História You're Beautiful - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada), Tinker Bell
Tags Emma Swan, Onceuponatime, Regina Mills, Swanqueen, Swen
Exibições 256
Palavras 3.205
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


O que a gente fala depois de uma crise que rendeu em excluir a história? Desculpas não são suficientes, e eu não quero ser maçante nessas notas. Só quero que saibam que voltei porque algumas leitoras pediram que eu não desistisse, me fazendo repensar em muitas coisas e renovando muito minha vontade em continuar com a história.
Pensei em reescrevê-la, então decidi ser leitora da minha própria história e... Sim, eu gostei do que li e não mudaria nada. Por isso, voltei. Desculpa mais uma vez por esse transtorno e agora vai.
Espero que curtam o capítulo, pois fiz de coração.

Capítulo 18 - Um pedido de desculpas, um passeio e novas perspectivas


Seu olhar escrutinou meu rosto, os dentes cravados no lábio inferior. Tive de fazer o meu melhor para que ela não percebesse o quanto eu estava aflita, quanto aquele assunto me perturbava.

Mas ela percebeu. Claro que sim.

Quando eu estava na universidade e fui obrigada pelo professor de filosofia a ler Platão, achei tudo aquilo maçante. Em minha cabeça, O Banquete e sua teoria de almas gêmeas não passavam do devaneio filosófico de um romântico incorrigível e um tanto solitário. No entanto, em momentos como aquele, quando Emma parecia me enxergar por dentro sem que eu dissesse uma palavra, eu o compreendia.

— Eu ia te contar, Emma. — assegurei com firmeza. — Te contaria ontem, mas aconteceu tanta coisa e eu acabei adiando. — fui entrando devagar até estar próxima o suficiente para segurar em suas mãos. — Só peço que me escute, não pretendia esconder isso de você, não depois de pensar e chegar à conclusão que isso não seria certo.

Minha namorada apenas confirmou com a cabeça, enquanto seus olhos verdes pareciam ler cada pedaço meu.

— Você já deve saber quem é o remetente desse envelope e acredito que possa imaginar meu temor diante disso. Eu só queria de poupar de mais uma dor, por isso o escondi. — confessei com muito pesar. Como pude pensar em algo assim? — Emm, me desculpa? Eu sei que não tolera mentiras, e eu juro que não quis esconder por maldade. Assim como sei que não foi certo sequer ter pensado nessa possibilidade, mesmo que a intenção fosse boa. Eu só... — suspirei profundamente, temendo que por causa daquele maldito envelope Emma ficasse magoada comigo. — Só quis te proteger. Fiz tudo errado, não é?

Surpreendentemente, minha namorada me beijou brevemente e então sorriu.

— Não vou dizer que não fiquei chateada quando encontrei isso. — remexi em desconforto. — Ei! Está tudo bem. Entendo tua atitude e não, não estou de acordo apesar de saber que não foi por maldade. O importante é que você foi sincera agora e isso é tudo o que importa. Só te peço que isso não se repita, tudo bem? — assenti me sentindo muito mal por ter feito aquilo. — Gina?

— Hum? — murmurei sem encará-la.

— Olha pra mim, por favor.

Maldito Platão! Ele tinha que está tão certo sobre duas pessoas que se amam, se conhecerem tão bem? Olhar para Emma naquela situação, era me entregar e não falo somente do meu arrependimento por ter escondido o envelope.

— A gente vai ficar bem? — consegui perguntar, mesmo sem encará-la.

— Vamos se você olhar pra mim.

Suspirei. Não tinha porquê não olhá-la... A não ser o fato de que ela me leria de dentro para fora. Aos olhos de Emma, eu me tornava pequena e invulnerável. Incapaz de esconder qualquer coisa que fosse. Não que eu quisesse, longe de mim. Só não queria ter que lembrar das revelações de mais cedo.

Como se ouvisse meus pensamentos, minha namorada me tomou em seus braços onde me encolhi e coloquei para fora tudo o que não conseguia pôr em palavras. Me sentia cansada, uma exaustão que ia do meu âmago ao meu exterior.

— Shiii... Vai ficar tudo bem, eu prometo. — dizia ao tempo que me embalava em seus braços.

Embora não soubesse o porquê do meu choro repentino, Emma cuidou de mim a noite toda. Tomamos banho juntas, sem segundas intenções. Meu corpo pedia cama e braços que me dessem conforto e tranquilidade. Antes, porém, minha namorada me fez comer um sanduíche natural com suco de laranja e maçã. Emma era de fato encantadora.

Já deitadas, Swan começou a cantarolar Moondust enquanto seus dedos se perdiam pelos fios do meu cabelo. Sua voz sussurrada e acompanhada de carinho, preencheu meu interior de paz e permiti dormir, mesmo que minha vontade fosse de retribuir tudo aquilo.

(***)

Era sábado, dia de passearmos com o Henry. Emma tinha levantado cedo e preparado nosso dejejum que foi servido na cama com direito a beijos roubados e sorrisos bobos. Sentia-me plena e pronta para enfrentar o mundo. Porém, lembrei-me que ainda não tinha falado a Emma da minha descobertar. Respirei fundo, tomando coragem para dizer aquilo em voz alta, ainda era uma realidade longe que ganharia forma assim que dissesse em voz alta.

— Tudo bem, meu amor? — e a cada vez que Emma escrutinava-me o rosto, entendia mais ainda Platão e sua maçante obra.

— Sim, meu bem, mas preciso te contar uma coisa. — ajeitei-me melhor na cama, terminando de tomar meu suco. — É sobre o que minha avó e Zelena queriam conversar comigo ontem. — Emma continuou em silêncio, dando-me liberdade para continuar quando julgasse necessário. Respirando fundo, disse: — Zelena é minha irmã.

Sua surpresa foi tanta que engasgou-se com o líquido. Rápida, corri para ajudá-la. Dei leves batidinhas em suas costas a medida que sua tosse diminuía.

— Co-como assim irmã? — conseguiu dizer, por fim.

— Nem eu entendi bem pra ser sincera. Tudo que sei é que ela é minha irmã, e que minha mãe não quis criá-la por ter em mente outros planos. — ainda doía ter a boa imagem de Cora desconstruída daquela forma. — Granny disse que ela sofreu muito, e eu não duvido disso, Emm. Só que dói muito ter sido enganada esse tempo todo. — notei Emma se aproximar e enxugar uma lágrima que sequer notei cair. — Eu sei que minha mãe tinha os motivos dela, e eu não vou julgá-la por isso. Quem sou eu? Só que me entristece saber disso depois de anos. E se Zelena nunca tivesse aparecido? Eu continuaria sem saber que tive uma irmã?

Era difícil imaginar que algum dia minha avó me contaria aquilo, e isso era o que mais me entristecia. Ainda tinha Zelena, não queria julgá-la, mas me magoou saber que até ela me escondeu isso durante esses meses.

— Estou tão surpresa quanto você, Gina. — disse Emma enquanto acariciava minha bochecha. — Não quero defender ninguém, longe de mim. Só não deixe que essa ferida ganhe espaço do teu coração. Um dia, quando você julgar melhor, enfrente isso e converse com elas. Não permita que essa omissão estrague o que você pode construir daqui em diante com Zelena e até mesmo com Granny. Dê essa oportunidade a elas, mas, por enquanto, pense. Esse tempo também é um direito seu. — beijou-me brevemente os lábios e sorriu. — Não se esqueça que estarei aqui.

Já mencionei a sorte que tenho?

Depois daquele dejejum e desabafo, nos ajeitamos e partimos para o orfanato. Embora as últimas horas não tenham sido as melhores, pensar em Henry alegrava meu interior. Só de imaginar sua carinha ao chegarmos no parque de diversão, meu peito transbordava em alegria.

Assim que o carro parou em frente ao orfanato, Henry desceu as escadas correndo, mesmo que a senhorita Blue tivesse repreendido. Emma agachou-se em sua frente e abriu os braços, recebendo um delicioso abraço que me fez sorrir.

— E eu não ganho? — Henry me sorriu sapeca e estendeu os pequenos bracinhos. Abracei-o com força suficiente para ouvir um ''rainha xina, voxê tá me amaxando''. — Desculpa, pequeno príncipe, estava com saudade.

— Eu também! Eu também! — exclamou dando pulinhos, arrancando sorrisos de Emma, Blue e eu. — Maaas, eu tô com muuuita vontade de ir no parque!

— Por isso viemos te buscar, não é Gina? — disse Emma, e eu assenti.

— Eeebaaa! — comemorou. — Então vamos. Tchau, senhorita Blue.

Henry sequer esperou a freira dizer algo, simplesmente disparou para dentro do carro. Emma despediu-se da freira e foi ajudar Henry com o sinto de segurança, enquanto eu terminava de acertar alguns detalhes com a senhorita Blue.

— Tudo bem se ele dormir na minha casa hoje? — perguntei hesitante. Não sabia como funcionava essas coisas. Porém, para minha total surpresa, a senhorita Blue concordou.

— Só tome cuidado com o que vocês pretendem. Henry é um menino muito especial e o sonho dele é ser adotado.

Blue parecia hesitante em dizer algo, mas eu estava disposta a ouvir.

— Tem mais coisa, certo?

A freira concordou e disse: — Ele tem falado muito em vocês. Sabe?... Como mães.

Henry tinha dito isso na quinta-feira, quando Emma o levou até o bistrô. Confesso que fiquei surpresa. O normal é os pais escolherem qual criança adotar e não o contrário, e o Henry tinha feito isso, mesmo que Emma e eu não tenhamos falado sobre isso. Senti meu peito inundar-se de felicidade e tudo que eu queria era correr até aquele carro, e assegurar para ele que meu coração também o tinha escolhido. No entanto, precisava conversar com Emma e ter certeza do passo que daríamos. Adotar uma criança vai muito além de dá uma casa, e eu estava disposta a dar tudo ao Henry desde que Emma e ele estivessem comigo.

— Pode deixar, Senhorita Blue. Emma e eu jamais machucaríamos o Henry, sabemos o quanto ele é especial e... Meu coração também o escolheu. — Ela sempre soube que no final as coisas poderiam tomar aquele rumo, só estava se assegurando.

Despedi-me da freira e entrei no carro, pronta para um dia repleto de aventuras ao lado daquele garotinho que meu roubou o coração desde o primeiro minuto que o vi.

— Você demorou, Rainha Gina. — disse um Henry emburrado no banco de trás.

— Primeira lição que o Príncipe Henry precisa aprender: rainhas nunca estão atrasadas. — pisquei para ele que abriu o maior sorrisão enquanto balançava a cabeça. — Agora vamos, porque temos um parque para explorar.

— Iupi!

Enquanto seguíamos para o parque, Henry me contou que seu bicho favorito era tartaruga; que seu desenho favorito era os padrinhos mágicos, e quase morri de rir da cara de emburrada que minha loirinha fez. Sua cor favorita era rosa e verde. Sim, ele adorava a cor rosa e nunca entendeu por que as pessoas diziam que era cor de menina. E tinha o que entender? Cores são cores e pronto.

Quando chegamos no parque, percebi que tinha comigo duas crianças. Emma, que carregava Henry nos braços, parecia tão abobada quanto o menino. Ambos estavam disputando em quais brinquedos iam primeiro, e mais uma vez o papel da chata ficou para mim. Imaginei se seria assim, caso fossemos adotar o garoto. Ela, a mãe divertida e eu, a mãe chata. Por fim, decidimos começar pelo carrinho bate-bate. Seria Henry e eu, contra Emma e seu parceiro invisível.

Na primeira rodada, Emma ganhou, e tive que intervir pois Henry quis trocar de lugar comigo só para implicar com Emma. Na segunda, ganhamos e Henry parecia muito certo de que derrotaria Swan na terceira rodada, tinha até feito dancinha da vitória.

— Rainha Ginaaa, ela vai bateeerrr! — disse Henry, girando o volante com suas pequenas mãozinhas.

— Ah, garoto! Você vai ver só. — gritou Emma enquanto vinha atrás de nós.

— Gira, Gina, gira. — ordenou Henry. — Você não me pega. — e mostrou a língua enquanto fazia sua dancinha da vitória.

Eu só sabia sorrir daquela situação, e me dei conta que não me importaria se o papel de mãe chata ficasse para mim. De repente, eu só queria ser a mãe dele e compartilhar aqueles momentos todos finais de semana com ambos amores da minha vida.

— Isso é muito injusto. Vocês estavam em vantagem! — tínhamos saído do brinquedo e estávamos na fila da roda gigante. Emma, pelo visto, não aceitava ter perdido.

— Perdeu, perdeu, perdeu! — Henry implicava com ela enquanto girava em torno de mim, que gargalhava daquela situação.

— Sinto muito, amor. Você perdeu para a Rainha Gina e o Príncipe Henry.

— É, perdeu! — fizemos um high five.

— Isso vai ter troco. — disse por fim. — Ei, garoto, você não tá merecendo, mas vou te dá um desconto. — tirou um nota de cinco dólares e entregou para Henry. — Vai ali comprar água e pipoca, se você quiser.

Henry tomou a nota em mãos e saiu correndo em direção ao carrinho de pipoca do outro lado.

— Relaxa, ele não vai se perder. — assegurou Emma com doçura enquanto me envolvia em seus braços. — Será que a 'Rainha Gina' me daria a honra de um beijo?

— Você é inacreditável, Swan! Fez o Henry ir comprar água pra isso? — semicerrei os olhos, e Emma deu de ombros.

— Só queria te beijar. — dito isso, me beijou por breves segundos suficientes para me deixar sem ar. — Eu te amo.

— Eu também amo você. — sorri, limpando o canto dos seus lábios que tinha ficado sujo de batom. — Da próxima vez, não precisa mandá-lo comprar água, pode me beijar na frente dele.

— E se ele não gostar? — perguntou preocupada.

— Emma, o Henry é um menino inteligente e já deu pra perceber que é livre de preconceitos. Aposto que sabe da gente.

— Se você diz... — e beijou-me mais uma vez.

— Humhum — Henry nos encarava com os braços cruzados e uma expressão confusa no rosto. — Quando eu ficar grande também vou fazer isso que vocês fazem?

Franzi a testa, e Emma achou graça. Pegou Henry no colo e se aproximou de mim.

— Ele vai, 'Rainha Gina', precisar beijar na boca quando tiver grande?

Sorri incrédula com a atitude de Emma.

— Não, 'Cavalheira Emma', não se depender de mim. — toquei em sua barriguinha fazendo cócegas. — Agora chega de papo, vamos logo nessa roda gigante que temos muito o que aproveitar.

— Muuuito mesmo! Estou tão feliz! — envolvendo seus pequenos bracinhos em meu pescoço enquanto o outro segurava o de Emma, Henry nos apertou em um abraço grupal, aquecendo meu coração e colorindo mais ainda meu dia.

Da roda gigante, víamos toda cidade de Washington ganhar um céu alaranjado. Nossa cadeira tinha parado lá no topo, dando uma vista bem ampla do que tínhamos no horizonte. Olhar aquilo, com Henry entre Emma e eu, me trouxe uma sensação de plenitude e leveza, me fazendo pensar que a qualquer momento fosse voar. Não sabia se era o momento ou os sentimentos exacerbados que transbordavam por cada parte minha, mas me vi acolher em meus braços aquelas duas criaturas que significavam muito para mim.

— Eu amo vocês. — de soslaio pude ver minha namorada sorrir e Henry sussurrar um 'eu também'.

Não tinha lugar que eu desejasse estar senão ali, com eles dois. Vi Emma retirar do bolso o celular e pedir que fizéssemos uma pose. Henry se agarrou no meu pescoço, Emma encostou a cabeça na cabecinha do Henry, e eu os envolvi em meus braços. Aquela foi nossa primeira foto, e eu esperava de coração que fosse a primeira de muitas.

(***)

Chegamos em casa exaustos. Henry dormia nos braços de Emma, depois de terem disputado quem corria mais rápido até uma pizzaria que ficava dentro do parque. E Henry, claro, ganhou, fazendo Emma e eu sorrir de sua dancinha da vitória que consistia em levantar os bracinhos e girar em torno de mim.

Com cuidado, retirei as roupas dele enquanto Emma preparava seu banho. Peguei-o no colo e levei até a banheira, constando que a água estava morna. Minha namorada selou nossos lábios brevemente e foi preparar a cama, e eu fiquei responsável em despertar aquela preguicinha para o banho.

— Querido, acorde. Precisa tomar banho. — dizia ao passo que molhava suas costas.

— Não 'Rainha Xina, axim não vale' — sua manha me fez rir, porém, precisava acordá-lo.

— Vamos, meu amor. Será rápido. — mesmo contragosto, o meu bichinho preguiça despertou e tomou seu devido banho.

Já arrumado, Henry deitou-se no meio da nossa cama e cobriu-se. Emma beijou lhe a testa e seguiu para o banho, deixando-me mais uma vez a sós com ele.

— Se um dia eu tiver uma mamãe, quero que seja como você e a Emma. — bocejou. — Eu amo muito vocês.

Seus olhinhos estavam pesados, o dia tinha sido realmente cheio, deixando-o exausto. Em mim, naquele momento, habitava uma felicidade sem igual; uma felicidade que escorria como lágrimas na ausência de palavras; uma felicidade que não cabia em mim.

— A gente também ama muito você. — sussurrei.

Emma, que tinha acabado de sair do banho, sentou-se de frente à mim que acariciava os curtos fios castanhos de Henry.

— Ele é incrível, não é? — perguntei, e acho que era minha vez de escrutar seu rosto. Swan sorriu.

— O Henry é... Incrível. — no seu rosto tinha um mistura de dor e saudade, e eu sabia porquê. Mas, também tinha: esperança, desejo e alegria. Eu sabia, ela queria tanto quanto eu. — Eu... — Ela hesitou, me encarando.

— Eu?... — encorajei.

Emma suspirou profundamente, aproximando-se mais ainda de mim. Tocou em minha mão, que acariciava os cabelos de Henry e, tão baixo que se não fosse a proximidade não teria ouvido, disse:

— Eu quero cuidar dele com você. — nossas mãos que, atadas, estavam sobre os fios castanhos do garoto, passou a ficar sobre suas pernas. — No envelope que o Graham me deu haviam fotos do Roland. — contou em um sussurro dolorido. Apertei mais ainda nossas mãos, fazendo-a me encarar. Seus olhos estavam lacrimejados, e desejei bater em Graham naquele momento. — Essa é uma dor que nunca vai passar, e o Graham sabe disso. Mas, não é dele que quero falar. — seus olhos que estavam em mim, passaram para Henry que ressonava baixinho. — Quero falar dele, de nós. — seus olhos voltaram-se para mim, e eu podia sentir meu interior explodir em fogos de artifício. — Você quer cuidar dele comigo? Eu sei que temos meses de namoro, sei que parece loucura, mas... Eu realmente amo esse garoto, Gina. Amo como se fosse um filho e quero muito compartilhar isso com você. A gente pode continuar assim, pegando ele alguns finais de semana pra ir conhecendo, se acostumando, amadurecendo a ideia, como você preferir. Eu só...

Não deixei que minha namorada terminasse de falar, beijei seus lábios brevemente e sem quebrar aquele elo, sussurrei: — Eu quero cuidar dele com você, Emm.

Sentimentos como esses são construídos com detalhes. Emma e eu tínhamos construído o nosso em cima de um olhar dentro de um metrô, um olhar que agora nos rendia um possível filho. Sei que existe tempo para cada coisa, e eu não pretendia burlar nenhum deles. Porém, acredito em destino e mais do que isso, acredito que a gente o faça. Há um tempo tínhamos decidido recomeçar, se isso incluía Henry não sabíamos, mas que queríamos tê-lo e teríamos, isso não podíamos negar.

Se te dão a chance de pintar um quadro novo, com pincéis novos, tintas novas e inspirações renovadas, faça. Valerá a pena. E era isso que eu pretendia fazer com o quadro da minha vida. Recomeços precisam de novas emoções, e minha história com Zelena não seria a única a ser pincelada, pois acabei de incluir mais um integrante nela e faria o possível para tê-lo em meu quadro.

Notas Finais


Não coloquei nas notas iniciais, mas quero agradecer a Mary Parrilla pelo comentário lindo e sincero no meu desabafo. Obrigada, querida, e saiba que suas palavras em muito me tocaram assim como me fizeram chorar. Beijão.


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