História You're My Favorite - Capítulo 23


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Drama, Gay, Romance
Exibições 9
Palavras 2.888
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Romance e Novela, Slash, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Hey! Resolvi escrever esse capítulo contando sobre o encontro do Connor com o Dave ♡ Achei que eles deveriam ganhar um pouquinho de espaço na história e fiz isso para eles!
Espero que gostem. Posto com ele mais um capítulo (flashback) de Kian.
Sorry por erros que passaram despercebidos.

Capítulo 23 - Connor e Dave - special chapter


Dave esperava sentado nos degraus de entrada de sua casa. Seu jardim o separava da rua que ele admirava enquanto os carros passavam. O Sol já havia partido e as estrelas apareciam no céu. O garoto estava nervoso para seu encontro com Connor.
Em sua cabeça já havia repassado a conversa que tivera mais cedo com o outro por muitas vezes. Connor disse que não se arrependia do que havia feito na noite de Halloween, e que o que fez não foi insignificante, ele realmente sentiu algo e gostaria de dar uma chance a isso. Dave não achou isso estranho. Também havia sentido algo por Connor naquela noite e estava apenas confuso no momento. Eles se beijaram novamente e isso apenas confirmou que algo existia.
Connor o chamou para jantar fora e disse que cuidaria de tudo. Dave aceitou e agora esperava por ele sentado nos degraus. Ele pensava em ligar para seu amigo Ian e perguntar o que fazer se algo desse errado, mas lembrou que o amigo estava em um casamento e apenas respirou fundo, sentindo seu perfume. Ao fazer isso, se lembrou de que havia recebido o perfume como presente de Connor, eu seu aniversário meses atrás. Se arrependeu imediatamente de tê-lo usado e imaginou as coisas que o outro pensaria ao sentir o perfume.
Quando o arrependimento lhe atinge, o carro de Connor aparece em frente à sua casa. O vidro do passageiro está aberto e Connor acena de dentro do carro, sorrindo e deixando as bochechas de Dave avermelhadas apenas com isso.
Dave atravessa seu jardim, passando ao lado da viatura de seu pai que minutos antes havia perguntando aonde o filho iria. Dave não mentiu e disse que sairia com Connor. Todos sabiam que Connor e Dave eram amigos desde sempre, então seria normal vê-los saindo juntos.
Dave abre a porta do carro e entra. Connor continua sorrindo e Dave faz o mesmo, mas seu sorriso é menor.

- Demorei? – Connor pergunta já colocando o carro em movimento pela rua.

- Não, nem um pouco.

Hoje era um dos poucos momentos em que Connor não usava a típica camiseta azul do time de futebol. Ele usava uma camiseta preta como a de Dave que ficou surpreso ao vê-lo sem o uniforme.

- Gostei do perfume – Connor tenta disfarçar um sorriso, mas falha e também entrega uma risada.

- Cala a boca – Dave dá um leve tapa na nuca de Connor e também ri. Connor liga o rádio e algum rock que Dave não conhece começa a tocar. – Aonde vamos jantar?

- Estava pensando em comida italiana – Connor dirigia muito rápido e isso deixava Dave incomodado. – Mas se não gostar...

- Não, está ótimo – Dave o interrompe e observa seu perfil por alguns segundos.

Ao pararem em um sinal vermelho, Connor deixa uma mão sobre o volante e coloca a outra sobre a de Dave. Eles não se olham, mas sabem que os dois corações batem acelerado. O sinal demora para abrir e antes de levar sua mão novamente ao volante, Connor aperta a de Dave sem força.
Não conversam muito durante o caminho, apenas falam um pouco sobre os amigos que festejavam em um casamento.
Connor estaciona ao lado da calçada, em frente a uma loja de doces que agora estava fechada e os dois caminham até a porta do restaurante que não estava tão cheio. Uma mesa para dois é pedida e os dois são levados a um canto do lugar. A iluminação não era forte, era confortável e o ar quente do ambiente o fazia aconchegante. Uma garçonete entrega somente um menu para Connor e o observa com interesse antes de se afastar para atender outra mesa. Dave percebe isso e ri coçando a parte de trás da cabeça.

- O que foi? – Connor diz abrindo o menu e sorrindo.

- Você não percebe quando as garotas olham para você?

- Claro que percebo, mas não ligo. E afinal de contas, estou aqui e com você – Seu tom indica que não queria falar sobre aquilo e então ele começa a passar os olhos pelo menu. – Gosta de vinho?

- Sim – Dave tinha até mesmo bebido um gole que sua mãe havia oferecido antes de sair de casa. – Seu pai sabe que está em um encontro com um de seus amigos?

Dave não sabia muito bem se deveria ter feito essa pergunta, ele só estava tentando sair da tensão. Achou que piada seria uma ótima maneira. Felizmente, Connor não ligou para isso.

- Ele nem está na cidade. Viajou a trabalho – Ele mostra o menu para Dave e indica o que pediria para o garoto. – Certeza que gostará disso.

Connor pede os pratos para a garçonete que não se importava com Dave e eles conversam por alguns minutos enquanto esperam. O vinho havia sido servido e Connor o bebia encarando Dave do outro lado da mesa. Connor parecia muito à vontade em sua cadeira e isso incomodava Dave que tinha uma postura reta e mãos que suavam repetitivamente após ele limpa-las em sua calça.

- Você realmente parece seu primo Chuck – Connor se refere ao falecido primo de Dave e melhor amigo de infância de Ian. – Seus olhos são tão verdes quanto os dele. – Connor se inclina para a frente admira profundamente os olhos do outro. – Parecem esmeraldas...

Dave pisca algumas vezes e então toma um gole de seu vinho.

- Por acaso viu as fotos de Chuck na casa de Ian? – Dave pergunta olhando para a boca de Connor sem perceber.

- Sim, ele tem uma de vocês três abraçados quando pequenos dentro de sua carteira. Sinto muito pelo o que aconteceu. – Connor, assim como Kyle, não morava na cidade quando Chuck morreu em um grande incêndio que houve em sua casa. Ele parecia realmente se importar com aquilo.

- Tudo bem, o tempo ajuda a curar – Connor sorri e estica sua mão sobre a mesa, na expectativa de que Dave pudesse segurá-la.

- Falando em tempo, fará seis anos que nos conhecemos. Acredito que no aniversário de Kyle...

- Sim, eu fui até a pizzaria com Ian e você estava com ele.

- Viu só – Connor pisca com um olho e passa a mão pelo cabelo úmido. – Minha memória é ótima.

A comida é servida e os dois comem enquanto escutam a música ambiente. Algum clássico italiano se espalhava pelo lugar que enchia com o tempo. Mesmo com muitas pessoas, o lugar continuava aconchegante e todos conversavam baixo.

- O que pretende fazer quando o ensino médio acabar? – Dave pergunta perfurando um ravióli com seu garfo.

- Futebol – Connor responde muito animado. – Já tenho tudo planejado.

Dave concorda com a cabeça. Sabia que Connor era muito bom e com certeza se daria muito bem com isso.

- E você? O que quer fazer?

- Fotografia – Connor o olha surpreso e então balança os ombros. – O que foi?

- Não achei que se interessava por isso – Ele enrola bastante macarrão em seu garfo e coloca tudo em sua boca, sujando até mesmo seu queixo.

- Eu gosto de fotografar. Aproveitar momentos simples – Dave leva um guardanapo ao queixo de Connor que para de mastigar e o encara surpreso. Os dois sentem algo os ligando. Por alguns segundos os dois se olham, então Dave limpa o queixo de Connor e volta a falar. – E eterniza-los para sempre lembrar de algo bom...

O coração dos dois batiam rapidamente. O lugar havia ficado quente e por um momento eles haviam parado de escutar a música. Conversaram mais um pouco até terminarem de comer. Connor pagou a conta e os dois saíram do restaurante.
A cidade toda parecia ter saído para aproveitar a noite. Connor teve uma ideia e disse que levaria Dave a outro lugar.

- Se lembra de quando nós quatro assamos bolinhos na casa de Ian para aquela feira anos atrás? – Connor já dirige e olha pelo retrovisor enquanto fala – Sobraram tantos que até o visitamos no dia seguinte para come-los.

- Sim, até dormimos na casa de Ian e você me bateu com o controle do video game – Dave coloca passa a mão sobre a testa, lembrando do ocorrido.

- Eu disse que foi sem querer, estava mirando em Kyle – Connor ri e observa Dave quando o carro para em um farol – Sua companhia é muito boa... nunca ficamos desse jeito antes.

- Nós não havíamos nos beijado antes – Dave encara Connor. Agora não sentia vergonha. Sentia algo bom sendo transmitido para ele.

- Sim, mas... não sei explicar.

Dave concorda com a cabeça e então olha para a frente. Não muito depois, Connor vira em uma rua que leva para a saída da cidade e Dave pensa aonde o outro poderia estar levando-o.
A roda gigante do parque da cidade pode ser vista e uma ideia já brota em sua cabeça. Connor vira à direita na estrada e para no grande estacionamento do parque, onde muitos carros também estavam. Os dois saem do carro e andam lado a lado até a entrada do lugar lotado.

- Vou comprar os bilhetes para fazermos algo – Connor diz quando para ao lado da barraca de algodão doce.

- Não, deixe que eu faço isso – Dave segura a mão de Dave que ia até o bolso de sua calça para pegar sua carteira. – Você já pagou pelo jantar, deixe que eu faça algo.

Connor tenta protestar, mas Dave lhe dá as costas e caminha até a bilheteria. Connor observa suas costas enquanto se apoia na barraca ao seu lado. Ele estava mesmo gostando do tempo que passava com Dave e não se arrependia nem um pouco de tê-lo chamado para sair ou de tê-lo beijado na casa de Eloise. Connor presta tanta atenção em Dave, que nem ao mesmo percebe que uma garota da escola passou eu sua frente e acenou. Ele compra algodão doce para Dave e entrega para o garoto quando ele volta com bilhetes em uma mão.

- Eu não gosto de algodão doce, desculpe – Dave faz uma careta e Connor diz que não havia problema, ele mesmo comeria.

Metade dos bilhetes comprados foram gastos na barraca do tiro. Connor insistia em tentar ganhar o melhor prêmio, mas na verdade ele não era nada bom com aquilo. As poucas latas que derrubou com sua arma renderam apenas um cachecol preto.

- Isso não é um prêmio – Connor diz para o homem da barraca que o ignora. Connor revira os olhos e então coloca o cachecol em volta do pescoço de Dave. – Pode ficar com ele, dezembro trará o frio e você fica bem de cachecol.

Dave agradece envergonhado. Gastam mais bilhetes em barracas que não lhes renderam nada e somente dois bilhetes sobram no bolso de Dave.

- Vamos até a roda gigante? – Connor pergunta enquanto anda ao lado do garoto.

- Não é muito clichê? – Dave devolve sorrindo.

- Não, você vai comigo, então é muito original – Connor também sorri e isso acaba com Dave. O sorriso de Connor era algo que todos gostavam e naquele momento não era algo tão simples para Dave.

Então os dois últimos bilhetes ganham um propósito e logo os dois garotos estão na roda gigante. Seus joelhos se tocam enquanto estão sentados lado a lado. Quando a roda gigante começa a funcionar, Dave coloca sua mão sobre o joelho de Connor. Ele não havia contado para o outro, mas tinha um pouco de medo de altura. Connor coloca sua mão sobre a que está em seu joelho e entrelaça seus dedos a ela. Dave finge que não foi por medo e sente os dedos de Connor em volta dos dele.
A mão de Connor era maior que a de Dave. Na verdade, Connor era maior que Dave. Connor já havia abraçado Dave várias vezes com seu jeito brincalhão, e esse abraço sempre o deixava sem ar após tanta força. Eram opostos, mas pareciam não se importar.

- Obrigado por ter aceito sair comigo – Connor se aproxima de Dave, sentindo o perfume que o garoto usava. – Eu precisava disso.

- Não, eu precisava entender o que aconteceu entre a gente... – Dave para de falar quando percebe que já estão no alto e podem ver todo o parque.

Connor sente um aperto em sua mão enquanto olha para Dave. Dave faz uma careta e se contrai em seu assento, se aproximando de Connor. Ele estava com medo e Connor percebeu.

- Hey, calma... – Até mesmo Dave estava surpreso com sua reação, não achava que seu medo era tão grande. Connor ainda segura a mão de Dave com a sua, e com a outra pega o queixo do garoto. – Dave, calma.

Connor olha profundamente para Dave, mais do que olhou durante toda a noite. Foca seus olhos nos de Dave que brilhavam como esmeraldas e o beija. Era a terceira vez que se beijavam e pela terceira vez sentiram a mesma energia percorrendo seus corpos. Dave suaviza o aperto na mão de Connor e apenas sente a mão do garoto em sua nuca. Quando o beijo acaba. Connor deixa sua testa colada a de Dave e respira fundo.

- Você tem gosto de algodão doce... – Dave diz de olhos fechados e tentando entender o que houve. – Mas de um jeito bom.

Connor ri e coloca um beijo rápido em Dave. Ele queria mais de Dave, mas esconde isso se afastando. Dave não havia percebido, mas sua outra mão estava sobre o peito de Connor que respirava rápido.
Eles não conversaram enquanto a roda gigante funcionou por um tempo, e quando saíram dela, andaram até o estacionamento e entraram no carro de Connor.

- É complicado acalmar você – Connor relaxa de olhos fechados no banco do motorista enquanto segura o volante com as mãos. – Tenho que te beijar para isso acontecer. O que não é um problema.

Dave não sabia como responder a isso. Havia sido beijado por Connor e gostado todas vezes, então não negaria isso a si mesmo.
Connor liga o carro e parte para a casa de Dave. Conversaram sobre o medo de Dave, novamente sobre o fim do ensino médio e sobre o grande jogo final de futebol.
Ao chegarem na casa de Dave, o volume do rádio é diminuído.

- Entregue – Connor diz e pega a mão de Dave novamente. Ele gostava de segurar a mão um pouco menor que a dele.

- Obrigado pelo jantar, foi ótimo – Dave olha para as mãos juntas e aperta a outra sem força. – E obrigado por me ajudar quando fiquei com medo.

- Sempre que quiser.

Dave se inclina na direção de Connor e coloca um beijo em sua bochecha, mas quando o garoto o olha, outro beijo é colocado em sua boca. Ele não se importava de estar na rua onde qualquer um poderia ver, ele apenas beijou Connor após ter sido beijado outras vezes. A mão de Dave segurava firme o joelho de Connor enquanto o beijo acontecia e eles não sabiam por quanto tempo durou, apenas se afastaram quando precisam respirar. Connor não queria uma pausa, na verdade queria continuar.

- Acho que é melhor você entrar – Diz ele respirando perto do rosto de Dave.

- Sim...

Dave abre a porta do carro e sai. Ao passar pela frente do carro, percebe que ainda tem o cachecol que Connor lhe deu no pescoço. Ele vai até a janela do motorista, onde Connor tinha o cotovelo apoiado e mexia na barba rala de seu queixo.

- Fique com isso – Dave retira de seu pescoço e segura em sua mão.

- Não, fique com ele. Não sou de usar cachecol.

- Então não precisa usar, apenas guarde-o – Dave o coloca em volta do pescoço de Connor que sorri feito bobo. – Deveria usar, fica ótimo em você.

- Obrigado.

Dave concorda com a cabeça e então atravessa seu jardim até chegar na porta de sua casa. Olha para trás e Connor lhe acena antes de ligar o carro e partir. Dave entra e encontra seu pai assistindo televisão na sala. Sua mãe lia um livro em outra sala. Ele dá boa noite aos dois e vai até seu quarto. Toma um banho rápido e se deita em sua cama. Sua noite havia sido ótima e ele não se arrependia de ter concordado em sair com Connor. Segurava seu travesseiro como se fosse a mão do garoto, e dormiu lembrando de como algodão doce combinou com Connor.

Connor chegou em sua casa e estacionou o carro na garagem. Como seu pai não estava na cidade, ele trancou a porta e partiu para seu quarto. Assim como Kyle, ele não tinha mãe. Então ele passaria a noite sozinho em casa. Mas isso não foi um problema.
Connor ligou seu video game, se sentou em sua cama, colocou o cachecol ao seu lado e observou a televisão iluminar o quarto escuro. Ele ficou se lembrando de quando Dave limpou seu queixo com um guardanapo, de quando admirou seus olhos incrivelmente verdes por um tempo, de quando o beijou para acalma-lo. Um sorriso bobo não saiu de seu rosto e ele desistiu de jogar video game. Deitou-se em sua cama e segurou o cachecol perto do rosto. O perfume que dera para Dave estava ali e era como se o dono também estivesse. Connor dormiu pensando pela primeira em um garoto. Um garoto que realmente o fazia sentir algo.


Notas Finais


E então? Gostaram? Gostei de escrever um pouco sobre esses dois. Tão opostos, mas adorei o resultado e espero que vocês também.
Me digam o que acharam! :D
XOXO ♡


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...