História Youth - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Shawn Mendes
Personagens Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Emma Young, Esposade7, Shawn Mendes
Visualizações 119
Palavras 1.861
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


WHEN IT COMEEEEES 2U, COMES TO YOUUUUUUUUUU
Olaaaaá, tudo bem? (só eu que mentalizei a voz do cara do jornal?)
ai deus eu to muito cansada então apenas obrigada pelo carinho, comentários (principalmente) e favoritos, e espero que estejam curtindo Youth!
Fiquem aí com mais um momento Shemma yaaay
Boa leituraaaa x

Capítulo 16 - Chalé


Capítulo 15 - Chalé

Nervosa e receosa, mas com um brilho de aventura em seus olhos, Emma se aproxima do carro com apenas uma mochila nas costas. Uma grande mochila, na verdade, mas é bem menos do que imaginei para sua bagagem. Garotas não costumam exagerar nas bagagens, normalmente?

Bom, Emma não é uma garota qualquer, e muito menos uma comum. Nem sei porque ainda a comparo com as outras.

— Hey! — sorrio pegando sua mochila. — Como você tá?

— Me sentindo uma louca. Não sei como pude concordar com isso. — Sorrio, é exatamente essa a resposta que esperava dela.

— Você ainda pode desistir. — Digo, sabendo que ela não seria capaz de dar pra trás agora.

— É exatamente por isso que estou me sentindo uma louca: não consigo desistir. Vamos logo — dou risada e guardo sua mochila no porta-malas, junto com a minha mala. Entro no banco de trás logo depois dela e fecho a porta, dizendo a Carl para partir. Ele obedece de imediato.

— Tem tudo que precisa? — pergunto à ela.

— Hã, acho que sim... — ela para e pensa. — É, espero que sim.

— Fica calma, vai ser ótimo e tudo vai dar certo — a conforto.

— Estou confiando em você.

— Fico feliz por isso.

As próximas duas horas se resumiram em nós dois jogando papo fora, cantando as músicas da nossa rádio favorita e dormindo por alguns minutos. Acordamos ao chegar na pousada.

Era um lugar no estilo de fazenda, com chalés e alguns quartos interligados ao restaurante, nada típico do País. Aluguei dois chalés, um separado para Carl e outro maior para Emma e eu. Com duas camas bem afastadas e uma mini cozinha. Só espero que ela não se importe. Pessoalmente, não acho que vá, não tenho más intenções de qualquer modo, mas se ela causar um alvoroço por isso, posso ficar com Carl, sem problemas.

Nos dirigimos para a recepção, e depois de fazer o check-in e usar a identidade de Carl como responsável maior de idade, pegamos as chaves dos quartos. Emma não diz nada sobre a divisão deles, e prefiro nem perguntar sobre sua opinião; acredito que ela falaria se fosse um problema.

Ou eu estava só usando isso como desculpa, com medo de que ela diga que acha uma má ideia.

Ah, que seja.

* *

Eram por volta das oito horas. Carl, que estava na piscina até agora a pouco, está em seu quarto, e Emma e eu estávamos sentados à uma das mesinhas ao ar livre da pousada. Era um típico recanto rural do interior, afinal, estávamos mesmo no interior, mas era uma delícia. Estávamos tomando Coca-Cola enquanto encarávamos a noite com o céu limpo de nuvens, milhões de estrelas à vista, e a lua cheia estava escondida atrás de uma das árvores da fazenda. A noite estava absolutamente perfeita. Por mais que minha cidade seja do interior, é tão cheia de luzes e com uma proporção suficiente de poluição para nos impedir de ter uma vista dessas.

É inspirador, eu diria.

Emma está quieta e com a mente longe — para variar. Eu diria que seus pensamentos estão em nossa cidade, literalmente, no hospital.

— Em que está pensando? — pergunto.

Ela demora um pouco para responder e eu penso que vai me ignorar, mas solta respira fundo antes de responder, sem deixar de encarar um ponto fixo à sua frente.

— Na minha mãe — como eu imaginava. — Me sinto culpada por estar aqui enquanto ela precisa de mim.

— Ela tem assistência para qualquer coisa que precisar, não se preocupe. Aproveite, você precisa disso mais do que ela de você.

Um discreto suspiro lhe escapa. — É, eu sei. É mais fácil falar do que fazer.

— Não pense que eu não compreendo o que está passando, ok? Mas não quero que fique mal por ela também. É inútil essa preocupação toda, e essas "férias" duram pouco, logo estaremos de volta para nossa realidade, e então você vai se lamentar por não ter aproveitado. Confie em mim, sei o que falo.

Ela sorri. — Você tem razão.

— É claro que tenho. Vamos, está com fome?

— Hum, fome não. Mas estou um pouco entediada — admite.

Mesmo com essa vista incrível e ela do meu lado, eu também estou. Preciso de uma diversão.

— O que gostaria de fazer?

— Eu aposto que a piscina é quente durante a noite — ela sorri sugestiva.

— Vamos descobrir — me levanto da cadeira e tomo o resto de refrigerante do meu copo num gole só.

— 'Bora. Vou por um biquíni e te encontro lá em 10 mi... — a corto.

— Que biquíni o quê! Vamos assim mesmo. Ninguém vai notar.

— Ficou louco? Quer dizer, mais ainda?

Dou risada.

— Oh, não pense tanto. Apenas faça. Vamos — lhe estendo a mão.

— Shawn...

— Corta essa. Vem ou não? — ela revira os olhos.

Ela vai ceder, é lógico que sim.

— Tá, que seja.

Sorrio convencido com um misto de malícia. É inevitável.

Sigo na frente pela trilha de pedras até a piscina. Não há ninguém ali, o único garoto que ainda brincava aqui, já tinha ido embora quando sua mãe chamou. Tirei a camisa e estava me livrando da bermuda quando ela voltou a falar.

— E as toalhas?

— Nós pedimos depois.

— Vamos pegar uma friagem.

Reviro os olhos, jogando as roupas em cima de uma das espreguiçadeiras de plástico brancas e, colocando o relógio e celular por cima em seguida, mergulho sem hesitar na piscina. A água estava um pouco fria mas não demonstro isso. Seria capaz dela desistir de entrar na água.

— Para de enrolar, vem logo! — digo pra ela.

— A água tá fria?

— Nem um pouco.

Ela hesita. — Vira pra lá!

Bufo e me viro de costas pra ela, e mergulho mais uma vez. A piscina não é grande, mas é um tamanho bom, e também não é muito funda, até porque Emma não é tão baixinha assim, talvez uns sete ou dez centímetros a menos que eu. Quando volto à superfície, continuo de costas e poucos segundos depois o barulho do seu corpo se chocando na água é a única coisa que quebra o som de grilos por entre as árvores e todo aquele silêncio.

— ISSO TÁ UM GELO! — grita. Dou risada.

 — Ah, nem tá. Nada que passa.

— Eu vou te matar — não é nada ameaçador enquanto ela bate o queixo e eu só consigo rir mais, nadando pro outro lado da piscina.

— Tenta — desafio. Ela logo nota minha intenção.

Droga.

— Não vou contribuir para que suas ideias se realizem, Shawn — ela se orgulha ao ver minha cara de cachorro perdido.

— Ah, não sai não — peço quando ela começa a subir pela escadinha de três degraus na borda da piscina.

— Tarde demais. Não vou perder a viagem por causa de uma gripe, e você também não deveria.

Tento não encarar muito seu corpo, mas é uma situação bem complicada. Não que ela fosse tudo isso, mas a partir do momento que você gosta de uma garota, não tem essa de "perfeição padrão" e eu já sabia há tempos que estava criando sentimentos por dela. Não era tão difícil assim esconder, mas meus pensamentos sempre me traíam.

Ela não demorou para vestir seu shorts e sua camisetona, deixando a blusa transparente rapidinho e calçou os chinelos.

— Vou para o quarto, tomar banho e por uma roupa seca, você pode esperar uma meia hora? — assinto com a cabeça, não querendo demonstrar minha frustração. — Vai jantar?

— Mais tarde. Quando terminar, dá um toque no celular pra eu ir, ok?

— Tá bom. Aproveite a água fria — ela ri e toma seu caminho para o nosso quarto.

Fico ali, na água fria — não que me incomode tanto, mas meus planos estavam arruinados —, esperando a tal meia hora passar logo. Queria tomar um banho quente e comer alguma coisa cedo, já que amanhã já tinha o dia planejado e teríamos de acordar por volta das sete ou oito horas.

Quanto tempo será que ela demora pra se arrumar?

Quarenta minutos depois eu descubro, quando meu celular toca e eu saio da piscina que agora mais parecia o Oceano Glacial Ártico.

Estava com o punho fechado, pronto para bater na porta, quando Emma abre a porta e sai, quase esbarrando em mim. Percebo que ela está rindo e o telefone está em seu ouvido. Ela aponto pra ele e sai, caminhando em direção à sei lá onde e rindo escandalosamente.

Com quem está falando?

A pergunta fica martelando na minha cabeça até eu sair do banho com uma toalha pendurada no quadril. Emma está meio deitada em sua cama, com as costas parcialmente na parede e um livro no colo.

— Hey — digo, mas ela nem olha pra mim quando responde igualmente.

— Hey.

— O que está lendo? — pergunto como quem não quer nada.

Um dia.

— Um dia?

— É, um dia. De David Nicholls. Estou relendo pela terceira vez.

Desconheço, mas deixa quieto.

— Legal. Estava no telefone?

— Não, não — ela sorri, docemente irônica e eu acabo rindo de mim mesmo. Toma, idiota. — Lauren me ligou, estava preocupada comigo. Disse que eu estava estranha.

— Contou pra onde que está aqui? — pergunto ainda de costas pra ela, enquanto abria minha mala e fuçava nas roupas. Eu não devia ter deixado as cuecas em baixo de todas as roupas, agora vai ficar tudo revirado.

Nossa, parece uma garota falando.

Isso é algo que Emma diria?

— Sim. Ela surtou.

É, acho que sim.

— Nem é a cara dela fazer isso — debocho. Ela fecha o livro, colocando o marca página por entre as folhas e se senta de pernas cruzadas na cama.

— Ela acha que estamos namorando.

Reprimo o sorriso debochado que, automaticamente, quero exibir.

— E o que você disse?

— Que ainda não assumimos.

Me viro pra ela na hora.

— O quê?

Ela gargalha. — Calma, é brincadeira. Eu disse que somos ótimos amigos e que você está me ajudando a esquecer essa história da minha mãe. Ambos precisamos de um tempo e aproveitamos a folga do trabalho e o feriado pra isso.

— E ela acalmou?

— Disse que se você pisasse na bola comigo, ela chutaria seu saco na frente de toda a escola.

— Nossa — franzo a testa, surpreso. Não deixo de achar graça, mesmo que a ideia me estremeça. — Sua amiga me dá arrepios. No mal sentido — volto a mexer na mala e consigo encontrar uma cueca, finalmente.

— É. Eu não duvidaria dela, se fosse você.

— Que bom que eu sou um cavalheiro e não correrei esse risco — sorrio orgulhoso retirando uma calça jeans e uma camisa polo da mala. Fecho o zíper e a coloco de volta embaixo da cama.

Ela dá risada. — Claro que é. Se veste logo, estou com fome. Será que Carl vai comer com a gente?

— Não, ele não se mistura. É funcionário.

— Ah, não tem essa. Está te dando uma mão enorme, se seu pai soubesse que... — a corto.

— É, tá bom, mas está ganhando pra isso também. Carl não se mistura, ele nem gosta.

Ela revira os olhos.

— Tá, tá, se arruma logo, princeso.

Entro no banheiro e me visto rapidamente. Escovo os dentes, arrumo o cabelo com as mãos e passo a toalha nele como se estivesse secando o pelo de um cachorro e saio do banheiro. Calço meia e tênis e então, saímos do quarto.


Notas Finais


E as "férias" estão apenas começando hehehehehehe.
Bom, é isso por hoje, eu to bem cansada então não vou falar muita coisa aqui hoje, mas comentem por favor? Espero que estejam gostando.
Até logoooo xx Ju


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