilha e ofeguei em seguida, esperando o efeito vir. No momento seguinte o ruivo me puxou para ele e me beijou com luxuria, me fazendo deitar sobre seu corpo e abrindo bem suas pernas para eu me encaixar ali.

- Mais uma Seb... Mais uma... - Ele gemeu contra a minha boca - Me fode novo..."


Acordei ofegante, olhando ao redor com medo de ter feito algum som e terem percebido algo. Meu voo estava chegando ao seu destino e por sorte tudo estava aparentemente normal, não fiz nada bizarro. Meus sonhos eram vividos, sempre com tom de pesadelo, sonhos que mostravam coisas que eu queria esquecer. Por conta disso, às vezes, eu acabava falando ou emitindo sons, por isso me preocupei já que estava em uma avião.

Minhas mãos estavam molhadas de suor e eu respirei fundo, tentando impedir uma possível crise de ansiedade. Estava voltando para a minha vida e precisava ser forte, seria forte. Coloquei meu cinto quando o piloto informou que iriamos aterrizar e me foquei nas coisas boas que estavam por vir.

Voltar para NY depois de tanto tempo afastado estava sendo novo para mim. Eu não sabia o que esperar e muito menos como seria, mas estava feliz por poder estar de volta no lugar que escolhi como casa. Após pousarmos eu fui em busca de minhas malas, demorando mais do que pretendia para achá-las. Assim que as encontrei caminhei para a saída do desembarque sem pressa, um tanto nervoso com tudo. A ideia da liberdade que eu tinha agora me animava e me assustava ao mesmo tempo.

Meus devaneios foram interrompidos quando meus olhos encontraram meu grande amigo colega de quarto, que sorria e acenava para mim. Acelerei meus passos para ir de encontro a ele enquanto levava meu carrinho de malas, o deixando de lado assim que alcancei meu amigo.

- Mark! - Exclamei animado, o abraçando com vontade, sentindo a reciprocidade de todas as emoções no abraço, sem conter meu largo sorriso.

- Seb, que saudade de você! Finalmente esta de volta! - Ele deu tapas em minhas costas com carinho, me segurando pelos braços em seguida para poder me olhar. - Olha isso, cabelo mais comprido, adorei o visual! - Ele afagou meus fios. - Você parece ótimo, meu amigo!

Sorri largo com toda a atenção que Ruffalo me dava, afirmando com a cabeça e mordendo meu lábio, um tanto corado.

- Um dia de cada vez, não é mesmo? - Eu respondi com simplicidade, lhe apertando os braços e rompendo o contato, pegando novamente o carrinho de malas. - Vamos? Temos muito o que conversar e eu tenho um quarto para arrumar!

- Um quarto? Você tem uma casa toda! - Mark brincou enquanto começávamos a caminhar. - Deixei uma bela bagunça para você!

Eu ri, negando com a cabeça, sentindo aquele breve medo que havia se anunciado antes sumir de mim, deixando uma conversa gostosa fluir com Mark. Fomos para o estacionamento do aeroporto e guardamos minhas malas no porta-malas do carro de Mark e logo ele começou a nos guiar para o nosso apartamento.

O caminho para casa foi tranquilo e nós começamos a colocar todo o assunto em dia. Mark, por saber dos meus problemas, começou a falar sobre ele mesmo para me deixar mais a vontade, falando sobre o trabalho, os namorados, as fofocas dos amigos. Ouvia tudo aquilo me sentindo estranho, mas não um estranho ruim, um estranho bom, era como se eu estivesse aos poucos sendo integrado novamente no mundo normal.

Eu e Mark abrimos uma agência de modelos assim que saímos da faculdade e nossa agência hoje é muito requisitada. Ele é o responsável em fazer os contatos com possíveis contratadores e a mídia, eu sou o fotografo e nós dois selecionávamos os modelos. Acabamos fazendo uma parceria com um estilista renomado, Robert Downey Jr, depois que a gente o conheceu em um desfile e ele se tornou um amigo muito querido.

Tudo ia bem, a carreira, os contatos, a vida pessoal, até eu ser vitima de um... Incidente... E o pânico junto com as drogas dominar a minha vida. Mas evito pensar nisso, até porque... O passado fica no passado.

- Não acha? - Mark indagou e eu pisquei confuso, percebendo que o mesmo havia me feito uma pergunta.

- Desculpa Mark... Eu me perdi em pensamentos aqui! - Ri, coçando a cabeça, um pouco sem graça.

- Tudo bem, esta perdoado, eu falo demais mesmo! - Ele brincou sorrindo, entrando no estacionamento de nosso apartamento e estacionando o carro. - Vai chamar o elevador, eu pego as malas!

Fiz o que ele disse e caminhei até o elevador social, o chamando. Quando o mesmo chegou eu o abri e esperei Mark trazer as malas, as colocando no mesmo em seguida. Apertei o botão que indicava a cobertura, nosso andar, e subimos sorrindo.

- Ansioso para voltar a ativa? - Ele perguntou animado, me encarando.

- Você não faz ideia, estou morrendo de saudade de fotografar!

Desde o meu... Incidente... Eu deixei de fotografar. A única coisa que fiz nesse meio tempo foi pintar e desenhar, meu segundo amor. Fotografar me remetia aos meus traumas e meus traumas quase fizeram eu perder a minha vida. Mas eu precisava seguir em frente, precisava por meus planos em pratica, precisava viver.

Paramos na cobertura e foi pedida a senha para a porta ser aberta, da qual Mark digitou enquanto falava sobre um modelo em especial que havia conhecido e logo depois da porta abrir nós retiramos as malas do elevador, já dentro do apartamento.

- Você mudou algumas coisas aqui! - Disse enquanto caminhava pelo hall que dava para a sala, sorrindo com a decoração. - Vintage, eu amei!

- Reformei assim que você disse que ia voltar, achei que você ia gostar dessa decoração.

Mark sempre soube da minha preferência pelo estilo dos anos 20, 30, 40, 50 e 60 sempre brincávamos de que eu havia nascido na época errada e eu me senti acolhido ao ver que meu amigo fez tudo aquilo por mim. Me voltei para ele e o abracei de forma inesperada, fechando meus olhos. Era muito bom sentir o que estava sentindo, alguém se importava comigo.

- Eu não sei como te agradecer Mark... - Eu comecei um tanto emocionado, o segurando pelos ombros com carinho. - Sério.. Isso foi muito importante para mim... E-eu..

- Hey, para com isso Seb, somos amigos e dividimos a mesma casa, quis te agradar, apenas isso! - Ele respondeu, encabulado, sorrindo para mim. - Amo você e você sabe disso, o que for o melhor para você eu farei.

Apenas afirmei com a cabeça, completamente emocionado e logo nos separamos. Pegamos minhas malas e as levamos para o meu quarto enquanto retomamos a conversa. Eu logo me joguei na cama e suspirei, me sentindo confortável.

- Vai tomar um banho Seb, nossa comida está praticamente pronta e amanhã o dia será longo, sem descanso para você!

- Eu farei isso mesmo Mark! - Ronronei me sentando na cama. - Preciso de um banho, comida e sonhar um pouco!

- Então fique a vontade! Tem toalhas limpas e novas no armário, me encontre na cozinha assim que sair do banho!

Mark não me esperou responder e logo se retirou do quarto. Eu me ergui com preguiça e fui até minha mala, pegando uma cueca, uma calça de moletom e uma regata. Em seguida fui até o armário e peguei uma toalha limpa. Suspirei com preguiça e fui para o banheiro, me despindo, jogando minha roupa no cesto de roupas sujas, ignorando a banheira e ligando a ducha, deixando a água lavar meu corpo e minhas inseguranças.

Demorei mais do que pretendia no chuveiro então me acelerei para me secar e me vestir. Deixei a toalha em torno de meu pescoço por conta dos fios molhados, calcei meus chinelos e corri para a cozinha, ficando de boca aberta ao ver a bancada forrado de iguarias japonesas.

- Você quer me matar não é? - Eu perguntei hipnotizado, me aproximando devagar e vendo Mark arrumar o último sushi que preparou.

- Ah eu quero, overdose japonesa! - Ele sorriu maroto, me entregando o hashi e se acomodando num dos bancos da bancada. - Preparado?

- Querido, eu nasci pronto! - Respondi de forma desafiadora, fazendo igual a ele e me acomodando em um dos bancos. - Vou matar quem estava me matando, pelos velhos tempos!

Mark sorriu para mim e logo começamos a devorar todo aquele banquete, engatando uma conversa engajada sobre o trabalho. Rimos bastante e me interessei por algumas ideias em específico que Mark havia tido. Fora o nosso possível novo sócio.

Assim que o jantar terminou nós dois arrumamos a cozinha e nos despedimos para irmos dormir. Fui até minha bolsa e peguei de dentro dela um diário, indo depois para a escrivaninha próxima a cama, pegando uma caneta e me acomodando, começando a escrever.

Peguei escrever como um hábito que a princípio achava tolo, mas que com o tempo me ajudou muito a lidar com meus problemas. Toda a noite antes de dormir eu fazia anotações sobre o meu dia, como me senti, o que fiz e até mesmo os sonhos que tive. Meu psicólogo e psiquiatra me aconselharam a fazer do diário um costume e desde então não consigo dormir ou acordar sem fazer anotações no mesmo. A princípio eram apenas desenhos, eu não conseguia me expressar em palavras, hoje já evolui bastante nesse quesito, apesar de gostar muito mais de desenhar.

Após concluir minhas anotações, fiz minha higiene pessoal, tomei meu remédio controlado para ansiedade e apaguei as luzes, me deitando e fechando meus olhos. Respirei fundo e fui aos poucos relaxando. Amanhã as coisas voltariam ao seu ritmo normal e por mais que eu  quisesse ignorar essa dúvida, meu cérebro fazia questão de tentar expressar a pergunta "será que estou pronto  pra isso?"


Notas Finais


Espero que o capitulo tenha ficado bom pessoas. O começo é mais paradinho mesmo, pra poder introduzir o Seb e tudo que engloba a vida dele, mas logo logo a agitação começa!

Obrigada novamente e até breve!


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