História Youth - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Adolescentes, Comedia, Dança Créu, Drama, Festa, Skins
Exibições 81
Palavras 8.994
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Escolar, Festa, Hentai, Lemon, Orange, Romance e Novela, Slash, Suspense, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


desculpem a farofa
eu estava triste
e depois fiquei feliz
valeu mc magrinho

Capítulo 5 - Colateral.


Fanfic / Fanfiction Youth - Capítulo 5 - Colateral.

Estátuas e cofres e paredes pintadas, ninguém sabe o que aconteceu. Ela se jogou da janela do quinto andar, nada é fácil de entender...

 

4:44 AM (RIVER'S RESTAURANT. 24HOURS OPEN.)

 

Floyd estava sentado em uma mesa no canto daquele restaurante, haviam somente seis pessoas naquele lugar, mas ele não se espantou, pela hora, esperava que houvesse até menos.

 

Não era como se sua noite tivesse sido uma bosta por completo, digamos que talvez oitenta por cento dela, por que da parte em que ele beijou umas bocas e encheu a cara ele até gostou.

 

O que deixou ele puto de verdade foi a presença de Niccolo. O pivete que ele considerava como um de seus melhores amigos teve a pachorra de vir apontar-lhe o dedo no meio de todo mundo e chamá-lo de traidor e mentiroso, sendo que ele mesmo tinha chamado Niccolo para acompanhá-lo naquela noite. Na verdade, ele nem estava se importando tanto, pau no cu do Niccolo e de sua infantilidade absurda.

 

O fato é que estava deixando-o chateado era que: ele perdeu sua carteira naquela bosta de lugar e não tinha um centavo pra pagar pelo café que ele estava bebendo, se Deus existe então essa era a hora pra ele dar um sinal de ajuda para Floyd, por que o garoto já tinha visto todas as possibilidades possíveis de sair de lá sem pagar e em todas elas ele terminava na parte traseira de uma viatura.

 

O seu celular, que até então havia sido ignorado, passou a vibrar com uma série de mensagens que ele não havia visto antes.

 

 [23:30] Park emo do rolê Diz: Você sabe a onde o Christopher tá? Ele ta com o meu dinheiro, aquele fodido!

Ignorou os ataques de Devon, afinal, ele iria encontrar Chris de um jeito ou de outro.

[23:44] Daniel lolzeiro Diz: Sou Teresa Fidalgo, hoje completo 26 anos de morte, se você não repassar isso para 20 pessoas você.... [leia mais]

Com certeza ignorou, certamente a Teresa não se importaria se ele não repassasse sua corrente.

Eram mais mensagens inúteis atrás de mensagens inúteis até que ele reparou que mensagens chegavam até ele naquele momento

 

[04:45] Corleone 4M Diz: Irnao a polisda emcontro aki

[04:45] Floyd Diz: que? não quero falar com você.

[04:45] Corleone 4M Diz: pPOLICISA, SIRENE, AMBULANSIA.

[04:46] Floyd Diz: são quatro horas da manhã e você me mandando mensagem depois de fazer aquela palhaçada comigo, em uma escala de um a dez, o quão bêbado você está?

[04:47] Corleone 4M Diz: sinto

[04:47] Corleone 4M Diz: finco

[04:47] Corleone 4M Diz: cimdo

[04:47] Corleone 4M Diz: 3

 Floyd riu e bloqueou seu celular, sabia que Niccolo estava em seu pior estado de espirito, não deu muita atenção para as mensagens do colega até o momento em que alguém supostamente mais sóbrio ligou para ele.

 

— Alô?

— Floyd, sou eu, Edward, o garoto que estava com o Niccolo.

— Hm.. sim, sei quem é você.

Cara, a gente não sabe o que fazer, estamos escondidos no banheiro do bar por que a polícia encostou aqui e tão levando os menores pra delegacia.

— Puta que pariu...

Foi a única coisa que Floyd disse antes do celular ser desligado, sua bateria tinha acabado, e agora, seu momento de paz e tranquilidade sozinho, também. Ele colocou seu capuz e enfiou as mãos nos bolsos, saindo de cabeça baixa daquele restaurante fazendo o máximo pra não ser percebido.

 

— Ei, senhor, você não... — Alguém disse, mas já era tarde, Floyd saiu correndo mais rápido do que o saci pererê fazendo redemoinhos de terra.

 

[ . . . ]

5:30 AM (VORTEX)

Devon saiu da casa de Stephen trinta minutos atrás, logo depois de sua crise de pânico após usar drogas demais, e de um sermão do irmão sobre como era irresponsável e tudo mais, ele caminhava até a república a onde morava junto a outros garotos. Na faxada daquele lugar via-se de longe que os moradores daquele lugar estavam longe boas pessoas. Pixações e papel higiênico eram o novo design contemporâneo da Vortex. Haviam algumas pessoas dormindo na entrada da casa, e a porta estava semi-aberta, mas também, não era como se alguém fosse assaltá-los.

 

Park abriu a porta se deparou com um colchão bem no hall de entrada, nele dormiam uma pilha de rapazes, inclusive Daniel e Bernard, que estavam um em cima do outro e aparentemente, Bernard segurava camisinhas em suas mãos como se fossem luvas e Daniel tinha uma tatuagem nova em suas costas... Park nem se deu o trabalho de ver o que era, sabia que de lá sairia só merda.

 

O garoto andou até seu quarto no andar de cima com certa dificuldade em manter-se de pé, estava se sentindo extremamente fraco, presumiu ser efeito das drogas que havia usado. Chutando um corpo por aqui e outro por ali conseguiu chegar até o seu aposento, e lá tratou de ir para seu banheiro.

 

Abriu a porta sem delicadeza e se deparou com uma cena que ele preferia não ter visto naquela manhã.

 

— Mas que porra... — Park disse olhando para Christopher, que jazia desacordado no chão de seu banheiro com uma garrafa de vodca vazia em suas mãos, com algo próximo a sua boca, o que provavelmente seria vômito.

 

— Acorda aí, mano, seu corpo parece que tá em decomposição. — Park chutou a perna de Chris que a encolheu em um resmungo, virando seu rosto para o outro lado e revelando um desenho de um pênis em sua bochecha esquerda, Devon não evitou de rir.

 

— Vou deixar meu camburão aqui pra vocês... — Chris resmungou, ainda de olhos fechados.

 

Devon arrastou Christopher pelas pernas, o garoto nem se mexeu, deixou ser arrastado e não soltou a garrafa de vodca vazia. Devon jogou água no rosto do amigo e o mesmo despertou lentamente.

 

— Caralho viado, onde é que eu tô? — Christopher disse, ainda entorpecido pela sonolência matutina.

 

— Não sei, acabei de chegar em casa, você ta fedendo, sai daqui. — Devon deu espaço para Chris, até esqueceu de perguntar sobre sua parte nas vendas, que por acaso, era a maior delas, nem estava em condições pra isso

 

Christopher suspirou e se levantou sentindo uma intensa dor nas costas, não se lembrava nem de metade do que tinha acontecido na noite anterior, só precisava de um banho e um cigarro de maconha pra descontrair. Ele saiu do quarto de Devon dando risada, ouvindo o rapaz murmurar um ''maconheiro'' em resposta antes de deixar o local.

 

Park afagou os próprios cabelos e entrou no banheiro, sua cabeça começava a doer pra valer. Ele abaixou seu rosto na pia pra lavar-se e quem sabe melhorar nem que fosse em dez por cento.

 

O problema é que: quando ele se levantou para olhar no espelho novamente, reparou que seu nariz sangrava, e com isso, veio a tontura que o obrigou a se apoiar no gabinete, depositando todo o seu peso no mesmo, que se desprendeu parcialmente da parede.

 

''não, não, não, não agora, não com todos bêbados, não estando longe do hospital.''

 

Devon pensava enquanto sua visão começava a se turvar e ele sentia o sangue escorrendo até sua boca.

Cambaleou para trás apoiando-se na porta e então tateou os bolsos em busca de seu celular, ele nem viu em que número ele clicou antes de derrubar o aparelho no chão e iniciar uma tosse seca, que fazia com que seu sangramento no nariz se intensificasse e ele só ouvisse um ''alô?'' soando longe antes de cair no chão e sua visão se apagar completamente.

[ X ]

5:44 AM (VORTEX)

— Sea, cala a boca! Eu não quero ter que te amordaçar.

 

— Hmmm, me amordaçar? — Sea sorriu para Drake, que apenas revirou seus olhos, praguejando-se por não estar mais louco que o garoto ao seu lado.

 

— Vamos logo, Sea! Você já fez muita merda por hoje.

 

— Para de ser grosso comigo, Drake, que saco, porra, porra, porra!

 

Drake riu da forma infantil como Sea repetiu as palavras e em seguida deixou que seus olhos se marejassem, puta que pariu, bêbados eram muito chatos, será que ele também ficava assim quando bebia?

 

— Não estou sendo grosso, mas a gente precisa ficar quieto, certo? Vamos entrar em casa e vai estar todo mundo dormindo, preciso te deixar no seu quarto antes de ir pro meu.

 

— Você não vai ficar lá comigo? — Sea se debruçou no ombro de Drake que quase virou um soco no garoto.

 

— Eu? Ah, ta, vai nessa.

 

— Eu tô carente, o Bradley não quis me beijar hoje a noite, tive que jogar sinuca com um desconhecido por que o Monroe só queria saber de ficar com o Hiro, todo mundo me abandonou.

 

— Ai, cala a boca, por favor. — Drake pegou Sea pelo pulso e praticamente arrastou-o para dentro da Vortex, que não estava em seus melhores dias.

 

Ao ver os garotos deitados em montinho no chão, Sea sorriu para Drake e se jogou em cima dos mesmos, ouvindo apenas uns resmungos baixos em resposta a seu ato.

 

— Ai eu desisto, fica aí e dorme com as DST's. — Drake disse e subiu para seu quarto, tendo como nota mental nunca mais ajudar pessoas bêbadas.

Sea ficou se remexendo em cima dos garotos que pareciam estar mortos, já que não tinham reação nenhuma perto de si, e então, sentou-se no chão e ficou um tempo observando a cena ao seu redor.

 

Parecia ter passado um furacão por ali, o chão estava repleto de copos e garrafas de bebida, as paredes estavam sujas de pixações, haviam pessoas dormindo por todos os lugares.

 

Sea riu ao reparar que nas costas de Daniel havia uma nova tatuagem, e riu ainda mais ao ler o que estava escrito. Ao que parece, agora aquele que era só Daniel Landon, agora seria o novo mascote da escola, Danny Naughty Boy, segundo sua tatuagem.

 

Sea levou a mão até sua cabeça e bagunçou o próprio cabelo, respirou aliviado por ter conseguido sair da delegacia cedo, comparado aos outros que ficaram por lá. Grande merda a entrada de menores ser permitida no lugar se a polícia vai atrás deles.

 

Ele ficou sentado no chão divagando, pensando sobre o que tinha feito na noite mas não lhe vinha muita coisa na cabeça além de ter bebido até sair-lhe pelos olhos, se ele fez alguma besteira, ele não queria se lembrar.

 

Sea respirou fundo e se levantou, indo até a porta para fechá-la para que ele pudesse subir até seu quarto e tomar um banho, e enfim, dormir de verdade, quando uma pessoa parecendo uma assombração apareceu na porta, nem dando tempo dele perguntar quem era ou o que estava fazendo ali, simplesmente passou correndo por Sea e subiu as escadas.

 

O garoto nem se deu o trabalho de ir atrás, queria mais era que tudo se fodesse, desde que ele estivesse em sua cama em menos de dez minutos. Ele então fechou a porta e seguiu seu rumo para seu quarto.

 

A figura que subiu as escadas nem fez questão de parar para perguntar o caminho, não era como se esperasse encontrar alguém sóbrio por ali.

 

Caminhou por todo o andar de cima, vendo de porta em porta qual era o quarto que precisaria entrar. ''Droga, Park! Por que você tinha que escolher um dos últimos quartos?'' Pensou em voz alta quando se deparou com a penúltima porta do corredor com as iniciais D.H.PARK/9075.

 

Não demorou-se em questionamentos se aquela seria a porta certa, simplesmente a abriu e entrou no quarto, ouvindo o barulho de água pingando logo em seguida, dirigiu-se até o banheiro e sua pele que já era pálida de costume tornou-se praticamente transparente ao ver o garoto desfalecido no chão. Respirou de forma descompassada e se ajoelhou ao lado de Devon, colocando a cabeça do menino sobre suas pernas e tentando de todos os jeitos fazer com que ele demonstrasse algum sinal de que estava vivo.

 

— Acorda, por favor, acorda... — Dizia em vão, sabia que Devon não acordaria daquela forma, deitou sua cabeça no peito do garoto desacordado e deu um suspiro longo ao ver que seu coração ainda batia, ótimo, um fio de esperança, era melhor chamar a ambulância antes que qualquer coisa pior o acontecesse, e foi o que fez, discou os três números e esperou que alguém o atendesse enquanto segurava na mão de Devon e acompanhava sua respiração muito fraca dali de perto.

 

Ver o rosto de Devon todo marcado pelo sangue foi uma das piores coisas que já viu em sua vida não queria nem se perguntar o que poderia ter acontecido se não tivesse ouvido a ligação do garoto.  A ideia de estar segurando as mãos de um Park morto era aterrorizante, não gostava nem de pensar nessa possibilidade, segurava-se pra não chorar e se entregar ao desespero ali mesmo quando seus devaneios foram cortados pela voz do outro lado da linha:

 

911, qual é a sua emergência?

 

— Preciso de uma ambulância, depressa.

 

[ . . . ]

6:44 AM (POLICE DEPT)

 

Os adolescentes faziam fila na delegacia para serem ouvidos e para que seus pais fossem convocados para levá-los embora.

 

Alguns dormiam no chão do departamento, outros não pregavam seus olhos nem um segundo sequer, com medo de acordarem em uma cela com um cara tatuado a seu encalço.

 

— Certo... — O delegado apareceu impondo sua voz na parte em que os adolescentes estavam. — Nós comunicamos os responsáveis de vocês, os que conseguimos, disseram que assumem pelos seus atos, já os que não, terão suas identidades apreendidas até que tomemos as devidas providências sobre cada um. Estão liberados.

 

Depois de dizer isso, o delegado voltou para sua sala e deixou um bando de adolescentes bêbados e agora aliviados, uns mais do que outros.

 

Valerie Kwon estava junto de Arabella, a menina segurava a amiga que beirava um colapso, repetia a todo momento que se sua mãe descobrisse que ela estava em uma festa ela iria estar morta.

 

— Arabella, cara, cala a boca! Chega disso. Se você morrer a gente enterra.

 

— Você não entende, Valerie! Eu estou fodida! — Ela repetia enquanto encarava a multidão de adolescentes indo para a saída da delegacia e sentiu a mão de Valerie agarrando seu pulso.

 

— Cala a boca, vamos sair fora daqui, tá entendendo? — Ela disse.

 

— Se eu chegar em casa agora minha mãe vai me matar. — Repetia ela.

 

— Arabella! Cala a boca! — Valerie gritou, fazendo um bico se formar nos lábios da menina, sem parar de puxá-la para fora.

 

Quando se viram fora do departamento, depararam-se com adolescentes por todos os cantos, caminhando para o mais longe de lá possível, e não fizeram questão alguma de ficar para trás.

 

Valerie praticamente arrastava Arabella que até agora havia ficado quieta, mas permanecia em estado catatônico.

 

— Olha, se você prometer que vai parar de reclamar eu deixo você dormir na minha casa, acho que minha irmã não vai estar lá mesmo..

Arabella encarou a amiga de volta, sabia que uma hora ou outra não teria como evitar de encarar sua mãe, mas era melhor previnir do que remediar, não era? Então ela não pensou duas vezes antes de sorrir.

 

— Sério?! Obrigada Vale, você é demais, e ainda é vizinha daquele gatinho do terceiro D...

 

— Gatinho do terceiro D... Ah, August D? Da um tempo, aquele garoto passa o dia todo trancado fazendo rap e eu tenho que ouvir por que meu quarto é na altura do dele.

 

— Quem me dera poder ouvir aquela gracinha todo dia...

 

— Ew, Bella, da um tempo, hein? Você é muito promiscua.

 

— Promiscua? Eu? Olha quem fala! Você praticamente beija os pés do Maxwell por um beijo dele.

 

— Cala essa boca! — Valerie disse, soltando o pulso de Arabella e se embaraçando pelo que a a amiga tinha disse. — Pelo menos eu quero um só, você quer beijar todos os garotos da escola.

 

— Mas é claro, já viu quantos garotos bonitos tem em West High?

 

— Ah,  não fode. — Valerie revirou os olhos e fez sinal para que Arabella parasse de falar, a menina apenas riu e meneou um não com a cabeça, seguindo a amiga até sua casa, que por sinal não ficava bem longe dali.

 

Um pouco distante dos devaneios das meninas, Floyd estava meio sem saber o que fazer diante de um Niccolo completamente debilitado, coberto com uma manta xadrez na calçada, em frente o departamento policial, vomitando até as tripas e um Edward altamente nervoso com toda aquela palhaçada.

 

— Me lembre de nunca mais, sob nenhuma hipótese aceitar um convite seu pra sair, Corleone.

 

— Já falei... não tinha como eu saber, mano. — Niccolo resmungou de cabeça baixa enquanto Floyd coçava a própria nuca. — E outra, você tem dezoito, pra sair de lá foi a coisa mais suave do mundo.

 

— É, e apreenderam meu RG. Valeu, Niccolo! Caralho, o que é que eu vou fazer agora, hein?

 

— Outro RG? — Niccolo olhou para ele, que devolveu um olhar mortal para o garoto.

 

— Eu estou pior que os dois, perdi minha carteira lá e ainda fui arrastado pra cá quando deveria estar na minha casa agora. — Floyd disse. — O que eu poderia ter feito?

 

— Cara, eu entrei em desespero, ta legal? Eu vi o pivete falando com você e imaginei que você fosse de maior e que soubesse o que fazer, não pude imaginar que você tinha quinze anos e que estava tão fodido quanto nós. — Edward disse, sentando-se na sarjeta ao lado dos dois garotos. 

 

— Resumindo, nós estamos na merda, acho que o melhor é ir pra casa e chorar trancado no quarto escuro. — Niccolo disse, os outros dois soltaram uma risada, mas ele estava falando sério.

 

— Ei, Edward, o seu irmão, Sea... ele estava lá naquela delegacia, você o viu? — Edward congelou. Não havia visto Sea e jamais imaginou que ele estivesse se metendo nesse tipo de coisa.

 

— Ele... ele foi embora? — Perguntou sem encarar Floyd, que havia lhe dado a notícia.

 

— Sim, aquele amigo dele, Drake alguma-coisa tirou ele de lá antes do delegado estacionar aqui na frente, foi logo depois do Bernard conseguir sair sem os policiais notarem ele.

 

— Ah, bom, eu.. eu falo com ele depois. — Disse, não fazendo questão de esconder o tom de alívio em sua voz. Não falava com o irmão já tinha um tempo, não se lembrava do por que terem ficado distantes um do outro, mas desde que Sea passou a fazer parte de uma república por não querer morar com o irmão, a coisa não era mais a mesma.

 

— Como é que a gente vai embora daqui? Eu moro longe pra caralho. — Niccolo, que estava com um olhar completamente perdido e um gosto fétido em sua boca.

 

— Sei lá, bora pegar um ônibus? Mas eu não tenho dinheiro, inclusive sai do rivers sem pagar o café que eu tomei, na cara de pau mesmo. — Floyd disse.

 

Niccolo começou uma risada fraca que foi acompanhada por Edward, e quando os três viram já estavam rindo feito três idiotas sujos na sarjeta perto da delegacia.

 

— Vamos embora, eu pago a passagem, mas nunca mais pensem que eu vou fazer isso de novo. — Edward disse. — E você, Niccolo, não pense que isso é um perdão por você ter me feito passar o meu final de madrugada na delegacia quando eu poderia ter ficado em casa jogando meu LOL.

 

Niccolo não respondeu, apenas sorriu amarelo e levantou-se esperando para Floyd, que não tinha dito nada sobre a briga em que Niccolo havia derrubado whisky em sua camiseta favorita. E nem precisou de palavras alguma, quando Nico fez menção de dizer algo ele fez sinal pra que o garoto parasse. Apenas sorriu para o amigo de longa data e deu dois tapas em suas costas, daria-lhe um abraço, mas naquele estado em que ele estava fedendo a vômito, não faria isso.

 

Os três garotos passaram então a caminhar em direção ao ponto de ônibus que ficava próximo a estrada US-20, a pior estrada, por que sempre passavam muitos carros e por que era uma bosta na hora do trânsito descongestionar.

 

Os garotos esperavam sentados no banco pichado com coisas como ''Alice boquinha de veludo'' ou ''Jack mete o loco nos amigos'' e ficaram se entretendo lendo as pichações enquanto esperavam pelo ônibus, que aparentemente, começaria a passar por ali a partir das sete horas.

 

— É.. com licença. — Uma voz tirou os garotos desatentos de seus devaneios. Um garoto alto e com orelhas salientes estava parado na frente deles e parecia muito cansado.

 

— Fala neu amigo, uso sim... — Niccolo disse, os outros dois riram, mas o garoto alto pareceu não entender muito o que ele quis dizer.

 

— Certo... é, a minha caminhonete quebrou a... sei lá quinhentos quilômetros daqui e eu tô completamente perdido, podem me dizer onde é que eu estou?

 

— Wow... você andou quinhentos quilômetros, rapaz, como suas pernas não derreteram? Senta aí! — Floyd disse, mas o rapaz apenas sorriu e fez que não com a cabeça.

 

— Obrigado, eu tô bem, só preciso saber a onde eu cheguei caminhando até agora. — Respondeu sem ser grosso.

 

— Meu amigo, você está na latrina de Oregon, também conhecida como a cidade dos turistas otários que acreditam que somos todos bruxos assim como todos na Transilvânia são vampiros, Salém. — Niccolo fez uma breve apresentação da cidade para o garoto.

 

— Ah... que merda. — Murmurou ele. — Você sabem me dizer a onde é que fica... — Ele tirou um papel de seu bolso. — Vortex?

 

— Vortex? Você é da West High? — Edward perguntou.

 

— Transferido.

 

— De onde? Se me permite a pergunta. — Floyd o encarou.

 

— França. Quero ficar bem longe de casa no momento.

 

— Que fita... então... você fala francês é? — Niccolo perguntou, o rapaz fez uma cara de desentendido para os outros dois que disseram a ele para ignorá-lo.

 

— Qual o seu nome? — Edward disse.

 

— É Donnie... — Ele disse em um tom baixo, os garotos quase foram obrigados a pedi-lo para repetir.

 

— Bom.. Donnie, eu sou Floyd. A Vortex não é muito distante aqui, se você seguir naquela direção. — Floyd apontou para uma rua estreita que parecia não ter fim. — Você chega lá em alguns minutos, uns vinte quem sabe. Se tiver sorte de encontrar alguém sóbrio é bom pra você, mas se não encontrar, eu posso te passar meu número e vejo o que faço por você, se quiser.

 

— Não precisa se dar o trabalho... sério, você já tem que cuidar do seu amigo aí, não quero atrapalhar mais, mas obrigado, de qualquer maneira. — Donnie sorriu.

 

— Pô, cara, não foi nada. — Floyd sorriu tímido e Donnie deu as costas aos garotos com um aceno.

 

— Bonito. — Disse Niccolo.

 

— Muito alto, orelhas grandes, pernas longas demais, não. — Edward contestou.

 

— Floyd não viu esses defeitos, não é mesmo? — Nico franziu a sobrancelha.

 

— Ai cala a boca, me da um tempo, olha, o ônibus chegou. — Floyd desconversou enquanto via o transporte se aproximar e seus amigos entrarem assim que ele parou. Agora, assim como todos, ele só queria chegar em casa e dormir até entrar em coma.

 

Já Donnie, sentia como se suas penas fossem se quebrar se ele tivesse que andar mais do que vinte quilômetros. Ele não aguentava mais, estava saturado de ouvir buzina de carros e tudo o que ele queria no momento era um lugar pra dormir.

 

Por sorte, ou por azar, ele não demorou até achar a Vortex, que estava bem chamativa por ser a única casa da rua rodeada por papel higiênico e com uma ambulância em sua frente. Perguntou-se o que poderia estar acontecendo por ali.

 

Caminhou até a entrada da república bem no momento em que a ambulância saiu as pressas do local e viu que lá na frente tinha um garoto só de cueca com os cabelos todos desgrenhados, ele usava uma pulseira preta com marcações douradas, como o representante da antiga república que ele morava usava, então não precisou ser muito esperto pra saber de quem se tratava.

 

— Oi... você é o Bernard? — Ele perguntou enquanto via a fisionomia do garoto que parecia esperar que alguma resposta para seus problemas lhe caísse do além.

 

— Eu mesmo, mais fodido do que nunca. — Disse sem encarar o mais alto. — E você, quem é?

 

— Donnie Darko, o garoto transferido. Não recebeu a notícia sobre minha transferência? — Ele perguntou, Bernard enfim o encarou.

 

— Recebi... mas foi mal, eu tava doidão, acabei esquecendo.

 

— Ah... beleza cara, então... será que... que eu posso entrar?

 

— Pode, pode sim, só tenta não pisar nos corpos, nem no vômito, no sangue, não pisa no chão. — Bernard se levantou e esticou seu corpo desnudo, vestindo só uma cueca e fez suas costas estalarem.

 

— Parece que a noite aqui foi monstruosa, não é mesmo? — Donnie dizia enquanto olhava a sua volta, Bernard riu.

 

— Não sei, não lembro nem da metade. Sei que os meus superiores vão comer meu cu sem dó — Fez com que Donnie risse de sua sinceridade.

 

— Cara, o que aconteceu aqui, por que tinha uma ambulância lá fora, alguém morreu? — Não conteve sua curiosidade.

 

— Não, não morreu... mas sei lá o Park é esquisitão, cheio de coisa aqui, coisa lá... porém o garoto vai ficar firme. Deve ter tido uma overdose, ele sempre exagera nessas porcarias de LSD. Já falei pra ele que essa merda é ideia errada, mas ninguém nessa porra me ouve, olha onde a gente tá! — Bernard mostrou a sua volta.

 

— Pô cara, que fita... — Donnie disse, não conseguia levar aquele rapaz a sério, se perguntava como ele teria se tornado representante dali.

 

— Os quartos de número 0992, 5502, 4489, e... 614 estão livres, se você se interessar por algum deles, é seu. — Bernard disse enquanto colocava seus cabelos para trás e lançava um sorriso para Donnie. O menino mais alto agradeceu e foi para o andar de cima com pressa.

Os quartos de quatro dígitos eram todos muito grandes ou muito exagerados para ele, por isso, quando chegou ao quarto 614 sentiu que era sua última esperança, e deu certo, visto que o quarto mais simples tinha até uma sacada para si, achou ótimo ter um lugar pra dormir até o dia clarear ainda mais. Donnie deixou sua mochila no chão e trancou a porta do quarto por dentro, jogou-se na cama e só esperava dormir pelo resto do dia.

 

Por outro lado, Bernard já não conseguiria dormir tão cedo, além da república estar parcialmente detonada, tinha que ir atrás da ficha de Park a pedido daquele garoto que ele não se lembra o nome mas que é primo da Cleopatra gostosa... Ah, como é mesmo o nome dele? Guga? Fuga? Algo com uga... enfim, o loiro da língua presa.

 

Se lembrava que Devon já tinha comentado algo com ele sobre alguma doença que ele tinha, mas não era capaz de se lembrar por que Park sempre falava as coisas de um jeito altamente superficial, e Bernard não se lembrava nem do que comeu no almoço, quem dirá se lembrar de doenças alheias.

 

Não é falta de compaixão, ele realmente não fazia a menor ideia do que Park tinha dito a ele.

 

Bernard analisou sua situação: Por todos os cantos ele estava fodido. A república pela qual ele era responsável estava caindo aos pedaços, suas notas na escola estavam indo de mal a pior e ele não poderia reprovar o último ano, ele queria saber por onde começar para resolver suas coisas.

 

Ele foi até a cozinha procurar alguma coisa pra comer, pois seu estômago já reclamava por um mínimo de alimento que fosse.

 

Ele caminhou sonolento até o cômodo, sem se preocupar por estar vestindo apenas sua roupa íntima e se deparou com Tristan na cozinha, debruçado em cima do balcão de mármore, o garoto estava inexpressivo e reparou que outro rapaz entrava pela porta dos fundos.

 

— Tristan... — Bernard chamou, o rapaz o encarou e Bernard direcionou seu olhar para o desconhecido ao seu lado.

 

— Ah, bernard, esse aqui é o Healer, ele é o cara que ficou responsável pela mensalidade das repúblicas esse mês e eu tô a meia hora tentando explicar pra ele a nossa situação.

 

Bernard mordeu seu lábio inferior, merda. Estava realmente fodido, mais do que nunca agora.

 

— Bom dia, Healer, quer tomar um suco? — Bernard abriu a geladeira e viu que só tinha latas e mais latas de cerveja. — Bom, deixa pra lá... vamos falar de negócios, não é mesmo?

 

— Bernard, não tenho muito o que conversar, você sabe como funcionam as regras, vocês terão que pagar em trinta dias úteis, se não, pagam com juros e correm o risco de perder a casa. — Healer disse. — Eu não queria estar aqui fazendo isso, mas a parte burocrática foi designada pra mim pela imobiliária.

 

— Entendo perfeitamente a situação... podemos lhe entregar o dinheiro até quando?

 

— Faltam três semanas pro fim do mês então... esse é seu prazo. — Healer disse enquanto mordia seu lábio inferior.

 

— Em três semanas o dinheiro todo estará em sua mão.

 

— Estará? — Tristan perguntou, recebendo um olhar repreensivo de Bernard. — Claro que estará. — Tristan sorriu e Healer assentiu com a cabeça, dando as costas e desejando um bom dia aos garotos.

 

— Ficou maluco? Vai arrancar dinheiro da onde? Dando o rabo? São três meses de mensalidade atrasada, tem noção? — Tristan gesticulava.

 

— Cala a boca, Tristan! Eu sei que eu não vou conseguir esse dinheiro e aposto que os caras não estão nem ligados disso, é melhor não falarmos nada pra eles se não a coisa vai é ficar fodida pro meu lado, mais do que já ta... eu carrego essa porra no meu nome, se acontecer algo, fode pra mim!

 

— Todos nós se fodemos, Bernie. Já parou pra pensar? São dezesseis caras morando juntos nisso aqui. Se cada um fizesse sua parte a gente conseguia pagar tudo tranquilo.

 

— Não somos mais um time, Tristan. Você sabe do que o Mark está fazendo, não sabe? A tal da Wolfgang... isso vai foder com a Vortex por que eu procurei me informar e a casa do cara é sinistra, tem piscina e tudo mais... ouvi dizer que ele fez negócio com o Park.

 

— Ta maluco? Stephen Park? As casas que ele vende são uma fortuna! De onde esse louco arrumou dinheiro pra descolar um barraco desse cara?

 

— Vou lá saber, eu só sei que eu tô com fome e com dor de cabeça, preciso de um banho também.

 

— E eu preciso ir pro treino de lacrosse. Vê se não deixa essas sua cueca freada no chão do banheiro cara, é porco pra caralho.

 

— Vou deixar em cima da sua cama pra você guardar com carinho.

 

— Ah, sai fora, chama o Daniel pra fazer isso por você, ontem a noite vocês pareceram tão íntimos, até choraram abraçados um com o outro.

 

— Como é que é? — Bernard arregalou os olhos.

 

— Você gravou vídeos de vocês dois cantando, quando achar seu celular vai se divertir vendo as merdas que você fez noite passada. — Tristan riu da expressão embasbacada de Bernard e saiu da cozinha pela porta dos fundos, carregando nas costas uma bolsa preta consigo.

 

Bernard piscou os olhos repetidas vezes e depois voltou a olhar em volta, a casa estava silenciosa e ele deveria ser um dos únicos acordados, mas ficar ali estava deixando-o agoniado, ele precisava de ar fora dali, então não se demorou em subir e tomar um banho, afinal de contas, ele teria um dia cheio, não muito diferente de outros por ali.

 

[ . . . ]

09:44 AM (PIER)

Robin correu até lá na esperança de ficar sozinha com seus pensamentos com a desculpa de que faria sua ''caminhada matinal'' quando na verdade ela só queria pensar um pouco nas merdas que havia feito na noite passada, que não foram poucas, lembra-se de ter dado o maior vexame dentro da delegacia com um garoto que disse que ela parecia uma boneca inflável, lembrava-se também de ter quase socado a cara de uma menina no rust-eze após sua bebedeira insana, ela só precisava de um tempo pra refletir sobre suas merdas sozinha.

 

Ela se livrou da toca do casaco e olhou para o céu enquanto uma música alta tocava em seus fones de ouvido.

 

Olhou para cima e viu que o céu começava a dar indícios de que choveria muito naquela tarde, então esticou os braços no corrimão da construção de madeira e respirou fundo, Robin ponderou sobre o que teria feito de pior, seria ter quebrado a porta do banheiro do bar ou quem sabe vomitado nos pés de um garoto desconhecido? Ah, e também tinha o rapaz que ficou encarando ela até umas horas e ela foi tirar satisfação com ele perguntando: ''Por um acaso eu estou cagada?''

 

Na verdade, era tanta coisa ruim acumulada que ela preferiu deixar pra lá, em partes ela se sentia culpada, mas por outro lado ela queria só passar um pano por cima disso e é a vida que segue.

 

Ela parou pra observar o mar, aquela praia estava cada dia mais suja, era lamentável, visto que, eram poucos os lugares em Salém que ainda tinham uma vista bonita.

 

Sentou-se na madeira úmida e por lá ficou, sem pensar em absolutamente nada, contrariando completamente o seu objetivo principal de estar ali.

 

Ela não faria mais nada o dia todo, ficar sozinha por enquanto lhe parecia um bom plano, mas como nada é perfeito, alguém a tirou de seus devaneios.

 

— Robin? — A garota de cabelos acastanhados perguntou a outra.

 

— Oi, Venus. — Respondeu seca, mas sem a intenção de ser grossa.

 

— Você ta bem? — Levantou a sobrancelha preocupada.

 

— Depende do que você considera bem, estou de ressaca.

 

— Uh, que merda... — Venus disse e se sentou ao lado de Robin.

 

— O que você está fazendo aqui? — Perguntou Robin.

 

— Sempre venho aqui de manhã, geralmente é o horário que não tem ninguém aqui. É um lugar bacana pra compor músicas.

 

— Ah, você ainda escreve?

 

— Surpreendentemente, sim. Mas não é como se eu tivesse muita sorte.

 

— Poxa, sinto muito por você. — Robin tombou sua cabeça pra trás.

 

— Caralho, você tá acabada. — Venus riu.

 

— Obrigado pela parte que me toca.

 

— Parece preocupada, o que houve? — Não conteve a curiosidade.

 

— Ah, Venus, depressão pós balada.

 

Venus não disse nada, respondeu apenas com uma risada e se levantou estendendo a mão para Robin, que já sentia os primeiros pingos de chuva começarem a cair.

 

— Vamos, vou te levar pra tomar um café. Você paga, eu não tenho dinheiro pra isso. — Venus convidou.

 

— Ah, que ótimo. — Robin estendeu sua mão para a garota que a puxou para cima e aceitou o convite dela, afinal de contas, uma companhia pra um café não poderia ter nada de errado, não é?

 

E em uma confirmação silenciosa consigo mesma, a chuva começou a cair no instante seguinte.

 

[ . . . ]

10:40 AM (QUADRA DE BASQUETE)

O barulho da chuva batendo contra o teto de metal só não era  mais irritante do que o barulho da bola caindo no chão de forma patética antes de acertar a cesta.

 

— Puta que me pariu, já falei que eu não sirvo pra essa porra, ninguém me ouve nesse caralho. — Theodore reclamava.

 

— Escolhe outra então, se você estivesse querendo ir pra esgrima eu te ajudava. — Juno respondeu se aproximando de Teddy enquanto pendia seus cabelos em um rabo de cavalo e o garoto encarava sua feição debochada.

 

— Não é fácil acertar essa merda, mas eu não sou otário de ir pra esgrima, já pensou se aquela porra pega no meu olho? — Respondeu em tom divertido.

 

— É claro que é fácil, você que é frouxo demais. — Ela disse.

 

— Juno, você veio aqui comigo pra me dar apoio moral ou pra me deixar pior?

 

— Vim por que você ficou me mandando mensagens e eu sabia que se eu não viesse, você chamaria o Kiran ou qualquer outro dos seus contatinhos.

 

— Você é um dos meus contatinhos. — Theodore confessou e tomou um tapa estalado de Juno em seu braço.

 

— Você também é um dos meus contatinhos, pena que eu não tenho interesse em você... e nem em qualquer outro.

 

— Não rola nem um beijinho Juno? Nem uma lambidinha no seu mamilo? — Brincou Theodore fazendo Juno rir.

 

— Cria vergonha nessa sua cara, você já lambeu o mamilo de meia escola e se duvidar lambeu mais do que isso também, não que eu tenha interesse em saber, claro. — A menina respondeu, sentando-se no chão da quadra e observando o amigo tentar acertar a cesta.

 

— Falando assim você faz parecer que eu sou o maior manja-peitos do estado, não exagere, Juno. — Ele jogou a bola na cesta e errou pela enésima vez. — Ai, eu desisto.

 

— Você é ruim demais, Teddy. — Ela disse e se levantou indo atrás da bola, fazendo-a pingar três vezes no chão e em seguida lançando para a cesta, acertando logo de primeira e deixando Theodore boquiaberto.

 

— Ah, não, sai daqui, sério! — Ele disse quando via ela caminhar próxima a si, outra vez com sua cara de debochada.

 

— Você não é do basquete, Theodore, por que não para de frescura e volta logo pro time de futebol? Sério? Só por causa de um garoto você não vai mais participar? Você já foi capitão daquela merda um dia!

 

Theodore parou para pensar, esticou as pernas no chão amadeirado e deitou-se no mesmo de braços abertos, Juno estava certa, mas ao mesmo tempo errada. Ele não poderia simplesmente voltar para o time assim, ele sempre foi bom no esporte, mas depois do episódio que ele teve que aturar com aquele bando de moleques mimados que disseram que ele ''não faria o porte'' de tal jogo, foi a gota d'água.

 

— Acho que você deveria ouvi-la. — Uma terceira voz se juntou ao cenário, Hayden, do clube de esgrima viera devolver seus materiais e acabou ouvindo metade da conversa.

 

— Até que enfim, alguém de bom senso pra concordar comigo! — Juno sentou-se no chão, Hayden riu da forma como ela falou.

 

— Por que? — Teddy deu-se quase por vencido.

 

— Por que primeiro, o time de futebol dessa escola já é um fracasso por si só, e você era o único que sabia comandar o time conforme o ideal. — Hayden deixou os materiais em cima da arquibancada e se aproximou dos dois amigos que outrora estiveram sozinhos.

 

— Ah, não sei, cara. Enfiaram uns caras no time da escola que decairam muito a qualidade de jogo...

 

— Ai da licença, não começa a se lamentar que eu piso nas suas bolas. — Juno disse e se levantou, sendo auxiliada por Hayden.

 

— Sai fora sua louca! — Theodore se levantou e colocou a mão entre as pernas, os outros dois riram.

 

— Bom, eu não sei, Teddy, você precisa entender que não é reclamando que você vai resolver seus problemas, corra atrás do prejuízo, quem sabe você não tem uma ideia pra melhorar as coisas. — Hayden disse e foi até a bola de basquete, mirando-a na cesta e em seguida marcando um ponto perfeito.

 

— Vai se foder vocês dois! — Teddy disse após ver que esse tipo de merda só acontecia consigo.

 

— Bom, seja o que decidir fazer, eu só espero que volte pro time de futebol, não faço parte de lá, mas não preciso ser especialista pra saber que você era bom. — Hayden disse e Juno concordou.

 

Juno foi checar suas mensagens enquanto Hayden e Theodore iniciavam uma discussão sobre o garoto voltar para o time de futebol e percebeu que alguém que só falava com os outros quando precisava de algo havia chamado ela, de início ela pensou em não responder, mas ela já havia clicado na mensagem, então era tarde demais pra que ela fingisse que não tinha visto.

 

[10:33] Bernard chato do caralho Diz: juno, preciso que você arma uma coisa pra mim, sei que você costuma frequentar a quadra de fim de semana e preciso de ajuda!!

 

Ah, que surpresa, Bernard pedindo por algo.

 

[10:40] Juno Diz: que foi?

[10:42] Bernard chato do caralho Diz: olha, eu sei que você é tretada comigo desde aquele acampamento na sexta série quando eu coloquei formiga na sua barraca, mas o negócio é sério e eu não falaria com você atoa.

[10:42] Juno Diz: fala logo porra.

[10:43] Bernard chato do caralho Diz: então, eu tô meio enroscado com umas coisas da vortex, será que teria como você me descolar a chave da sala de artes pra mim arrumar tinta branca?

[10:43] Juno Diz: irmão, você acha que eu sou algum tipo de mister m pra conseguir a chave da sala de artes?

 

Bernard não respondeu mais, e Juno nem fez questão de ir atrás, deixou passar, o que ela queria mesmo era distância desse garoto chato.

 

— Beleza galera, tá muito bom o papo, mas eu preciso ir pro hospital agora. — Hayden disse.

 

— Por que? — Os dois outros perguntaram em coro.

 

— Não souberam? O Jay, do terceiro C sofreu um acidente enquanto tava na borracharia, aquele fofoqueiro lá, Gotye, disse que foi o Arden que deu um pau nele.

 

— Oloco, o cara é o sinônimo da humildade, o que os cara quer com ele? — Teddy perguntou.

 

— Nem sei cara, sei que eu tô indo lá agora e vamos ver o que é que há, né não?

 

Juno concordou de primeira, ela e Jay nunca foram realmente amigos do peito, mas não custava nada fazer uma visita no hospital a ele, seguiu Hayden em direção a porta de saída da quadra e Theodore foi tentar fazer uma última cesta antes de sair, mas novamente, acabou errando.

 

Aparentemente, ele teria que voltar pro time de futebol, mas não voltaria se não fosse como capitão, disso ele estava certo.

 

[ . . . ]

11:00 AM (SALÉM HOSPITAL)

 

I hurt myself today... —  Pierre cantava enquanto estava sentado no braço da poltrona ao lado de Harley.

 

— Ah não Pierre, Jhonny Cash, sério? Eu prefiro mil vezes uma música das spice girls na minha condição. — Jay reclamou enquanto se ajeitava na cama do hospital.

 

— Se eu cantar Spice Girls eu vou ter que performar. — Pierre advertiu.

 

— Pensando bem, pode ficar no Jhonny Cash mesmo. — Harley deu um tapinha na coxa de Pierre.

 

— Eu quero ir pra minha casa, to afim de assistir Naruto e comer um frango empanado, a comida daqui parece plástico.

 

— Fica frio aí, irmão. Você tinha um pedaço de vidro de quinze centímetros nas tuas costas, vai ficar de molho por mais uns dias aí em. — Pierre disse.

 

— Vou o seu rabo, quero ver quem é que vai me prender aqui, eu sou louco irmão, to firmeza. — Ele dizia balançando o fio da agulha preso em seu braço.

 

— Cala a boca JayJay, se não eu vou mandar a seringueta vir aqui, hein? — Harley Avisou e Jay se calou no instante seguinte. Não queria ver aquela enfermeira gorducha com calmante tão cedo.

 

— Senhor Jesus? — Uma outra mulher apareceu na porta chamando por Jay.

 

— Amém! — Pierre respondeu fazendo os outros dois rirem e a mulher ficar um pouco sem graça.

 

— Eu vim só... avisar que restam cinco minutos apenas para suas visitas, depois começaremos a medicá-lo e deve ficar em repouso. — Ela fechou a porta com uma certa violência.

 

— Você estressou a Fiona, Pierre, Jay vai sentir as consequências. — Harley disse e Jay os olhou assustado.

 

— Que nada, é só ele pedir pra ela fazer o urro com jeitinho. — Pierre respondeu e os três riram novamente.

 

— Mas aí, Jota,  sua mãe já sabe que você está aqui? — Harley perguntou.

 

— Não sei, deve saber. — Jay deu ombros aos garotos e torceu o nariz ao ouvir a menção a sua progenitora.

 

— Não liga se ela souber? — Pierre se sentou ao pé da cama.

 

— Não cara, o que é que eu posso fazer né? Se ela souber ela vai vir aqui me ver, vamos brigar, vou ficar louco e descarregar um revolver na cabeça dela.

 

— Que? — Harley perguntou arregalando os olhos e os dois garotos na cama riram.

 

— To zoando, mas é cara, não ligo se ela souber, se ela quiser vir que venha, se não quiser, não me faz muita diferença.

 

— Ah, esqueci de falar, o Zhong falou que mais tarde ele passa aqui pra te ver, ele ta resolvendo as cagadas que o Jesse e o Casey aprontaram no Rust-Eze na noite passada.

 

— Ah, não, de boa, to ligado que foi todo mundo parar na delegacia, que fita, hein? — Jay disse enquanto ajeitava seus óculos fundo de garrafa nos olhos.

 

— Foi insano lá no bar, mas fazer o que né, nem tudo são flores. — Pierre disse.

 

— É, perdeu a identidade, otário. — Jay zombou.

 

— To nem aí, tiro xerox de outra na internet em dois pulos e ta tudo certo.

 

— Aí na próxima você não perde a identidade, você é preso mesmo. — Harley disse enquanto puxava Pierre para sair do quarto pois o tempo de visitas tinha acabado, passando seu braço pelo pescoço do mesmo.

 

— Sai daqui meu, você ta fedendo subaqueira. — Reclamou Pierre se desvencilhando do braço de Harley e fazendo Jay rir de forma que sua barriga chegasse a doer.

 

— Vai, sai daqui Pierre, se não você vai matar o menino. — Harley disse em meio a risos. — A gente de vê mais tarde Jay.

 

Jay murmurou um''tchau'' para os garotos quando ele parou de rir e respirou fundo, sentindo  uma pontada de dor em suas costas, mas que logo foi embora.

 

Quando a enfermeira entrou no quarto, ele pode ver que uma maca estava sendo levada para o quarto ao lado do seu, e ao lado dela ele pode ver dois rostos conhecidos, quase fez menção de se curvar para ver o que acontecia lá fora, mas a mulher fechou a porta.

 

— Está tudo bem, Jesus? — Ela perguntou.

 

— Se puder me chamar de Jay eu fico muito mais feliz. — Ele disse em tom terno, sem ser nem um pouco grosso e ela assentiu.

 

— Certo, está se sentindo bem, Jay? — Repetiu a pergunta de forma diferente.

 

— Estou, obrigado... é mesmo necessário que eu tome esses remédios?

 

A enfermeira riu e fez que sim com a cabeça, dirigindo-se até o lado da cama e colocando o remédio da seringa dentro do soro que ia direto para a veia do garoto.

 

Não contendo sua curiosidade, ele perguntou:

 

— A senhora saberia me dizer o que aconteceu com o paciente do quarto ali do lado? — Bocejou, já sentindo o efeito do remédio começar a se espalhar pelo corpo.

 

— Bom... o garoto teve uma overdose e acabou tendo que vir pra cá por conta da doença que ele tem...

 

Jay se calou. Sentiu-se mal por ver Park naquela situação e não podendo fazer nada para ajudá-lo. A enfermeira perguntou-lhe se havia acontecido algo e ele apenas respondeu que não com um olhar cansado. A notícia realmente havia o deixado triste, mas ele começou a ficar cansado demais pra falar, cansado demais pra ouvir, cansado demais pra tudo... então simplesmente fechou seus olhos e dormiu, dormiu na esperança de que quando acordasse o seu amigo já não estivesse mais no quarto ao lado.

[ X ]

— E o que é que é isso que você falou, doutor? — August, a pessoa para quem Park tinha ligado e quem tinha visto a cena toda acontecer diante de seus olhos perguntava enquanto acompanhava o olhar cansado do médico.

 

— Baixa inibição latente é... bom, proíbe que o seu possuidor perceba os estímulos a sua volta de forma isolada, o indivíduo recebe todas as informações de uma vez e vê tudo acontecer ao mesmo tempo. Se uma pessoa de QI baixo tiver inibição latente baixa, ela se torna quase que esquizofrênica, já se ela for como o seu amigo... ela transforma esses estímulos em ideias geniais.

 

— Certo... mas, por que o sangue e.. por que ele quase entrou em coma? — August mordeu a parte interna de sua bochecha esperando mais uma resposta do médico.

 

— Overdose. Ao que parece ele acabou misturando muitas drogas e o organismo dele não conseguiu suportar tudo isso, e acabou descarregando tudo no corpo dele. Mas não se preocupe, ele está bem agora, desde que fique longe de qualquer tipo de entorpecente. — O médico tranquilizou August, que apenas assentiu com a cabeça e novamente acompanhou com o olhar o médico sair da sala.

 

Ele olhou para a cama a onde Devon dormia sereno, como se nada daquilo tivesse acontecido e não tivesse passado de um sonho ruim, então caminhou até mais perto da cama e se sentou ao lado do garoto, ouvindo o barulho da máquina indicando que seu coração ainda batia e proporcionando a ele uma tranquilidade sutil.

 

Encarou o rosto do garoto desacordado, não sabendo se desejava vê-lo acordado ou enforcá-lo por ser tão idiota e se encher de porcarias como ele fez na noite anterior.

 

— O que é que eu faço contigo, Devon? — Perguntou enquanto um sorriso involuntário brotava em seus lábios.

 

— Poderia me dar um beijo e aí eu ia acordar fingindo que eu era a bela adormecida, né? — O garoto que antes parecia desacordado falou, do nada, assustando August, que até levantou da cama e sufocou um grito.

 

— Lazarento, nossa senhora, Devon! — August levou a mão ao peito e respirou fundo tentando controlar-se do susto.

 

— Não podia perder essa, foi mal. — Devon sorriu na cama. Droga, ele ficava extremamente adorável quando sorria com os olhos.

 

— Garoto, eu deveria te matar! Tem noção do que você fez? Se eu ver você atrás de drogas de novo você vai parar no hospital mas é de tanta porrada que eu vou te dar, ta me entendendo? — August falava rápido enquanto se aproximava de Devon de forma ameaçadora.

 

— Relaxa... eu não vou fazer mais isso, eu só acabei exagerando um pouco.

 

— Um pouco? Escuta aqui seu filho da...

 

August não terminou a frase e a porta foi aberta, um rapaz com um terno de cor vinho em corte inglês entrou no quarto, olhando a cena com uma carranca.

 

— Oi irmãozinho. — Devon disse depois de um tempo, mas August permanecia imóvel. — August, se apresenta pro seu cunhado.

 

— O que? — August praticamente gritou e forçou-se a não socar a cara de Devon ali mesmo. Stephen riu.

 

— Eu sabia que isso ia acontecer, eu deveria ter te impedido de ir embora de casa, puta que pariu, você não cansa né, garoto? — Stephen disse e se aproximou da cama de Devon, cruzando seus braços.

 

— Eu... eu vou sair, ta bom? — August disse, porém sentiu a mão de Devon segurando seu pulso.

 

— Fica aqui, não tem problema, só vim ver o pivete mesmo... e te agradecer por não deixar ele morrer. — Stephen disse, August corou.

 

— Que isso...  não foi nada.. — Quase sussurrou.

 

— Ah, Stephen, para com isso, vai. Eu tô bem, olha, me sinto mais saudável que o Uisan Bolt.

 

— Cala a boca, Devon. Eu só passei pra te ver mesmo e me certificar de que estava vivo... e que Jack tem saudades.

 

— Jack? — August perguntou, não se tocando de que era uma conversa familiar e esquecendo completamente de que era de Stephen Park quem se tratava, simplesmente perguntou.

 

— Com ciumes? — Devon provocou e August mordeu sua língua enquanto encarava-o com um olhar fulminante.

 

— Jackson, meu filho de dois anos e meio. — Stephen explicou, ignorando o que Devon tinha dito.

 

— Deixa eu me divertir um pouco. — Park fez um biquinho.

 

— Cala a boca. — Stephen e August disseram juntos.

 

— Bom, de qualquer forma eu preciso ir, tenho hora, de noite eu passo aqui pra te levar pra casa se você já tiver recebido alta, até mais pivete, até mais August. — Stephen se despediu, recebendo um tchau em uníssono dos dois garotos.

 

— Então... agora você sabe do meu segredo.

 

— Que você tem uma doença que faz de você um gênio?

 

— Que? Não! Que seu número está marcado nos meus favoritos na lista de chamada.

 

August se limitou a sorrir diante daquilo que Park havia dito.

 

— Falando sério, um dia eu vou te matar, Devon. Olha as coisas que você me faz fazer. — Ele respondeu enquanto se sentava mais próximo do garoto.

 

— Obrigado... — Devon se ajeitou na cama e alcançou o rosto de August, acariciando-lhe a sua bochecha, o garoto mais uma vez enrubesceu e fechou os olhos ao ato do Park. — Eu não estaria aqui agora se tivesse ficado um minuto a mais lá... como... como soube que eu precisava de ajuda?

 

— Bom, eram cinco horas da manhã e eu vi como você saiu de lá do bar, só poderiam ser duas coisas: trote ou você falando que estava tendo uma overdose.

 

— Eu não tive bem uma overdose né, não foi bem assim, eu meio que...

 

— Fica quieto. Você precisa descansar, não preciso saber mais nada. — August moveu a mão de Park delicadamente de volta para o colo do garoto. — Seus pais devem chegar aqui em breve, não quero atrapalhar vocês então é melhor eu ir embora.

 

August estranhou o fato de Devon começar a rir.

 

— Não se preocupe, eles estão bem distantes... mas se você quiser ir, tudo bem, só que nunca se sabe, vai que eu começo a sangrar de novo e desmaio e não tem ninguém aqui pra chamar o médico e aí eu...

 

— Para de falar, por favor, para de falar! — August pediu. — Nossa, garoto você é muito chato!

 

— Obrigado, obrigado, eu sei disso.

 

Os dois garotos ficaram alguns minutos sem falar nada, só se encarando em um desafio silencioso pra ver quem ria primeiro, August perdeu mais uma vez e então Devon passou a repará-lo...  demais.

 

— Sabe qual é a melhor parte de perceber tantas coisas ao mesmo tempo?

 

— O que? — August limpava as lágrimas causadas pelo riso do canto dos seus olhos.

 

— Eu consigo reparar que você fica adorável de todos os jeitos possíveis.

 

August se calou, o seu sorriso se fechou e ele baixou a cabeça diante da fala do garoto mais velho, Devon pegou em seu queixo e o obrigou a encará-lo, por Deus, como ele queria beijá-lo naquele momento... e o faria, se não tivesse ouvido uma voz anasalada anunciar o seguinte:

 

Senhor Devon, seu tempo de visitas chegou ao fim.

 

E então, se despediram de um modo sem graça para ambos e August foi para a casa enquanto Devon tomava mais um medicamento em sua veia para dormir, a única coisa que ele queria era sair daquele hospital logo, o garoto tinha muitos planos em mente pra por em prática, e agora, havia conseguido mais um, e pelo que se conhecia, sabia que não ia desistir até que tivesse concluído cada um deles. 

 


Notas Finais


Não revisei nem betei, só fui, desculpem qualquer errinho com nomes e tudo mais, é nois k fecha catioro.

varias danadinha no contatinho do pai


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...