História Youtubers no Reality da Morte - Capítulo 38


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Palavras 4.164
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Super Power, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, como estão?

Faltam 11 favoritos pra fic chegar a 500 favoritos.
E falta 38 comentários pra fic chegar a 900 comentários.
Morto estou.
Muito obrigado a todo mundo que favoritou, lê e comenta a fic! Vocês são demais <33

E não que isso tenha alguma importância, e que alguém tenha percebido, mas o Aruan foi o único dos 10 sobreviventes que não apareceu no último capítulo.

E é aquele ditado, se não for pra fazer capítulo com referências eu nem faço.

Espero que gostem!

Capítulo 38 - O Que Vem a Seguir?


Fanfic / Fanfiction Youtubers no Reality da Morte - Capítulo 38 - O Que Vem a Seguir?

(Pov Luba)

O coração de Luba palpitou e um sorriso se formou em seus lábios assim que T3ddy virou para ele e o encarou com olhos confusos e curiosos. Nem em sua perspectiva mais positiva havia se quer passado por sua cabeça que T3ddy pudesse acordar tão rápido.

Luba engoliu em seco e se segurou para não chorar. Os segundos passaram, e ambos continuaram se encarando enquanto vozes falavam palavras que ele não entendia ao seu redor, estava fixo em T3ddy e prestando atenção somente a ele.

Continua a olha-lo esperando uma reação do namorado, mas T3ddy continuou sentado na cama de Kefera o encarando com olhos confusos e curiosos.

- T3ddy? - Chamou Luba com receio.

Ao ouvir seu nome, T3ddy piscou algumas vezes e desviou o olhar para o chão. Logo, levantou o rosto e franziu a testa. Então se levantou e começou a caminhar cambaleante até Luba.

- Eu acordei ele estava na minha cama me encarando. - Luba ouviu Kefera dizer enquanto olhava para T3ddy que continuava a vir em sua direção.

Cellbit interceptou T3ddy no meio do caminho e pousou a mão no ombro dele.

- Que bom que você acordou!

T3ddy parou de andar, olhou para a mão pousada em seu ombro e foi seguindo o olhar pelo braço até parar no rosto de Cellbit.

Ele franze a testa e volta a olhar para Luba e a caminhar em direção a ele.

Quando estavam a menos de cinco metros de distância, Luba não aguentou de ansiedade, se levantou da cama e correu até T3ddy, abraçando-o em seguida.

- Eu senti tanto sua falta. - Luba sussurra e respira fundo, sentido o cheiro habitual de T3ddy. - Eu te amo.

T3ddy não respondeu.

Luba continuou a abraça-lo forte por um bom tempo, então, o abraço se desfez e Luba o encarou com olhos marejados e sorrindo.

T3ddy continuava sem reação, e o encarava com um olhar perdido e confuso.

- Desculpa... - Diz ele. - Mais eu não sei quem você é.

Luba o encarou inexpressivo e ficou em silêncio por alguns segundos. Depois solta um riso nervoso.

- Para de brincadeira amor.

- Eu não estou brincando. - Diz T3ddy com voz calma. - Eu realmente não conheço você.

- O que quer dizer com isso? - Luba franze a testa e sente uma pontada de desespero no peito.

- Eu não sei. - Responde T3ddy com um olhar confuso e indeciso.

*****

(Pov Gabbie)

Cellbit e Gabbie se aproximaram e pararam ao lado de Luba, que trocava com T3ddy olhares inexpressivos e estranhos.

Os dois estavam sorrindo e Gabbie abraçou T3ddy, que ficou duro como uma pedra, sem reação.

Depois que se desfez do abraço, Gabbie olhou para Luba.

- O que foi? - Pergunta ela ao ver o semblante do amigo.

- Ele disse que não se lembra de mim.

- Como assim?

-Eu não sei, eu abracei ele e ele disse que não sabe quem eu sou.

Gabbie olha para T3ddy, preocupada. - Isso é verdade?

T3ddy franziu a testa e balançou a cabeça positivamente, depois desviou o olhar, se sentia incomodado com tanta expectativa em cima dele.

- Ele não tá zoando você? - Pergunta Cellbit olhando desconfiado para T3ddy.

- Não, ele não faria isso comigo. - Luba responde.

- Tudo bem. - Diz Gabbie. - Vamos todos pra cama!

Cellbit levanta a sobrancelha.

- Conversar, é claro.

*****

(Pov Cellbit)

Os quatro foram até a cama de Luba, onde ele e T3ddy se sentaram. Cellbit e Gabbie sentaram-se na cama dele, a direita, e se viraram para ficaram de frente para os amigos na outra cama.

- Você disse que não se lembra dele, certo? - Pergunta Cellbit apontando para Luba.

- Sim, eu não conheço ele. - T3ddy lança um rápido olhar a Luba e volta a olhar para Cellbit.

Luba pareceu magoado com a resposta e Gabbie sussurrou algo para consola-lo.

- Tudo bem, e você se lembra de mim ou dela? - Pergunta Cellbit apontando para si mesmo e para Gabbie.

- Não faço a mínima idéia de quem vocês são. - Diz T3ddy.

Frustado e levemente irritado, Cellbit suspira fundo e passa as mãos pelo rosto.

- Tudo bem, e o que você lembra então?

- Eu lembro do meu nome. - T3ddy responde.

- O que mais? - Cellbit pergunta.

- Não sei. - T3ddy desvia o olhar e faz cara de quem está pensando. - Acho que é só isso, não lembro de mais nada.

A essa altura Luba já estava chorando enquanto era consolado por Gabbie. Abacate que estava dormindo atrás de Cellbit se levantou e foi para o colo do dono, onde começou várias investidas para beija-lo, mas Cellbit esquivava o rosto.

Gusta e Kefera foram até lá em seguida e Cellbit os colocou a par da situação.

- Qual é a última coisa que você se lembra? - Cellbit pergunta. 

- Foi quando eu acordei. - Responde T3ddy. - Eu estava deitado na cama e tava escuro, frio e tudo em silêncio. Eu não sabia onde estava e estava com medo. - Ele pareceu envergonhado ao dizer isso. - Então eu comecei a ouvir barulhos, me levantei da cama e fui em direção a esses barulhos. Quando eu cheguei perto da cama de onde vinham os barulhos, eu me senti mais seguro, então passei o resto da noite sentado ao lado da cama. Eu estava muito confuso, e vocês dois pareciam estar fazendo algo em cima da cama. - Ele olha para Gusta e Kefera. - Eu não queria interromper vocês.

Kefera começa a corar.

- Ainda bem que não fez isso. - Diz Gusta sorrindo feito bobo.

Cellbit franziu a testa, ligando os pontos, e assim que chegou a uma conclusão, voltou a se concentrar em T3ddy.

- E você não se lembra de nada antes disso?

- Não. - T3ddy responde.

- Nem mesmo da facada?

- Olha, eu já falei. - Diz T3ddy desconfortável. - A única coisa que eu lembro é meu nome.

Cellbit olhou para Luba, que já tinha parado de chorar, mas continuava com um olhar preocupado.

- Acho que o Kud vai saber o que tá acontecendo com ele, vamos levar ele até lá.

*****

(Pov T3ddy)

T3ddy caminhou ao lado dos quatro estranhos e o cachorro enquanto o garoto de olhos azuis ia indicando o caminho a frente.

Não entendia porque estavam tão chocados e surpresos por ele não lembrar de nada. Parecia algo normal e certo para ele.

O homem moreno com um bigode deu algumas batidas na porta e depois de alguns segundos, ela se abriu e um senhor de óculos, e de cabelo, barba e roupas brancas apareceu.

Ele os convidou para entrar e depois de se acomodarem em uma sala que mais parecia um banheiro, já que havia várias banheiras, o garoto de olhos azuis explicou para o senhor o que estava acontecendo com T3ddy. 

Enquanto ouvia o que o garoto falava, o senhor balançava a cabeça e de vez em quando lançava olhares estranhos para T3ddy, o que o deixou ainda mais irritado. Por que as pessoas falavam como se algo estivesse errado com ele? 

Assim que o garoto terminou, o senhor disse algo do tipo "Entendo, fiquem aqui que só vou buscar uma coisa e já volto."

Em seguida saiu da sala.

Ficaram em silêncio até o senhor voltar. T3ddy abaixou a cabeça e fechou os olhos, estava super irritado e não aguentava mais todos aqueles olhares que as pessoas ao seu redor lhe lançavam, principalmente o homem que tinha o abraçado e falado que o amava, ele o olhava como se T3ddy o tivesse magoado, e isso era o que o deixava mais irritado, pois ele não havia feito nada!

Assim que o velho voltou, ele examinou o coração de T3ddy com um estetoscópio e depois pois a mão no olho dele e o abriu mais, em seguida ligou uma luz fraca no olho de T3ddy. 

T3ddy não sabia para que serviam aquelas coisas, mas desde que não machucassem ele, não se importava de fazê-los, por mais que parecessem idiotas. Afinal, não havia nada de errado com ele, e T3ddy não tinha nada a temer. E se fazer esses testes fizerem com que essas pessoas estranhas parem de olha-lo como se ele tivesse algum problema, ele os faria quantas vezes fosse necessário.

Depois de examiná-lo com esses objetos estranhos, o velho fez as mesmas perguntas idiotas que o garoto já havia feito, e T3ddy respondeu da mesma forma.

Em seguida o senhor foi para os fundos da sala e chamou o garoto de olhos azuis e o que havia dito que amava T3ddy e cochichou algo com eles por vários minutos.

Depois de algum tempo, os dois voltaram para onde T3ddy estava e disseram que estava na hora de voltar para o quarto.

Faziam o caminho da volta e quando estavam descendo as escadas, T3ddy olhou para o homem de olhos verdes. O homem estava olhando para ele, mas desviou assim que T3ddy colocou seus olhos sobre ele.

T3ddy revirou os olhos e teve vontade de bater nele. Qual era o problema daquele idiota?

*****

(Pov Aruan)

Ainda com os olhos fechados, Aruan passou o rosto pelo travesseiro frio e macio e respirou aliviado. Após os minutos de preguiça passarem, ele abriu os olhos e bocejou. Olhou para o lado da cama e viu que estava vazio.

Então tirou o cobertor do corpo e se sentou na cama com os pés para fora. Passou as mãos pelo rosto algumas vezes e depois fitou seu membro no meio de suas pernas.

Apesar de "desligado", ele estava bem vermelho, assim como a região ao redor, que além de vermelha também estava bastante dolorida. Sorriu ao lembrar dos acontecimentos da noite anterior e depois se levantou.

Meio tonto, caminhou cambaleante ao redor da cama e acabou pisando em suas roupas e nas de Arabella que estavam espalhadas pelo chão. Desviou delas e seguiu para o banheiro nos fundos da enfermaria.

Depois de esvaziar a bexiga, decidiu tomar uma ducha.

Foi um banho quente e demorado, e no meio dele Aruan teve a sensação de estar sendo observado, mas ao olhar para os lados não vê ninguém, então volta a seu banho.

Assim que termina, volta pingando água para a enfermaria e se enxuga nos lençóis de uma das camas. Depois caminha até a cama que havia passado a noite e cata as roupas no chão, vestindo-as em seguida.

Por fim voltou a se deitar na cama e começou a pensar em algumas coisas.

Minutos depois, a porta se abriu e Arabella entrou.

- Tava aonde amor? - Ele pergunta.

- Eu tinha ido a cozinha. - Arabella responde e caminha até uma prateleira próxima a parede.

- O que você foi fazer lá?

- Só fui dar uma volta, estava enjoada de ficar aqui. - Arabella pega vários pacotes de esparadrapos no alto da prateleira e põe em um nível mais baixo. - E fui saber se já tinham pego aquela bruxa.

- E pegaram?

- Não. Parece que faz semanas que ninguém vê ela.

Arabella desce para baixo também algumas garrafas de álcool, uma caixa de curativos e outra caixa cheia de remédios e seringas.

- O que você tá fazendo? - Pergunta Aruan a observando.

- O próximo desafio que você e seus colegas vão passar vai ser bem provável que vocês se machuquem bastante, eu já vou deixar os preparativos arrumados para quando eles vierem me pedir ajuda.

Arabella junta em um canto da prateleira tudo o que havia tirado do alto e vai para a cama.

- E como você sabe disso? - Aruan pergunta enquanto observa o movimento que os seios da namorada fazem enquanto ela anda.

- A Chayene me contou, encontrei ela quando estava indo a cozinha.

Arabella chega a cama e se senta. Aruan pousa a mão por uma de suas coxas e começa a acaricia-la.

- Eu não sabia que vocês eram amigas.

- Bem, ela não é o que eu chamaria de amiga. - Arabella ri. - Mas é bom conversar com alguém normal as vezes.

- Esta dizendo que eu não sou normal? - Aruan brinca.

- Você entendeu, eu quis dizer uma mulher normal, considerando nossos estados, é claro. - Diz Arabella. - Eu já tentei transformar ela em uma versão ainda mais vadia de mim. - Eles riem.

- E por que não funcionou?

- Ela é muito tímida e humilde, e também não leva jeito. - Eles continuam a rir.

- E ela é bastante velha, deve ter uns 100 anos. - Diz Aruan.

- Eu também sou velha, a diferença é que eu morri jovem, e vou ficar assim por toda a eternidade. - Ela sorri e dá um beijo rápido em Aruan.

- Você não parece velha pra mim. - Diz Aruan com um sorriso malicioso.

- Não seja bobo! - Ela ri novamente e se deita ao lado dele na cama.

- Você quer saber o que a Chayene me contou sobre o próximo desafio?

- Só se depois disso a gente brincar um pouco. - Diz Aruan mordendo levemente o pescoço dela.

- Isso eu não posso garantir, mas quem sabe?

*****

(Pov Lukas)

Com a ajuda da pedra que Lira tinha, Lukas e ele passavam rapidamente pelos corredores escuros, frios e fedidos e iam em direção ao dormitório.

Enquanto andavam, Lira lhe contou sobre como tinha sido atacado por uma criatura demoníaca em um dos corredores e como havia se livrado dela. Depois Lukas contou que na verdade, ele não havia matado todos os zumbis do cômodo onde estavam, quando havia chegado nele, a maioria já estavam mortos, ele matou poucos.

O pensamento de não ter mais Daniel continuava sendo desesperador para Lukas, mas ele evitava pensar nisso. E ter Lira ao seu lado meio que diminuía esse desespero.

Lukas ainda se sentia triste e deprimido, mas não estava lutando contra esses sentimentos, estava estranhamente bem com eles. Havia permitido que a escuridão entrasse dentro de si, pois só assim iria conseguir seguir em frente.

Não tinham idéia de que o hospital fosse tão grande assim. Passaram por salas e salas e andaram por um bom tempo até chegarem a sala do buraco.

Saber que já estavam quase chegando fez ambos respirarem aliviados. Pararam para descansar por alguns minutos e logo voltaram a caminhar.

Assim que deixaram a sala do buraco para trás, encontraram Cocielo. Ele estava sentado em um canto escuro da sala e murmurava palavras aleatórias.

Lukas e Lira foram até ele e o colocaram de pé.

- ME SOLTAAAA! - Cocielo gritava e tentava desvencilhar seu braço, mas estava fraco e tonto.

- Ele tá bêbado. - Disse Lukas passando o braço dele por seus ombros.

- Esse cheiro não é de bebida. - Diz Lira fazendo a mesma coisa com o outro braço de Cocielo. - Ele tá é drogado.

- E onde ele iria arrumar droga aqui?

- Não sei. - Lucas responde.

Cocielo para de tentar se soltar e deixa a cabeça cair para frente do corpo enquanto continua a murmurar coisas, dessa vez inaudíveis.

- Vamos levar ele de volta pro dormitório. - Lira diz.

Cocielo é magro, então os dois não têm muita dificuldade para carrega-lo. Logo, passam pela sala e pela seguinte e ficam a uma sala do dormitório.

- E como você sabe qual é o cheiro de droga? - Lukas pergunta.

- Digamos que eu já tenha experimentado, mas foi só uma vez e por curiosidade, é claro.

*****

Na Sala de Controle, A Voz número 1 se encontrava sentada em frente ao painel das câmeras observando o trio de sobreviventes voltar para o dormitório quando a porta fez barulho e se abriu logo em seguida. Ele se virou e viu A Voz número 2 entrar na sala.

- Como foi lá fora? - A Voz 1 pergunta.

- Foi normal. - Responde A Voz 2 e entrega uma sacola para A Voz 1.

A Voz 1 revira a sacola e tira de lá alguns pães, um suco de caixinha, alguns salgados e um pudim de morango.

- Não tinha de chocolate? - Pergunta. 

- Tinha, mas eu comi no caminho. - Responde A Voz 2 e dá um sorriso travesso.

- Seu filho da puta! - A Voz 1 joga a sacola no chão e põe os alimentos sobre a bancada a sua frente. Depois abre o suco de caixinha e começa a beber.

- E como está a repercussão?

- Diminuiu um pouco, mas continua forte. - A Voz 2 diz. - A polícia continua investigando e procurando por eles, mas estão longe de descobrirem a verdade. Acredita que estão considerando a opção de tráfico humano?

- Sério? Como são imbecis! - Diz A Voz 1 e depois bebê um gole do suco.

- Nas redes sociais a repercussão está maior. Mesmo depois desse tempo todo, todos os dias as pessoas continuam subindo tags para eles no twitter, e quando surge alguma pista ou informação, também acaba indo para nos assuntos mais comentados. E todo dia a família de um deles está na TV.

- Isso é bom. - Diz A Voz 1 e começa a comer o pudim. - E você continua plantando as pistas falsas?

- Sim. - A Voz 2 responde. - Agora mesmo, antes de eu vir para cá, soltei aquela imagem deles na beira da estrada, já deve estar viralizando agora mesmo. - Ficam em silêncio por alguns segundos. - Ah, e tem mais, eles já estão conhecidos no mundo inteiro com "The 21"

- Queria ver a cara de todas essas pessoas se descobrissem que agora só restam 10. - Diz A Voz 1 e ri.

- Ou talvez 11. - Diz A Voz 2.

- Eu prefiro dizer que são 10. - Fala lançando um olhar de censura para o outro.

- Como quiser, e como estão os 10?

- Razoavelmente interessante. - Responde A Voz 1. - O T3ddy acordou, mas está com amnésia, e os dois Luc(k)as e o Cocielo voltaram para o dormitório. O Aruan está na enfermaria com a Arabella. Eles tranzaram umas dez vezes ontem a noite, e já estão tranzando de novo. Como conseguem fazer isso?

- Não faço idéia. - Responde A Voz 2.

- E na noite passada, a Kefera e o Gustavo também tranzaram.

- Puxa, as câmeras já devem ter filmado umas 5 tranzas diferentes tirando as do Aruan, se a gente vendesse os vídeos iríamos ganhar uma boa grana.

- Talvez eu vaze eles depois que tudo acabar, mas não estou interessado em dinheiro. - Diz A Voz 1 observando atentamente o que acontece no dormitório. - Estou mais interessado em saber como vão se sair no próximo desafio.

*****

(Obs: Os personagens a seguir são originais.)

Sentada em frente ao computador em seu quarto, Bruna procurava por alguma informação, ou qualquer pista se quer sobre os youtubers desaparecidos. A imagem dos youtubers desaparecidos na beira de uma estrada havia viralizado a algumas horas no Twitter, e desde então, oito dos dez assuntos mais comentados envolviam isso.

A imagem não era muito reveladora e não queria dizer nada, podia muito bem ser falsa. Mesmo com 16 anos, Bruna já tinha assistido o bastante de CSI e Quântico para saber que em muitos casos, os próprios bandidos plantavam provas e informações falsas para desviar o foco das investigações. Por conta disso, não havia perdido muito tempo com a imagem. Como grande fã de youtubers que é, depois de poucos minutos examinando a imagem, havia chegado a conclusão de que ela era falsa.

Tinha que admitir, era uma imagem muito bem montada e editada, e poderia enganar facilmente as autoridades, mas corrigindo, como fanática por youtubers que é, Bruna percebeu o erro.

Por mais que a imagem esteja ruim, ela pôde perceber as roupas que alguns youtubers usavam, mais precisamente as roupas de Cellbit, que é seu grande ídolo. Ele usava uma blusa xadrez vermelha e um jeans azul. E acontece que no ano anterior, Bruna havia ido em um evento onde tinha conhecido e tirado foto com Cellbit, e ele estava com a mesma camisa que está na imagem. A imagem poderia muito bem ser verdadeira e Cellbit poderia muito bem estar repetindo a mesma roupa vários meses depois, quem é que não faz isso não é mesmo? Só que existe um detalhe. No evento em que Bruna conheceu Cellbit, ele havia dado a ela a camisa xadrez que estava usando no dia, e volta e meia Bruna olhava para ela, dobrada sobre o criado ao lado de sua cama.

Isso excluía a possibilidade de Cellbit a estar usando atualmente ou até mesmo neste ano. E a possibilidade de ele ter outra blusa igual ou ter comprado outra blusa igual, era bastante nula. Então a teoria de Bruna era a de que alguém havia pego várias imagens dos youtubers e juntando numa só imagem, mas claro, tudo muito profissional e bem feito, criando assim uma pista falsa.

Havia tweetado isso loucamente tentando avisar as pessoas mas tudo que havia recebido em troca era xingamentos e pessoas a chamando de louca e doente. Então desistiu de avisar as pessoas, ela sabia a verdade e isso era tudo o que importava agora. 

E desde que havia chego a conclusão de que a imagem é falsa, Bruna vem tentando procurar no Twitter e em outras redes sociais, qualquer pista ou informação que a ajudasse a descobrir onde os youtubers poderiam estar, mas já era início da noite e não havia encontrado nada.

Então a porta do quarto se abre e Vitória, a irmã mais velha de Bruna entra.

- Você ficou a tarde toda nesse computador, achou alguma coisa pelo menos?

- Não. - Responde Bruna dando um suspiro frustrado enquanto desce a timeline do Twitter.

- A janta já tá pronta, a mãe disse que é pra você ir jantar.

Bruna não responde, algo no computador chama sua atenção.

- Sua pateta, ouviu o que eu disse?

- Olha isso.

Ela vira a cabeça e olha para Vitória com olhos arregalados e como se tivesse visto um fantasma.

- O que foi? - Vitória franze a testa e caminha até ela.

- Há poucos segundos apareceu que eu tinha recebido uma dm, uma mensagem privada, eu abri e olha o que apareceu.

Vitória se aproximou mais e olhou atentamente para a tela do computador.

"Vejo que você não se deixou enganar por essa imagem falsa que está viralizando por aí, já que é assim tão esperta, vamos ver se também é corajosa. Abaixo está o endereço de onde os 21 youtubers estão sendo mantidos presos. E antes que diga que isso é mentira, abaixo estão tambem algumas imagens para provar que estou dizendo a verdade.

*Imagens*

*Endereço*

E então, você tem coragem suficiente para salva-los ou não?"

- Quem é que mandou isso? - Pergunta Vitória. - Olha no perfil, olha no perfil!

Bruna da alguns cliques. - Eu tô entrando!

A página carrega por alguns segundos e depois abre.

- Não tem foto, nem nome, não segue ninguém e não tem nenhum tweet. A conta foi criada a poucos minutos.

- Não sei não viu, isso tá me cheirando a trollagem de algum idiota. - Diz Vitória desconfiada.

- Vi, você não viu as imagens? São eles, e são imagens que eu nunca vi antes!

- Tá e daí? Você não é nenhuma Wikipedia humana, pode muito bem serem imagens antigas que você nunca viu antes!

- Acontece que eu sou uma Wikipedia humana do Cellbit, e eu nunca vi essas fotos dele antes!!

- Tá, suponhamos que seja verdade, o que você quer que a gente faça? - Vitória questiona.

- Vamos salvar eles é claro! - Responde Bruna. - Pelo jeito que estão nas fotos, eles estão passando por coisas muito ruins, eles precisam de ajuda!

- Bruna cai na real, e se for um psicopata querendo te atrair? Ou até mesmo um estuprador?

- Mais e se não for? E por que um estuprador teria essas fotos deles?

- Olha, eu não sei, mas é muita loucura pra mim. - Diz Vitória sentando na cama da irmã.

- Por favor! Temos até o endereço, essa pessoa quer que nos ajudemos eles, o Cellbit pode estar em perigo!

- É muito perigoso!

- Por favor! - Diz Bruna fazendo cara de dó. - Vamos só verificar esse endereço, se não der em nada eu juro que esqueço tudo isso de investigação de youtubers.

- Não sei não... - Diz Vitória indecisa. - Onde fica esse endereço?

- É uma cidade do interior, não muito longe daqui. -Diz Bruna. - Por favor, vai!

Vitória parece pensar por alguns segundos.

- Tudo bem, mas vamos amanhã cedo, agora eu preciso dormir!

- Eu sabia que você iria aceitar! - Bruna sorri e comemora internamente.

*****

~Manhã Seguinte~

- Tchau mãe. - Diz Bruna passando pela cozinha.

- Tchau, e em que loja vocês vão? - A mãe pergunta.

- Você sabe, loja de roupas e sapatos, coisas de garotas.

Bruna tentava agir naturalmente, mas estava muito nervosa e a beira de surtar.

- Hmm sei. - Respondeu a mãe estranhando a resposta dela. - Tomem cuidado!

- Pode deixar mãe. - Vitória entra na cozinha e dá um abraço na mãe. - Eu te amo.

- Eu também te amo. - Responde a mãe. - E estou feliz que vocês vão pro shopping, é a primeira vez que vocês vão sair juntas!

- É. - Responde Vitória e ri sem graça.

O abraço se desfaz e Bruna e Vitória trocam um último olhar de indecisão. Então as duas assentem levemente com a cabeça, em confirmação, e vão para a porta de casa.

Mal sabiam elas que nunca mais seriam as mesmas depois que saíssem daquela casa, e que iriam se arrepender pro resto de suas vidas de irem atrás daquela pista.


Notas Finais


Quem será que mandou o endereço para as duas garotas? E o endereço está mesmo certo?

E qual vai ser o destino de Bruna e Vitória?

E o T3ddy vai recuperar a memória ou vai ficar assim para sempre?

*****

O próximo capítulo vai ser desafio, e garanto a vocês que vai ser o desafio mais cruel e pesado que vai existir nessa fic. :)

Até lá \o/


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