História You're Mine And I'm Yours - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Walking Dead
Personagens Beth Greene, Carl Grimes, Daryl Dixon, Maggie Greene, Personagens Originais, Rick Grimes
Tags Anna, Arco, Daryl Dixon, Flecha, Julie Mcniven, Personagem Original, Romance, Ruiva, Twd
Exibições 71
Palavras 2.896
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Romance e Novela, Survival, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oie!
Então eu não postei qnd eu deveria postar, mas eu tenho um motivo eu tive duas apresentações de trabalho e um prova durante essas semanas q eu estive fora (além da estreia de ANIMAIS FANTÁSTICOOOOOOOOS) e eu meio q fiquei super cheia de coisa pra fazer e esqueci q eu tinha q postar a fic então mil desculpas mesmo, mas chega de enrolação, aqui está o cap.
Espero q gostem
PS: as letras das músicas não estão traduzidas pq elas não tem nenhuma relevância para o enredo
XOXO

Capítulo 15 - Cantoria Antes Da Tempestade


POV Anna
 

Obviamente, Daryl poderia passar sem grandes dificuldades por mim, mas o Dixon apenas revirou os olhos e me entregou o saquinho com os torresmos

- Ok - disse revirando os olhos - Vamos dividir

Abro o saquinho e me sento na mesa de frente para o Dixon. Como um punhado de torresmo e Daryl em uma tentativa infantil de ter o saquinho só para ele lambe todos os dedos da mão antes de colocá-la dentro do saquinho retirando um punhado. Beth faz uma cara de nojo e o Dixon faz uma expressão vitoriosa, mas eu apenas dou de ombros e enfio minha mão no saquinho. Estávamos na porra do fim do mundo, não era hora para ficar com nojinho. Quando começo a comer os torresmos como se nada tivesse acontecido Daryl me olha com curiosidade

- Vai ter que fazer muito mais do que isso pra tirar esses torresmos de mim, Dixon - falo lhe oferecendo o saquinho

Daryl pega mais um punhado sem falar nada e Beth esconde um sorriso. Em alguns segundos o saquinho de torresmos havia acabado e Daryl e eu começamos a comer outras coisas. Todos nós estávamos com fome, não comíamos uma refeição decente há dias. Então enquanto Beth e eu atacávamos alguns biscoitos e a manteiga de amendoim Daryl comia algumas frutas enlatadas.

Assim que terminamos nossa pequena refeição começamos a juntar as latas e procuramos pela casa por qualquer coisa que fizesse barulho com o objetivo de fazer nossa cerca improvisada. Eu e Daryl fizemos a cerca e a colocamos lá fora e agora ele estava fechando as janelas e demais saídas da casa. Eu me ofereci para ajudar, mas ele disse que queria fazer isso sozinho então fique aqui com Beth.

- Você está bem? - Beth pergunta indo para uma das salas

- Acho que essa pergunta nem se aplica mais - digo quando ela senta no piano

- Eu sei... É só que... Eu não quero perder quem eu fui

- E você não vai - digo, mas ela abaixa a cabeça descrente - Por que não toca uma música? - pergunto e ela sorri minimamente

- Ok - diz se virando para as teclas começando a tocar a melodia de Be Good

It's unclear now what we intend

We are alone in our own world

And you don't wanna be my boyfriend

And I don't wanna be your girl - vejo que haviam algumas velas na sala e procuro na mochila os fósforos enquanto Beth continuavam a cantar

And that, that's a relief

We'll drink up our grief

And pine for summer - termino de acender as velas e volto a me sentar no sofá ouvindo a melodia - And we'll buy a beer to shot gun

And we'll lay in the lawn

And we'll be good - um pigarreio atrapalha Beth que logo para de tocar a se vira encontrando o Dixon na porta

- A casa toda está fechada - ele diz entrando no cômodo e largando a besta no sofá ao meu lado - A única entrada é pela porta da frente - diz e em seguida pega impulso para entrar no caixão que estava ali

- O que está fazendo? - pergunto enquanto ele sentava no caixão

- Essa é a cama mais confortável que tenho em anos - diz se deitando

- Sério? - Beth pergunta, mas eu não duvidava sabia que ele estava falando a mais pura verdade

- Sem brincadeira - diz se ajeitando - Por que não continua cantando? - diz e eu olho surpresa para ele

- Pensei que cantoria te chateasse - Beth retruca

- É que não tem nenhum jukebox mesmo - diz e Beth sorri se virando para o piano

Antes dela voltar a tocar retiro a besta de Daryl do sofá e a coloco no chão - com um olhar reprovador do Dixon - e também me deito e Beth volta a cantar

And we'll buy a beer to shot gun

And we'll lay in the lawn

And we'll be good - Daryl e eu ficamos em completo silêncio enquanto Beth tocava. Apenas éramos embalados para o sono com sua voz melodiosa - Now I'm laughing out my boredom

And my string of failed attempts

'Cause you think that's important

And I welcome the sentiment - não sei exatamente quando, mas a voz de Beth começou a ficar cada vez mais distante e eu finalmente dormi

And we'll be good...
 

POV Daryl
 

Fui o primeiro a acordar e saio do caixão com cuidado para não fazer nenhum barulho, mas quando eu fui pegar a besta no chão acabei acordando Anna

- Está tudo bem? - pergunta num sussurro

- Sim, nada aconteceu durante a noite

- Você diz como se tivesse ficado de vigília - diz se sentando

- Ninguém ficou de vigília - digo indo para a cozinha

- Se tiver mais torresmo vai ter que dividir - diz antes que eu saia do cômodo e meus lábios se contraem no que poderia ser chamado de um sorriso

Alguns minutos depois que eu entrei na cozinha ouvi uma movimentação vindo da sala e presumo que Beth havia acordado

- Anda logo, Beth - escuto a voz da ruiva

- Calma, Anna. Sair pulando não é tão fácil - Beth responde

- Então vem aqui - a ruiva fala e começo a escutar risadas das duas

Anna entra na cozinha com Beth nas suas costas e ambas riam sem parar como se estivessem acostumadas a fazer isso no passado antes do mundo virar de cabeça para baixo. Anna coloca Beth em uma cadeira e se senta na outra

- Muito bem. Vamos comer - Anna fala abrindo um pote de manteiga de amendoim.

Estou prestes a me sentar quando as latas do lado de fora fazem barulho e eu pego minha besta indo para a porta com a ruiva a tiracolo

- Fique aqui! - Anna fala para Beth que estava se levantando

Eu e Anna corremos até a porta e eu olho para ela, como ela estava armada apenas com sua faca ela se aproxima da porta e a abre ficando atrás desta para me dar uma visão mais clara, porém não havia nenhum errante na porta e sim um cachorro

- É só um maldito cachorro - falo alto o suficiente para Beth ouvir

Agacho-me para ficar na altura do cachorro e tento fazer com que ele entre, mas ele sai correndo e latindo então eu volto para dentro e fecho a porta

- Ótimo trabalho espantando o cachorro - a ruiva fala com ironia e eu murmuro um palavrão como resposta

- Ele não quis entrar? - Beth pergunta surgindo no hall

- Acho que ele não gostou do Dixon - a ruiva fala indo para a cozinha

- Cala a boca - digo - Achei que Anna havia dito para ficar na cozinha - falo ajudando a loira a voltar

- Sim, mas você disse que havia um cachorro - diz dando de ombros

Voltamos pra a cozinha e começamos a comer. Depois que terminamos fomos para a sala e um sentimento de inquietação percorria meu corpo. Tudo estava quieto demais, era muito estranho não ficar a cada segundo preocupado com alguma coisa. Parecia que estávamos passando pelo famoso momento de calmaria antes da porra da tempestade e eu não estava gostando nem um pouco dessa merda

- O que vamos fazer? - Beth pergunta sentando-se no banco do piano enquanto eu e a ruiva compartilhávamos o sofá

- Você poderia cantar mais um pouco - Anna fala sorrindo para a amiga

- O que acha Daryl? - Beth pergunta olhando para mim

- Não há muito que se possa fazer - digo com um dar de ombros

Beth sem se acanhar com minha resposta se vira para o piano e começa a tocar uma melodia

I've got lots of questions but you got me

And we've got lots of reasons to never ever leave

Oh, come and visit me where the trees grow tall

I want you to be kissing me when we both fall

So, we're gonna crash and burn

We're gonna live and learn this weekend

And I was the girl of your dreams

Now I'm the girl I'm crying when you're sleeping - de repente sinto Anna tombando a cabeça para o lado e a deitando no meu ombro

Percebo que sua respiração estava tranquila demais e presumo que ela esteja dormindo. Não estava acostumado com esse tipo de contato com mulheres, ou com ninguém para falar a verdade, mas não quis move-la e dizia para mim mesmo que o motivo disso era que a garota estava com uma faca na mão e qualquer movimento mais brusco da minha parte eu poderia sair ferido, porém outra parte de mim - uma parte que eu estava querendo muito ignorar - não quis move-la por estar gostando do contato.

Oh, I've got lots of questions when I stay up real late

I don't believe in magic, ghosts, a god, an angel

or that you're my soul mate

A chicken scratch of time

and tasks to map our fate

You never have the answers

for this life that we face - Beth continuava a cantar

Enquanto ela cantava milhões de coisas se passavam pela minha cabeça. Será que finalmente havíamos encontrado um lugar seguro em que poderíamos ficar nem que fosse por um curto período de tempo. Será que conseguiríamos encontrar mais alguém lá fora. Será que as pessoas que costumavam morar aqui estão vivas e pretendem voltar.

So, we're gonna crash and burn

We're gonna live and learn this weekend

And I was the girl of your dreams

But I'm always on my knees when you are sleeping

And the ground feels so hard when the fall was easy

Baby, nothing you say will ever please me - e essas foram as últimas palavras que eu ouvi antes de acompanhar Anna no mundo da inconsciência

Não sabia quanto tempo havia dormido, mas quando acordo estou com a cabeça apoiada em cima da cabeça da ruiva e Beth está debruçada sobre o piano fechado dormindo

Tento me mexer o mais silenciosamente possível, mas mesmo assim Anna acorda

- Quanto tempo eu dormi - pergunta esfregando os olhos

- Não sei, também cai no sono - respondo rouco por ter acabado de acordar

- Nossa isso parece tão surreal! - diz empolgada

- O que? - pergunto me levantando

- Poder dormir sem se preocupar tanto se vamos morrem durante a noite. Poder dormir de verdade e não tirar apenas alguns cochilos

- Isso É surreal. Não vai durar - digo indo para a cozinha

- Não precisa ser pessimista - diz me seguindo

- Não sou pessimista, sou realista

- Seu jeito de ver a realidade é uma droga - diz colocando o dedo dentro do pote da manteiga de amendoim

- A realidade está uma droga - falo e ela leva o dedo a boca

Tento ignorar e fingir que aquele simples movimento não mexia comigo, mas não estava dando muito certo, a ruiva estava comendo a manteiga de amendoim direto do pote como se não fosse nada e, por alguma razão, eu fiquei vidrado na visão de seu dedo em contato com seus lábios. Finalmente Anna tira o dedo da boca e eu volto a me concentrar em coisas normais como comer alguns enlatados

- Verdade, mas não precisamos agir como se cada coisa boa que acontecesse fosse acabar amanhã. Mesmo que a chance de isso acontecer seja enorme viva a porra do hoje - diz sorrindo - Já é noite - fala com a intenção de não me deixar contra argumentar

- Parece que já passou das oito da noite - digo me aproximando da janela

- Nem acredito que dormimos tanto - diz contente

- Não se acostume

- Cala a boca - diz e volta a comer a manteiga de amendoim levando mais um pouco da minha sanidade embora

- Onde está seu arco? - pergunto tentando me distrair

- No hall de entrada junto com a aljava e a mochila

- Traga-o para cá. Deixe-o com você - digo e ela revira os olhos

- Como quiser - diz e se levanta emburrada

Alguns segundos depois ela volta com a mochila e o arco nas mãos e a aljava já posicionada em suas costas

- Satisfeito? - pergunta com ironia

- Você vai me agradecer por isso - digo e ela revira os olhos novamente

- Hey! Alguém pode me ajudar aqui - Beth chama da sala

- Estou indo - a ruiva diz e sai da cozinha

Como um pouco da manteiga de amendoim que a ruiva estava comendo e quando ela volta com Beth segurando seu ombro Anna me olha com uma repreensão divertida

- Você tem sua própria manteiga de amendoim, não precisava comer a nossa - diz tomando o pote da minha mão

Dou de ombros e Beth ri da situação e logo pega um pouco do creme para si. Começamos a comer em silêncio, tudo está bom demais para ser verdade. Beth tira do bolso da calça um pequeno caderno - seu diário - e começa a escrever alguma coisa, Anna e eu continuamos a comer e a loira termina de escrever arrancando a folha e a entregando para Anna

- Coloque na prateleira - diz sorrindo

Anna lê o bilhete e assente para a amiga lhe devolvendo o sorriso enquanto colocava o bilhete no local solicitado

- O que está escrito? - pergunto

- Só estou agradecendo e nos desculpando por ter pego a comida - diz

- Talvez não precise fazer isso, talvez possamos ficar aqui uns tempos - digo dando de ombros - Quando eles voltarem a gente faz dar certo. Eles podem ficar com raiva, mas talvez fique tudo bem - falo e como um biscoito

- O que te fez mudar de ideia? - Anna pergunta sorrindo

O barulho de latas interrompe a minha resposta e eu imagino que o cachorro havia voltado então eu pego um biscoito e vou para a porta

- Vamos ver se eu consigo trazer ele para dentro - digo indo pra a porta

- Boa sorte! - Anna fala e eu reviro os olhos

Vou para o hall de entrada e abro a porta, mas o que está ali não é o cachorro

- Corram! - grito ao ver os errantes entrando pela porta que eu tento fechar
 

POV Anna
 

Errantes começaram a entrar na cozinha e Beth e eu corremos para uma das salas. Tive tempo de pegar a mochila e o arco e ainda bem que Daryl havia implicado comigo mais cedo para deixá-los por perto

- Merda! - escuto Daryl gritar - Corram! Vou distrai-los nos encontramos lá fora - ele grita e eu levo Beth para a sala mais afastada do confronto

- Tente abrir a janela - digo e preparo o arco

Uma quantidade bem menor, mas ainda assim considerável, de errantes aparece

- Beth, não querendo te pressionar, mas seria legal abrir logo essa droga de janela - digo e lanço a primeira flecha

- Estou tentando... Consegui - diz e eu escuto o ranger da madeira abrindo

- Está limpo lá fora? - pergunto e atiro a segunda flecha

Precisava economizar minhas flechas. Eu não tinha tantas e não sei se iria conseguir recupera-las

- Está - diz e começa a se esgueirar pela janela aberta

- Então saia daqui e se esconda - digo nervosa - Corra o mais rápido possível e tente subir em uma árvore. Daryl e eu te encontraremos depois

- Promete? - Beth pergunta quando o primeiro errante se aproxima e eu enfio minha faca em seu crânio

- Beth, corra! - grito não querendo fazer uma promessa que não sabia se poderia cumprir

A escuto chorar e depois a vejo pular pela janela e eu volto minha atenção para os errantes. Como todos eles estavam perto demais meu arco não seria útil o que me deixava apenas com minha faca. Os errantes se aproximam de mim e da maneira mais rápida que consigo vou os acertando na cabeça um por um. A adrenalina corria livre em minhas veias e eu conseguia ouvir meu coração batendo acelerado

- Venham! - gritei para chama a atenção daquelas coisas

Não sabia aonde Daryl havia se enfiado, não sabia nem se ele ainda estava vivo, mas pretendia chamar a maior quantidade possível de errantes na minha direção para que ele pudesse fugir e rastrear Beth

- Estou aqui seus desgraçados! - grito enfiando a faca na cabeça do errante mais próximo

Mesmo com a adrenalina fluindo pelo meu corpo eu estava ficando cansada e ali tinha mais errante do que eu poderia lidar, mesmo assim continue lutando até que um deles cai sobre mim me fazendo perder o equilíbrio. Caio no chão com aquela coisa em sobre meu corpo, os outro que estavam na sala começam a cair por cima fazendo uma espécie de monte. Tento segurar os braços do errante impedindo que ele me mordesse, mas havia pelo menos mais três errantes em cima de mim e eu não conseguiria aguentar por muito tempo. Estava praticamente morta

- Sinto muito, Beth! - sussurro antes de desistir


Notas Finais


Então... Eu sei q a situação entre a Anna e o Daryl está meio lenta, mas eu só estou tentando descrever como eu acho q o Daryl agiria, prometo q a partir do próximo cap já vai acontecer um contato mais... Físico
Vejo vcs daqui três semanas
XOXO


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