História Youth - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, JR, Mark, Youngjae, Yugyeom
Tags Jark, Lá Vamos Nós, Markson, Primeira
Exibições 97
Palavras 3.740
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Esporte, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Saiu tarde, mas saiu

enjoy.


P.S: O nível de doce desse capítulo é altíssimo eu aconselho que vocês tomem insulina antes de terminarem :>

Capítulo 6 - 6


 

Aleluia acabaram as provas agora estávamos indo para a escola ajudas nos clubes, faltava pouca coisa para finalizar os preparativos do baile, Jinyoung me deixou encarregado de cuidar da venda dos convites e acho que eu nunca tive que conversar com tanta gente.

- Mark, eu preciso de dois convites.

- Dez wons.

- Ta na mão.

Desde sempre a escola tinha a política de bancar o baile se os alunos formandos pagassem pela própria formatura, sendo assim cada convite era vendido por cinco wons e a colação ficava a critério do número de vendas dos convites. Os calouros como eu e Jae não podíamos comprar um convite mas podíamos ir se algum formando nos convidasse como Jinyoung ou Jaebum.

Depois de vender todo o primeiro lote voltei, ou melhor tentei, voltar para o clube. Era tanta pessoa me parando no corredor que eu não fazia ideia que tinha uma galera em peso nos terceiros anos. Imagina se liberassem isso para todo o ensino médio?

- Mark, era você mesmo que eu queria ver.

- O que foi?

- Preciso de dois convites.

- Foi mal os meus acabaram, acho que Hyungwon ainda tem, ele está no corredor dos segundos.

- Obrigado.

Passei pelo corredor da natação correndo, nunca vi tanta gente querendo tanto ir a um baile. Entrei no ginásio fechando a porta atrás de mim.

- Ai eu não quero voltar lá, ainda bem que acabou.

- Então eu tenho uma má notícia.

- O que foi?

- Eles abriram o baile para o ensino médio inteiro e para alegrar ainda mais, as pessoas podem trazer um acompanhante de fora.

- QUE? – Por que comigo divindade maior?

- Isso mesmo, desde o ano passado tinha calouro reclamando que não conseguia ir ao baile e coisa do tipo. Então esse ano eles resolveram abrir para todos e já que todos poderiam comprar os convites eles liberaram acompanhante se não já viu né, só iria vir a gente mesmo.

- Eu não acredito.

- Não fica assim, eu não te troquei Markiezinho, ainda vamos juntos.

- Aigoo não é isso é que agora eu vou ter que ir para o corredor dos primeiros.

- Isso mesmo.

Me joguei no banco ao lado da porta colocando o dinheiro das vendas na mesa e esperando Jin me dar a outra leva de convites.

Eu poderia ficar aqui falando e falando mais de como foi vender os convites mas foi só isso mesmo vender convites, o dia inteiro. INTEIRO. DIA. TODO. ELE.

Eu só queria chegar em casa e descansar, se possível dormir até o dia do baile, começava a inventar desculpas mirabolantes para não ter que ir, mas eu sabia que se por acaso eu não fosse seria melhor planejar minha morte, do contrário Jinyoung nunca me perdoaria.

Cheguei em casa largando minha mochila no hall e caminhando até a cozinha.

- Mark, ainda bem que chegou. Aonde esteve?

- Estava na escola ajudando com o baile, eu te disse mãe.

- Disse? Devo ter me esquecido. Bom já que chegou eu e seu pai vamos sair para jantar. Não sei se vamos voltar hoje. Deixei dinheiro na mesinha do telefone pede uma pizza, vê com Joye.

- Falando nisso aonde ele está?

- Na casa de Jackson. – Engoli seco... É O QUE?

- Ah... Sim.

- Seu irmão está tentando ser amigo dele, por que você não tenta também, ele parece um menino muito bom e muito bonito.

- Pode parando mãe. Não vamos começar com isso de novo.

- Tudo bem então. Tchau.

- Tchau.

Fui para meu quarto e aproveitei para tomar um banho. Estava contra uma luta interna entre ir até a casa de Jackson chamar meu irmão ou esperar sua boa vontade de voltar para casa. Joye por que tão complicado?

Após o banho me sentei na sacada em frente a janela de Jackson, estava fechada e tudo lá dentro estava escuro. Procurei pelas outras janelas alguma luz que indicasse que havia alguém ali e encontrei a janela da sala, eu não conseguia ver direito mas Jackson e Joye pareciam entretidos em jogos. Se estivesse enxergando bem se eu não fosse buscar Joye ele não voltaria tão cedo.

Engoli toda minha insegurança enquanto descia as escadas e um nervosismo passou pelo meu corpo quando coloquei o mão na maçaneta. Eu só ia do outro lado da cerca chamar meu irmão para comer, só isso, eu nem precisava falar com Jackson mais do que um “oi, meu irmão está ai?”. Ok eu já tinha saído de casa agora eu só tinha que dar mais trinta passos e bater na porta. Ok Mark? Ok.

Mesmo que na minha cabeça fosse algo muito fácil, para o restante do meu corpo parecia uma missão impossível, eu já estava a quase quinze minutos na frente da porta sem me mexer, sem quase respirar, pensando se eu batia ou não, se eu voltava correndo para casa e mandava uma mensagem para Joye para ele voltar para casa, mas por outro lado eu queria ver Jackson, eu queria que ele viesse me atender com aquele sorriso bonito, aquele cheiro maravilhoso e aquele sotaque que me fazia tremer.

Bati na porta de olhos fechados e me concentrei nos passos que ouvia dentro da casa, só abri os olhos quando senti a claridade em minha frente.

- Mark? Oi.

- O-oi. – Droga. Por que Jackson Wang tem que andar por ai sem camisa?

- A que devo a honra?

- Eu vim chamar o Joye.

- Ah sim. Joye o Mark está aqui. – Jackson gritou mas não teve resposta então ele entrelaçou nossos dedos e me puxou para dentro da casa.

Fomos caminhando até a sala onde Joye estava jogado no chão jogando qualquer coisa.

- Joye. – Dessa vez eu que falei chamando a atenção dele para mim.

- Mark? Quando chegou?

- Agora, a mãe saiu e deixou dinheiro para comprarmos comida. O que vai querer?

- Pizza.

- Então vamos.

- Mark por que não fica? – Jackson disse se virando para mim e só naquele momento eu percebi que nossos dedos ainda estávam entrelaçados, minha mão formigava e eu me sentia constrangido como na primeira vez.

- Eu... Eu não posso. – Senti ele fazendo um carinho em minha mão e fechei os olhos.

- Não pode ou não quer? – Sua voz saía como um sussurro.

- Não que... Não posso. – Suspirei seguindo o mesmo caminho da porta.

- Mark espera.

Joye ficou no mesmo lugar que estava ainda jogando o que quer que fosse.

- O que foi Jackson? – Já estávamos na porta, eu encostado no batente e ele me olhando daquele jeito que me tirava tudo.

- Eu queria que ficasse. Podemos pedir pizza também.

- Não acho uma boa ideia.

- Mas eu acho. – Seus dedos deslizavam pelo meu rosto vez ou outra apertando calmamente minhas bochechas, passando o polegar em meus lábios.

- Jackson eu tenho que ir. – Minha voz parecia mais um sussurro.

Ele não me respondeu continuou acariciando meu rosto e eu sentia o calor do seu corpo cada vez mais perto de mim. Luzes de faróis passaram rápidos por meus olhos mas eu não me importei, continuamos no mesmo modo, Jackson só me fazendo carinho e eu cada vez mais entregue.

- O que está acontecendo aqui? – Arregalei os olhos e virei para a rua Yugyeom nos observava da escadinha da varanda. Me soltei de Jackson rápido.

- Ah é você Yugyeom.

- Sim amor sou eu mesmo.

- Jackson eu... Eu tenho que ir. Fala pro Joye que se ele quiser pizza quente é melhor ele correr.

Passei por Yugyeom sentindo seu olhar me fuzilar, meu peito doía em batidas do meu coração assustado, corri para a casa batendo a porta assim que entrei e me encostando na mesma. Fechei meu olhos apenas para lembrar com clareza dos toques de Jackson.

 

**

 

Na noite passada Joye acabou pedindo pizza mesmo mas eu ainda estava absorto em pensamentos demais para comer. Sempre que eu lembrava do toque eu sentia passar por mim uma corrente elétrica. Estava tudo estranho demais. Bom. Naquele dia eu iria buscar meu terno e minha máscara. Com tudo que tinha acontecido na noite passada eu mal lembrava do baile mas a mensagem no meu celular de manhã, não me fazia esquecer.

 

“Markiezinho, não esquece de pegar seu terno e máscara. Amo você. Jinjin.”

 

Sorria sempre que Jinyoung tentava ser fofo, é que não era muito a praia dele ser um amorzinho mas quando ele tentava chegava a ser cômico. Levantei morrendo de sono e fui até o banheiro fiz minha higiene e arrumei o cabelo do melhor jeito possível. Tirei minha roupa de dormir ali mesmo e voltei para o quarto só de cueca, estava procurando algo para vestir quando ouvi assovios vindo da janela e só então notei que as cortinas ficaram abertas e agora Jackson estava me vendo de cueca bem ali. Me joguei para o lado caindo na cama e ouvi sua risada.

- Tudo bem Mark eu não vi nada demais. – O ouvi falando antes de fechar a janela. Eu queria enfiar minha cara num burado? Talvez.

Desci as escadas ainda vermelho de vergonha e Joye me olhava daquele jeito de irmão.

- O que foi maninho?

- Nada. Estou bem.

- Ta bom. Quer café?

- Sim. – Me esparramei na cadeira tomando o café que ele colocou na minha frente.

- Dormiu bem?

- Eu sempre durmo bem o que eu não faço bem é acordar mesmo. – Joye rio.

- Vai fazer alguma coisa hoje?

- Sim. Buscar meu terno e minha máscara para o baile.

- É amanhã já né?

- Sim. E eu ainda estou querendo não ir.

- Para com isso. Olha, Jin é seu melhor amigo e ele quer passar esse último momento com você, pensa nisso, ele poderia chamar o Chang mas não ele quer que VOCÊ vá com ele. Você é especial para ele maninho.

- Sim... Porra Joye agora estou me sentindo um amigo ruim.

- Jamais. E pensa pelo lado bom.

- Jackson não vai.

- Como sabe que ele não vai?

- Ontem, quando eu ainda estava lá ele me disse que ia com uma menina do terceiro mas ai ela ficou doente e ele não vai mais. Pelo menos até ontem ele não ia.

- Ufa. – Respirei aliviado.

- Não mente para mim maninho eu sei que queria que ele fosse. Vai que rola um beijo a meia-noite quando as máscaras caem.

- Para com isso imbecil. Quer ir comigo buscar o terno.

- Sim.

Joye e eu saímos em direção ao centro. Jin fez questão de escolher meu terno a mão e nem eu mesmo sabia como ele era, mas quando cheguei na loja e o vi agradeci aos céus pela boa mão que meu amigo tem, o terno era ridiculamente lindo. Preto com detalhes dourados e a máscara era preta também, meio fosca, era de amarrar atrás da cabeça e isso fazia ela parecer bem mais sofisticada.

Já em casa eu ainda admirava aquela máscara ela era tão linda pena que eu teria que devolve-la. Só naquele momento eu percebi que, muita coisa poderia acontecer depois que eu a colocasse.

 

**

 

Na manhã seguinte acordei com o sol no meu rosto, abri os olhos encarando o teto e levando um tempo para lembrar de que aquele era o dia do baile. Me sentei na cama pegando o celular perdido no meio das cobertas. Várias mensagens.

 

Jaenie ♥

 

“Mark hyung é hoje o dia e eu estou nervoso. Como você está?”

“Bom dia Jae. Eu estou normal, nunca fui à um baile mas como vou com Jin está tudo normal para mim.”

“Jackson vai?”

“Segundo meu irmão não ele não vai.”

“Como seu irmão sabe?”

“Longa história te conto mais tarde.”

“Ok. Até Mark hyung.”

“Até.”

 

JinJin ♦

 

“É melhor estar pronto para hoje.”

“Sempre estou Jin. E você está nervoso?”

“Não. Estou mais ansioso que nervoso. E um pouco triste.”

“Triste?”

“Sim. Afinal de contas esse é meu último baile.”

“Eu tinha me esquecido disso.”

“Não vamos falar disso, não quero que o dia seja triste hoje.”

“Verdade. Bom eu vou comer e te vejo mais tarde.”

“Até <3”

“<3”

 

Desci as escadas depois de vestir um moletom velho de Joye.

- Hey isso é meu.

- Não depois que foi embora irmãozinho.

- Você é o irmãozinho aqui.

- Calado. – Me sentei na bancada.

- É bom saber que meus bebês estão de bom-humor. – Minha mãe entrou na cozinha para reabastecer a caneca grande de café do meu pai.

- Onde está o papai?

- Resolvendo coisas da empresa no escritório, acho que por hoje ele não sai de lá. Vocês conhecem o pai de vocês.

Eu e Joye acenamos positivamente.

- É hoje o baile não é Mark? – Acenei positivo.

- Meu Deus que tipo de mãe eu sou. Havia me esquecido completamente.

- Não precisa desse alarde todo mãe, como eu disse eu vou com Jin. Não é como se estivéssemos namorando.

- Mas se fosse o...

- Joye Tuan, se você falar alguma coisa que tenha a ver com o Wang eu peço pro pai te deserdar e dessa vez eu estou falando sério.

Joye levantou as mãos em rendição e eu tomei mais um gole de café.

- Por acaso você gosta dele filho?

- Não mãe, eu não gosto do Jackson.

- Gosta sim mãe. Tinha que ver ontem quando foi me chamar lá. Parecia um bobinho apaixonado.

Me levantei seguindo no corredor.

- PAAAAAI. TIRA O JOYE DO TESTAMENTO. – Ele correu atrás de mim com minha mãe e me derrubou no sofá me fazendo cócegas.

- Para com isso Joye. – Disse sorrindo.

- Maninho eu só quero seu bem. Está escrito na sua testa que gosta dele.

- Mas ele namora.

- Aquela girafona? Eles nem combinam. Sabe quem combina com ele? Você.

Joye deu um beijo na minha testa e levantou no sofá e ali eu fiquei absorvendo o que ele havia me dito.

 

**

 

Já estava de banho tomado e encarava o terno em cima da cama. Era o baile, quanto eu não pensei em ir no grande baile da escola quando estava na oitava série, eu achava que seria tão diferente, que quando eu fosse no baile seria com o cara certo, que eu o beijaria a meia-noite e que no último jogo ele me pediria em namoro. Então eu iria para a faculdade e ele também. Realizaria meu sonho de ser engenheiro e teria um namorado atleta, muitas coisas eu achava que seriam diferentes quando eu era mais novo. Acho que a única coisa que eu ainda tinha em mente era me tornar engenheiro, nunca havia ido ao baile, agora que eu iria não era com alguém que eu fosse me casar no futuro, eu não tinha um namorado e a cada dia que se passava achava mais ainda que eu morreria sozinho porque a única pessoa que eu gosto está presa num relacionamento com um doido. Fiquei pensando em como aquilo tudo seria cômico se não fosse trágico e mais trágico seria eu não poder me divertir cem por cento no baile daquela noite pelo simples fato de que meu melhor amigo estava pronto para ir embora do país. Suspirei e comecei a me vestir.

 

                                                                JinJin ♦

 

“Está pronto Mark?”

“Estou terminando de me arrumar.”

“Estou indo para sua casa. Carona com o maninho” – Jin mandou uma foto no carro com Jaebum, sorri, eu sentiria tanta falta desses dois. Ficava cada vez mais difícil acreditar que meu amigo de anos estaria indo embora em pouco tempo.

Já estava pronto e nervoso sem saber ao certo por que. Olhava-me no espelho toda hora, arrumava sempre um fio de cabelo que queria escapolir. Meu coração deu um pulo quando eu ouvi a campainha tocando, antes de sair deu uma ultima olhada pela janela Jackson estava ali deitado na cama mexendo no celular, ele não me viu. Apaguei a luz e desci.

Meus pais e Joye estava na escada me esperando e Jin parado na porta, estava parecendo cena de filme adolescente e eu não pude deixar de sorrir.

- Isso está parecendo cena de filme.

- Verdade. Bom vamos?

- Sim. Tchau vocês.

- Tchau Mark, juízo em, vocês dois.

- Ta bom tia Dori.

Entrando no carro de Jaebum vi que eles tinham passado antes na casa do Jae e o menino não se aguentava de nervoso no banco do passageiro.

- Oi vocês.

- Oi Mark hyung.

- Oi Mark.

Eu e Jin nos sentamos nos encarando e encarando os dois a nossa frente, antes de Jaebum dar partida no carro ele acariciou a mão de Jae que se encolheu no banco de vergonha. Eu e Jin no banco de trás parecíamos duas garotinhas sussurrando vários.

“Ai mds que fofo” “que lindo esses dois” “ai meu coração” “o shipp é real”.

O caminho foi todo em silêncio, as vezes alguém puxava um assunto mas ele morria pouco tempo depois. Tudo parecia estranho se fosse um tempo atrás estaríamos fazendo a maior algazarra no carro, eu não sabia se era a maturidade batendo ou se era o nervoso de tudo acabar.

- Chegamos.

Todos saímos do carro e Jaebum o trancou. Ele e Jae entraram antes já que eu e Jin tínhamos mais alguns ajustes.

- Bom estamos aqui.

- É. Último baile?

- Último baile.

Ele amarrou minha máscara e eu fiz o mesmo com ele, entramos.

O ginásio estava tão lindo e eu me sentia orgulhoso por ter ajudado a montar tudo aquilo, a luz baixa e a música pop fazia todos aqueles adolescentes se acabarem na pista de dança. Eu e Jin pegamos algo para tomar e ficamos dançando perto da mesa mesmo. Mesmo que eu achasse que só uma máscara não fosse mudar o rosto de ninguém acho que misturar isso a meia luz fazia toda a diferença, eu mesmo não reconhecia ninguém naquele lugar.

- Mark vamos dançar.

- Sabe que eu não sou bom em danças.

- Eu também não.

Jin me arrastou para pista e começamos a dançar, eu me divertia como quase nunca, sentíamos a música e toda a atmosfera parecia diferente.

- Eu sei que a dança está muito boa, mas o que acha que espionar seu irmão?

- Nossa Mark, como você é um fuxiqueiro. Vamos.

Então saímos pela nossa procura pelo casal maravilha. Não demorou muito para que os encontrasse em um lugar mais afastado, ambos com suas máscaras e Jaebum de mãos dadas com Jae. Eles falavam alguma coisa que não podíamos ouvir e depois do que pareceu um sermão de conversa Jaebum beijou Jae. Eu Jin quase, quase mesmo gritamos de emoção, voltamos para dentro correndo parando assim que entramos no ginásio.

- Ok, agora eu posso ir embora em paz.

- Estou muito feliz por eles mas acho que seu comentário foi desnecessário.

- Markiezinho já conversamos sobre isso, eu vou, isso não tem que ser mais complicado.

- É você tem razão.

- Sempre tenho.

- Não começa a se achar.

O relógio apontava onze e meia quando Jinyoung sumiu, uma hora ele estava ao meu lado e depois ele não estava mais. Fiquei sentado perto da cesta de basquete olhando para cima. Seria tão legal que Jackson estivesse aqui, se viéssemos juntos.

- Voltei.

- Onde foi?

- Chang chegou, ele saiu mais cedo do baile dele para dançar a última música comigo.

- E eu?

- Você não vai ficar sozinho. – Jin disse e saiu, naquele momento eu queria levantar e ir embora mas nem isso conseguia, peguei mais um pouco de ponche e voltei a me sentar. Era onze e quarenta e cinco dali quinze minutos as máscaras iriam cair e algumas pessoas iriam se surpreender com todas as trocas que eu vi acontecendo.

- O que faz ai sozinho quando todo mundo está dançando?

Olhei para cima e um cara estava me olhando. Seu terno era cinza, um cinza escuro muito lindo e sua máscara era branca com algumas manchas pretas, eu não sabia quem era mas estava muito bonito.

- Meu amigo, me abandonou.

- Quer dançar?

- Mas eu nem te conheço.

- É só uma dança.

Levantei pegando na mão do desconhecido e indo para o meio da pista. Jin olhava para mim sorrindo enquanto dançava com Chang e eu o olhava com um rosto curioso.

“que foi?”

“nada, aproveita ai.”

Jin fez um joinha e voltou a conversar com Chang.

Sua mão tocou minha cintura e eu instintivamente me arrepiei, pousei minha mão em seu ombro e ele entrelaçou nossos dedos. Tremi quando ele chegou um pouco mais perto grudando nossos corpos. As luzes no ginásio me lembravam a festa na casa de Jaebum. Nossos corpos indo para um lado e para outro. Não lembro a hora que deitei minha cabeça em seu ombro e fechei os olhos, eu me perdia em seu cheiro e queria abraça-lo, não deixá-lo fugir. Não dessa vez.

- São onze e cinquenta e oito.

- Temos mais dois minutos.

- Sabe o que isso me lembra?

- O que?

Ergui minha cabeça e olhei em seus olhos, sorri, sem me afastar não dessa vez, não só por ter me enganado direito, sorri mais abertamente e colei nossos lábios. Não era rápido mas era carregado de afeto, ele prendeu nossos corpos mais ainda e eu soltei um gritinho quando ele apertou minha cintura.

- É meia-noite. – Eu disse em sua orelha o fazendo arrepiar.

- Hora de tirar a máscara.

- Não precisa, eu sei bem que você é.

- Sabe?

- Sim. Você pode esconder seu rosto, mas não pode mudar seu cheiro, muito menos o seu beijo e outra coisa que você nunca vai conseguir mudar é como eu fico quando você está perto.

Jackson me abraçou e eu soltei sua máscara apenas para olhar em seus olhos. Ele sorriu e voltou a me beijar, a música ainda tocava, nós ainda dançávamos e eu sorria, sorria porque a única coisa que eu queria era que ele estivesse ali, comigo. E ele estava.

- Quando descobriu? – Sorri.

- Quando me olhou nos olhos, foi do mesmo jeito quando nos beijamos a primeira vez. – Ele sorriu.

- Tudo está perfeito agora. – Descansei minha cabeça em seu ombro, sentindo seu cheiro. Será que eu poderia ficar ali para sempre?



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