História You've got to hide your love away - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Beatles
Personagens George Harrison, John Lennon, Paul McCartney, Personagens Originais, Ringo Starr
Tags Amor, Comedia, Cynthiapowell, Drama, Georgeharrison, Johnlennon, Músicas, Paulmccartney, Ringostarr, Thebeatles
Visualizações 21
Palavras 2.527
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi nenês! Aí vai o capítulo novo, decidi que vou mudar a capa da fic para acompanhar a história. Espero que gostem! Boa leitura <3

Capítulo 15 - Chapter XV


Fanfic / Fanfiction You've got to hide your love away - Capítulo 15 - Chapter XV

- Estou pronta Michelle! – Gritei para Michelle, empilhando minhas duas malas na sala e procurando meus documentos na bolsa.

- Estou chegando – Respondeu Michelle toda desengonçada ao tentar descer sua mala de rodinhas pela escada. - Que horas são?

- Nosso voo sai em 40 minutos, estamos atrasadas. – Corri em direção da cozinha para pegar um sanduiche que mamãe deixara pronto.

- Vamos? – Disse minha mãe abrindo a porta da rua após tirar seu carro da garagem.

- Vamos, mal vejo a hora de ver John! – Disse pegando minhas malas e levando em direção ao carro. Finalmente havia chegado o dia da nossa viagem. Combinei com papai de que ele levaria os rapazes para a gravadora e deixaria propositalmente o violão de John no hotel, para assim nos buscar no aeroporto sem deixar rastros. Estava tudo perfeitamente planejado, e papai ter concordado com tudo me tranquilizou mais, principalmente em relação a Cynthia, meu pai era totalmente a favor de nosso namoro e me contaria qualquer coisa que pudesse me magoar. Colocamos as malas no carro e fomos até o aeroporto. Percorremos um caminho de mais um menos quinze minutos até chegar lá. Me despedi de mamãe rapidamente e prometi telefonar assim que chegasse. Saímos correndo devido ao atraso, atropelando algumas pessoas que andavam lentamente com suas malas pelo aeroporto. Conseguimos entrar no avião. O voo levou em torno de seis longas e intermináveis horas até chegarmos em NY. O avião pousou em torno de cinco da tarde, e não fazia tão frio quanto em Londres.

- Você consegue o ver? – Perguntou Michelle olhando para os lados a procura de papai.

- Não mesmo... – Olhava para todos os lados a procura dele.

- Estou aqui meninas – Disse uma voz perto de nossos ouvidos, fazendo-nos pular de susto.

- Papai! – Pulei em seu colo feliz em lhe ver novamente.

- Michelle, você está enorme! – Disse ele ao ver Michelle comigo. Eles não se viam há anos, desde que meus pais se separaram.

- Olá senhor Epstein, que saudades do senhor – Respondeu educadamente dando-lhe um abraço.

- Onde estão os rapazes? – Minhas malas estavam realmente muito pesadas. Talvez tenha exagerado um pouco nas roupas.

- Estão no estúdio, como havíamos combinado. A gravadora adorou o disco dos rapazes e quer fechar contrato, mas eles não sabem disso ainda. – Meus olhos se arregalaram naquele momento e quase chorei de alegria. Aquele era o sonho de John, e ele nasceu para viver de sua música, estava claro o talento dele. Dele e dos outros rapazes. Passamos no hotel, que ficava longe do aeroporto, para pegar o violão de John, e seguimos direto para o estúdio. Meu coração acelerava a cada momento, nunca sentira isso antes. Ao chegarmos no estúdio, papai foi a frente e me entregou o violão de John para que eu entregasse para ele. Abriu a porta lentamente possibilitando que somente ele fosse visto. Paul estava arranhando algo em um piano que havia lá e tinha um cigarro nos lábios, George tomava um café lendo as notícias, Ringo conversava algo com Cynthia e John afinava sua guitarra.

- Olá, rapazes – Entrei lentamente no estúdio seguida de Michelle.

- LUCY? – John gritou o mais alto que pode largando bruscamente a guitarra com George, fazendo-o quase virar seu café e correu em minha direção. Pulei em seu colo e o abracei o mais forte que pude.

- John! Que saudade de você! – Disse em seu ouvido. Fechei meus olhos e repousei meu rosto em seu pescoço, sentindo seu cheiro novamente.

- Oi pessoal, eu sou a Michelle – Disse Michelle fazendo todos rirem. Paul gentilmente a cumprimentou apresentando-se e tomou conta de nossas malas. Papai a apresentou para o resto do pessoal, e eu continuei ali, abraçada em John como se não houvesse ninguém em volta.

- Chega, é minha vez! – Disse George puxando John. O abracei fortemente mandando lembranças de Pattie que morria de saudade. Cumprimentei a todos, e na vez de Cynthia simplesmente acenei. Não gostava dela. E aparentemente com razão.

- Como você está, meu amor? Está se alimentando bem? – Perguntei enchendo o rosto de John de beijos e mais beijos.

- Senti tanta sua falta Lucy, não vou lhe deixar partir nunca mais. – John me pegou no colo. Ele era muito intenso com seus sentimentos, se gostava de algo ia até o final por aquilo, se não gostava, o ignorava completamente.

- E você, meu cozinheiro preferido? – Perguntei a Ringo dando-lhe eu terno abraço.

- Com saudades de você e da minha garota – Respondeu Ringo.

- Desculpem-me interromper – Começou papai. – Mas vocês acabam de fechar contrato com a gravadora – Concluiu fingindo ser a coisa mais natural do mundo. Todos gritavam e pulavam como se fossem crianças e John me pegou no colo mais uma vez. Gostava da quão baixinha eu era e isso fazia-lhe sentir que teria posse sobre mim. Mais um detalhe sobre John.

- Eu sabia que vocês seriam sucesso!

- Mas não se empolguem rapazes, agora a coisa fica mais apertada, vocês terão que treinar e escrever como nunca antes. Eles adoraram a ideia de composição de “Lennon-McCartney” e querem mais vezes no disco, também querem saber se George e Ringo sabem compor, então se sintam a vontade para isto. – Concluiu servindo um gole do café. – Vamos dar uma pausa.

- Vem cá – John sussurrou em meu ouvido e me puxou para a rua. Ninguém percebeu. Nem Michelle que estava encantada com Paul – E quem não ficaria? – E sentou-se ao lado dele no piano tocando algumas coisas.

- Aonde vamos? – Perguntei descendo as escadas do edifício onde ficava a gravadora.

- Não sei, só queria ficar a sós com você – John me puxou pela mão e me levou em uma cafeteria que ficava perto dali.

- Como estão as coisas por aqui? Está gostando? – Perguntei sorrindo e abraçando seu braço. Estava feliz de estar ali.

- Está tudo indo bem, ficamos quase vinte horas tocando ontem no estúdio e depois fomos a uma boate – John respondeu acendendo um cigarro.

- Ah é? Tomou porre? – Havia muitas pessoas naquela cidade e várias delas esbarravam por nós. John não ligava.

- Nunca fiquei tão bêbado na minha vida – Disse com a maior sinceridade do mundo, ambos rimos. – E por lá, como estão as coisas? – Entramos em um café pequeno e aconchegante, e sentamos próximo a janela.

- Estão normais, nada de novo aconteceu desde que você partiu. – Disse pegando o cardápio. John chamou a garçonete e pediu o café americano, disse que eu iria adorar. Ele não parava de me olhar, e eu a ele, parecia que estávamos sozinhos naquele lugar.

- Senti sua falta – Ele quebrou o silencio.

- Eu também.

- Cynthia está tentando reatar comigo. – Meu coração parou por uns segundos. Nosso café chegou e John começou a comer como se nada tivesse acontecido.

- É mesmo? – Perguntei tentando ser discreta.

- É. – Um silencio pairou de novo. – Mas eu não a quero. Eu amo você. – Sorri e comecei a comer também. Depois de lá fomos dar uma volta para conhecermos a cidade, e logo voltamos ao estúdio. Estávamos atrasados.

- Porra John, onde você estava? – Paul estava bravo.

- Estou aqui cara, me perdi no horário. – Disse John pegando seu violão.

- Você tem que parar com isso, ou vai prejudicar a banda.

- A MINHA banda, você quer dizer - John alterou a voz e logo papai os interrompeu.

- Chega, vamos tocar. Agora. – Disse ele em um tom rígido. Sentei-me ao lado de Michelle e ali fiquei até o fim da gravação.

- Oi Lucy, como foi a viagem? – Cynthia sentou em nosso lado.

- Foi ótima, obrigada por perguntar. – Respondi com certo ódio, mas sinceramente, não queria brigas com ela, nem com ninguém, então só fingi que não sabia de nada e segui minha vida.

- Fico feliz. Eu queria saber se posso conversar com você... Será que poderia ser agora? – Perguntou de pé em minha frente.
Hello, little girl.
Hello, little girl.
Hello, little girl.
When I see you every day,
I say, mmm-mmm, hello, little girl.
When you're passing on your way,
I say, mmm-mmm, hello, little girl.
When I see you passing by.

Os rapazes começaram a tocar, e durariam horas, então resolvi aceitar.

- Certo, vamos ali fora. – Levantei e passei em sua frente. Cynthia me seguiu e fechou a porta ao sair.

- E então? – Perguntei acendendo um cigarro. Deu para ver a surpresa em seu rosto ao ver quanto eu não ligava para ela. Na verdade, eu ligava, mas ela não poderia saber, ou então, tomaria conta da situação.

- Queria te pedir desculpas por aquele dia na sorveteria. Não deveria ter lhe afrontado daquela forma. – Ela também acendeu um cigarro.

- Está tudo bem Cynthia, já passou.

- John está apaixonado por você. – Gelei na hora.

- Está? – Eu já sabia, mas queria a ouvir dizer. Eu era má quando queria.

- Está. – Cynthia tragou seu cigarro. Um silêncio pairou por alguns instantes. – Então... Desculpe-me. – Concluiu.

- Está tudo bem. – Dei-lhe um beijo sincero no rosto e entramos novamente. Ouvir que John dizia aos outros que me amava aqueceu meu coração.

So I hope there'll come a day when
You say, mmm-mmm, you're my little girl.
Mmm-mmm, you're my little girl.
Mmm-hmm, you're my little girl.
Oh, yeah, you're my little girl.

 

Os garotos concluíram a música e John me olhava através do vidro do estúdio. Mandei um beijo para ele, que me deu o sorriso mais lindo de todos.

- Como foi??? – Perguntou Michelle que sabia de toda a história.

- Ela me pediu desculpas. – Sentei novamente ao seu lado. – Disse que John me ama.

- Será que agora ela desistiu? – Perguntou roendo a unha e olhando discretamente para Cynthia.

- Espero que sim... Mas e me diz uma coisa, e o Paul? – Perguntei rindo.

- Aquela gracinha que está tocando com John? Ah, ele é incrível. Mas namora não é? – Perguntou com um tom triste em sua voz.

- Namora... Ao menos estava acompanhado quando saíram de Liverpool. – Michelle ficava o olhando tocar o tempo todo, que quando percebia piscava para ela discretamente, a fazendo corar. Pronto. Só falta, minha amiga apaixonada por Paul. O ensaio continuou por horas a fio e só me crescia a certeza do quão talentosos eles eram. Durante algumas pausas, Cynthia distribuía algumas torradas que levara para o estúdio, e café – muito bons, por sinal – que nos mantinha acordados e com ânimo para tantas horas ali. Logo que acabaram, papai nos deixou livres para aproveitarmos o resto da noite. Os rapazes gostaram tanto do clube que foram outro dia e resolveram voltar àquela noite, para nos apresentar. Assim que entramos o clube estava lotado, de acordo com George, mais do que da primeira vez que foram. O lugar era escuro, tinha algumas mesas, um imenso bar com diversas garrafas diferentes e também uma enorme pista de dança, onde se acumulava a maior quantidade daquelas pessoas. Ringo e George logo foram para a pista de dança, deixando-nos para trás. John pediu licença por um instante para falar com Paul, e eu e Michelle fomos ao banheiro arrumar nosso cabelo.

 

JOHN’S POV

- E a Michelle, você gosta dela? – Perguntou John indo em direção ao bar.

- Ela é linda, mas deixei alguém em Liverpool. – Paul olhava o cardápio.

- Ah qual é cara, o que foi feito em NY, fica em NY. – Típico do galinha Lennon. Paul sorriu maliciosamente parecendo aceitar o conselho.

 

LUCY’S POV

Voltamos do banheiro e os rapazes haviam pegado bebidas para nós, eram bebidas que nunca havíamos experimentado antes, tipo um coquetel ou algo assim, eles disseram que iríamos gostar então aceitamos. E gostamos. E tomamos vários outros. John me puxou para a pista de dança e por lá ficamos a maior parte do tempo. Paul começara a dançar com Michelle, George e Ringo dançavam com algumas garotas que eu não conhecia, e acredito que nem eles. Coquetel após coquetel todos estávamos extremamente embriagados. Ringo beijava uma moça enquanto dizia “senti sua falta minha doce Maureen”. A moça nem ao menos era parecida com ela, coitado. George subiu em uma cadeira e começou a fazer um pequeno strip-tease para algumas garotas que se acumulavam na volta e Paul beijava Michelle como se fosse a última coisa que ele faria. Cynthia chegou logo após, tão embriagada como nós. Rebolava de uma forma que fiquei extremamente chocada, e devo admitir, ela dançava bem. Em algum momento da noite, lembro-me de ter tocado Johnny Be Good, de Chuck Berry.

Deep down in Louisiana close to New Orleans
Way back up in the woods among the evergreens,
There stood a log cabin made of earth and wood
Where lived a country boy named Johnny B. Goode,
Who never ever learned to read or write so well
But he could play a guitar just like a ringin' a bell.

 

- Meu deus John! Eu amo essa música! – Gritei o mais alto que pude virando o resto da minha bebida que ainda havia no copo.

- Vamos dançar! – John me puxou e começou a me rodar pela pista do clube. Paul e Michelle pulavam e dançavam como Elvis, foi bem engraçado, George tirou Cynthia para dançar e eles rodavam feito peões.

He used to carry his guitar in a gunny sack,
Go sit beneath a tree by the railroad track
Oh the engineers would see him sittin in the shade,
Strummin with the rhythm that the drivers made,
People passin' by they would stop and say
"Oh my but that little country boy can play


Lembro-me de pular e bater palmas no ritmo da música. John fazia o mesmo, cantando o mais alto que podia, às vezes pegava minha mão e me fazia girar, o que me deixava mais tonta ainda. Ringo não soltava a moça que achava ser Maureen por nada, e aquilo era extremamente engraçado.


Go Go
Go Johnny Go Go
Johnny B. Goode

A música finalmente acabou, e eu me atirei exausta nos braços de John, que suava bastante e estava ofegante de tanto pular conforme a música.

- Você é a melhor namorada do mundo – Disse John rindo e logo me beijando. Decidimos ir para o hotel por volta das cinco da manhã, e foi uma tarefa quase impossível tirar Ringo da pobre moça que estava com os lábios vermelhos de tanto beijá-lo, e convence-lo de que aquela não era Maureen. Levou alguns minutos, e Ringo saiu tristonho do clube, carregado por Paul e George, que também deveriam estar sendo carregados.

Papai alugou um quarto com uma cama de casal, para mim e Michelle, mas o que aconteceu aquela noite foi diferente, obviamente. Ringo, como estava desmaiado foi colocado na cama de John, que dormiria comigo, e Michelle dormiria na cama com Paul, onde Ringo dormira normalmente. Deveríamos acordar antes de papai, para trocar de lugar, já que ele não gostaria, nenhum pouco de ver que algum tipo de sem-vergonhice estaria acontecendo debaixo de seu nariz. E assim foi feito.

- Não acredito que vou dormir com Ringo, que já ronca sem estar bêbado. – Disse George levando as mãos à cabeça. O resto vocês já sabem.


Notas Finais


Não esqueçam de comentar o que estão achando, é muito importante para mim! Se quiserem, estou no twitter como @lennonsgirll.
Até amanhã <3


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