História "You've always counted." - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Sherlock
Personagens D.I. Greg Lestrade, Dr. John Watson, Jim Moriarty, Mary Morstan, Molly Hooper, Mrs. Hudson, Mycroft Holmes, Sherlock Holmes
Tags Investigação, Mistério, Romance, Sherlock, Suspense
Exibições 33
Palavras 1.786
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Aventura, Ficção, Ficção Científica, Mistério, Policial, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oii gente, lá vai mais um capítulo, espero que gostem!! :)

Capítulo 3 - "I Dreamed a Dream"


Fanfic / Fanfiction "You've always counted." - Capítulo 3 - "I Dreamed a Dream"

      Molly e Watson se entreolharam. Provavelmente Molly ficou curiosa para saber quem seria, mas Watson sabia de quem eu estava me referindo, mas preferia acreditar que era outra pessoa, pois temia muito o retorno do meu velho conhecido. Mas as mensagens de Moriarty são reconhecíveis na primeira lida; e John, como já havia passado por muitos traumas por causa dele (desde a minha queda no St. Bartholomew's), conhecia bem sua forma de "jogar". 
    ⁃    Mas afinal, quem seria esse seu conhecido?- indagou Molly.
      Algo me dizia para não envolvê-la em nada disso. Ela pode ser uma colega, mas não gosto de envolver nem mesmo colegas no "jogo", que nem eu mesmo quero jogar. Porém, acredito que se ela não fosse alertada sobre Moriarty, poderia passar por situações traumáticas futuramente, ou pelo menos, se não passasse, eu a manteria informada.
    ⁃    Seu nome é James Moriarty. - disse.
     O rosto de Molly assumiu uma forma de terror. Ela poderia ter vindo de longe, mas toda a Inglaterra já havia ouvido falar sobre ele e seus crimes.
    ⁃    Moriarty? Aquele que roubou o banco da Inglaterra? - perguntou Molly, com receio da minha resposta.
    ⁃    Esse mesmo. - respondeu Watson.
     Molly ficou empalidecida.
    ⁃    O que pretende fazer? - ela me perguntou.
    ⁃    Por enquanto, vou avisar a Scotland Yard sobre a mensagem. Não há como saber se é para mim realmente, apesar de eu saber que é. Lestrade também acreditará que é de Moriarty e terá cautela.
    ⁃    E o que pretende fazer depois? - indagou ela novamente.
    ⁃    Vou analisar o corpo de Vitor Hall no hospital.
    ⁃    Sendo assim, vou ajudá-los nisso e na investigação também.
     Dentre todas as afirmações do mundo, a última fora a pior. Ajudar? Será que ela não sabia que aquilo era perigoso? Vendo a audácia dela, decidi fazê-la ficar com medo.
    ⁃    Não sabe do que ele é capaz, não é mesmo? - indaguei, preocupado - Se você se meter nisso, pode se comprometer futuramente. Se ele não te matar, ao menos tentará destruir a sua vida, pode acreditar, ele é desse tipo.
    ⁃    Eu sei bem onde eu estou me metendo. - Molly disse, se impondo - E sei também que Moriarty não é nem um pouco piedoso. Mas eu acredito também que possamos derrotá-lo, de uma vez por todas. 
    ⁃    NÃO, você não pode se intrometer nisso!!!! - dei um berro, me descontrolando.
      Molly ficara olhando para a minha cara. Sua expressão era de tristeza e também era como se ela estivesse tentando entender minha reação.
    ⁃    Sinto muito, Sherlock. Você não pode decidir nada por mim.- disse ela, finalmente.
    Logo após ter terminado de falar, ela saiu e chamou um táxi. Watson, tentando entender o porquê do meu estresse, falou:
    ⁃    Você se importa com ela.
    ⁃    Como me importaria com qualquer conhecido que quisesse se envolver com Moriarty e seus joguinhos. - retruquei.
    ⁃    Sherlock, eu te conheço mais do que você mesmo. Eu sei que agora é diferente.
    ⁃    Não sei do que está falando.- disse, apreensivo.
    ⁃    Dá para perceber o jeito que você olha para ela. Não pense que não percebi quando você ficou com vergonha, na hora em que ficaram se olhando.
       Nessas horas é que me arrependo por ter ensinado meus métodos ao John. Dei "asas à cobra", ironicamente dizendo. 
    ⁃    Não fiquei com vergonha Watson. Você se enganou. Se tivesse mesmo ficado, não teria dado nenhuma pista.- disse, mentindo. 
    ⁃    Vou ver quando acredito... - disse Watson, olhando para a minha cara como se quisesse dizer: "Você não sabe mentir mesmo!".
    ⁃    Mas a Molly tem razão Sherlock. - continuou John- Você não pode decidir nada por ela. Eu entendo que não queira envolvê-la, mas a escolha continua sendo dela. 
       Decidi não falar mais sobre isso. Molly não podia entrar nessa. Pelo bem dela. Eu não estava pensando em mim, eu estava pensando nela. "Tenho uma leve impressão de que você está fazendo isso pelo futuro de vocês dois, não é mesmo irmãozinho?" Veio mais uma vez a voz do chato do Mycroft na minha cabeça. Por que eu faria isso pelo nosso futuro? Eu não gosto de Molly nem ela de mim, e ainda por cima mal a conheci. "Se você mal a conheceu e a considera insignificante, por que então fica se importando se ela vai se intrometer no caso de Vitor Hall?".Falou novamente a voz do meu irmão no meu palácio mental. Minha cabeça estava simplesmente contra mim!! Para essa pergunta, eu não consegui nenhuma resposta. Mas eu precisava falar com Molly; pedir desculpas por ter berrado com ela. Sim, eu precisava fazer isso. 
    ⁃    John, sabe para onde Molly foi? - perguntei.
    ⁃    Acho que ela foi ter com Lestrade. - falou Watson.
     Novamente ela, indo ver Lestrade? Será que eles são muito próximos? Ah, o que isso importa? 
    ⁃    Então vamos para lá agora. - disse. 
     Chamei um táxi e fomos para a Scotland Yard.

                                                                  *******

      Chegando lá, no departamento de detetives, dei de cara com Molly conversando com Lestrade. Fiquei olhando para os dois.
    ⁃    Sherlock? 
       Acontece que eu não tinha percebido que estava olhando de uma forma estranha, como mais tarde Watson me contou. 
    ⁃    O que foi?- perguntei depois de algum tempo.
      Todos estavam olhando para mim, pareciam que tentavam entender meu olhar. 
    ⁃    Só um minutinho, gente. - John disse, me puxando para o outro lado.
    ⁃    Olha só Holmes, se eu fosse você não dava muitas pistas. - ele continuou.
    ⁃    Do que está falando? Seja objetivo. - falei.
    ⁃    Não finja que não está entendendo porque não cola Sherlock. - ele afirmou- Está ficando meio evidente agora que você sente ciúmes de Molly com Lestrade.
     Fiquei um pouco chateado. Por que Watson acharia isso? 
    ⁃    Você está percebendo coisas onde não há, Watson. - e dizendo isso, me virei na direção onde Molly e Lestrade estavam.
     Ambos olhavam para mim, sem entenderem nada. 
    ⁃    Bom, meus queridos amigos, queria avisá-los sobre o bilhete que encontrei no...
    ⁃    Não tem problema, Sherlock. Já contei tudo para Lestrade. - disse Molly, em um tom chateado.
    Logo após ter dito aquilo, Molly se virou, provavelmente com o objetivo de ir embora. Fiquei olhando para ela. Tentei adivinhar o motivo pelo qual fui grosso com Molly. Talvez... Para protegê-la? Creio que sim. Então, repentinamente, andei vigorosamente na direção dela. Agarrei-a pelo pulso, e ela se virou, olhando para mim. Naquele momento, só tive como dizer: 
    ⁃    Desculpe por ter sido grosso com você. Fiz sem pensar.
    ⁃    Não tem problema. - Molly disse, ainda chateada. - Mas se precisar de alguma coisa, pode vir falar comigo.
    Dizendo isso, Molly foi embora finalmente. Fiquei ali, com cara de paspalho. Estava feliz e triste ao mesmo tempo. Triste, porque poderia ter estragado um pouco a minha relação com Molly. Feliz, porque mesmo ela estando chateada, suas pupilas dilatavam quando me olhava. Dei um sorriso de contentamento, percebido apenas por Watson, que me chamou novamente.
    ⁃    Por que você sorriu? 
    ⁃    Sorrir é proibido?- perguntei, soltando uma leve gargalhada.
    ⁃    Não fuja do assunto! - disse Watson- Me responda.
    ⁃    Ah, qualquer um fica feliz quando faz as pazes com algum colega. - argumentei.
    Minha mentirinha surgiu efeito. John acreditou, ou talvez tenha fingido acreditar. Acho a segunda hipótese a mais provável; Watson é cabeça dura.
     Hoje à noite, John havia me convidado para jantar com Mary e ele, e como não tinha algo de mais interessante para fazer, decidi ir. O restaurante se chamava Club Gascon e era um lugar pomposo; bonito, agradável e com músicas de Johann Sebastian Bach tocadas ao violino. Estávamos numa mesa para quatro pessoas, conversando sobre vários assuntos inclusive a morte de Vitor Hall. Até que veio o pior assunto possível.
    ⁃    Sherlock, eu não consigo entender como você quer viver sozinho!!- disse Mary, tentando imitar os sermões do marido - Olha, eu sei que pelo menos alguma vez na vida você já achou alguém bonita, além de Irene. 
    ⁃    Mary, você sabe que eu priorizo mais o meu trabalho que qualquer outra coisa. - falei- E chega deste assunto!! Irene é passado e não quero ter o infortúnio de ter que viver uma vida a dois, além de... De...
      De repente, meu olhar vai até algumas mesas do canto do restaurante. Nada podia ser pior do que aquilo. Eu estava vendo, bem próximo das cortinas douradas do restaurante, um cara grande e esguio, e em sua frente... Estava uma moça baixinha, com um vestido roxo e um laço no cabelo; era Molly Hooper!! Ela e o rapaz tomavam um vinho e ela não parava de rir para ele. Senti como se alguém houvesse me apunhalado; acho que era o que chamam de ciúmes, e o pior era que eu repelia qualquer tipo de sentimento. Até que, assim como eu fizera, seu olhar chega até minha mesa; até mim. Seus risos se transformaram em seriedade. Logo depois de me ver, ela olhou novamente para o rapaz e deu um sorriso meio sem-graça. Levou o copo de vinho à boca, com um tom de perturbação. Naquele momento, eu gostaria de ter evaporado. Até que me veio na cabeça uma grande ideia. 
     Como já havia comido todo meu Ale Pie que tinha pedido, levantei da cadeira em direção ao violinista. Dessa vez eu estava realmente tentando impressionar.
    ⁃    Sherlock, para onde você vai? - perguntou Watson.
    ⁃    Só vou falar com o violinista.- respondi.
     Mesmo estando um pouco distante, pude perceber a pergunta de Mary para John: 
    ⁃    O que será que ele vai fazer? 
    Contanto, não ouvi nenhuma resposta. Me dirigi ao violinista e disse:
    ⁃    Me permitiria tocar uma melodia? 
    ⁃    Disponha. - ele disse, estendendo o violino e arco na minha direção.
    Naquele momento, a maioria das pessoas do restaurante olhavam para mim. Mas eu só precisava da atenção de uma. Pensei da melodia, e a escolhi finalmente; era "I Dreamed a dream", de Os Miseráveis. Então coloquei o arco nas cordas e comecei a tocar.
    A cada instante que eu tocava, olhava para a Molly. Ela estava olhando fixamente para mim, um pouco assustada, talvez. Eu sorria na direção dela, nem me importando com o rapaz da sua frente, que estava olhando para mim, assim como todos no restaurante. Parecia que eu tocava aquela música conforme os ritmos do meu coração, e percebi mais tarde que nunca havia tocado tão bem na vida. No fim da música, pude perceber duas lágrimas caindo no rosto de Molly. Talvez ela tenha percebido o porquê de eu, uma pessoa tão anti-sociável e fria na maioria das vezes, tenha me dado ao trabalho de tocar naquele restaurante. E esse motivo era ela.
    


 

 

     


   

 

 

 


Notas Finais


Se quiserem escutar a música que Sherlock tocou no Club Gascon, aqui vai o link: https://youtu.be/F0IBPeuLGWc


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