História Youth - Capítulo 39


Escrita por: ~, ~lophel e ~RaquelDedier

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor Doce, Hentai, Personagens Originais, Romance, Yaoi, Yuri
Visualizações 18
Palavras 2.225
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Helloooooo
Trouxe a parte 2 quentinha para vocês.
Boa leitura

Capítulo 39 - S2: Roses (IvyHenry) PART. 2


Fanfic / Fanfiction Youth - Capítulo 39 - S2: Roses (IvyHenry) PART. 2

“Taking it slow, but it's not typical

He already knows that my love is fire

His heart was a stone

But then his hands roamed

I turned him to gold and it took him higher”

—Ele chamou meu peito de artificial!? Me diz onde ele mora e eu vou quebrar a cara desse babaca. —ela dizia apertando os próprios peitos. 

—Na verdade, ele disse que acha exagerado. —Cat deu de ombros—Ao meu ver o problema é seu. 

Bell revirou os olhos antes de voltar a lixar suas unhas. 

—Vocês já transaram?

—Não! Credo, Bell. —gritei. 

—O que foi!? Eu teria transado. 

—Nem todo mundo é você. —Cat murmurou. 

—A senhorita está me chamando de vadia?

E a Bell atacava novamente. 

Cat franziu o cenho e começou a mexer no celular antes que falasse algo. Eu não sabia mais o que falar para elas e nesse momento eu só queria sair correndo dali como se não houvesse amanhã. 

—Espera, Henry Bennet da portaria!? Eu acho que já vi ele e o Jake tomando uma cerveja a uns anos atrás. —a voz de Cat saiu quase como um grito. 

—Era só o que faltava, mas o Jake nunca falou sobre ele. —rebati. 

Cat deu de ombros e voltou a depositar toda a sua atenção em seu celular. 

Meu celular vibrou em meu bolso e era mais uma mensagem de Henry, eu não tinha certeza se deveria abrir na frente das meninas e não conseguir controlar alguma reação inesperada da minha parte. Mas mesmo assim eu fiz. 

 

“Estou com saudades. Podemos nos ver essa noite? No meu apartamento. Xoxo” 

 

Eu senti meu rosto corar mas ainda sim mantive a compostura enquanto tentava disfarçar um leve sorriso. Elas nem sequer se manifestaram quando eu me levantei e fui em direção ao banheiro, eu precisava tomar um banho e enquanto isso decidir se eu realmente queria ir para a casa dele, de todas as vezes que eu fui para a casa do Bryan eu sempre terminei na cama dele. Eu não tinha certeza se dessa vez seria diferente. 

19:32 PM

Sim, eu decidi ir. Com um vestido levemente justo, vermelho, e meus cabelos sutilmente enrolados, eu estava em frente a sua porta. 

Apertava minha bolsa e já podia sentir um frio percorrer minha espinha, eu sempre me sinto insegura, ficar sozinha com uma pessoa é motivo de meu corpo entrar em pânico.

Bati em sua porta três vezes. Na terceira ele atendeu, com o mesmo sorriso no rosto. 

—Você veio. —sorriu. 

Ele vestia um blusão azul escuro e uma calça justa preta, um tanto formal para ficar em casa. Não é mesmo!? 

Fez um gesto para que eu entrasse e rapidamente senti minhas narinas serem invadidas com o maravilhoso cheiro de rosas. 

Rosas, minhas flores preferidas. 

—Ahm, você decorou isso por minha causa!? —indaguei ainda sem jeito. 

—Por quem mais seria? 

—E como sabe das rosas? Acho que eu nunca te contei. 

—Digamos que eu tenho meus contatos. —ele deu uma leve piscadinha. 

E novamente o silêncio pairou entre nós por alguns minutos, ele só sabia me olhar e ficar nitidamente inquieto.

—É, você quer beber alguma coisa? Um vinho ou um Martini? Eu sei que não tenho nada que se compare com a sua condição financeira mas... —eu o interrompi. 

—Eu aceito uma taça de vinho. —sorri. 

E ficamos ali por algumas horas, nós não saímos de casa nem nada,  apenas bebemos uma garrafa de vinho enquanto comíamos alguns petiscos e riamos um da cara do outro.

—E como foi para você ter que assumir a empresa com seu irmão? 

—Ah, foi normal. Só é chato o tanto de papéis que temos que assinar para apenas uma foto. —eu ri—Falando em fotos, você tem um estúdio, certo? 

—Tenho. Você quer ir ver? 

Concordei. Ele estendeu a mão para que eu levantasse do sofá, eu não podia negar que estava levemente alterada pelo álcool. Eu sempre fui fraca com bebidas. 

Já não fazia mais ideia de onde eu havia deixado meu salto e agora eu apenas caminhava descalça no chão de madeira, frio. 

Seu estúdio não se passava de um grande quarto equipado com algumas iluminações e uma pequena mesa com algumas lentes. 

—Tire uma foto minha, Mr. Bennet. —sorri. 

Me posicionei de frente a câmera, desci um pouco as alças do meu vestido de modo com que ficassem com um belo caimento em meus braços, fiquei de costas e olhei levemente para trás. Ele hesitou por um momento, mas logo veio a forte luz do flash. 

Eu dei uma leve risada e ele tirou mais uma foto, ele parecia estar gostando até que então parou e veio até mim. Segurou em minha cintura e me encarou com aqueles olhos avelã, nossas respirações agora se cruzavam. 

—Você é linda. 

E antes mesmo que eu conseguisse dar sequência e dizer algo ele me beijou. Eu retribui na mesma intensidade. 

Beijos intensos e ao mesmo tempo eram tão delicados. Era tão previsível que aquilo não ficaria só nós beijos, ele me empurrou contra a parede e me beijou mais intensamente enquanto segurava uma de minhas pernas e alternava entre beijos e leves mordidas em meu pescoço. 

—Henry... —murmurei.

Ele suspendeu minhas duas pernas ao redor de sua cintura e me carregou até sua cama, afinal o estúdio era só mais uma extensão do seu quarto. 

Ele tirava meu vestido deixando meu corpo exposto, coberto apenas pela fina camada de renda da minha lingerie vermelha. Ele tirou sua camisa, deixando a mostra sua pele com sardas e a sua tatuagem na costela, era alguma escrita que naquele momento eu não conseguia pensar o bastante para ler. 

Cada toque seu me fazia arrepiar e desejar ele cada vez mais. Aos poucos íamos nos despindo e nos revelando um ao outro. 

—Eu posso? —sussurrou. 

Apenas consenti e deixei com que ele fizesse todo o resto. Entrelacei minhas pernas em sua cintura e segurei em sua nuca e deixei com que o resto fluísse. 

Estava um pouco frio nessa noite mas nós suávamos como se estivesse no verão, fazia meses que eu não experimentava essa sensação e meu corpo agora gritava de desejo, por mais que eu tentasse controlar. 

As posições se invertiam e agora eu estava por cima enquanto ele segurava em minhas coxas e eu tentava segurar meu cabelo com uma das mãos, ele estava quase lá mas era quase como tortura para mim acabar com isso rapidamente. Eu diminui o meu ritmo e ele apertou minhas coxas em protesto, eu não ligava de torturar ele por mais um pouco. 

Nós dois sabíamos que aquilo não duraria por muito tempo até que finalmente ele chegasse ao ápice de seu prazer. Eu estava cansada e ofegante, me retirei de cima dele e deixei com que meu corpo caísse ao seu lado na cama, enquanto ainda tentava controlar minha respiração. 

—Fique aqui essa noite, podemos não terminar por aqui. 

—São quase meia noite, o que mais você pensa que podemos fazer, Mr. Bennet? —disse enquanto me sentava ao seu lado. 

—Bom, vamos tomar um banho ou podemos repetir a dose. —riu.

—Que tal os dois!? 

Ele se levantou e segurou em minha cintura enquanto me fazia deitar novamente, era como se sua mão se encaixasse perfeitamente em cada curva minha e entre beijos ele também deixava escapar sorrisos, o seu sorriso era tão lindo quanto seus olhos. 

—Eu te amo, Ivy. —sussurrou. 

10:20 A.M 

Eu nem sequer tinha certeza de onde eu estava. Abri meus olhos numa tentativa falha, já que a essa hora o sol queimava lá fora, olhei ao redor e vi que eu estava no quarto de Henry. Agora vestida com uma camiseta dele e minha calcinha enquanto ele usava apenas uma cueca box. O lençol de cetim mal cobria nosso corpo e eu dava graças a deus de essa não ter sido a noite mais fria do mês. 

—Henry,  eu tenho que ir. —toquei levemente em seu ombro. 

Ele resmungou mas logo abriu seus olhos e me encarou com cara cão arrependido. 

—Ah, não faça essa cara. Já era para eu estar na empresa a umas duas horas atrás. —me levantei pegando minhas roupas—Eu prometo que ligo mais tarde. 

Eu dei um leve beijo em seu rosto e coloquei minhas roupas. Assim que sai do seu apartamento eu respirei fundo e por um momento eu tive um choque de realidade, me encostei na parede e passei a mão em meus cabelos ainda bagunçados da noite anterior. 

—Deus, por que eu fiz isso? —murmurei. 

10:40 AM

A porta do apartamento estava aberta e era possível ouvi o falatório, assim que cheguei na sala pude ver Cat, Bell e Rachel sentadas no chão enquanto bebiam café. 

—Reunião do clube da Barbie!? —indaguei. 

”Oi Rachel, bem vinda! Quanto tempo que não te vejo!” —Rachel ironizou.  

Eu apenas a encarei e me joguei no sofá. 

—Sinto o cheiro de noite de sexo. —Bell disse dando um sorriso de canto e todos se espantaram, ela riu—Estou brincando, Ivy. Você está com um chupão. 

—Eca, sexo hetero. —Rachel disse enquanto colocava a língua pra fora. 

—Usando camisinha, que mal tem!? —Cat riu e eu a encarei. —Ah não, vocês...? 

—Eu não estou apta a responder sua pergunta. 

Eu coloquei minhas mãos em meu rosto e respirei fundo enquanto me mantinha deitada , imóvel. 

—Mas agora é sério, você vê ele como o homem da sua vida? —Bell perguntou em tom sério. 

Eu respirei fundo e me sentei ao seu lado, ainda tentava pensar em uma resposta coerente. 

—Eu só via o Bryan como o homem da minha vida, eu acho que ainda estou cega por ele. Mas eu sei que tenho que seguir minha vida em frente e deixar o Bryan para trás, só que eu não sei dizer se o Henry é o homem da minha vida. —dei de ombros. 

—Mas você o ama ou pelo menos gosta dele? —perguntou Rachel. 

—Eu gosto bastante dele,  ele me faz bem. —sorri. 

Julho de 2017. 

Era quase sete da noite, Jake não pode ficar o dia todo da empresa, afinal, ele tinha uma prova importante na faculdade. Eu fiquei tomando conta de tudo, aqueles saltos me matavam e a ansiedade me consumia mais ainda. 

Bloqueava e desbloqueava o visor do celular, mesmo sabendo que ele não iria mais me mandar mensagem. Eu o havia perdido. Mais uma vez o meu medo havia falado mais alto e eu havia deixado passar o cara que eu gostava. 

—Droga, Henry...me desculpe. —murmurei. 

Era uma boa hora para uma crise existencial, uma boa hora para chorar e ligar para ele dizendo o quanto sinto sua falta mas eu não podia fazer isso. Havia dezenas de papéis espalhados na mesa precisando ser organizados e repassados para Jake amanhã, ele precisava ver quais contratos valiam a pena naquele momento. 

Estressante. 

E por um minuto de silêncio eu me peguei cochilando. Ouvi as duas batidas típicas de Jake e logo despertei, fingindo não estar dormindo. 

—Entre. 

—Ainda presa aqui? Achei que ia sair com aquele garoto....Henrique? 

—Henry. Nós demos um tempo. 

Jake levantou as sobrancelhas e se escorou na mesa enquanto ainda me olhava com dúvida. 

—Sério!? Eu estava começando a aprender a gostar dele. —respirou fundo—Mas você está bem com isso?

Eu tirei meus óculos e esfreguei meus olhos enquanto encostava meu corpo na cadeira e largava os papéis sob a mesa. 

—Eu não sei. 

—Você tem medo de se relacionar novamente? —ele cruzou os braços. 

Concordei com um gesto de cabeça. 

—Acho que se você o ama ou pelo menos gosta o bastante dele você deve tentar. Sei que Bryan significou muito para você, e para todos nós, mas você precisa seguir em frente. A Rachel está tentando seguir do modo dela, a perda não foi só sua, Ivy. 

—Você não entende porque nunca perdeu o Jean. Não sabe como é seguir com outra pessoa! —minha voz saiu quase como um grito desafinado. 

Ele apoiou a palma das mãos sobre a mesa e se inclinou em minha direção, falando baixo o suficiente e no tom certo para intimidar. 

—Acredite, nem sempre eu tive ele. Eu já o perdi tantas vezes quanto você perdeu o Bryan, quem não sabe o que é seguir em frente com outra pessoa é você! Eu perdi a Bell o suficiente pra saber que eu precisava seguir e eu encontrei meu caminho nele. —ele apontou para meu rosto—Então mocinha, ou você aprende que a vida é assim ou você vai viver eternamente presa a uma pessoa que já morreu. 

“Que já morreu”. Suas palavras me atingiram como um tiro no peito. De certa forma, ele estava com razão mas eu queria me negar a acreditar nisso. 

Bryan não estava mais ali, eu nunca mais o veria e eu não iria aguentar passar por outra perda, na verdade, eu não estou aguentando. 

Eu precisava dele. Eu precisava do Henry. 

E antes mesmo que eu conseguisse abrir minha boca para rebater a secretária bateu na porta e abriu, fazendo com que Jake se afastasse de mim e pegasse sua mochila. 

—Boa noite, sr e sra Grey. Henry Bennet está esperando para a entrevista. Posso mandar ele entrar? 

—Eu vou indo. Te vejo em casa. —Jake se despediu. 

—Henry... mande-o entrar.

Minha voz estava trêmula, mas eu precisava me manter bem para uma conversa. 

Seja profissional, Ivy.


Notas Finais


Gostaram? Odiaram? Mais ou menos?
Enfim, espero que tenham gostado e espero vocês na parte 3 e, provavelmente, a final.


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