História Yours Again - Norminah - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Adaptação, Norminah
Visualizações 159
Palavras 2.475
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olha quem voltou rsrs

Capítulo 8 - Chapter VIII


Dinah apaixonou-se à primeira vista pela Noruega. Aquele cenário primitivo do campo fazia a imaginação voar para muitos séculos atrás, para o tempo das espadas e das armaduras, do galope veloz dos cavalos, dos torneios e duelos.

O inverno começava a se tornar visível nas campanas, que se tingiam de branco, pela neve constante. Aqui e ali, o toque fantástico das flores selvagens. Casas, que na verdade eram chalés, possuíam pequenos jardins na frente, onde as flores eram pintadas de branco, pelos pequenos flocos de neve que caiam. Normani dirigia para o sul, em direção a uma cidadezinha chamada Kristiansand, já que era inverno e poderiam fazer muitas coisas nessa região. Mas, obviamente, a casa da negra era isolada, sobre as montanhas geladas.

Haviam tomado um café da manhã típico das zonas rurais: ovos caipiras, bacon grosso e torta de aveia. Partiram, em seguida, no pequeno carro que Mani solicitara e que estava à espera deles no aeroporto.

— Como é a sua casa, Manz? Você nunca me falou nada sobre ela. — Dinah procurava na bolsa algo que pudesse prender-lhe os cabelos, que esvoaçavam e batiam-lhe no rosto.

A outra olhou para ela, vendo-a de cabeça inclinada.

— Vou deixar que você decida, assim que chegarmos. Não demoraremos muito.

Dinah encontrou duas presilhas que, embora não formassem um par, eram mais do que adequadas para segurar-lhe os cabelos durante a viagem.

— Você está querendo fazer mistério, ou esse é o seu modo de dizer que ela está caindo aos pedaços?

— Pode até ser. Mas acho que não. Os Pengalley cuidam da casa por mim. São muito eficientes e prestativos.

— Pengalley? — Dinah escovava os cabelos antes de prender as fivelas.

— Os caseiros. Eles têm um chalé a mais ou menos um quilômetro e meio da minha casa. Ficam de olho no lugar. Ela cozinha para mim; ele faz os reparos.

— Pengalley. — Murmurou ela, enrolando o nome na língua.

— Pessoas do campo, leais e sinceras. — Normani continuou distraidamente.

— Eu imagino como eles sejam. — Voltou-se sorrindo para ela. — Aposto que ela é baixa e forte, embora não seja gorda. O tipo robusto, se me entende. Ah, e tem cabelos pretos puxados para trás. Ele é mais magro e está ficando grisalho. Toma uns goles de vez em quando, sempre às escondidas.

Normani ergueu as sobrancelhas e olhou para ela admirada.

— Como foi que adivinhou? A senhorita é muito esperta, não?

— Não foi difícil. — Retrucou Dinah. — Aliás, nem podia ser de outro modo, para quem está habituada a ler esses romances que tratam de camponeses. Como você vê, até que se aprende um pouco com esse tipo de leitura. Nem tudo é ficção. Você tem vizinhos? — Perguntou, cada vez mais interessada.

— Não. Essa foi uma das razões pelas quais adquiri a casa.

— Antissocial, hein? — Provocou.

— Não se trata disso, mas de instinto de sobrevivência. Algumas vezes eu preciso me isolar, sob pena de ficar louca. A solidão recarrega as minhas energias. Adoro o sossego e a paz deste lugar. — Voltou a olhar para ela, com ar de desculpa. — Eu lhe disse que não sou mais a revolucionária de antes.

— Mesmo assim você produz coisas incríveis. Suas músicas continuam ótimas.

— Sabe, é aqui que eu componho. Ou então na minha casa em Houston. Na verdade, lá não consigo me concentrar muito, porque a família está sempre por perto. Na Noruega não há visitas.

Dinah olho-a, intrigada.

— Eu pensei que você ainda morasse em Houston.

— Também, mas sempre que tenho um trabalho sério ou simplesmente vontade de ficar sozinha venho para cá.

— Eu sei. Suponho que fazer parte de uma família grande tenha lá as suas desvantagens.

Alguma coisa no modo como Dinah pronunciou aquelas palavras fez com que Normani olhasse de relance para ela, que agora estava com o rosto voltado para a janela. Não fez qualquer comentário, sabendo de antemão que assunto de família era um verdadeiro tabu para ela. Ela já tentara falar nisso algumas vezes, mas Dinah sempre saía com evasivas. Tudo o que Mani sabia era que Dinah, filha única, havia saído de casa aos dezessete anos. Curiosa para conhecer mais, fizera algumas perguntas a Allyson, que sabia tudo a respeito da amiga, mas não contara nada a ela. Aquele mistério acerca da vida de Dinah deixava-a ao mesmo tempo frustrada e atraída.

— Bem, o que importa é que ninguém vai nos incomodar. — Retomou o assunto, decidida a quebrar aquele silêncio. — A Sra. Pengalley não gosta de artistas e por isso manterá distância de nós.

— Artistas? — Dinah repetiu e voltou-se para ela com um sorriso malicioso. —

Não me diga que você continua com as suas orgias, Mani.

— Há três meses venho me comportando como uma santa. — Garantiu, enquanto fazia o carro entrar por um atalho. — Eu lhe disse, não sou mais a mesma. Acontece que a Sra. Pengalley lê as revistas que lhe chegam às mãos. Por elas, julga que conhece muito bem o nosso meio. E, em se tratando de músicos, especialmente ligados ao rock, bem... — Deixou o final no ar.

— Ela vai pensar o pior, imagino. — Deduziu Dinah.

— O pior?

— Que você e eu estamos tendo um caso.

— E isso é o pior? Eu diria que é uma maravilha.

Dinah, então, abaixou os olhos.

— Você entendeu o que eu quis dizer.

Normani segurou-lhe uma das mãos, beijando-a de leve.

— Eu entendi, não se preocupe. — Aquele sorriso desfez o embaraço de Dinah.

— Você não gosta que a julguem uma mulher fatal?

— O que posso fazer? Há anos as pessoas me veem assim. Você tem ideia de quantos romances as revistas me atribuem? Saiba que já namorei pessoas famosas que nem conheço pessoalmente.

Deram risada.

— O público exige que os astros tenham uma libido extremamente ativa. Faz parte do negócio.

O carro começou a subir um caminho de pedra britada. Dinah logo avistou a casa. Era uma construção de pedra com três andares, venezianas verdes e uma sequência de chaminés no telhado. Ela conseguiu divisar pequenas nuvens de fumaça, que logo se desvaneciam ao ar livre.

— Oh, Mani! — Exclamou, maravilhada. — Como você conseguiu achar um lugar como esse? Saiu do carro antes que ela pudesse responder. Descobriu então que o fundo da casa dava para o mar. — É fabulosa. Fabulosa!

Ergueu novamente o rosto para estudar a construção. Uma onda estourou contra as pedras, espirrando água para o alto.

— Você vai achar o interior fabuloso também. — Mani arriscou, rindo quando ela se voltou para ela com o rosto molhado. — E seco.

— Ora, Normani, onde está o seu romantismo? Essa parece a casa de O Morro dos Ventos Uivantes!

A negra segurou-a pela mão.

— Romântica ou não, minha querida, eu estou louca por um banho quente e uma xícara de chá.

A Sra. Pengalley estava muito próxima da descrição que Dinah fizera em tom de brincadeira. Tinha de fato uma constituição forte e os cabelos escuros estavam presos à nuca. Os olhos castanhos, muito sérios, passaram por Dinah, numa avaliação rápida, e em seguida, sem mudarem a expressão, pousaram em Normani.

— Bom dia, Sra. Hamilton. Espero que tenha feito boa viagem. — falou com o sotaque típico dos habitantes daquele lugar.

— Olá, Sra. Pengalley. É bom vê-la de novo. Esta é a srta. Hansen, que ficará comigo por algumas semanas.

— O quarto dela está pronto. Bom dia, srta. Hansen.

— Bom dia, Sra. Pengalley. — Cumprimentou-a, um tanto intimidada. — Espero não estar dando trabalho à senhora.

— Não há muito o que fazer por aqui. — Retrucou secamente. E, dirigindo-se a

Mani, disse. — A despensa está abastecida, como a senhora pediu, e eu já preparei o jantar. Basta esquentá-lo. O Sr. Pengalley trouxe lenha, caso queira acender a lareira. Ele já foi buscar as malas no carro. Nós ouvimos quando vocês chegaram.

Tudo era dito no mesmo tom, sério e sem pausas.

— Obrigada. — Olhando para Dinah, notou que ela estava entretida em observar a sala. — Nós estamos precisando de um banho quente e daquele chá que só a senhora sabe preparar. Você quer alguma coisa em especial, Dinah?

— Como? — Perguntou ela, distraída, ao ouvir o som do próprio nome.

Normani sorriu.

— Você quer que a Sra. Pengalley prepare alguma coisa para acompanhar o chá?

— Não, nada de especial. — Sorriu para a mulher. — O que a senhora trouxer estará bem para mim.

A caseira inclinou um pouco a cabeça.

— Então, com licença. Volto daqui a pouco com o chá.

Assim que se viram a sós, Dinah murmurou encantada:

— Você continua a me surpreender, Normani. — E voltou os olhos para a sala.

Ali elas haveriam de trabalhar por várias semanas. O piano, os tapetes, os dois enormes sofás de couro e algumas mesas em estilo rococó entrosavam-se harmonicamente na decoração daquela sala. Sobre a lareira, algumas fotos. Dinah aproximou-se para vê-las melhor. De imediato, ela percebeu tratar-se da família de Normani. Numa das fotografias, uma garotinha de vestido, com as mesmas características de Mani, embora o cabelo fosse mais curto. Era óbvio que Dinah estava olhando para a irmã dela. Ao lado da menina, uma mulher. A loira calculou que, naquela foto, ela tivesse uns quinze anos. Era de uma beleza estonteante, com cabelos longos e olhos castanhos. Um ar vagamente familiar, que dizia a Dinah que aquela era a outra irmã de Mani. Em outras fotografias ela reconheceu os pais, estes com a inconfundível fisionomia dos Hamilton. Era incrível como todos eles se pareciam. Estudou a foto dos pais dela por alguns instantes. A mulher, morena, tinha um ar gracioso. Embora o marido parecesse um tanto autoconfiante e bem à vontade, era ela quem dominava a fotografia.

Havia mais retratos da família, e Normani aparecia em muitos deles. Os Hamilton eram, de fato, uma família linda, ficou até com uma ponta de inveja. Satisfeita a curiosidade, virou-se para ela.

— Uma família e tanto. — Apontou o polegar para trás. — Você é a mais velha, não é? Acho que li isso em algum lugar. A semelhança entre vocês é notável.

— Puxamos o lado da minha mãe. A única que se parece mais com meu pai é Ashley. — Passou os dedos nos cabelos e veio para perto dela. — Vamos, eu vou leva-la para cima; depois, você poderá conhecer o resto. — Segurou-lhe o braço. — Estou contente por você estar aqui, Dinah, entre as coisas que fazem parte da minha vida. Os quartos de hotel, embora luxuosos, não são propriamente um lar.

[...]

Mais tarde, imersa na água morna da banheira, Dinah recordava-se da última observação de Mani. Fazia parte do trabalho de um artista passar a maior parte do tempo em hotéis, suítes maravilhosas e, no entanto, tão frias. A casa era um lugar para se aproveitar nos intervalos dos shows e das turnês, e, para ela, à medida que os anos se passavam, tornava-se evidente o quanto eram importantes aqueles momentos de privacidade. Pensava exatamente como Normani, nômades na maior parte do ano, eles só se sentiam satisfeitos ao retornarem à base sólida do lar. Há várias semanas que ambas estavam com o pé na estrada, parando poucos dias em cada cidade. Agora ela havia voltado para casa e Dinah tinha a estranha sensação de também estar em seu próprio lar. Havia qualquer coisa de acolhedor naquela casa enorme e isolada das demais. Ela se sentia perfeitamente à vontade ali.

Saiu da banheira, enrolou-se na toalha e foi para o quarto. As malas estavam próximas do armário, mas Dinah não estava com a menor disposição para desfazê-las. Gotas de água batendo na vidraça fizeram-na compreender que estava chovendo.

Deu alguns passos e ficou olhando para fora distraidamente.

— Dinah.

Ela ouviu Mani chamá-la com duas batidas à porta.

— Entre. — respondeu vagamente.

— Não quer descer e conhecer o resto? — Perguntou ela ao entrar.

— Já, já. Que vista espetacular, Mani! Dê uma olhada. — Ela se aproximou.

— Do seu quarto você também pode ver o mar? Acho que poderia ficar admirando esse cenário para sempre.

— É bonito mesmo. Não sabia que você gostava tanto assim do oceano.

— Sempre tive fixação por cenários como esse. Pena que eu não tenha um quarto de frente para o mar. Já pensou que maravilha dormir todas as noites com o barulho das ondas? — Sorriu para a outra. — Como é sua casa em Houston?

— Na verdade, ela fica numa fazenda mais para o interior. — Correu os dedos pelos cabelos de Dinah, os quais, mesmo molhados, eram macios. — É um lugar muito bonito também, completamente diferente daqui.

— E é o seu favorito, não é?

Mani abriu um sorriso diante da perspicácia de Dinah.

— É verdade. A família da minha mãe é composta por pessoas formidáveis. Se tudo der certo neste novo trabalho, quero dizer, se terminarmos antes do previsto, eu bem que poderia levá-la até lá. O que acha de alguns dias de férias em Houston?

Dinah hesitou.

— É... Parece uma boa ideia.

— Ótimo. — Sorriu maliciosamente. — Sabe, eu gostei desse seu vestido.

Sem entender, Dinah acompanhou o olhar dela em direção ao seu corpo. Assustada, apertou a toalha de encontro aos seios.

— Meu Deus, eu não pensei.... Eu me esqueci completamente. — Podia sentir o calor que lhe subia ao rosto — Você deveria ter dito alguma coisa antes.

— Estou dizendo agora. — Observou a negra, abaixando os olhos para as coxas bem proporcionadas.

— Muito engraçada. — Retrucou ela, sem conseguir conter um sorriso. — Agora por que não sai para que eu possa me vestir?

— É preciso mesmo? Que pena! Estou gostando de vê-la assim. — Pousou as mãos nos ombros dela e, aproximando-se, beijou-lhe os lábios. — Que perfume gostoso. — Murmurou, antes de fazer a língua penetrar na boca de Dinah. Sem pensar duas vezes, ela se viu correspondendo com ardor àquele beijo, fazendo a sua língua enroscar-se na dela. Instintivamente chegou mais perto. Normani a enlaçou pela cintura e apertou-a de encontro a ela. Dinah sentiu a avidez com que a mão dela procurava, sob a toalha, os mamilos, que despontavam rijos. Mani gemeu ao tocá-la, retesando o corpo e esperou que ela abrisse os olhos. — Você me quer agora, Djz? Quer fazer amor comigo? —  Ela ficou olhando fixamente para a outra, o desejo estampado no rosto de ambas. Normani estava colocando a decisão nas suas mãos. Como era difícil! Era preferível que ela não o tivesse feito. Naquele instante, Dinah não queria ter o poder de decisão. Então, a negra sorriu e ergueu-lhe o queixo. — Estou tornando as coisas difíceis para você, não é? Mas não tenho a intenção de facilitar nada. — Percebeu que ela hesitava e então deixou cair a mão. — Vou esperar você lá embaixo. É uma pena que precise se vestir. Não imagina como está atraente, enrolada nessa toalha.

— Normani. — Chamou-a quando já estava na porta. — E se eu dissesse que sim? — Parecia mais segura, agora que estavam afastadas uma da outra. — A Sra. Pengalley estranharia a nossa demora.

Recostando-se na porta, Normani respondeu com ar desanimado:

— Dinah, se você dissesse sim, eu mandaria a Sra. Pengalley ao diabo, assim como todas as pessoas que estivessem nos esperando lá embaixo.

E fechou cuidadosamente a porta atrás de si.



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