História You've Always Counted - Capítulo 1


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Categorias Sherlock, Sherlock Holmes
Personagens Molly Hooper, Sherlock Holmes
Tags Angst, Benedict Cumberbatch, Dark Fic, Death Fic, Drama, Johnny Cash, Molly Hooper, One-shot, Sherlock Holmes, Sherlolly, Song-fic
Exibições 47
Palavras 1.032
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia)
Avisos: Drogas, Spoilers, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hello, everydody.

Já peço antecipadamente que não me odeiem por ter escrito isso. A inspiração surgiu quando eu estava tentando escrever um capítulo e ouvi Hurt na voz do Johnny Cash. Portanto culpem ele.

Essa one fala sobre depressão, suicídio e abuso de drogas, então caso se incomode com essas coisas, essa é a chance de parar de ler.

Não acredito que estou pagando internet para ferir meus próprios sentimentos escrevendo esse tipo de fic triste. Talvez eu seja masoquista...

Não esqueçam de ouvir a música Hurt do Johnny Cash e ler a tradução da letra antes de prosseguir.

Como é capítulo único, não esqueçam de dividir sua opinião comigo nos comentários.

Boa leitura

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction You've Always Counted - Capítulo 1 - Capítulo Único

Uma informação sobre Sherlock Holmes: sempre considerou os sentimentos e as emoções como uma inconveniência. Mas algumas pessoas, ao longo dos anos, haviam provado que o detetive não era imune aos efeitos do amor, amizade e atração física como ele tanto proclamava e desejava. Essas pessoas eram seus pais, seu irmão Mycroft, seu melhor amigo John Watson, Sra. Hudson, Lestrade, A Mulher e é claro, Molly Hooper.

 Esconder seus sentimentos e medos sob a fantasia do malvado “sociopata altamente funcional” era algo fácil de fazer quando todos acreditavam que ele realmente era um. Entretanto, Molly, a tímida legista do Hospital St. Barts, sempre o amou apesar de seus terríveis defeitos e enxergava através da mascara de indiferença que o detetive vestia dia após dia. 

Outra informação sobre ele: Sherlock sempre soube que nunca morreria velhinho e cercado de filhos e netos em uma cama branca e confortável.

De qualquer forma, isso nunca o preocupou: independente das circunstâncias, a morte nunca é algo pacifico. Para o detetive, bastava a afirmativa: Pessoas morrem e às vezes, é preciso investigar os detalhes daquele óbito.  Ele sempre havia pensado dessa maneira: frio, apático, distante.

Mas tudo estava tão diferente agora...

O apartamento 221b da Rua Baker estava mergulhado em profundas trevas. Nenhum feixe de luz, nenhum sequer, conseguia atravessar as pesadas e grossas cortinas para entrar no ambiente. O recinto havia sido completamente reivindicado pela poeira que ele não deixava a Sra. Hudson tirar. Seu bom e velho violino estava pousado em seu colo ao lado de uma carta mal dobrada e, na sua mão esquerda, estava aberto o pequeno estojo contendo duas seringas descartáveis com uma solução de cocaína de 7% e a outra bem mais concentrada.

A tortura mental que Eurus lhe causara o havia afetado gravemente. Sua irmã tinha razão em algo que lhe havia dito em Sherrinford: ele não conseguiu vencer o jogo. Lidar com os sentimentos, lidar com o que aconteceu em seguida... era demais para Sherlock. Desde aquele dia, nunca mais conseguiu fingir ser o mesmo sujeito insensível e desumano, cujo papel ele sempre desempenhara com maestria.

E era nesses momentos... Nesses momentos terríveis e solitários, quando tomava consciência da miséria de sua vida, que Sherlock invejava as pessoas comuns. A verdade é que ele trocaria sua inteligência por uma vida simples, tediosa e recheada de pequenas felicidades e regozijos ao lado dela.

Mas agora é tarde demais e tudo está irremediavelmente perdido... Ele pensou enquanto encarava o objeto em suas mãos e imaginava as consequências daquilo. Certamente haveria repercussões na mídia, mas não que se importasse com isso. O que o preocupava, entretanto, era como as pessoas que o amavam reagiriam diante daquilo. Movendo os lábios, mas sem emitir nenhum som, pediu desculpas a todos eles por todo o transtorno que causaria. Desculpas que eles jamais ouviriam pessoalmente.

Do apartamento de baixo, veio o som do rádio da Sra. Hudson ligado e que começou a tocar uma velha canção familiar...

I hurt myself today to see if I still feel
I focus on the pain, the only thing that's real

E como se aguardasse esse sinal, Sherlock injetou o a solução de 7% em sua veia.

The needle tears a hole, the old familiar sting
Try to kill it all away but I remember everything

A única coisa que esperava agora era que seus pais e amigos o perdoassem... que entendessem que havia algo de errado com ele, e que seu coração estava quebrado.

What have I become, my sweetest friend?
Everyone I know goes away in the end

Molly Hooper estava morta. Mesmo após confessar que a amava, mesmo após ouvi-la dizer “Eu te amo”, sua impiedosa irmã explodiu o apartamento e destruiu qualquer esperança que Sherlock tinha de vê-la face-a-face outra vez.

And you could have it all… my empire of dirt
I will let you down, I will make you hurt

Molly Hooper estava morta. Assim como Mary e seu amigo de infância, Victor Trevor.

I wear this crown of thorns upon my liar's chair
Full of broken thoughts, I cannot repair

Seus pais tinham um ao outro. Mycroft, seu emprego. John vivia a vida para sua filhinha Rosie. Lestrade era o inspetor da Scotland Yard. A Mulher vivia pelo mundo atrás de aventuras. Mas Sherlock, por outro lado, não tinha mais ninguém para si. Sua irmã fizera questão de matar seu melhor amigo de infância e a única garota que ele amara.

Beneath the stains of time, the feelings disappear
You are someone else, I am still right here

Os casos não o interessam mais como o interessavam outrora. Seu violino, com quem tivera mais contato físico do que com qualquer outro ser vivo, não o deleitava mais ao ser tocado por suas mãos hábeis. A comida, as pessoas, os cheiros, as vozes, as ruas, as notícias... Nada mais o cativava.

What have I become, my sweetest friend?
Everyone I know goes away in the end

Pegando a segunda seringa com a concentração maior, o detetive  injetou sem delongas. Passado alguns minutos, sabia que agora faltava pouco: o excesso de cocaína bloquearia os canais de sódio cardíacos e em breve teria uma parada cardíaca.

And you could have it all… my empire of dirt
I will let you down, I will make you hurt

Todo dia, em todo momento, seus pensamentos voltavam-se involuntariamente para ela: a realidade da dor de sua perda o fazia desejar nunca ter nascido, pois nenhum poeta seria capaz de transfigurar seu sofrimento em palavras.

If I could start again, a million miles away…
I would keep myself, I would find a way.

Em seus últimos instantes, Sherlock deixou o estojo com as seringas cair no chão. A carta que estava ao lado de seu violino em seu colo explicava em poucas linhas os seus motivos e implorava perdão pelo seu ultimo ato. Sherlock reclinou a cabeça sobre o encosto da poltrona e fechou seus olhos azuis.

Apenas por um segundo, permitiu-se ser a criança inocente e ingênua que fora antes de sua irmã assassinar seu amigo Victor. Desejou que o Paraíso realmente existisse e que quando abrisse seus olhos novamente, pudesse voltar a ver Molly Hooper.

— Você sempre contou, Molly.


Notas Finais


Na minha opinião, a Molly só não rodou no fim da quarta temporada pq a Eurus realmente não tinha colocado explosivos no apartamento dela, senão não teria "Eu te amo" que salvaria ela... afinal estamos falando de jogar com uma psicopata e esse tipo de pessoa não se importa com ninguém além deles mesmos.
Ainda bem que o final da temporada foi bem diferente, né non? A Molly é o meu bolinho de mel e vou protegê-la. ♥ (Apesar de ter matado ela nessa fic, mas já disse que foi culpa do Johnny Cash)

P.S. Juro nunca mais ouvir Johnny Cash enquanto escrevo,
beijos!


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