História Youth - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Shawn Mendes
Personagens Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Emma Young, Esposade7, Shawn Mendes
Visualizações 188
Palavras 2.131
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi oiii, como vão?
Zaynte eu to meio revoltz ft sad hoje então não vou falar muito nem ficar brincando, como costumo fazer, mas espero que gostem desse cap, por mais sem sal que ele talvez esteja hihi. Logo melhora.
Obrigada pelo apoio, carinho e atenção que vocês me dão e dão a essa história, obrigada mesmo, sendo por comentários, favoritos ou apenas leitura mesmo.
Boa leitura!

Capítulo 18 - Dotes culinários


Capítulo 17 - Dotes culinários

Eram por volta das sete horas, e desde que chegamos no recanto, por volta das cinco, nem eu nem Emma havíamos saído do quarto. Ambos jogados em suas camas, ela lendo e eu encarando o teto e ouvindo música pelos fones de ouvido do celular. O clima não estava pesado, mas também não era muito confortável.

Eu só não entendi o por quê. Eu havia me machucado levemente, tudo bem, mas ela se divertiu, não foi? Então, qual o problema. Eu estava bem. Isso não era motivo para ela se chatear.

— Está com fome? Quer sair pra comer? — pergunto. Ela balança a cabeça lentamente sem desviar o olhar do livro. — Não está com fome ou não quer sair?

— Nenhum dos dois.

— Está bem?

— Uhum — murmura.

— Você está estranha — comento.

— Estou bem. O dia foi cheio, só quero ficar em paz — xii, "ficar em paz" vindo dela não pode ser uma coisa boa.

— Oh... quer que eu saia daqui?

— Não me importo.

Reprimo um longo suspiro. Odiava quando ela era seca assim, e para o meu azar, ela fazia isso frequentemente, mas na maioria delas, havia um motivo. Eu só não sabia qual era dessa vez.

— Bom, eu estou com fome. Acho que vou fazer alguma coisa na cozinha daqui mesmo.

Dessa vez, ela ergue o olhar do livro para mim com um misto de surpresa e descrença.

— Você cozinha?

— Cozinho — sorrio orgulhoso, mas diferente do que ela imaginava, não era por eu saber cozinhar, mas porque consegui a atenção dela pela primeira vez desde o incidente na cachoeira, e ainda, a impressionei.

— Uau.

— Agora vai querer comer? — arqueio a sobrancelha para ela.

— Hum, não. Agora muito menos — ela fala com um sorrisinho de canto, está brincando.

— Você vai mudar de ideia quando ver meu omelete de chocolate!

— Omelete de chocolate? Que horror.

— É ótimo, pra sua informação — cruzo os braços. — E eu vou fazer.

Ela ri, dando de ombros em um gesto metade-deboche, metade-desdém, ambos totalmente falsos. Ela mal podia se aguentar para provar dos meus dons culinários.

Acho que isso soou muito gay.

— Como quiser.

— Mas antes, preciso ir ao mercado. Vem comigo?

— Andar de carro com você de novo? Mas nem morta! — ela fecha o livro em seu colo e se senta direito na cama, com um traço claro de humor no rosto.

Pelo menos, eu consegui a animar novamente, e ela já deve ter esquecido seja lá o que estava a chateando. Isso, Shawn!

— Vem logo — eu dou risada, calçando meus tênis e pego a chave em cima do criado mudo. Ainda não havia devolvido-a ao Carl, mas ele não iria tocar naquele carro enquanto eu não precisasse mesmo, então tanto faz. À essas horas ou ele estava na cama, dormindo ou vendo televisão, ou na sauna.

Não me importava em saber.

* *

— Eu achei que seria só os ingredientes pro tal omelete de chocolate — Emma diz irônica ao se deparar com o carrinho de compras à minha frente. Ela coloca o refrigerante junto com os demais alimentos e eu sorrio.

— Eu disse que iria comprar os ingredientes pro omelete, mas nunca disse que seria isso.

— Ah, tá — ela ri. — E pra quê tudo isso? Vamos embora depois de amanhã.

— Eu sei, mas amanhã vamos almoçar aqui. O passeio é só à tarde.

— Ah. E é você quem vai cozinhar nesses tempos?

— Você que não vai ser.

— Que bom que sabe — ela lança uma piscadela e vamos para o caixa.

Pago por tudo, que nem era tanta coisa assim (apenas o necessário pro omelete e para o macarrão com molho branco que eu faria amanhã; maçãs, bolacha, uma caixinha de suco e refrigerante) e voltamos pra casa. Depois do surto de Emma no caminho até o sítio das cachoeiras, ela havia adquirido confiança em mim sobre os volantes, e agora estava tudo bem.

Voltamos para o recanto e eu peço uma frigideira na cozinha do restaurante, e, por incrível que pareça, os cozinheiros me emprestam com um sorriso. Voltamos para o chalé eu fui para a pequena cozinha do chalé. Comecei a preparar o omelete de chocolate enquanto Emma ficava na porta, ora olhando para a televisão, ora olhando pra mim.

— Omelete de chocolate, uh? Nunca ouvi falar disso.

— Provavelmente já existia, mas fui eu quem criei esse aqui, e é o melhor que você vai experimentar na sua vida — sorrio confiante.

— Ah é? Então foi você quem deu esse nome super original ao prato?

— É... não sou criativo com nome, apenas com receitas.

— Percebe-se — ela dá risada. — Que tal... omelate?

— Omelete? O quê? — franzo a testa enquanto mexo na penela, não deixando endurecer muito, nem queimar.

— Ome-la-te. Com a.

— Ah, omelate. Não, muito normal — ela revira os olhos.

— Olha quem fala. Hum... — pensa. — Omechocolate?

— Não! Que nome terrível — eu gargalho.

— Tá bom, tá bom — ela me acompanha nas risadas. — Choquelete?

— Choquelete? Fica uma coisa meio disquete, meio choque... — eu rio nasalado, me achando um idiota por discutir nomes para meu prato com ela. — Não é?

— Bom, é, mas não pode negar que é criativo.

— É claro — sorrio. — Tudo bem então, choquelete.

— Eu sou demais — sorri convencida e eu desligo o fogo.

— Muito modesta também. Aqui, experimenta — digo colocando o choquelete em um dos três pratos pertencentes ao chalé. Ela se encosta no pequeno balcãozinho entre a parede e o fogão de duas bocas e pega um pedaço com o garfo, assopra e come.

Ela faz uma careta muito mal feita enquanto mastiga e engole em seco, querendo me convencer de que estava horrível.

— Olha, eu diria que... — corto sua atuação.

— Você não me engana — sorrio.

— Eu nem terminei! Isso tá muito bom — sorri docemente. Falsa.

— Lógico que está, isso tá perfeito! — ela revira os olhos.

Uhum.

Quando termino de fazer o meu choquelete, ela já está lavando seu prato e seu garfo na pia, usando o sabonete liquido de banho que eu trouxe. Super normal, eu sei. Bem a cara dela.

— Ok, admito que estava ótimo. Parabéns, é raro garotos atraídos pela cozinha.

Dou risada. — "Atraídos pela cozinha", sério? — digo enfiando um pedaço na boca.

— Sério — ela coloca o prato no seca-louças e se vira pra mim, secando as mãos na calça cinza de moletom. — De onde veio isso? Você nunca me disse que gostava de cozinhar.

Embora eu não contasse isso pra ninguém, tudo era diferente quando se tratava de Emma Young. Eu sempre confiava demais nela, e espero do fundo da alma que eu não me arrependa disso um dia.

E sendo idiota mais uma vez, eu engulo um grande pedaço de choquelete e falo a verdade à ela:

— Bom, eu gosto de cozinhar desde que minha mãe era viva. Sempre ajudei ela no preparo das refeições e aos sete anos eu sabia fazer bolo — rio nasalado. — Quando ela morreu eu cozinhava muito, muito mesmo. Algumas crianças lidam com a morte de entes queridos desenhando, se fechando, agindo estranho de qualquer forma... mas eu cozinhava. Os maiores momentos com minha mãe foram na cozinha então era meu meio de terapia. Meu pai achava isso ridículo — bufo com frustração, é péssimo lembrar disso tudo nessas horas, quando estou tão longe e tão bem. — Ele sempre implicava, ele é bem machista. Sempre me tirava da cozinha à força, dizendo que "lugar de homem é no trabalho e de mulher é na cozinha". Tínhamos uma faxineira enquanto minha mãe era viva, e ele fez dela a empregada geral, inclusive cozinheira, apenas para me afastar da cozinha — uma vez que já terminei de comer, deixo o prato sujo na pia e ela começa a lavá-lo com o sabonete de banho. Nem tento impedir, e continuo a contar minha "história". — Ele fazia-a proibir-me de entrar lá, mas quando ele não está por perto, ela cede um espaço pra mim. Hoje em dia eu não cozinho muito, mas ainda gosto. Passo os fins de semana sozinho, então eu cozinho pra mim algumas vezes, mas ninguém além da Silvia, a empregada, sabe.

Ela estava com um sorrisinho que eu não conseguia entender o significado. Ou estava me achando um viadinho e prestes a me zoar, ou estava feliz por algum motivo desconhecido.

— O que foi? — pergunto, sem me conter.

— Nada, é só que... não sei — ela ri sem graça, olhando para o chão. — Eu achei legal isso, esse seu lado. Você é diferente, sabe? — ela brinca com as unhas curtas e eu só queria que ela olhasse pra mim enquanto fala, queria ver a sinceridade em seu olhar ao dizer seja lá o que for, mas eu sentia que seria importante. — Os garotos tem toda essa preocupação em provar que são "homens" de verdade, mas você é tão normal. Isso é bonito, é mais masculino ainda — ela me olha e eu dou risada.

— Hã, obrigado?

Ela dá de ombros.

— De nada — sorri. Saímos da cozinha e vamos para o quarto. Me deito na cama e ela se senta de pernas cruzadas na sua, virada em minha direção. — Mas então essa é sua paixão? Cozinhar?

— É, eu acho que sim. Gostaria de fazer faculdade de gastronomia e abrir meu próprio restaurante, mas meu pai jamais deixaria. Ele quer que eu faça direito, como ele — reviro os olhos, isso é um pé no saco. Poderia ser qualquer coisa, mas direito? Eu sabia que ser um advogado envolvia mentir muito para defender o cliente que, muitas vezes, pode ser o errado na causa. Eu não gostava nada disso, e se meu pai era tão bom assim no que fazia, é porque ele mentia demais. Injustiça não fazia parte do meu caráter, disso eu sempre soube.

— Isso é muito bacana. Você devia investir no que gosta. Você não gosta da ideia de ser um advogado, né? — ela adivinha. Nego com a cabeça.

— Nem um pouco. Estou juntando grana para poder pagar minha própria faculdade e sair de casa antes do que ele espera, já que eu teria sérios problemas ao recusar a faculdade e esse é meu último ano na escola, mas eu não sei se consigo. Faculdade federal não é pra mim, e a particular é um absurdo de cara.

— Sabe o que eu acho? Que você não se enxerga como realmente é. Eu te acho muito inteligente, e penso que você tem grandes chances de bolsa, ou até mesmo uma federal. Talvez não cem por cento, mas talvez setenta, oitenta... você tem potencial e deveria ver isso. Até porque você é um Mendes, seu nome deve valer alguma coisa — ela brinca e eu sorrio.

— Não é algo pelo qual eu me orgulhe.

— Algum proveito você deve ter, vá saber.

Sorrio, encarando o teto. Sabia que ela estava me olhando, seu olhar era muito firme sobre mim, mas não me importei muito, embora estivesse gostando de toda aquela fixação e atenção. Coloquei um braço entre o travesseiro baixo demais e o braço e suspirie.

— Mas e você? O que pretende fazer?

— Nunca pensei muito no meu futuro, o plano é me sustentar o máximo que eu puder. Mas, provavelmente, meu pai vai me tirar daqui antes dos dezoito.

— Vai deixar a sua mãe? — viro a cabeça pra ela.

— Vou... quem sabe assim ela acorda. E se não, não posso salvá-la, mas ainda posso me salvar. Eu não posso me afundar junto, ela fez sua escolha.

— É muita coragem, e você não deve nunca achar que está sendo egoísta ou errada, ok? É o certo a fazer.

— Eu sei — ela suspira. — Mas é tão complicado. Se ela não tivesse sido uma... — ela para e repensa. — Se ela não tivesse cometido aqueles erros, poderíamos estar muito bem hoje, ainda unidos, uma família ótima.

— Uma pena que nada seja perfeita, não é? Meu pai é um saco, sua mãe é um problema. Mas eu não tenho mais a minha e você ainda tem o seu para te salvar. Valorize isso, você ainda vai dar a volta por cima. Sei disso.

— Obrigada, Shawn. Sei que você vai ter muito sucesso também.

Sorrio. — Vamos ver. Eu tenho alguns meses até descobrir isso — respiro fundo. — Eu tô ferrado.

— Quer saber? Esquece isso. Essas são nossas férias, não são? Tempo de esquecer a realidade, estamos há duas horas longe de tudo que nos faz mal, esse é o nosso paraíso e temos mais dois dias para curti-lo, antes de sermos expulsos para o mundo imperfeito.

Eu dou risada. — Está nos comprando à uma história bíblica?

— Estou. Por que é assim que eu vejo as coisas agora.

— Ah, claro. E qual é o nosso pecado? — ela olha para o teto, pensando. Um segundo, dois segundos...

— Ah, não complica, vai — ela me olha. — É o nosso paraíso e pronto.

— Um paraíso meio... proibido?

— Exatamente. Uma prova dele.

Sorrio. — Você é louca.

— Claro que sou. E você também, ou não estaria aqui agora.

— Tem razão.

— É, eu tenho.


Notas Finais


Choquelete parece meio nojento né não? Mas vindo do Shawn eu experimentaria de boas hehehe
Gostaram? Foi bem curtinho e meio xoxo, mas logo eu abalo de novo hehehehe. Não lembro se é o próximo, acho que ainda vai levar uns 2 caps, mas tem uma coisa bem legal pra acontecer.
Entooooon comentem?
Até logo amorecos, beijinhos da Jujuuuu xx
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