História You're my Fallen Angel - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Sussurro (Hush, Hush)
Personagens Detetive Basso, Nora Grey, Patch "Jev" Cipriano, Personagens Originais, Vee Sky
Tags Noratch
Exibições 70
Palavras 1.281
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Hentai, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


OLÁ MEUS AMORES! Não me matem!
Não, eu não abandonei vocês, nem abandonei a fanfic.
FINALMENTE estou de férias. A escola realmente não estava deixando eu atualizar. Peço perdão.
Já fiz todas as provas, já apresentei meu TCC e agora vou poder encher vocês com os capítulos.
Tentarei postar todos bem rápidinho, porque dia 27 eu vou viajar e só vou voltar dia 22 de janeiro, mas juro que não vou deixar vocês na mão.
Espero que gostem e boa leitura s2

Capítulo 4 - A ligação


Fanfic / Fanfiction You're my Fallen Angel - Capítulo 4 - A ligação

Me sentei com as duas mãos juntas em frente ao meu rosto. Nem eu, muito menos Jett estava entendendo o que estava acontecendo.

- Mãe, que promessa? O que está acontecendo? – Jett perguntou apoiando as mãos sobre o tampo da mesa.

- Não pode ser, Nora. – Minha mãe falou, amarrando o cabelo em um coque. – Com todo respeito a Deus e essa baboseira toda, mas a gente...

Minha mãe olhou para mim e depois para Jett, balançando a cabeça.

- Eu não quero ser ingrata, juro que não, mas eu não pedi por isso.

- Pai... – Jett tentou, olhando para o pai dele. Patch olhou para Nora, que balançou a cabeça.

- Filho, vocês dois poderiam deixar a gente conversar? Por favor? – Nora perguntou com um sorriso fraco, se esforçando ao máximo para não desabar na nossa frente.

Frustrado, Jett deu um soco sobre a mesa e saiu em direção a sala. Eu me encolhi e Patch tentou segui-lo, mas Nora colocou a mão em seu peito.

- Ele é uma criança, Patch. A gente não pode fazer isso com ele. – Nora olhou para mim e eu limpei a garganta, levantando da mesa. – Nem com ela.

Passei pelo meu pai e segurei o braço dele. Ele me olhou, tentando manter a expressão neutra, mas lá no fundo de seus olhos havia um sentimento perturbador. Até mesmo assustador.

- Pai, me promete que você vai me contar o que está acontecendo. – Ele me olhou com uma aflição tão grande que meu coração quase se partiu.

- Você sabe que eu te amo, não sabe Kirsten? – Ele falou e eu olhei para minha mãe, que estava com o rosto vermelho por segurar o choro.

- Eu sei, pai. E também sei que vocês fariam qualquer coisa para proteger a gente. Mas nós já somos adultos, temos o direito de saber que diabos está acontecendo. – Eu falei e meu pai assentiu de uma maneira quase imperceptível.

- Nós nos mudamos aqui para Forks por um motivo, filha. – Minha mãe falou, torcendo as mãos nervosamente.

Olhei para porta e Jett estava encostado no batente.

- Nos disseram que, se saíssemos de onde morávamos, todos nós estaríamos seguros. Eles nos prometeram isso. Mas...

Minha mãe parou de falar e olhou para meu pai.

- Você disse que tinha visto alguma coisa quando era mais nova e você realmente viu, mas depois que nos mudamos pensávamos que isso não voltaria mais. – Meu pai disse depois de respirar fundo.

- Então eu nunca fui maluca. – Falei mais para mim do que para eles. – E que diabos é isso?

- O que importa é que vocês não devem mais sair por aí sozinhos. – Nora falou limpando o rosto e respirando fundo.

Olhei para Jett que soltou o ar e voltou para sala.

- Prometa, Jett! – Ela gritou, mas ele não respondeu, muito menos foi para a cozinha.

- Ele só está tentando processar o que está acontecendo, Anjo. – Patch abraçou Nora que voltou a chorar.

Meus pais ficaram me observando cautelosamente e eu só assenti fracamente.

- Tia, eu vou conversar com ele. – Falei e Nora assentiu em agradecimento.

- A gente só queria que vocês tivessem uma vida normal, sem passar por tudo aquilo que a gente passou. – Meu pai falou, me puxando para um abraço.

Esperei ele se recompor e olhei para minha família que já tinha passado por tanta coisa e estavam prestes a passar por outra coisa, fosse lá o que fosse.

Soltei uma risada fraca e balancei minha cabeça.

- Somos anjos, vocês achavam mesmo que alguma coisa seria normal em nossa vida?

Não esperei resposta, e também não esperei uma explicação para o que quer que tenha sido o que eu tinha visto quando eu era criança. Muito menos o que eu tinha visto naquela floresta. Eu e Jett descobriríamos.

A sala estava vazia e eu subi as escadas, indo para o quarto dele. Não bati. Eu nunca batia. Abri a porta e estava vazio, mas a luz do banheiro estava acesa e podia se ouvir o som do chuveiro.

O quarto dele era o oposto do meu. Não aqueles quartos de meninos nojentos que encontram sabem lá o que debaixo da cama, até caixa de pizza ou restos mofados de comida. O quarto dele era totalmente neutro, a cama de madeira escura, assim como os demais móveis. A única coisa que coloria o quarto dele eram as lombadas dos livros em sua estante.

A tela do seu celular brilhou sobre o criado mudo com uma nova mensagem. A curiosidade fez eu entrelaçar as mãos, indo até a janela. Lá fora já estava claro e as árvores da floresta pareciam mais verdes.

A porta do banheiro se abriu e eu virei em sua direção. Jett estava com a toalha sobre o rosto, secando o cabelo freneticamente. Vestia apenas uma cueca boxer preta e os músculos do braço e abdômen dançavam sob a pele.

Corri meus olhos pelo quarto, sentindo a calor subir pelas minhas orelhas. Puxei as mechas negras do meu cabelo para disfarçar e virei novamente para a janela.

- Kirsten. – A voz de Jett soou surpresa e eu olhei para ele, com um sorriso sem graça.

Ele ficou segurando a toalha sem saber o que fazer e eu vi suas bochechas ficarem rosadas lentamente, até ficarem totalmente vermelhas.

- O que você acha que eu vi, Jett? – Perguntei para quebrar o gelo.

Ele ficou um pouco desnorteado com minha pergunta, mas depois caminhou até o guarda roupa, retirando uma camiseta cinza. Dei uma espiada nele enquanto estava de costas. Ele não era mais o garotinho que puxava minhas tranças e falava errado.

Devo ter ficado muito tempo perdida em pensamentos, pois quando minha visão saiu do desfoque, ele já estava vestido, sentado na cama com as mãos entrelaçadas, sacodindo a perna. Nervoso. Estava olhando para mim como se quisesse alguma resposta.

- Me desculpe, o que você disse? – Perguntei sentando no batente da janela.

- Eu não faço ideia do que você viu, Kirsten. Eu só sei que não é bom. Eles te disseram mais alguma coisa? – Ele perguntou torcendo as mãos.

- Pelo que eu entendi, prometeram para nossos pais que, se nos mudássemos para longe ficaríamos seguros. E a promessa estava de pé até hoje, pelo visto. O que quer que eu tenha visto, é um lembrete de que não estamos seguros. Eu só gostaria de saber, porque precisamos de segurança. – Eu perguntei enrolando as pontas dos meus cabelos.

- Eles não querem a gente lá novamente. – Jett falou olhando pela janela.

Eu sorri e caminhei até ele. Parando diante dele, baguncei seu cabelo e ele olhou para mim comprimindo os lábios para evitar um sorriso do mesmo jeito que o pai dele fazia.

- E desde quando nós obedecemos? – Eu perguntei e ele finalmente liberou o sorriso, dando soquinhos em minhas coxas.

- Eles vão ter um ataque, Kitty. – Ele falou em tom de diversão, mas também tinha um toque de preocupação.

- Hey, nós temos que saber o que está acontecendo. Somos adultos, Jett. Eles não podem nos proteger para sempre. – Falei, afastando os fios de cabelo que teimavam em ficar sobre seus olhos.

Jett abriu a boca para dizer alguma coisa, mas a tela de seu celular brilhou novamente. Ele pegou o celular e sorriu para mim, sem graça. Se levantou para atender.

Eu olhei para as paredes do quarto e de repente me senti uma intrusa. Fiz sinal para ele que estava de saída e ele acenou dizendo que falaria comigo depois. Quando estava saindo do quarto, pude jurar que, quem quer que estivesse do outro lado da linha, ele tinha chamado de “meu amor”.


Notas Finais


Até o próximo capítulo, obrigado pelos favoritos s2


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