História Youth - Capítulo 38


Escrita por: ~, ~lophel e ~RaquelDedier

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor Doce, Hentai, Personagens Originais, Romance, Yaoi, Yuri
Visualizações 11
Palavras 2.142
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oiii
Eu tive que repostar para poder reorganizar os fatos e não deixar vocês confusos.
Enfim, boa leitura.

Capítulo 38 - S2: Cry Baby (IvyHenry) PART.1


Fanfic / Fanfiction Youth - Capítulo 38 - S2: Cry Baby (IvyHenry) PART.1

 

“I think I worry a lot

I need to take it easy

I got this anxious feeling

But it goes away for a minute

When I'm with you breathing”

 

Montpellier | 4 meses depois do acidente. 

Eu ainda não me sentia completamente pronta para isso, mas eu tinha de seguir em frente ou eu nunca sairia daquela difícil situação. Encarei a cartela de comprimidos em minha mão e então os joguei fora, havia jurado a mim mesma que nunca mais os colocaria em minha boca. Cat ainda dormia e Mike estava viajando mais uma vez, eu novamente me sentia sozinha por mais que houvesse alguém ali —vamos Ivy, você consegue—respirei fundo mais uma vez e juntei minha bolsa ao meu corpo antes de abrir a porta e sair pela primeira vez desde o ocorrido. 

Eu só queria poder conversar com Bryan e perguntar o que eu deveria fazer da minha vida desde ali então, ele ficaria chateado se eu seguisse em frente com outra pessoa? Ou gostaria de me ver ser feliz? Era difícil saber. Incontáveis eram as noites que eu orei em prantos pedindo que apenas me levasse,  me tirasse daquela dor e tirasse a minha vida para eu te encontrar quem sabe em um paraíso. 

Com um nó na garganta eu abri a porta e caminhei por aqueles corredores pegando um elevador direto para a portaria. 

—Bom dia, senhorita Grey. 

A voz calma e meio rouca me atingiu em cheio, foi como um grande arrepio e eu fechei meus olhos com força e apertei mais um vez a alça da minha bolsa. 

—B-bom dia, Henry. 

Minha voz saiu quase que como um sussurro mas ele sorriu de volta, ele ouviu. Soltei o ar em sinal de alívio e passei pela porta. O pouco sol já era suficiente para queimar minha retina, quase sempre eu estava com as cortinas fechadas. 

Era um misto de cheiros e sons, parecia que eu nunca havia saído na minha vida. Para minha sorte, Montpellier não era tão movimentada quanto Paris, era possível caminhar sem que ninguém te tocasse. 

Caminhei por mais alguns minutos até que cheguei ao parque e me sentei no gramado, respirei fundo e o cheiro de grama me invadiu e era como se eu cheirasse a vida. Entrelacei meus dedos na grama e fechei meus olhos, era levemente molhado devido ao orvalho da manhã. 

Uma mão tocou sutilmente meu ombro, eu pensei estar imaginando coisas, o toque era tão igual ao de Bryan. Foi então que eu abri os olhos e vi o casaco marrom e o cachecol, subi meu olhar mais um pouco e rezando para não estar tão maluca assim e foi então que vi que era Henry. 

—Você não deveria estar na portaria? —indaguei. 

—Meu turno é noturno, apenas tive que cobrir o Jess essa manhã, mas já estou livre. Posso me sentar com você? —sorriu.

Ficamos uns minutos em silêncio e eu já estava suando frio, não sabia mais me comportar com pessoas. 

—Você é vegano? —disse apontando para o botton com o desenho de um brócolis. 

—Hm!? Ah, eu sou vegetariano. Mas é por uma questão de saúde, meu corpo não lida bem com carne. —riu. 

—Meu noivo era vegano. —sussurrei. 

—Eu realmente sinto muito. 

Eu o olhei com olhar de indiferença e dúvida. 

—Sabe, eu vi você ser carregada de lá com os pulsos sangrando e seu irmão me contou depois. Eu fiquei assustado e preocupado. —deu de ombros.

Meu corpo foi invadido por um frio amedrontador. Eu estava desacordada quando tudo aconteceu, era apenas um grande vazio escuro e silencioso, não havia luz nem um céu ou inferno. 

—De qualquer forma, o importante é que você está bem. Bom, quer ir beber um chá? Minha casa fica apenas a uns 10 metros daqui. 

—Na sua casa!? 

—Se preferir, podemos ir ao Enzo’s, para mim tanto faz. 

—Não! —protestei—tenho muitas lembranças lá. Vamos na sua casa mesmo. —sorri. 

Ele falava bastante, passamos maior parte do caminho conversando sobre filmes e coisas que gostávamos de fazer nas horas livres. Assim que chegamos em seu apartamento eu me deparei cm uma grande sala com alguns quadros em tons de marrom, na verdade, quase tudo pendia para o marrom. 

Todo o apartamento era rodeado de grandes janelas do teto ao chão, lembrava um pouco o do Jake, uma cozinha com um balcão central e mais outros balcões que rodeavam as paredes em formato de L, tudo branco, havia também uma grande mesa de jantar de vidro e com um vaso de Alfazema no meio, deixando a casa com um cheiro agradável. 

—Uma mesa de jantar bem grande para quem mora sozinho. —murmurei. 

—Meus pais moravam aqui, até meu pai sumir no mundo e minha mãe casar com um professor de História. Eu fiquei com o apartamento. 

Do corredor era possível ver uma grande cama, bagunçada, de casal e desta vez as grandes janelas eram cobertas até a metade por uma fina persiana. Uma luz avermelhada invadia parte do quarto, vinha de uma porta coberta por uma leve cortina. 

—Desculpe mas, o que tem naquela sala? 

—É meu estúdio fotográfico. Devo ter esquecido de apagar as luzes. —riu—Enfim, chá verde ou Earl Gray? 

—Earl Gray. 

Enquanto ele preparava eu me sentei na cadeira e apoiei meus cotovelos na mesa gélida. Não pude deixar de reparar cada detalhe naquele local, desde os pequenos cactos em cima do balcão até o fino anel de ouro em seu dedo anelar. 

—Casado? —indaguei. 

Ele engoliu em seco e colocou a xícara a minha frente. 

—Ex-noivo. Decidimos desistir antes de ir mais a frente. 

—Por que não a tira? Sabe, parece que você é casado. 

—Você também não tira a sua. —sorriu de canto. 

Ele estava coberto de razão, eu ainda não havia tirado a minha aliança de noivado e não sabia se me sentia pronta para tira-la.

—Você é de onde? Não parece ser francês nem americano, você tem um sotaque no qual não sei identificar. 

—Sou da Irlanda. E você? Espera! Coréia? Talvez Japão...

Eu ri. 

—Eu nasci nos Estados Unidos, Nova York. Mas minha mãe nasceu na Coréia do Sul e casou com meu pai que nasceu em São Francisco. 

Ele sorriu e deu um gole em seu chá antes de novamente me encarar com aqueles olhos esverdeados. Eu ainda não sabia ao certo o que estava fazendo ali, eu estava na casa de um completo estranho que me convidou para um chá e agora estamos falando de nossas vidas. 

Apenas a sensação de imaginar que ele pode ser um psicopata se fazendo de bom moço para me matar ou algo semelhante, me faz suar frio e meu estômago se revirar querendo expulsar de uma vez todo o chá que eu acabei de consumir. 

—Acho que é melhor eu ir. Agradeço muito pela hospitalidade! —disse me levantando. 

Ele me seguiu com o olhar e logo se levantou também, ajeitando sua roupa e levando as xícaras para a pia. 

—Bom, foi bom o tempo que passamos juntos. Se você quiser conversar eu vou sempre estar na portaria durante a noite. —sorriu. 

Eu concordei com a cabeça e caminhei em passos lentos até a porta, eu me despedi com um sorriso e então sai. 

3 semanas depois | Montpellier

“I know I'll fall in love with you, baby

And that's not what I wanna do”

Desde aquele dia eu venho tirando sempre uma ou duas horas para ir na portaria conversar, no começo era estranho mas agora é tudo extremamente natural. Ele sempre tem um assunto novo e são assuntos complexos e inteligentes, mas claro, sempre tem uma dose de humor. Falando em dose, era eu quem oferecia as bebidas agora e sempre um chá novo a cada dia. 

—Então quer dizer que o Jake já foi até a portaria só de toalha!? —falei baixo controlando um riso. 

—Exato! Ele parecia não se incomodar de ter seu corpo gravado pelas câmeras do elevador. Hoje em dia ele não faz isso, digamos que teve um problema com o dono do prédio.

—Meu irmão é doidinho. —ri. —Você tem uma irmã, certo? 

Ele concordou com um gesto de cabeça. 

—Minha pequena Clary é muito nova para as garras do seu irmão! —riu— Relaxe, eu sei sobre ele e o senhor Carter. 

—Quase Carter-Grey. —brinquei. 

O silêncio pairou entre nós por alguns minutos e então discretamente eu me despedi e subi para o apartamento. Cat estava sentada no sofá com uma tigela de cereal na mão enquanto gritava com a Tv, como se pudesse alterar a realidade da serie através de gritos, eu apenas ignorei o que ela fazia e me sentei ao seu lado. 

—Eu acho que estou fazendo algo muito errado. —disse entre um sorriso no qual não pude esconder.

—A não ser que você tenha matado alguém você não fez nada de errado.

—Esquece. Você não vai entender agora. 

Me levantei e fui até meu quarto me jogando de bruços sob a cama e agarrando meu travesseiro com toda minha força enquanto escondia o meu rosto que agora tinha um sorriso bobo estampado. 

09:35 A.M 

Meu celular vibrava em minha bolsa, havia acabado de me dar conta que estava dormindo desde a hora que voltei da portaria. Ainda estava com a mesma roupa e o coturno estava jogado ao lado da minha cama, talvez eu tenha tido consciência apenas para tira-los, me sentei e peguei o celular olhando no visor a foto de Henry enquanto o botão de ligação piscava em alerta. Pigarrei e atendi a chamada.

—Bom dia, Grey. Te acordei? Sério, desculpe!

—Bom dia, Henry. Fique tranquilo eu já estava acordada.

—Ah, que bom! Eu estava passando aqui pelo prédio e pensei quem sabe você queira ir tomar um café da manhã. —riu. 

Olhei para o relógio sob o criado mudo e respirei fundo antes de tomar uma decisão. 

—Por mim tudo bem! Sair de manhã não vai me fazer mal. —brinquei. 

Ele se despediu e desligou, rapidamente me levantei caçando uma roupa apresentável que não desse a transparecer que eu tinha acabado de acordar de uma noite de sono extremamente pesado. 

Coloquei um vestido azul claro com um fino cardigã branco que acompanha perfeitamente o caimento do vestido, coloquei um pequeno salto branco e apenas um leve batom rosa quebrando a palidez da minha pele. 

Sai na pontas dos pés antes que Cat acordasse e me fizesse uma serie de perguntas. Quanto mais eu andava pelos corredores do prédio mais eu começava a pensar que talvez tudo isso que eu estava fazendo era completamente inconsequente e breve eu iria acabar decepcionando a todos. 

De longe avistei seus cabelos ruivos e seu casaco marrom, ele estava mexendo em seu celular e parecia estar bem desligado de tudo que acontecia ao seu redor. Um frio na espinha me percorria a cada passo que eu dava até chegar a ele, não havia jeito, todas as vezes que eu via eu sentia a mesma coisa. 

—Uau—sussurrou. 

Seu olhar me percorreu de cima abaixo e ele então guardou seu celular ainda meio agitado. Nós saímos em direção ao pequeno Starbucks que havia não muito longe apartamento. 

E quando chegamos lá ele pediu dois Cappuccinos, os melhores da região, nos sentamos no segundo andar onde havia uma espécie de mini biblioteca e ele se sentou ao meu lado, muito perto, quase podia sentir sua respiração quente em meu corpo. 

—Sabe, te toda a D’Grey, digo Youth, você sempre foi a modelo que mais me chamava a atenção. 

Senti meu rosto corar e ficar quente por um minuto.

—Achei que, vocês homens, preferiam as fotos sexys da Bell. Sabe, os peitos. —dei de ombros. 

Ele riu passando a mão em seus cabelos. 

—Sempre me pareceram exagerados. Prefiro algo mais sutil, uma beleza inocente. —pausou—como a sua. 

Ele colocou uma de suas mãos em meu rosto e se aproximou, meu coração batia forte e minha respiração estava irregular. Não pude me controlar e me deixei levar. 

O que começou com um selinho virou um beijo mais intenso, eu me sentia como no meu primeiro beijo, completamente nervosa mas eu ainda tentava manter minha mente sã. Seu beijo era lento e despertava das mais diversas sensações em mim, coisas que eu já não sentia mais. 

“I know I'll fall in love with you, baby

And that's just what I'll do

I hope you won't ever lie to me

And if you do, I know I won't be your cry baby”

E quando aquele beijo se cessou eu só pude olha-lo completamente desnorteada. Ele me olhava da mesma forma, mas havia um certo alívio em seus olhos, ele estava feliz. 

—Eu gosto tanto de você, Ivy. E nem sequer consigo medir isso em palavras. 

—Henry, eu nem sequer consigo pensar direito agora. Minha cabeça está confusa! 

—Leve o tempo que precisar, só pense nisso, por favor. 


Notas Finais


Continua na parte 2: Roses.
Vejo vocês lá!


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