História Youth - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, JR, Mark, Youngjae, Yugyeom
Tags Jark, Lá Vamos Nós, Markson, Primeira
Exibições 90
Palavras 2.694
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Esporte, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


A tia demora, mas a tia chega.

Capítulo 7 - 7


Se eu pudesse descrever para vocês o meu sorriso, seu vocês pudessem saber como eu estou. Tudo parecia mais feliz quando eu acordei, parecia que tudo estava em seu devido lugar. Me sentei na cama coçando meu olhos e observando o ambiente ao meu redor, acho que eu nunca fiquei tão feliz em acordar. Flashs da noite anterior passavam pela minha cabeça e eu ainda me arrepiava quando lembrava dos toques de Jackson em minha pele, foi tudo tão bom que eu me esqueci por um momento que ele era comprometido e que eu... Bom, no momento eu não era ninguém.

Desci as escadas ainda sorrindo.

- Bom dia maninho.

- Bom dia Joye.

- Hmmm, esse sorriso ai tem nome?

- Jackson.

- Então deu certo ontem?

- Como assim deu certo?

- Bom se está sorrindo é porque algo bom aconteceu. Pode agradecer à mim e ao Jinyoung depois.

- Então foram vocês?

- Sim.

- Como?

- Pedi para Jin me dar um convite extra e no dia que eu fui na casa de Jackson e ele me contou que não iria mais eu dei a ideia e ele aceitou. De nada.

- Se não tivesse sido tão mágico eu quebraria você.

- Não quebraria não maninho. E eu só quero te ver feliz.

Joye beijou minha testa e saiu da cozinha. Ali eu fiquei olhando pela janela da cozinha e lembrando de tudo que aconteceu depois do baile.

 

“- Mas se quiser ir embora agora, pode ir.

- Eu não quero Jackson, eu quero ficar.

- Por causa do ponche ou por causa de mim?

- Pode ser por causa dos dois?

Jackson sorriu e beijou minha bochecha, me afastei um pouco dele e o olhei nos olhos mordendo o lábio.

- Que foi?

- Hoje está sendo incrível Jackson, mas, você ainda tem o Yugy e ele ainda me odeia.

- Não pense nele, nem pense nisso por favor não hoje.

- Mas eu não posso ignorar isso. Sabe, eu gosto de você mas eu não posso ficar esperando sua boa vontade de dar um fim com Yugyeom.

- Não vai precisar esperar.

- Terminou com ele por acaso?

- Não mas...

- É disso que se trata, você diz que quer terminar com ele, mas nunca termina e ai ficamos nessa de chove e não molha, eu... Eu tenho a minha vida, eu tenho minhas coisas e agora a escola está acabando, eu só tenho mais um ano para colocar toda a minha vida nos eixos e tudo estava certo, estava correndo muito bem até você chegar... Eu já tinha traçado em mim todo meu futuro, sair da escola, entrar na SeoulTech, me formar e seguir minha vida mas ai você chegou e eu me desconcentrei todo, e agora eu não sei mais o que eu quero no futuro... Por que sempre que eu paro para pensar, eu já não vejo mais a SeoulTech, ou eu e meu diploma de engenharia, eu só vejo eu e você. Eu não sei o que fazer mais.

Jackson me abraçou, não como na noite do primeiro beijo ou como no baile ele me abraçou querendo cuidar de mim, me fazendo acreditar que ali no abraço dele tudo estava bem e eu não tinha que me preocupar.

- Não fica assim Mark. – Acariciou meu rosto. – Eu vou dar um jeito ok? Eu vou mudar as coisas você vai ver.

- Eu vou esperar Jack... Mas eu não posso esperar para sempre.

Deixei um beijo em seus lábios e segui o caminho de casa. Eu estava feliz, estava muito feliz com o rumo que nosso “relacionamento” tomou mas eu não queria ficar entre ele e Yugyeom o resto da minha vida e eu me dispersava dos meus próprios objetivos por causa disso e isso começava a me afetar.”

 

**

 

“Se arruma ai, hoje é a noite do jogo.”

“Jin, pelo amor de Deus olha que horas são.”

“Tarde, eu não sei porque você está dormindo.”

“Não queria ficar pensando e resolvi dormir.”

“Se arruma vamos no jogo, é o último jogo e Jaebum vai passar a braçadeira.”

“Estou me arrumando.”

 

Levantei da cama coçando os olhos, era quase nove horas da noite. Entrei no banheiro tomando um banho quente e aproveitando para relaxar os músculos.

Me arrumei e desci encontrando Joye no hall entrando em casa.

- Aonde estava?

- Fui dar uma volta e você aonde vai?

- Hoje é o último jogo do Jaebum e ele vai passar a braçadeira de capitão do time.

- Ah, eu queria ir.

- Vamos. Jinyoung consegue te colocar para dentro.

- Então vamos.

Eu saí e Joye foi pedir a chave do carro para o nosso pai. O caminho foi calmo não tínhamos nada para falar a não sei aquela sensação de sempre aquilo teria fim.

- Mark, vai ficar calado o caminho todo mesmo?

- Eu estou preocupado com o Jin.

- Preocupado ou com medo de ficar sem ele?

- E se ele me esquecer? Se ele não mantiver contato? Se ele encontrar outros amigos?

- Não viaja maninho. Ele nunca vai esquecer você.

- Assim espero.

Chegamos na escola estacionando o carro em qualquer vaga por ali. Andamos até a quadra, encontramos Jin acenando para nós de um dos lugares da arquibancada.

- Eu pensei que não vinha Markiezinho.

- E perder o o jogo do Jaebum? Não.

- Então foi por isso que veio?

- Por que mais seria? – Jin me deu um soco no braço e nos sentamos, ele e Joye ficaram conversando e eu fiquei observando a quadra enquanto Jae não chegava.

 

**

 

- Vai começar, vai começar. – Jinyoung mal se continha no lugar, eu não sabia se ele estava mais feliz por ser jogo do irmão ou por estarem jogando contra o time da escola de seu namorado.

- Fica quieto Jinyoung e larga meu braço. – Joye pediu e eu comecei a rir. Jae estava chegando e se sentou ao meu lado antes do apito inicial do jogo.

- Demorei mas cheguei.

- Pensei que não vinha. Último jogo do Jaebum sabe?

- Já conversamos sobre isso, ele vai embora e vai ser difícil mas, basquete é o sonho dele.

- Vocês nem começaram e já estão assim.

- Foi uma escolha nossa, ele disse que ficaria se eu quisesse mas eu sei que as condições para ele lá são bem melhores. O sonho dele sempre foi ir para Columbia eu não teria nem o direito de pedir para que ele ficasse aqui por minha causa. – O abracei secando seus olhos. – É só mais dois anos e eu vou encontrar ele.

- Tudo vai dar certo Jae.

- Assim espero.

Ouvimos o apito inicial e tudo ficou em silêncio todos nós observávamos a quadra, o deslizar dos tênis, a batida da bola no chão, tudo parecia mais intenso, até os gritos dos técnicos e as reclamações dos jogadores. Minha mente vagava para um ano antes, quando em uma noite como essa eu estaria em casa pesquisando meios e mais meios de entrar na minha universidade dos sonhos e eu não me preocupava em estar no último jogo ou ir ao último baile porque eu sabia que no ano seguinte eu teria tudo outra vez, mas agora não, agora vai ser a última vez que eu vou ouvir Jinypung vibrar com a cesta de três pontos do irmão, ou que eu vou ouvir Jae suspirando apaixonado toda vez que Jaebum olha para a arquibancada e seria a última vez que eu veria Jaebum carregar o time como o bom capitão que ele é. Pensando assim eu deveria ter sido menos egoísta e ter sido mais participativo com meus melhores amigos, afinal de contas agora não tinha mais volta, depois do apito final eu iria ter que deixa-los ir.

O jogo seguia calmo, nosso time estava ganhando e eu me sentia feliz observando o sorriso dos meninos em quadra, ainda mais quando Jackson olhava em minha direção e eu ficava vermelho de vergonha mas achava fofo de sua parte.

No meio do jogo senti o peso de um olhar sobre mim, olhei na direção oposta e lá estava ele a pessoa que me fazia entender que eu ainda não podia ter Jackson comigo. Yugyeom estava praticamente me amaldiçoando em silêncio seu olhar tinha um peso horrível sobre mim e seu amigo olhava para Jae como se quisesse socar ele até a inconsciência. Ali mesmo dava para ver que o próximo ano talvez fosse ser o ano mais difícil.

Fui tirado dos meus pensamentos com o apito final e então tudo estava acabado, algumas pessoas comemoravam a vitória de nosso time e antes dos cumprimentos e de todos irem embora Jaebum pegou o microfone.

- Bom... Mais um ano se passou e esse é meu último – um coro de lamentação pode ser ouvido – Eu aprendi muito nessa escola, aqui que eu conheci meu amor por basquete, aqui eu encontrei meus melhores amigos e não só de time, mas meus melhores amigos para vida. Tudo tem um fim, nada é para sempre nem mesmo o ensino médio que as vezes parecem anos, tudo que mais queremos é ir embora, seguir nosso caminho, nossos sonhos, mas ai quando chega a hora de dar tchau você fica emotivo, chora – disse secando suas lágrimas – começa a sentir falta das pessoas antes mesmo de sair e começa a arquitetar consigo mesmo como vai fazer para rever as pessoas já que vai estar ocupado. E as vezes faz planos e planos com seus amigos, combinam até de ir para a mesma faculdade só para não se largarem, mas nós sabemos que não funciona assim, que é mais complicado que isso. Eu mesmo, eu vou para Columbia porque lá tem o melhor para mim, lá eu posso vir a me tornar um jogador profissional de basquete, mas eu sei que eu vou deixar muita coisa aqui, coisas que eu queria levar comigo, coisas que nem tiveram tempo de ser algo, mas que já era forte – olhou para Jae e piscou – algumas coisas que temos que abrir mão e olha meu irmão – olhou para Jin que secava as lágrimas – ele vai pro Japão, ele vai estar mais perto que eu dos nossos amigos, mesmo assim ainda vai estar longe e não era uma coisa que queríamos, nunca quiséssemos estar longe, mas para nossos sonho esse seria o melhor, qual é, eu também não queria ter que ir para um país tão longe e sozinho, mas infelizmente teve que ser assim, meu sonho se realizaria assim, e meus amigos entendem. Bom mas depois desse discurso emocionado sobre fim de aulas e se formar eu passo meu posto de capitão do time. Foi bom estar aqui, três anos aguentando esses malas, três anos superando todo mundo que não acreditava que nosso time fosse virar um campeão nacional de escolas e agora meu legado acabou... Foi difícil escolher entre os calouros, afinal de contas todos eles se mostraram bons no que fazer mas um deles se destacou mais que os outros e por isso merece a braçadeira. Bom sem mais enrolações para vocês calouros eu apresento o novo capitão. Jackson Wang.

Todos aplaudiram e Jaebum passou a braçadeira de capitão para Jackson que sorriu em minha direção.

 

**

 

- O que vamos fazer agora? – Jae sorria de mãos dadas com Jaebum.

- Bom, podemos ir ao cinema está cedo ainda e amanhã tem aula mesmo. – Ji propôs.

- Pode ser.

Entramos no carro do meu pai e Joye foi dirigindo. Acho que com o fim das aulas e as coisas tomando o rumo que tomaram nós tiramos um peso das costas e no carro estávamos nos divertindo como antes, parecia os velhos tempos. Antes de Joye ir embora, antes de tudo começar a mudar e eu estava gostando disso.

 

**

Entramos em casa ainda rindo de algo que Jinyoung disse no carro. Subi e dei boa noite para Joye, eu estava casado e só queria dormir. Já que agora estávamos oficialmente de férias, eu tinha coisas para fazer enquanto as aulas não recomeçassem. Já estava tirando minha blusa quando ouvi sussurros e olhei pela janela era Jackson, sorri e abri a janela. Nossas janelas eram perto o suficiente para conversarmos, falando um pouco alto mas dava para conversar.

- Indo dormir?

- Acabei de chegar.

- Onde estava?

- Com os meninos, saímos depois do jogo.

- Eu te procurei, você tinha sumido.

- O que queria.

- Te ver. – Sorri todo sem graça.

- Me viu o jogo inteiro.

- Eu queria te ver mais.

- Para com isso Jackson.

- É que você é lindo e eu não me canso de olhar.

- Vou contar para seu namorado que está me cantando.

- Outra coisa que eu queria dizer. Não tenho mais namorado.

- Terminou com Yugyeom?

- Sim. Já estava farto de manter uma relação pelos negócios do meu pai.

- Era tudo negócio?

- Nem sempre, no começo eu realmente gostava dele, mas depois meu pai me disse o real motivo para ter nos apresentado e eu comecei a ver que Yugyeom não era uma pessoa assim tão boa para mim.

- Como foi?

- Difícil, ele não é uma pessoa muito fácil de lidar.

- Entendo.

- Posso ir ai?

- Claro que não. Fazer o que aqui?

- Te ver.

- Já está me vendo.

- De perto.

- Hmmm... Não.

- Eu vou mesmo assim.

- Jackson não vá fazer o que eu estou pensando.

- Por que não?

- Você pode se machucar.

- Se eu me machucar, você cuida de mim?

- Não.

- Vai me deixar morrer?

- Talvez.

Se Jackson fosse mesmo pular de uma sacada para a outra e errasse o salto no máximo ele quebraria um braço, mas eu não queria que ele quebrasse era nada.

- Da licença pra eu pular.

- Não se atreva.

- Vou cair em você e machucar nós dois.

- Jackson.

- Vai Mark. Saí dai.

Me afastei para dentro do quarto e Jackson se apoiou no parapeito, meu coração batia forte dentro do peito, se ele caísse, se ele Deus me livre se machucasse sério. Pensando em coisas que poderiam dar errado eu nem notei quando ele pulou e pousou quase na minha frente.

- Pronto. – Dei um soco em seu braço. – Ai.

- Perdeu a noção?

- Só um pouco.

- Se você tivesse se machucado eu nem sei o que faria.

- Cuidaria de mim.

- Depois de te bater mais só se fosse.

- Não seja mal comigo.

- Preocupação não é maldade.

- Então se preocupa.

- Sim.

- Que bom.

- Mas o que queria tanto comigo?

- Te ver.

- Já me viu.

- De mais perto. – Puxou minha cintura colando nossos corpos.

- Já está perto.

Jackson massageou meu cabelo fazendo minha cabeça tombar para o lado deixando meu pescoço exposto.

- Mais perto ainda. – Senti seus lábios se perdendo ali e congelei ou amoleci, eu não lembro mais o que eu senti, só sei que fechei os olhos e deixei que ele continuasse aquele carinho gostoso. – Mark? – Arrepiei e respondi num sussurro. – Posso ficar aqui hoje? Dormir na sua cama? Com você?

- Ah.... Jackson... Ah... Pode.

- Que bom. – Sua mão adentrou por dentro da minha camiseta apertando minha cintura e arranhando minhas costas com suas unhas finas.

- E... Então vamos dormir.

- S... Sim.

Jackson se separou de mim e ficou rindo da minha cara ainda extasiada. Troquei de roupa no banheiro para que ele não visse mais do que já viu no dia da janela e me deitei. Jackson tirou sua roupa ficando só de cueca.

- O que está fazendo? – Perguntei vermelho.

- Assim que eu durmo.

Ele se jogou na minha cama me abraçando por trás e colando seu rosto ao meu.

- Boa noite Mork.

- Boa noite Jackson.

Antes de dormir senti os lábios dele passando pela minha nuca e logo senti um beijo na minha cabeça, apertei mais seus braços sorrindo e olhos fechados.

- Ainda bem que está aqui.

- Sempre vou estar.



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